De Salto Alto / Tacones Lejanos

Nota: ★★★☆
(Disponível na Netflix em 2/2022.)

Sobre De Salto Alto, no original Tacones Lejanos, o opus número 10 de Pedro Almodóvar, de 1991, bons críticos falaram de Rainer Werner Fassbinder e do realizador que influenciou o grande alemão, Douglas Sirk, o mestre do melodrama.

Falaram dos melodramas dos anos 30 e 40, de Joan Crawford e Bette Davis. De Mildred Pierce, no Brasil Almas em Suplício, que o grande Michael Curtiz lançou em 1945, três anos após fazer Casablanca. Mildred Pierce, um dos mais brilhantes, mais perfeitos, mais tearjeckers de todos os melodramas que Hollywood já fez, seria refilmado em 2011 pelo jovem e talentoso Todd Haynes, com Kate Winslet no papel que havia sido de Joan Crawford – o da mulher que trabalha demais, torna-se dona de um negócio bem sucedido, mas enfrenta terríveis problemas com uma filha ambiciosa ao extremo e, mais tarde, se vê como principal suspeita da morte do marido.

De Salto Alto é um danado de um melodramão – embora encenado em tom irônico de comédia, já que, afinal, como dizia Billy Blanco, o que dá pra rir dá pra chorar, questão só de peso e medida. Tem muito a ver, sem dúvida, com os melodramas de Hollywood com Joan Crawford e Bette Davies. E, portanto, tem, é claro, muito a ver também com os filmes de Rainer Werner Fassbinder, em que ele tentava (e conseguia) empurrar o cinema alemão para a frente, para após os anos iniciais do pós-guerra, para o reencontro com o passado que permitisse avançar adiante.

E, sim, claro, tem semelhanças especificamente com Mildred Pierce. Afinal, De Salto Alto é um filme sobre o relacionamento mãe e filha, e envolve assassinato – embora, a rigor, a rigor, a Becky de Marisa Paredes não tenha absolutamente nada a ver com a Mildred Pierce de Joan Crawford, e muito menos a Rebeca de Victoria Abril tem a ver com a Veda de Miriam Ellis.

Mas, na minha opinião, De Salto Alto se aproxima mais é de Sonata de Outono, que Ingmar Bergman havia criado 13 anos antes, em 1978.

De Salto Alto é a versão almodovariana de Sonata de Outono.

Como é almodovariana, é um grande esculacho, uma zorra danada – ao menos aparente. No lugar daquela absoluta seriedade, aquele tom duro, pesado, nórdico, tudo aqui é gritante – do tom de voz dos personagens às cores de suas roupas, das paredes das casas, de tudo. Tudo é latinamente apaixonado, exagerado.

Como é Almodóvar ainda jovem, foge-se do realismo feito o diabo da cruz, o vampiro da luz. Assim – só para dar um exemplo –, no meio da dureza de uma prisão superlotada, as presas, que não usam uniformes, e sim roupas almodovarianamente coloridíssimas, de repente começam a dançar como se estivessem num musical da Metro. No meio delas se destaca uma louraça de 1 metro e 84 de altura, que nasceu Manuel Fernández, tornou-se nos documentos Bibiana Fernandez mas gosta de usar o pseudônimo de Bibi Andersen. (Qualquer semelhança com a bergmaniana Bibi Andersson não é mera coincidência…)

Como é Almodóvar ainda jovem, é um filme para épateur les bourgeois – e então dá-lhe travestis. Um deles, de nome artístico Femme Letal, tem um pauzão portentoso, e come a heroína, a protagonista, num momento em que ela está suspensa como numa barra de ginástica olímpica.

Portanto, é um Almodóvar, legítimo, com todas as gritantes marcas registradas do diretor. Mas é uma espécie de Sonata de Outono.

Acho um tanto espantoso que os críticos falem  das semelhanças de Tacones Lejanos com as obras de Douglas Sirk, Rainer Werner Fassbinder, os melodramas hollywoodianos dos anos 30 e 40 – e isso é correto –, mas não se refiram a Sonata de Outono.

Até porque o próprio Almodóvar se refere ao filme de Ingmar Bergman, com todas as letras. Clarissimamente.

