Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban / Harry Potter and the Prisioner of Azkaban

Nota: ★★★½

Em time que está ganhando não se mexe, e então, apesar de ter havido algumas mudanças, toda a base se manteve, e o terceiro filme da saga Harry Potter, de 2004, é tão maravilhoso, tão delicioso, e tão esplendorosamente bem realizado quanto os dois primeiros, … e a Pedra Filosofal (2001) e … e a Câmara Secreta (2002).

Harry, Hermione e Rony estão mais crescidos, é claro: no primeiro filme, estavam com 11 anos, no primeiro ano da Escola de Bruxaria e Mágica de Hogwarts. Agora estão no terceiro ano, com 13 anos de idade, e é impressionante como cresceram os jovens atores que interpretam os principais personagens da saga, respectivamente Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint.

Quer dizer, é impressionante, mas também é óbvio: nessa idade, cada ano faz uma diferença imensa. Esticaram bastante, é claro, todos os três. Hermione já tem até peitinhos. Rony, o mais alto dos três, parece imenso. Harry cresceu tanto que é capaz de, na primeira sequência do filme, ainda durante as férias, antes de o terceiro ano começar, e portanto ainda vivendo na casa dos tios Vernon e Petunia Dursley, enfrentar com coragem os tios que o detestam e que ele detesta. (Os tios são interpretados por Richard Griffiths  e Fiona Shaw.)

Exatamente como no livro 3, no começo do filme 3 os Dursley recebem a visita da irmã de Vernon, a tia Marge (Pam Ferris), uma mulher tão absolutamente insuportável quanto o irmão, a cunhada Petunia e o sobrinho Dudley (Harry Melling). E a tia Marge dana a falar mal de Harry e de seus pais, que morreram quando o garoto ainda era um bebê – motivo pelo qual ele foi criado pelos tios antipaticíssimos.

Harry não se contém, e fala, com vigor, duas frases duras em defesa dos pais.

Só isso já seria uma ousadia que o tio Vernon não iria suportar. Mas responder à mulher insuportável não é nada. Sem que Harry fizesse qualquer gesto, sem nem mesmo que ele tivesse tomado a decisão consciente de provocar a coisa, apenas por causa da raiva que tomou conta dele, a coisa acontece: a tia Marge, que já era uma senhora cheinha, começa a estufar feito um balão.

A sequência é absolutamente fantástica de se ver – e é uma maravilha total porque consegue ser bem fiel ao que a escritora J.K. Rowling imaginou.

A imaginação da mulher é uma coisa extraordinária, sensacional – e os realizadores dos filmes da saga conseguem essa proeza dupla de ser fiel aos livros e conseguir botar em cena o que a imaginação sem fronteiras da autora criou.

A tia Marge vai se estufando, se estufando, os botões se arrebentando, as roupas estourando, e lá vai ela para os céus – o que faz com que Harry arrume o mais rapidamente possível suas coisas no malão e fuja da casa dos Dursley antes de levar o que provavelmente seria a maior surra de sua vida.

O garoto anda pelas ruas desertas naquela hora da noite, arrastando o malão. Há a primeira visão do cão enorme, gigantesco, apavorante – e logo em seguida surge o noitibus não de dois andares, como os vermelhinhos normais de Londres, mas de três andares, e pára justamente onde ele está, para recolhê-lo.

Dentro do noitibus, o trocador – uma figura absolutamente fantástica, assim como o motorista – lá pelas tantas está lendo O Profeta Diário, o maior jornal dos bruxos ingleses, e na primeira página há a notícia de que Sirius Black, o terrível assassino, conseguiu ser o primeiro prisioneiro a fugir de Azkaban.

Logo Harry ficará sabendo, e o espectador também, que a crença geral é de que Sirius Black – adepto de Lord Voldemort, o mais terrível de todos os bruxos do mal, o que matou os pais de Harry – está atrás do garoto para matá-lo.

Essa é a trama central do Harry Potter 3. Há várias subtramas, surgem novos personagens que não haviam aparecido nos livros e filmes e 1 e 2, mas essa é a trama central.

Já o tema central…

Ação, aventura, brincadeira – e sérias afirmações

O tema central do 2, Harry Potter e a Câmara Secreta, é uma defesa clara, forte, segura, firme da convivência entre pessoas de diferentes estratos, origens – e portanto, por extensão, diferentes cores de pele, religiões, etnias, hábitos, crenças. Que é errado, que é coisa do Mal em Si defender raça pura, superioridade de alguma etnia sobre as outras, supremacia, preconceito.

