Adeus, June / Goodbye June

4.0 out of 5.0 stars

(Disponível na Netflix em 1/2026.)

Adeus, June/|Goodbye June é uma beleza de filme, uma obra feita com imensas doses de talento e sensibilidade. Trata de uma das coisas mais tristes da vida – a doença terminal, a espera pela morte que virá logo mas não se sabe exatamente quando, a angústia desesperadora dos parentes, as dores excruciantes, insuportáveis de quem se vai. Pois é: trata dessas coisas tenebrosas todas, de cara, de frente – e não é um filme pra baixo, depressivo, down.

Não tenho estômago para esses temas. Eu me conheço, estou cansado de saber disso. Cheguei mesmo a pensar em desistir, ali quando o filme estava com uns 20 minutos dos seus 114, mas fui em frente. Ainda bem.

Quando Adeus, June terminou, eu não estava sufocado por angústia, depressão. Muito ao contrário. O filme deixa no espectador uma sensação até de alívio, porque a dor passou, June enfim descansou – e, meu Deus do céu e também da Terra, que maravilha que são o talento e a sensibilidade, capazes de transformam uma das coisas mais triste da vida em bela arte.

Bela arte. Grande cinema. Agora, vem cá: como é possível que este filme seja a estréia de uma pessoa na direção? Mais ainda, mais ainda: como é possível que o argumento e o roteiro sejam obra de um rapazote de 22 anos de idade?

Pois é. Minha mãe diria que são mistérios neste mundo de mistérios.

Com a idade da minha filha, exatos 50 anos, Kate Winslet estreou na direção com a mesma maestria que demonstra como atriz. O garoto roteirista, que se assina Joe Anders, nos documentos é Joe Alfie Winslet Mendes. Seu pai é outro artista talentoso, Sam Mendes, o diretor de Soldado Anônimo/Jarhead (2005), Foi Apenas um Sonho/Revolutionary Road (2008), Por uma Vida Melhor/Away We Go (2009), 1917 (2019), E sua mãe é Kate Winslet.

A história que ele criou e roteirizou e a mãe filmou tem muito a ver com eles. Falo disso mais adiante.

Uma família grande, numerosa, para os padrões atuais

Antes mesmo de relatar um pouco sobre a trama e os personagens do filme, gostaria de registrar que Kate Winslet seguiu, com este Adeus, June, os passos de várias outras atrizes que se aventuraram pela direção – e se deram bem. Sem voltar lá atrás à pioneira – e também inglesa – Ida Lupino, e concentrando apenas nos exemplos das últimas décadas, dá para lembrar os casos de Rebecca Hall, com seu Identidade/Passing (2021), Maggie Gyllenhaal, com A Filha Perdida/The Lost Daughter (2021), Angelina Jolie, com Invencível/Unbroken (2014) e mais outros seis títulos, Greta Gerwig, com Barbie (2023). E, aqui, para dar apenas um exemplo, Carla Camurati, com o grande sucesso Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995).

A narrativa do primeiro filme dirigido por Kate Winslet começa quando faltam 16 dias para o Natal – e o Natal, a proximidade do Natal, têm grande importância na história. Veremos que a família que é a protagonista do filme tem ligação forte com a festa, adora comemorar o Natal.

“Nesta manhã fria, congelante, estamos na contagem regressiva: faltam 16 dias para o Natal”, diz o locutor na emissora de rádio que Bernie Cheshire (o papel do grande Timothy Spall) está ouvindo no banheiro do belo sobrado em que mora com June e o filho solteiro do casal, Connor (Johnny Flynn). Naquele exato momento em o locutor dá essa informação, lá embaixo, na cozinha, onde esquentava água para fazer chá, June (o papel de Helen Mirren) põe a mão no peito – e cai no chão.