Uma filha abandonada durante 15 anos pela mãe

Vemos Rebeca, a filha, de cara, na abertura da narrativa, logo após os créditos iniciais em que estão todas as cores existentes no mundo. Rebeca-Victoria Abril está no aeroporto de Madri esperando alguém que vai desembarcar. Usa um elegante conjunto branco, discreta minissaia e uma absolutamente nada discreta bolsa do vermelho mais vivo que pode existir – e, em um momento em que ela abre a bolsa para pegar alguma coisa, vemos a etiqueta Chanel. Rebeca, apresentadora de um telejornal, é uma moça chique.

A câmara vai se aproximando do rostinho lindo, perfeito, de Victoria Abril – sinal de que lá vem flashback. Almodóvar não tem vergonha alguma de abrir seu filme com esse recurso que já era velho nos melodramas de Hollywood nos anos 40 que ele goza e homenageia.

Vêm na verdade dois flashbacks, e assim, enquanto a moça espera no aeroporto, o filme já nos dá um perfeito quadro de como é Rebeca, como é sua mãe Becky (o papel de Marisa Paredes, repito), como é a relação das duas.

“Ilha Margarita, 1992” – diz um letreiro. Becky del Paramo, famosa cantora espanhola, está de férias com seu amante da ocasião e a filhinha Rebeca, que tem uns 6 aninhos. Os três estão numa espécie de feira. Por duas vezes, Rebeca se separa do casal, que tem que sair atrás dela gritando por seu nome.

“Madri, 1994”, diz outro letreiro. Becky está casada pela segunda vez, e o novo marido, Alberto (Pedro Diez Del Corral), a obrigou a abandonar a carreira e virar dona de casa. A garotinha Rebeca (interpretada por Rocío Muñoz-Cobo, uma criança que tem uma atuação simplesmente espetacular) lê notícia sobre a mãe em um jornal, enquanto ouve uma discussão entre ela e o marido machista e autoritário. Becky – o jornal mostra isso – acabava de receber um convite irrecusável para se apresentar no México.

Rebeca, a essa altura com uns oito ou nove aninhos de idade, esperta como o diabo, vai ao banheiro e troca os remédios de Alberto de vidrinho. Num deles havia remédios para mantê-lo acordado; no outro, remédios para fazê-lo dormir.

Alberto dorme no volante, bate o carro, o veículo pega fogo – e Becky fica livre para viajar para o México.

A mãe promete à filha que vai levá-la na viagem ao México – mas, na última hora, a garotinha fica sabendo que a mãe vai sozinha, vai deixá-la aos cuidados do pai, o primeiro marido da cantora, e de babás.

Becky havia ficado 15 anos no México. Estava voltando agora – é por ela que Rebeca está esperando no aeroporto.

A filha se casou com um ex-amante da mãe

Uma artista egocêntrica, que põe a carreira em primeiro lugar e a filha em último. Uma filha absolutamente apaixonada pela mãe que nunca ligou muito para ela e a abandonou.

Já haveria aí material para um pesado drama – ou um gigantesco melodrama. Mas é uma história criada por Pedro Almodóvar, o iconoclasta, sarcástico, herético, provocador, hedonista, exibicionista, safado, e então tem muito mais.

Rebeca está casada com Manuel, sujeito rico, executivo de uma emissora de TV, exatamente aquela em que a moça apresenta um dos telejornais, ao lado de uma loura gostosona que faz a tradução para a linguagem de sinais para deficientes auditivos, Isabel (Miriam Diaz Aroca). Manuel (o papel de Feodor Atkine, na foto abaixo) vem a ser um dos ex-amantes de Becky.

Rebeca – veremos – é muito apaixonada pelo marido. Mas Manuel está de saco cheio dela; faz tempo que os dois não transam. Se não come a mulher, Manuel come a loura Isabel – e voltará a comer a antiga amante Becky, já que ela voltou para Madri.