O tema central deste Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é, na minha opinião, tão importante quanto o do filme anterior. É uma defesa clara, forte, segura, firme na crença de que as aparências enganam, e o julgamento que se faz das pessoas pode perfeitamente estar errado. A Justiça pode perfeitamente errar, e condenar como assassino alguém que não foi culpado pelo crime.

Os livros e filmes da saga Harry Potter, pelo menos esses três primeiros que já vi, são assim: um visual deslumbrante, uma capacidade fantástica de transformar em imagens o que a imaginação louca livre leve solta de J. K. Rowling bolou. Histórias fascinantes, divertidas, vibrantes, cheias de momentos engraçados – mas também com momentos extremamente sombrios. E, por trás de tanta ação, aventura e brincadeira, coisas sérias, belas posições diante de alguns dos temas mais polêmicos – e importantes – que há.

Visual deslumbrante, efeitos fantásticos

Um visual deslumbrante, uma capacidade fantástica de transformar em imagens o que a imaginação louca livre leve solta de J. K. Rowling bolou.

Aquela sequência bem no início da tia Marge crescendo e voando como um balão para o céu é uma maravilha. Logo em seguida vem a do passeio do noitibus pelas ruas de Londres – é de perder o fôlego, e, ao final, dar rewind e ver de novo.

Que maravilha as duas sequências em que primeiro Harry e depois um grupo grande de alunos tem problemas com o Livro Monstruoso dos Monstros, necessário para a matéria Trato das Criaturas Mágicas, mas cheio de dentes e tentáculos!

E que espetacular é a sequência em que Harry voa no Bicuço, o hipogrifo – um animal violento e temperamental metade cavalo, metade ave que é o bichinho de estimação do grandalhão Hagrid (Robbie Coltrane), o guarda-caça de Hogwarts, um protegido do diretor, o grande mago Albus Dumbledore (interpretado aqui pela primeira vez por Michael Gambon). As paisagens do campo inglês que o pequeno bruxo e o animal estrambótico sobrevoam, meu Deus do céu e também da Terra, que beleza sublime.

Não tenho a menor idéia de quanto daqueles cenários é real, e foi captado de fato pelas câmaras do diretor de fotografia Michael Seresin, o que é pura criação, CGI, imagens geradas por computador – nem me interessa. Jamais tive interesse em saber as coisas técnicas, trucagens, efeitos especiais – desde muito antes da chegada das CGI, imagine agora. O fato é que aquilo é um deslumbre para os olhos.

O mesmo se aplica ao salgueiro bravio e vingativo, que usa seus galhos como braços sempre dispostos a nocautear quem chega perto. O salgueiro bravio, no qual o carro dirigido por Rony bate no começo do livro e do filme 2, tem grande importância na história 3. É uma maravilha da arte de criar imagens como os galhos brigam com Harry e Hermione.

Há, como nos filmes anteriores, uma sequência de quadribol, o jogo dos jovens bruxos inventado pela mente lisérgica de K.D. Rowling, em que os atletas dos dois times voam em suas vassouras e há três tipos diferentes de bolas. A sequência de quadribol deste HP e o Prisioneiro de Azkaban, exatamente como a descrita no capítulo 13 do livro, acontece durante uma chuvarada violentíssima, com fortes ventos. A sequência deve durar aí talvez uns três ou quatro minutos, mas é toda feita com uma montagem rapidíssima, tomadas curtas e muitos cortes, freneticamente, como num clipe da MTV dos anos 80. É de uma maestria técnica impressionante. A mim, particularmente, ela deixa tonto – mas os jovens devem adorar.

Do tenebroso ao esfuziante, do sério ao delicioso

Há um elemento criado pela escritora J.K. Rowling no livro HP e o Prisioneiro de Azkaban que é especialmente apavorante, impressionante, e que, ao ler o livro, a gente não consegue imaginar como aquilo poderia ser mostrado no cinema: os dementadores, os guardas de Azakaban, o presídio para onde são levados os bruxos criminosos.

Seu corpo não é concreto, de massa firme, como o dos seres humanos, dos animais, dos vegetais – é algo fluido, algo entre o concreto e a fumaça. São seres cruéis, especialmente cruéis. Não são simplesmente guardas de presídio: são seres destinados a destruir o espírito dos prisioneiros. Sugam do cérebro, do coração dos prisioneiros tudo o que há de alegre, de feliz, de positivo neles.