A chaleira é daquelas que apitam, e começa a apitar. No banheiro com o rádio em volume alto, Bernie não ouve o ruído – mas ele é forte, e acorda Connor. Ele grita pelo pai, pela mãe. Como não tem outro jeito, levanta-se da cama – e logo dá com a mãe desfalecida no chão da cozinha.

Nos cinco minutos seguintes, bem no inicinho do filme, enquanto June é levada para o hospital e Connor liga para as irmãs para dar a informação, o roteirista Joe Anders e a diretora Kate Winslet nos apresentan toda a família de June e Bernie Cheshire – e é uma família grande, numerosa, para os padrões atuais, em especial entre as famílias de classe média para cima, como é o caso dos Cheshires. O casal teve quatro filhos. Connor, que está aí com uns 40 anos, é o único solteiro e sem filhos.

A mais velha, Helen (o papel de Toni Collette, à direita na foto abaixo, com Kate Winslet à esquerda), mora na Alemanha. Avisada da nova internação da mãe, viaja imediatamente para Londres. Ainda não havia contado para a família que está grávida pela primeira vez.

As duas do meio, Julia e Molly, não se falavam havia anos – uma antiga rusga dessas que acontecem em tantas famílias. Julia (o papel da própria Kate Winslet) tem três filhos – o mais novo, Benji, de pouco mais de um ano, tem Síndrome de Down. Molly (o papel de Andrea Riseborough) tem quatro filhos, como seus pais.

Helen é uma espécie de hippie fora da era hippie: dá aulas de dança holística, mexe com ioga, toques de meditação transcendental com pitadas de florais – essas coisas todas juntas. Julia é uma profissional extremamente bem sucedida, a pessoa da família que ganha mais dinheiro – e ajuda todos os outros, quando precisam. Molly, pelo que dá para entender, não trabalha fora – é dona de casa e mãe em tempo integral.

Connor é um bom sujeito, afetuoso, cuidadoso – mas é muito ansioso, parece ter crises de pânico.

Doente, com câncer já havia três anos naquele dezembro em que se passa a ação, June é ágil, inteligente, sensível, esperta. O marido, Bernie, é um aposentado que gosta de cerveja, futebol e palavras cruzadas – e tudo o que faz na vida é ouvir rádio, ver TV, tomar cerveja e de vez em quando fazer palavras cruzadas.

Assim – a grosso modo, basicamente – são os personagens do filme.

Na conta otimista, June tem mais umas duas semanas

Quando estamos com 15 minutos de filme, enquanto Helen ainda está a caminho de Londres, Bernie, Julia, Molly e Connor têm uma reunião com dois médicos para ouvir seu relato sobre as condições de June. E as notícias são as piores possíveis. O câncer se espalhou, a última rodada de químio não foi tão eficaz, o intestino está obstruído, ela não aguentaria uma nova rodada de químio nem uma operação. Não há nada que possa ser feito – a não ser cuidar para que ela tenha algum conforto e fique menos ansiosa.

Diante das informações, Bernie parece alheio, distante, talvez sem compreender – ou sem se importar. (Mais tarde veremos que é só o jeito dele. Ele se importa, sim, e muito, ama muito a mulher.) Connor demonstra abertamente seu desespero. Julia ouve tudo em silêncio angustiado. Molly explode contra o dr. David Titford (Jeremy Swift), que aperta sua caneta esferográfica e faz aquele barulhinho: – “Sabe o que me deixaria menos ansiosa? Se você parasse de ficar apertando essa porra dessa caneta”.

Pressionado por Connor para dar uma estimativa, o dr. Titford diz: – “Nós não gostamos de fazer estimativas. (…) Vamos ser otimistas e ver se ela fica conosco até o Natal.”

Como já foi dito, faltavam 16 dias para o Natal.