Na primeira noite de Becky de volta à Espanha, vão os três, filha, mãe e Manuel, a uma boate em que o tal transformista Femme Letal se apresenta – cantando numa imitação bem boa exatamente de Becky. Depois que o show termina, Rebeca vai ao camarim do amigo; ao ajudá-lo a tirar a roupa usada no palco, nota, admirada, o tamanho do pau dele, e é aí que Femme Letal crau na moça,

Algum tempo depois, Manuel aparece morto a tiros no seu chalé, onde às vezes ia dormir sem Rebeca. Na noite em que foi morto, foi visitado, em sequência, pela amante Isabel, pela velha amante Becky e pela pela própria Rebeca.

O juiz de instrução do caso, Dominguez (o papel de Miguel Bosé, na foto abaixo), tem certeza de que a loura Isabel é inocente. Para ele, a assassina deve ter sido Becky ou Rebeca. A esposa ou a amante. Mãe ou filha.

“Você viu Sonata de Outono?”, pergunta a filha

Em Sonata de Outono não há assassinato. É um ponto em que os dois filmes se distanciam.

Quem faz a relação entre a história de Tacones Lejanos com Höstsonaten é Rebeca.

Victoria Abril dá um show no longo, bem longo diálogo na sequência em que filha e mãe se encaram, num encontro arranjado pelo juiz Dominguez, e, pela primeira vez na vida, Rebeca abre o coração para Becky.

– “Você viu Sonata de Outono? É a história de uma pianista famosa que tem uma filha medíocre. Uma história como a nossa. Um dia a mãe vai visitar a filha, já casada, que também toca piano. Depois do almoço, a mãe pede que ela toque alguma coisa. A filha fica constrangida, mas, diante da insistência da mãe, concorda e toca, muito nervosa, um prelúdio de Chopin. A mãe fala, só por falar, que foi ótimo. Mas não consegue evitar de sentar ao piano para dar alguns conselhos. E não há nada mais humilhante para a filha do que escutar a mãe tocando. Porque na verdade a mãe está dizendo: ‘Você é um incompetente! Como se atreve a estragar uma partitura tão sublime? Como pôde pensar que minha sensibilidade suportaria isso? Você é vulgar demais para imitar um só gesto meu ao piano! Você não nasceu para isso! Nem que treinasse milhões de anos conseguiria ser sequer uma sombra do que eu sou! A sua imitação não é uma homenagem a mim, e sim um insulto!’”

A única coisa que Becky consegue dizer é: – “Não sei do que você está falando.”

E Rebeca volta à carga: – “Passei a vida imitando você! Desde que nos separamos, tentei competir com você em tudo, sem nenhum sucesso.

Só consegui ganhar de você uma vez! Com Manuel.”

Becky: – “Com Manuel, nós duas perdemos.”

– “É, mas eu me casei com ele, e você não. Mas você tinha que vir para mostrar que podia tirá-lo de mim se quisesse! Eu sabia disso, mas você tinha que provar!”

Num pequenino papel, o jovem Javier Bardem

Há um detalhinho que é obrigatório registrar.

Na sequência importantíssima em que Rebeca-Victoria Abril ´z Há Hpaestá narrando no seu telejornal a morte do marido, Manuel, vemos que diante dela e da loura Isabel, a da linguagem de sinais, junto dos cameramen, há um diretor de TV, um rapaz barbudo.

Ele aparece em cena não mais que uns dois minutos – se é que chega a tanto.

O ator que o interpreta havia aparecido num papel mínimo em uma série de TV em 1974, depois em outra ponta, sem crédito, em um filme

de 1981, depois em quatro séries de TV e um filme de 1990. Chamava-se Javier Bardem.

São sem dúvida fascinantes os caminhos da vida. Nascido em 1969, o iniciante Bardem estava portanto com 22 anos quando Tacones Lejanos foi lançado. Penélope Cruz, de 1974, cinco anos mais nova, naquele ano de 1991 também iniciava a carreira – tinha aparecido em três séries de TV, em pequeninos papéis. Bardem só faria mais um filme com Almodóvar, Carne Trêmula (1997), enquanto Penélope faria vários, diversos. Casariam em 2010 o ator grande, bonitão, e a atriz lindérrima; têm dois filhos, e estão juntos até hoje (escrevo estas mal traçadas em fevereiro de 2022).

