

Falo aqui de duas séries bem recentes, uma irlandesa, De Belfast ao Paraíso, de 2026, e uma egípcia, Catálogo, de 2025. Continue lendo “Séries que não vimos até o fim (2)”

Por Sérgio Vaz


Falo aqui de duas séries bem recentes, uma irlandesa, De Belfast ao Paraíso, de 2026, e uma egípcia, Catálogo, de 2025. Continue lendo “Séries que não vimos até o fim (2)”

(Disponível na GloboPlay, em 10/2025.)
Eram tempos tenebrosos, dos mais tenebrosos de toda a História do Brasil. Depois que caíra a Quarta-Feira de Cinzas sobre o país, em 1964, tinha havido o golpe dentro do golpe, a ditadura tinha ficado ainda mais dura. “Amigos presos, amigos sumindo assim pra nunca mais.” Pois foi exatamente ali, nos anos de chumbo do governo do general Garrastazu Médici, que Cacá Diegues se vingou juntando um numeroso bando de grandes artistas para celebrar a alegria, ao som de mais de uma dúzia do melhor produto de que este país é capaz, a música popular. Continue lendo “Quando o Carnaval Chegar”

(Disponível na Netflix em 4/2025.)
“Comunicação é tudo. Validar um ao outro, compartilhar preocupações, medos, tristeza, alegria. Um motivo comum do fim da paixão numa relação é não dar valor às coisas, é um parar de notar o outro.” Continue lendo “O Que Tiver Que Ser / Släpp Taget”

(Disponível no Cine Antiqua Gold do YouTube em 9/2025.)
É maravilhosa a primeira sequência em que o detetive amador Philo Vance aparece na tela – uma beleza, um brilho, de se aplaudir de pé como na ópera. Continue lendo “O Drama de uma Noite / The Canary Murder Case”

(Disponível na Netflix em 1/2026.)
O nome mais famoso internacionalmente do grande elenco da gostosa, divertida minissérie britânica Os Sete Relógios de Agatha Christie é o da exuberante Helena Bonhan Carter – e ela está maravilhosa como sempre. Mas, apesar de seu papel ser importantíssimo, seu personagem não está em cena durante boa parte dos cerca de 150 minutos da série de apenas três episódios. A protagonista da história é interpretada por Mia McKenna-Bruce, uma jovem que eu nunca tinha visto antes – mas de quem, posso apostar, o mundo ainda vai falar muito. Continue lendo “Os Sete Relógios de Agatha Christie / Agatha Christie’s Seven Dials”

(Disponível no YouTube em 8/2025.)
Em 1928, 12 anos depois do colossal Intolerância, David Lewelyn Wark Griffith – o sujeito que “criou uma linguagem e uma gramática cinematográfica” e influenciou gênios como o dinamarquês Carl Theodor Dreyer e o russo Sergei Mikhailovich Eisenstein, como resume o estudioso Jean Tulard – lançou The Battle of the Sexes, no Brasil A Luta dos Sexos. Prestes a completar um século, a obra está disponível no YouTube com o título (incorreto) de Guerra dos Sexos. Continue lendo “A Luta dos Sexos / The Battle of the Sexes”

(Disponível na Netflix em 1/2026.)
Sonhos de Trem/Train Dreams, produção independente norte-americana de 2025, é um filme em tom triste, melancólico, sobre um homem solitário, de natureza introspectiva, meditativa, que trabalha na construção de ferrovias e como lenhador no gelado Norte de Idaho, nas primeiras décadas do século XX. Continue lendo “Sonhos de Trem / Train Dreams”

(Disponível no YouTube em 8/2026.)
Um pintor muito rico se torna suspeito de matar uma mulher linda que posava para ele como modelo, na Nova York dos anos 1940. Descobre-se então que, alguns anos antes, em Paris, ele já havia sido suspeito de matar uma outra modelo. Logo uma terceira mulher que havia posado para ele é encontrada morta. A irmã da vítima número 2 se dispõe a trabalhar como modelo do tri-suspeito, como uma espiã da polícia – e, assim como sua irmã e a vítima número 3, apaixona-se perdidamente pelo pintor, um homem instável, ora calmo, sedutor, ora agressivo, quase abertamente violento. Continue lendo “Obsessão Trágica / The Madonna’s Secret”

(Disponível no Max em 4/2025.)
A Fronteira Oriental, minissérie polonesa de 2025, é um estupor, um troço acachapantemente bem realizado, impressionante, marcante. É uma história de deixar o espectador sem fôlego – uma trama intrincadíssima, atualíssima, contemporânea, de espionagem e contra-espionagem envolvendo a Polônia, a Bielorrússia e a Rússia. A ação se passa a partir de abril de 2021 – sete anos depois de a Rússia invadir a Criméia e apenas dez meses antes da invasão do Leste da Ucrânia e da guerra aberta contra o país. Continue lendo “A Fronteira Oriental / Przesmyk”

Os Inocentes, produzido e dirigido pelo inglês Jack Clayton, é tão apavorante hoje – depois de tantas dezenas, centenas, talvez milhares de filmes aterrorizantes – quanto deve ter sido na época do lançamento, 1961, já lá se vai bem mais de meio século. Continue lendo “Os Inocentes / The Innocents”

(Disponível na Netflix em 1/2026.)
Adeus, June/|Goodbye June é uma beleza de filme, uma obra feita com imensas doses de talento e sensibilidade. Trata de uma das coisas mais tristes da vida – a doença terminal, a espera pela morte que virá logo mas não se sabe exatamente quando, a angústia desesperadora dos parentes, as dores excruciantes, insuportáveis de quem se vai. Pois é: trata dessas coisas tenebrosas todas, de cara, de frente – e não é um filme pra baixo, depressivo, down. Continue lendo “Adeus, June / Goodbye June”

Bem realizado, com boas interpretações – mas frio, distante, destituído de emoção. Assim me pareceu Nathalie…, que a diretora Anne Fontaine lançou em 2003, sobre o que parece ser um triângulo amoroso entre os personagens das belíssimas Fanny Ardant e Emmanuelle Béart e o grande Gérard Depardieu. Continue lendo “Nathalie X / Nathalie…”

(Disponível na Netflix em 12/2025.)
“Esta é uma história real sobre dois homens que o mundo esqueceu. Um foi o 20º presidente dos Estados Unidos. O outro atirou nele.” Continue lendo “Como um Relâmpago / Death by Lightning”

Em 1921, no maravilhoso A Carruagem Fantasma/Körkarlen, o diretor Victor Sjöström mostrou diversas vezes o empregado da Morte chegando para recolher o espírito da pessoa que havia ido embora; um capuz negro cobre seu rosto, e, na mão esquerda, ele carrega a grande foice. Em 1957, o mesmo ano em que dirigiu o já então idoso Victor Sjöström em Morangos Silvestres, Ingmar Bergman mostrou em diversas sequências a própria Morte. Sempre com o capuz preto – mas sem carregar a foice, e com o rosto absolutamente visível, em geral em close-ups. Continue lendo “O Sétimo Selo / Det Sjunde Inseglet”

(Disponível na Netflix em 12/2025.)
É uma deliciosa, agradabilíssima diversão este Wake Up Dead Man, no Brasil Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out (2025), o terceiro filme em que o detetive particular Benoit Blanc tem um caso bem difícil para resolver. Rian Johnson, o diretor e autor da história e do roteiro, acertou em tudo de novo, após Entre Facas e Segredos/Knives Out, de 2019, e Glass Onion: Um Mistério Knives Out, de 2022. Continue lendo “Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out / Wake Up Dead Man”