
(Disponível na Netflix em 10/2025.)
Espetacular.
O adjetivo ficou na minha cabeça enquanto víamos 1883. A série 1883 é muita coisa, mas creio que de fato o melhor adjetivo para ela é este: espetacular. Continue lendo “1883”

Por Sérgio Vaz

(Disponível na Netflix em 10/2025.)
Espetacular.
O adjetivo ficou na minha cabeça enquanto víamos 1883. A série 1883 é muita coisa, mas creio que de fato o melhor adjetivo para ela é este: espetacular. Continue lendo “1883”

(Disponível na Netflix em 7/2025.)
O Quarto ao Lado/The Room Next Door, o Pedro Almodóvar safra 2024, é o filme mais delicado, suave, quase até mesmo doce, que já foi feito sobre este que é um tema tão amargo quanto fundamental para todos nós, e que a ignorância, o apego cego a crenças religiosas e a má fé tratam como pecado e/ou crime: a proximidade da morte e a decisão de acabar com a agonia de sofrer horrivelmente até que ela resolva dar o golpe final. Continue lendo “O Quarto ao Lado / The Room Next Door”

(Disponível no Amazon Prime Video em 7/2025.)
Pequenas Coisas Como Estas, co-produção Irlanda-Bélgica de 2024, é uma beleza de filme. Consegue ser profundamente emocionante ao falar de um tema real bárbaro, cruel, apavorante, sem exibir qualquer tipo de imagem ou mesmo de fala clara, evidente, explícita, gráfica. Continue lendo “Pequenas Coisas Como Estas / Small Things Like These”

(Disponível no Looke e em “Filmes Completos – Leg. Português” no YouTube em 4/2026.)
Sui generis. O termo ficou rolando na minha cabeça depois de ver, pela primeira vez (antes tarde do que nunca…) As Férias do Sr. Hulot/Les Vacances de Monsieur Hulot, o clássico de Jacques Tati de 1953, cinco anos antes de Meu Tio. Continue lendo “As Férias do Sr. Hulot / Les Vacances de M. Hulot”

(Disponível na Apple TV em 11/2025.)
No início dos anos 1970, quando éramos todos jovens demais, um bando de rapazes nascidos durante a Segunda Guerra Mundial ou logo depois dela derrubou o sistema que vigorava em Hollywood desde bem antes do início da Primeira Guerra, desde praticamente sempre, o star system. American Graffiti, de 1973, dirigido por George Lucas e produzido por Francis Ford Coppola, é um dos mais cultuados e icônicos filmes que marcaram essa revolução. Continue lendo “Loucuras de Verão / American Graffiti”

(Disponível no Mubi em 3/2026.)
Valor Sentimental, o maravilhoso e premiadíssimo filme de 2025 do norueguês-dinamarquês Joachim Trier, é uma linda demonstração de que não é obrigatoriamente necessária uma história complexa, cheia de eventos memoráveis, surpreendentes, fantásticos para se fazer uma grande obra de cinema. Continue lendo “Valor Sentimental / Affeksjonsverdi”

(Disponível na Netflix até 18/3/2026.)
O massacre de Munique – o assassinato de 11 atletas da delegação de Israel nas Olimpíadas de 1972 por um grupo terrorista palestino – aparece bem pouco em Munique/Munich, o extraordinário, maravilhoso filme que Steven Spielberg lançou em 2005. Continue lendo “Munique / Munich”

Por uma destas coincidências, fomos finalmente ver O Agente Secreto em pleno Carnaval. Eu não sabia, porque, como sempre faço, tentei não ler nada sobre o filme antes de vê-lo, mas boa parte da ação se passa no Carnaval – o Carnaval de 1977 no Recife. Continue lendo “O Agente Secreto”

(Disponível na Netflix em 11/2025.)
Que beleza, que maravilha, que preciosidade é O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, que Cao Hamburger lançou em 2006. Continue lendo “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”

(Disponível no Max em 4/2025.)
A Fronteira Oriental, minissérie polonesa de 2025, é um estupor, um troço acachapantemente bem realizado, impressionante, marcante. É uma história de deixar o espectador sem fôlego – uma trama intrincadíssima, atualíssima, contemporânea, de espionagem e contra-espionagem envolvendo a Polônia, a Bielorrússia e a Rússia. A ação se passa a partir de abril de 2021 – sete anos depois de a Rússia invadir a Criméia e apenas dez meses antes da invasão do Leste da Ucrânia e da guerra aberta contra o país. Continue lendo “A Fronteira Oriental / Przesmyk”

Os Inocentes, produzido e dirigido pelo inglês Jack Clayton, é tão apavorante hoje – depois de tantas dezenas, centenas, talvez milhares de filmes aterrorizantes – quanto deve ter sido na época do lançamento, 1961, já lá se vai bem mais de meio século. Continue lendo “Os Inocentes / The Innocents”

(Disponível na Netflix em 1/2026.)
Adeus, June/|Goodbye June é uma beleza de filme, uma obra feita com imensas doses de talento e sensibilidade. Trata de uma das coisas mais tristes da vida – a doença terminal, a espera pela morte que virá logo mas não se sabe exatamente quando, a angústia desesperadora dos parentes, as dores excruciantes, insuportáveis de quem se vai. Pois é: trata dessas coisas tenebrosas todas, de cara, de frente – e não é um filme pra baixo, depressivo, down. Continue lendo “Adeus, June / Goodbye June”

Em 1921, no maravilhoso A Carruagem Fantasma/Körkarlen, o diretor Victor Sjöström mostrou diversas vezes o empregado da Morte chegando para recolher o espírito da pessoa que havia ido embora; um capuz negro cobre seu rosto, e, na mão esquerda, ele carrega a grande foice. Em 1957, o mesmo ano em que dirigiu o já então idoso Victor Sjöström em Morangos Silvestres, Ingmar Bergman mostrou em diversas sequências a própria Morte. Sempre com o capuz preto – mas sem carregar a foice, e com o rosto absolutamente visível, em geral em close-ups. Continue lendo “O Sétimo Selo / Det Sjunde Inseglet”

(Disponível no Era Uma Vez o Cinema no YouTube em 7/2025.)
Em 1947, Elia Kazan, um dos maiores realizadores da História do Cinema, fez um filme extraordinário sobre um dos maiores crimes que a humanidade foi capaz de inventar, o racismo – no caso específico, o anti-semitismo nos Estados Unidos do pós-guerra, logo após o mundo ficar sabendo das proporções do Holocausto – A Luz é Para Todos. Em seu filme seguinte, Kazan voltou a enfrentar o racismo – desta vez, o racismo profundamente enraizado na sociedade norte-americana, o contra os negros, e até mesmo contra pessoas de pele clarinha, clarinha, mas que são consideradas negras se tiverem uma gota que seja de sangue de negro. Continue lendo “O Que a Carne Herda / Pinky”

Que vida, meu Deus, a desse Solomon Perel; que coisa mais absolutamente incrível, fantástica, horripilante – quase uma síntese da história do século XX! E que filme extraordinário, maravilhoso, fez das memórias dele essa realizadora espetacular que é Agnieszka Holland! Continue lendo “Filhos da Guerra / Europa Europa”