Indicações e prêmios nos EUA, na França, no Brasil…

High Heels, como o filme chamou nos países de língua inglesa, foi indicado ao Globo de Ouro como melhor filme estrangeiro, mas não levou o prêmio. Já na França Talons Aiguilles ganhou o César de melhor filme estrangeiro. O que é um pouco estranho, porque oficialmente esta é uma co-produção Espanha-França.

Exibido no Festival de Gramado, De Salto Alto ganhou os prêmios de melhor direção, melhor atriz para Marisa Paredes e melhor trilha sonora para Ryuichi Sakamoto. (Este foi, creio, um dos poucos filmes de Almodóvar em que ele não contou com seu colaborador de sempre, o grande compositor Alberto Iglesias.)

O júri do Goya, o prêmio mais importante do cinema espanhol, não indicou o filme nas principais categorias. Houve cinco indicações – e o filme não venceu em nenhuma delas. As categorias indicadas foram atriz coadjuvente (para Cristina Marcos, que faz Paula, uma assistente social que se interessa por Rebeca na prisão, e não aparece na tela por mais que cinco minutos), som, montagem, figurinos, maquiagem & cabelos.

Já Miguel Bosé, que faz o juiz Dominguez, foi “premiado” com o Yoga de pior ator espanhol do ano. O Yoga (que, como se vê, usa as mesmas letras de Goya) é um prêmio brincalhão, gozador, assim como o Framboesa de Ouro americano, que foi criado por um grupo de críticos de cinema da Catalunha.

E a verdade é que o Miguel Bosé, como ator, é um ótimo cantor.

Confesso que não sabia que Miguel Bosé já trabalhou em tantos filmes como ator. Achava que a participação dele neste filme de Almodóvar era a única ou uma das suas poucas incursões no cinema. Nada! O cara tem 39 títulos em sua filmografia!

Deveria se dedicar apenas à música. É um cantor e compositor de extraordinário sucesso, com mais de 20 álbuns de estúdio que venderam pra lá de 60 milhões de cópias.

Não sabia (ou não me lembrava, o que dá no mesmo) que ele é filho de Lucia Bosé (1931-2020), a estrela do cinema italiana que brilhou especialmente nos anos 50 e 60, em filmes como Crônica de um Amor (1950), A Dama sem Camélias (1953) e o Satyricon de Fellini (1969).

A mãe, Lucia Bosé, estrela do cinema italiano. O pai, Luis Miguel Dominguín, uma lenda das touradas espanholas. E nascido (em 1956) na Cidade do Panamá. Que figura o tal Miguel Bosé.

Em seu verbete sobre o filme, Leonard Maltin realça essas informações: “O protagonista Bosé (filho da atriz italiana Lucia Bosé e do toureiro espanhol Luis Miguel Dominguin) é um pop star na Espanha”.

Maltin dá 2.5 estrelas em 4 para o filme: “Mistureba assim-assim de Almodóvar sobre os conflitos e os meandros da relação entre uma famosa, egocêntrica atriz (Paredes) e sua filha apresentadora de TV (Abril). A primeira metade é o Almodóvar conhecido, mas o filme fica um pouco mais sério (que o necessário). Ainda assim há muito dos toques estranhos do diretor – preste atenção à prisão de mulheres – e também alguns interessantes pontos de vista sobre a celebridade.”

“Um melodrama irônico de uma implausibilidade ridícula”

Na crítica publicada em dezembro de 1991, o grande Roger Ebert deu 3 estrelas em 4. Começa dizendo que os filmes de Almodóvar são um “gosto adquirido”, e que ele – que não havia conseguido se engajar com Mulheres à Beira de um Ataque de Nervosa nem com Ata-me! – começou com este High Heels a adquirir o gosto. High Heels, diz ele, é um filme de grande cor e vitalidade. “Embora seja transcendentalmente tolo, gostei bastante dessa qualidade. É um melodrama irônico de uma implausibilidade alegremente ridícula, envolvendo as vidas e amores lúgubres de uma extravagante atriz, sua emocionalmente frágil filha, e as pessoas apaixonadas por elas. Mas mesmo nesta sentença eu usei um pequeno truque, já que ‘as pessoas’ apaixonadas por elas são em número menor do que parece, através de uma surpresa que eu não vou destruir para Almodóvar.”