Dementer em inglês, dementador na tradução de Lia Wyler adotada nas legendas do filme. Não poderia haver termo mais apropriado. desfazedor de mente, destruidor de mente.

Pois os realizadores da saga Harry Potter no cinema conseguiram dar forma aos dementadores.

A própria J.K. Rowling deve ter se surpreendido.

Os dementadores são o elemento mais sombrio, mais tenebroso, mais lúgubre deste Harry Potter 3.

As aventuras de Harry Potter e seus amigos Hermione e Rony vão do tenebroso ao esfuziante, do sério ao delicioso, à aventura, à graça.

Uma das cenas mais deliciosas deste aqui é o murro que Hermione dá em Draco Malfoy (Tom Felton), o bruxinho chato, pentelho, mau caráter, supremacista.

Fiz uma tabelinha de comparação entre os três primeiros filmes da saga:

 

HP e a Pedra Filosofal (2001) HP e a Câmara Secreta (2002) HP e o Prisioneiro de Azkaban (2004)
Custo (em milhões) US$ 125 US$ 100 US$ 130
Renda US$ 975 US$ 879 US$ 797
Total de prêmios 17, fora 68 outras indicações 13, foram 46 outras indicações 17, fora 53 outras indicações
Oscars 3 indicações Nenhuma 2 indicações
Alguns dos grandes atores Ian Hart,

John Hurt,

John Cleese

Kenneth Branagh, Toby Jones,

John Cleese, Gemma Jones

Gary Oldman, David Thewlis, Timothy Spall, Emma Thompson,

Julie Christie

O salário de Daniel Radcliffe US$ 1 milhão US$ 3 milhões (não achei a informação)

O time se manteve – mas mudou o técnico

Em time que está ganhando não se mexe, e quase toda a base da equipe que havia feito os filmes 1 e 2 da saga foi mantida. Desde, claro, a origem de tudo: o filme 3 é a transcrição para a linguagem do cinema do livro 3 dos sete escritos por J.K. Rowling. Uma adaptação gloriosamente bem feita, pelo mesmo cara que havia feito as anteriores, Steve Kloves, o texano nascido em 1960 que escreveu, entre outros, os roteiros de dois belíssimos filmes para adultos, Susie e os Baker Boys (1989) e Garotos Incríveis (2000).

A trilha sonora é o do mesmo John Williams dos dois primeiros – o John Williams que está para Steven Spielberg como Nino Rota para Federico Fellini, como Bernard Herrmann para Alfred Hitchcock, como Pino Donaggio para Brian De Palma, como Alberto Iglesias para Pedro Almodóvar.

Os atores que fazem os garotos Harry, Hermione e Rony são os mesmos Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint – e, a rigor, a rigor, ter mantido esse trio ao longo dos oito filmes realizados entre 2001 e 2011 é um dos elementos mais básicos da qualidade geral da saga. Sem essa continuidade, a série não teria sido tão maravilhosa quanto é.

Mas os realizadores foram felizes também em manter nos mesmos papéis dos coleguinhas de Harry, Hermione e Rony os mesmos atores, que foram crescendo junto com os personagens – como, para citar só alguns, Chris Rankin (Percy Weasley), James Phelps (Fred Weasley), Oliver Phelps (George Weasley), Bonnie Wright (Ginny Weasley), Matthew Lewis (Neville Longbottom), Tom Felton (Draco Malfoy), Jamie Waylett (Crabbe), Josh Herdman (Goyle), Devon Murray (Seamus Finnigan), Alfred Enoch (Dean Thomas).

Os principais personagens adultos são, da mesma forma, interpretados pelos mesmos atores, ao longo dos dez anos em que foram lançados os filmes da série. Com a grande exceção justamente do diretor da Escola de Bruxaria e Mágica de Hogwarts. A figura um tanto imponente do grande, idoso mago, com sua aura de extremas competência e bondade, foi interpretada, nos dois primeiros filmes, por Richard Harris. O veterano ator irlandês de 76 títulos, 11 prêmios, fora outras 19 indicações, inclusive duas ao Oscar, morreria em outubro de 2002, aos 72 anos. Foi substituído aqui por outro respeitado veterano, Michael Gambon.

Mas os atores adultos são assunto à parte. Fala-se deles mais adiante.

Houve uma grande substituição neste terceiro filme: a do técnico, o regente da orquestra – o diretor. Saiu Chris Columbus, que realizou os dois primeiros, entrou o mexicano Alfonso Cuarón.