Um enfermeiro que trata June como se fosse sua mãe

O dr. Titford e seu colega, o dr. Simon Khal (Raza Jaffrey), vão aparecer em mais algumas cenas, mas eles não têm grande importância. Quem terá, sim, um papel fundamental na história, ali no hospital, é o enfermeiro Angeli – o papel de Fisayo Akinade (à direita na foto abaixo), jovem ator de teatro, TV e cinema, inglês de Liverpool, filho de imigrantes da Nigéria. Angeli é um profissional perfeito, devotado, dedicado, que vai cuidar de June como se fosse filho dela.

Em uma sequência que demonstra de forma especial a sensibilidade da direção, do roteiro e dos atores, Connor, tomado por uma angústia desesperadora diante da iminente perda da mãe, sai do quarto dela – em que os filhos e o marido se revezam – e perambula sem destino pelo hospital. Acaba indo parar em uma espécie de capela – um lugar para oração, meditação, até descanso, que não exibe símbolos de nenhuma das denominações cristãs, exatamente, creio eu, para que possa acolher os fiéis de qualquer uma delas, bem como os de outras religiões, ou os que professam a religião de não ter fé.

Apenas um banco da capela está ocupado – exatamente por um silencioso Angeli. Connor senta-se na mesma fileira em que está o enfermeiro da mãe. Conversam um pouco, falando bem baixo, como o lugar exige. Connor coloca suavemente sua mão branca sobre a mão negra do rapaz – deixa-a ali apenas por uns segundos, e a retira.

Mais tarde, já quando o filme passou da metade de seus 114 minutos, June – com as dores atenuadas por morfina, sofrendo, mas lúcida, esperta, ágil – vai bolar um encontro das filhas que se evitam, que não se falam, Julia e Molly. Molly havia feito um cronograma das visitas, de tal forma que ela e Julia jamais se cruzassem sequer nos corredores. June bola um plano, e, para executá-lo, conta com a ajuda de Angeli.

Julia e Molly então se encontram. E conversam pela primeira vez em anos.

Não é a única providência de June para cuidar da família que ficará sem ela. Escreve uma carta – uma belíssima carta – para o neto que ela não conhecerá, o que está na barriga da hippie holística & e o escambau Helen.

O que importa é como as pessoas se relacionam com o mundo

Há no filme uma característica que achei muito interessante. O criador da história e roteirista Joe Anders não teve a menor preocupação em contar para o espectador as profissões das pessoas da família. A gente fica sabendo que Helen dá aulas de dança holística porque, quando ela está no meio do trabalho quando recebe o telefonema de Julia avisando da nova internação da mãe – mas é só.

Mostra-se que Julia é, como já foi dito, uma profissional extremamente bem sucedida, que ganha muitíssimo bem e é atarefadíssima – muitas vezes não consegue comparecer ao colégio dos filhos quando há alguma apresentação. (Por causa da mãe, no entanto, para estar com a mãe no hospital, dará um jeito de seu ausentar do trabalho.) Mas não se especifica em momento algum qual é o ramo de atividade dela. Pelas roupas que usa, de uma elegância bem formal, pelo fato de ganhar muito dinheiro, inferi que ela pudesse trabalhar na área de finanças – mas é só isso, uma inferência. Pode ser uma grande advogada. Não se fala explicitamente nada.

Não se diz qual é a profissão de Connor. Nem a de Jerry (Stephen Merchant), o marido de Molly, que sustenta a casa, a mulher e a penca de filhos.

Não se diz qual foi a profissão de Bernie. Claro, ele agora está aposentado – mas não há qualquer referência ao trabalho que ele fazia e que permitiu que ele criasse quatro filhos.

Essa característica do filme, essa coisa de não dar bola para a profissão dos personagens, me encantou. Lembrei daquelas lições da sociologia, de que as pessoas têm vários diferentes papéis na sociedade, e a profissão, o que elas fazem para ganhar a vida, é apenas uma delas. Costumamos dar importância demasiada a esse papel. As pessoas passam a ser definidas pelo que fazem, fulano é médico, sicrano é massagista, o outro é jornalista.
Para os criadores de Adeus, June, a forma com que as pessoas ganham dinheiro para pagar suas contas é algo menor. Não é fundamental. O que importa é a família, a forma com que as pessoas se relacionam com os parentes, consigo mesmas, com o mundo.