O texto de Ebert é uma maravilha. A brincadeira com a surpresa que Almodóvar só revela mais para o fim do filme, envolvendo exatamente Miguel Bosé, é colocada com graça e inteligência para quem já viu o filme – e não é spoiler algum para quem ainda não viu.

E mais adiante:

“O roteiro de Almodóvar é escrito como uma daquelas novelas de TV em que os personagens são reunidos primeiro em uma combinação, e depois em outra, até que todas as possibilidades se esgotem. Como muitos dos personagens deste filme têm mais de um sexo e mais de um nome, há mais possibilidades do que você poderia esperar, mas, sim, eu penso que seria justo dizer que lá pelo fim as possibilidades estão de fato esgotadas.”

E depois:

“O estilo de atuação de seu trabalho parece inspirado pelos filmes de

Douglas Sirk e Rainer Werner Fassbinder, filtrados através de Dinastia (a famosa série da TV americana). Suas atrizes parecem todas inspiradas (ou habitadas) por Joan Crawford e Bette Davis, seus atores parecem quase deliberadamente como os protagonistas dos filmes B, e as tramas envolvem personagens que se preocupam mais com seu processo de envelhecimento do que, digamos, as mortes e tragédias dos outros.

“Como Sirk e Fassbinder, Almodóvar encontra humor na representação inexpressiva da realidade, como na sequência em que a filha, sentada na cadeira do âncora do noticiário de TV, relata a morte de seu marido. Sentada ao lado dela está outra jovem, que estava tendo um caso com o marido, e que está traduzindo o noticiário para a linguagem de sinais. (Na foto acima.) Essa sequência se desenvolve como uma comédia verdadeiramente inspirada.”

A maneira com que Roger Ebert conclui seu texto é um absoluto brilho:

“Um filme de Almodóvar é sempre um exercício de estilo, mas

High Heels também gera mistério e energia na narrativa e produz o que foi, para mim, uma genuína surpresa no final. Como os musicais e ‘filmes para mulheres’ em Technicolor dos anos 1940, este filme talvez não tenha outras ambições. É como uma pintura ou um desenho, criando um mundo que só existe em seus próprios termos, que não abarca toda a extensão das emoções humanas, ou se importe com isso. Mas é realizado com inteligência, estilo e indignação, e, embora seja tudo fumaça, penas e risadas, funciona.”
O que me leva a dizer mais uma vez duas coisas que volta e meia repito aqui:

Quando eu crescer, quero escrever como Roger Ebert.

E:

Preciso ver os filmes de Pedro Almodóvar que ainda não vi.

Anotação em fevereiro de 2022

De Salto Alto/Tacones Lejanos

De Pedro Almodóvar, Espanha-França, 1991

Com Victoria Abril (Rebeca),

Marisa Paredes (Becky del Paramo, a mãe de Rebeca)

Miguel Bosè (juiz Dominguez / Letal / Hugo),

e Feodor Atkine (Manuel, marido de Rebeca e amante de Becky), Ana Lizaran (Margarita, a secretária de Becky), Rocío Muñoz-Cobo (Rebeca criança), Mayrata O’Wisiedo (a mãe do juiz), Miriam Diaz Aroca (Isabel, a intérprete de linguagem de sinais da TV), Bibi Andersen, pseudônimo de Bibiana Fernández (Susana, a louraça da prisão), Cristina Marcos (Paula, a assistente social na prisão), Pedro Diez Del Corral (Alberto, o segundo marido de Becky), Nacho Martinez (Juan), Eva Siva (babá), Lupe Barrado (Luisa), Roxy Vaz (traficante), Paula Soldevilla (enfermeira), Juan Jose Otegui (padre), Javier Bardem (diretor de TV), Jose M. Sacristan (padre)

Argumento e roteiro Pedro Almodóvar

Fotografia Alfredo Mayo

Música Ryuichi Sakamoto

Montagem Jose Salcedo

Figurinos Jose Maria Cossio

Produção El Deseo, CiBy 2000, Canal+, TF1 Films Production.

Cor, 115 min (1h55)

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