Alfonso Cuarón, nascido em 1961 na cidade do México, roteirista, produtor, diretor de fotografia, é um realizador interessantíssimo. Sua filmografia como diretor é bem pequena: até 2021, realizou apenas oito longa-metragens – oito filmes dos mais diversos gêneros que pode haver. Fez dramas em seu país (Amor em Tempo de Histeria, 1991, E Sua Mãe Também, 2001). Modernizou romance clássico inglês (Grandes Esperanças, 1998), passou pela ficção científica (Gravidade, 2013), por distopia passada num futuro próximo (Filhos da Esperança, 2006). Depois de ter dirigido grandes produções nos Estados Unidos e na Inglaterra, voltou ao seu país para fazer uma beleza de drama familiar em preto-e-branco (Roma, 2018).

Realizou esse Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban seguindo rigorosamente o padrão dos dois primeiros filmes, como tinha mesmo que ser.

Chris Columbus, o mago dos filmes sobre adolescentes e para adolescentes, não abandonou a série: é um dos produtores deste número 3, ao lado de David Heyman, que havia produzido os números 1 e 2.

Grandes atores é o que na falta na saga

As Ilhas Britânicas são o maior celeiro de bons atores do planeta, e então foi fácil para os realizadores da série arrumar grandes nomes para interpretar os adultos das histórias criadas por J.K. Rowling. A série tem a maravilhosa Maggie Smith no papel de Minerva McGonagall, professora de Transfiguração e líder da Grifinória, uma das quatro casas nas quais se dividem os estudantes de Hogwarts, e o grande Alan Rickman como o soturno, mal-humorado Severus Snape, professor de Poções e líder da casa Sensorina (Slytherin no original). Fora Julie Walters, Fiona Shaw e muitos outros.

Neste filme 3, aparecem pela primeira vez na saga Harry Potter:

* Michael Gambon (na foto acima), de, entre tantos outros, O Palácio de Joe (2007), Atrás da Porta, O Quarteto (ambos de 2012). O veterano ator substitui Richard Harris, como já foi citado, no papel do diretor Albus Dumbledore;

* David Thewlis, no papel do professor Remus Lupin, que ensina Defesa Contra as Artes das Trevas, e tem importância fundamental na trama. Thewlis tem cerca de cem títulos na filmografia, vários deles dirigidos por grandes realizadores, entre eles Eclipse de uma Paixão (1995), Kimera – Uma Estranha Sedução (2007), Cavalo de Guerra (2011);

* Gary Oldman, no papel do prisioneiro de Azkaban do título. Gary Oldman é certamente um dos atores de rosto mais camaleônico da História do cinema, e já interpretou figuras reais como o punk Sid Vicious (em Sid & Nancy, 1986), Ludwig van Beethoven (em Minha Amada Imortal, 1994) e Winston Churchill (em O Destino de uma Nação, 2017) e personagens como o conde Drácula (em Drácula de Bram Stoker, 1992) e o espião George Smiley (em O Espião Que Sabia Demais, 2011);

* Emma Thompson, aquela absoluta maravilha, de, entre tantos e tantos outros, Vestígios do Dia (1993), Tinha Que Ser Você (2008), Educação (2009), Walt nos Bastidores de Mary Poppins (2013). Emma Thompson faz a recém contratada professora Sybill Trelawney, que ensina Adivinhação e desperta em Harry e Hermione a suspeita de ser uma charlatã – como havia sido o professor Gilderoy Lockhart no filme 2, Harry Potter e a Câmara Secreta, o papel do grande Kenneth Branagh, por coincidência, ou não, ex-marido de Emma;

* Timothy Spall, o extraordinário ator de Segredos e Mentiras (1996), Mr. Turner (2014), Negação (2016), A Festa (2017). Timothy Spall faz um papel bem pequeno – aparece na tela por, sei lá, não mais que uns dois minutos, já bem no final da narrativa, como Peter Pettigrew, que havia sido amigo dos pais de Harry.

* E, finalmente, Julie Christie. A atriz maravilhosa por quem toda uma geração se apaixonou, que não sai da cabeça da gente pelo papel duplo de Clarisse e Linda Montag em Fahrenheit 451 (1966), pela Bathsheba de Longe Deste Insensato Mundo (1967), pela Lara de Doutor Jivago (1965), fica ainda menos tempo na tela do que Timothy Spall. Ela faz Madame Rosmerta, dona de uma taverna em Hogsmeade, a Três Vassouras.

Imagino que alguém importante entre os realizadores – talvez Alfonso Cuarón, Chris Columbus, ou o produtor David Heyman, ou a autora J.K. Rowling, que deu vários palpites para a escolha dos atores – tenha pensado: “Temos que arranjar um papel para Julie Christie – ela não pode ficar fora da série”.

Passei pela página de Trívia do IMDb sobre o filme, para ver se havia alguma informação sobre a escolha da deusa Julie Christie para o pequeno papel. Não há; sobre ela há a informação de que no filme trabalham três atrizes que já levaram o Oscar de melhor atriz: Maggie Smith, Emma Thompson e ela. O site enciclopédico não lembra por quais filmes elas venceram. Foi por, respectivamente, A Primavera de uma Solteirona (1969), Retorno a Howards End (1992) e Darling (1965).

Há nada menos de 222 itens de curiosidades, fatos, coincidências sobre o filme, sua produção, seus atores. É sempre assim: quanto mais amado um filme, mais ele tem itens na sua página de Trivia do IMDb. Esta anotação já está grande demais, e por isso mal passei os olhos pela página.

Mas as duas primeiras são tão deliciosas que não dá para não incluir aqui:

* Uma cláusula do contrato de Alfonso Cuarón com os produtores estipulava que ele não poderia falar palavrões na frente dos garotos do elenco.

* Para que pudesse se familiarizar com os três garotos-atores que fazem os principais papéis, Cuarón pediu a eles que escrevessem, em primeira pessoa, sobre o personagem que cada um interpreta. O resultado foi fantástico: os garotos reproduziram em suas respostas ao pedido do diretor o comportamento do seu personagem. Emma Watson, como uma perfeita Hermione Granger, escreveu um ensaio de 16 páginas. Daniel Radcliffe, objetivo como Harry Potter, escreveu uma lauda. E Rupert Grint, um tanto preguiçoso e desorganizado como Ronald Weasley, não escreveu coisa alguma!

Anotação em julho de 2021

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban/Harry Potter and the Prisioner of Azkaban

De Alfonso Cuarón, Inglaterra-EUA, 2004

Com Daniel Radcliffe (Harry Potter),

Rupert Grint (Ron Weasley),

Emma Watson (Hermione Granger),

(em Hogwarts e no Beco Diagonal) Maggie Smith (professora Minerva McGonagall), Michael Gambon (diretor Albus Dumbledore). Robbie Coltrane (Rubeus Hagrid), Alan Rickman (professor Severus Snape), David Thewlis (professor Remus Lupin), Emma Thompson (professora Sybill Trelawney), Gary Oldman (Sirius Black, o prisioneiro), Timothy Spall (Peter Pettigrew), Gemma Jones (Madame Pomfrey, a médica da ala hospitalar), Chris Rankin (Percy Weasley), James Phelps (Fred Weasley), Oliver Phelps (George Weasley), Julie Walters (Mrs. Molly Weasley), Mark Williams (Mr. Arthur Weasley), Bonnie Wright (Ginny Weasley), Matthew Lewis (Neville Longbottom), Tom Felton (Draco Malfoy), Jason Isaacs (Lucius Malfoy, o pai de Draco), Jamie Waylett (Crabbe), Josh Herdman (Goyle), Devon Murray (Seamus Finnigan), Alfred Enoch (Dean Thomas), David Bradley (Mr. Filch, o bedel), Sitara Shah (Parvati Patel), Dawn French (a Dama Gorda), Adrian Rawlins (James Potter, o pai), Geraldine Somerville (Lily Potter, a mãe), Robert Hardy (Cornelius Fudge, o ministro da Magia),

(no mundo dos trouxas) Richard Griffiths (tio Vernon Dursley), Fiona Shaw (tia Petunia Dursley), Harry Melling (Dudley Dursley), Pam Ferris (tia Marge, a irmã de Vernon), Tom Knight (Mr. Granger, o pai de Hermione), 

Roteiro Steve Kloves

Baseado no livro de J.K. Rowling

Fotografia Michael Seresin

Música John Williams

Montagem Steven Weisberg

Casting Jina Jay

Direção de arte Stuart Craig

Produção Chris Columbus, David Heyman, Mark Radcliffe, Warner Bros.,1492 Pictures, Heyday Films.

Cor, 142 min (2h22)

Disponível no Now em julho de 2021

***1/2

Um comentário para “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban / Harry Potter and the Prisioner of Azkaban”

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