Muito do que está no filme tem a ver com Kate e o filho

E há também aquela outra característica sobre a qual falei meio en passant: os Cheshires são uma família grande, numerosa, para os padrões atuais das pessoas de classe média para cima – em especial nos países mais ricos, desenvolvidos, como é o Reino Unido.

Diacho: hoje em dia, aqui no Brasil, aqui em São Paulo, no meio em que eu circulo há décadas, são raros os casais da minha geração para baixo que têm três filhos. O comum, o usual é ter um ou dois filhos – e número de casais que opta por não ter filhos é sempre crescente.

Pois então: June e Bernie tiveram quatro. Molly teve quatro. Julia teve três. Não é o comum, não é o usual.

Os fictícios Cheshires têm a ver com as pessoas da vida real que criaram este belo Adeus, June. Os pais de Kate Elizabeth Winslet tiveram quatro filhos. Foram, exatamente como aconteceu com os Cheshires do filme, três mulheres e um homem.

Com uma vida tão atribulada, com uma profissão que exige muitas, muitas horas de trabalho diário, Kate Winslet conseguiu achar tempo para ter e criar três filhos – um de cada um dos seus três casamentos. A primogênita, Mia Threapleton, nascida em 2000, é filha de Jim Threapleton, o primeiro marido de Kate – e é atriz, com 10 títulos na filmografia até aqui.

Joe Anders, o filho de Kate e Sam Mendes, nasceu em 2003, em Nova York. E depois dele veio Bear Blaze Winslet, do casamento de Kate com Edward Abel Smith.

A história que esse garoto tão jovem criou tem muito a ver com a vida real dele e da mãe: em 2017, quando Joe estava com 13 anos, sua avó materna, Sally, morreu de câncer no ovário. Ele escreveu o roteiro seis anos depois, aos 19 anos, quando fez um curso na National Film and Television School em Beaconsfield. Segundo Kate contaria em entrevista, seu filho “foi encorajado por um tutor maravilho a escrever sobre alguma coisa que ele conhecesse. Embora não seja autobiográfico, de jeito algum, ele pegou um tema que conhecia de quando minha própria mãe morreu.”

Quando leu a versão inicial do roteiro, Kate disse ao filho que poderia ajudar a transformá-lo em filme. Joe passou então a trabalhar em cima da versão inicial que havia feito. Mexeu no roteiro ao longo de um ano, enquanto a mãe se colocou como uma das produtoras e se ofereceu para interpretar uma das filhas de June. Quando chegou a hora de escolher o diretor.,.. “Eu de repente não consegui”, contou ela. Disse ao filho que gostaria de ela mesma dirigir. “Porque quando você entrega para um diretor, passa a ser dele – o que é exatamente a coisa certa que deveria acontecer -, mas eu não queria aquilo para ele. Queria continuar a fazer parte daquilo, queria que ele experimentasse ver aquela coisa bonita que ele havia criado ganhar vida.”

“É um filme sobre família, não sobre morte”

E assim foi.

Diretora estreante, filmando o roteiro de um estreante, Kate quis dar oportunidade a outros jovens profissionais. São iniciantes também o autor da trilha sonora, Ben Harlan, o desenhista de produção Alison Harvey e o figurinista Grace Clark.

Diretora estreante, sim, mas, diacho, ela é Kate Winslet, 109 prêmios, inclusive um Oscar por O Leitor e cinco Baftas, 190 indicações no total, inclusive seis outras ao Oscar e sete outras ao Bafta – e então seu primeiro filme tem no elenco nada mais, nada menos, que as lendas Helen Mirren e Timothy Spall, mais essas maravilhas que são Toni Colette e Andrea Riseborough.

Eis aqui alguns filmes desses grandes atores que já foram comentados aqui no + de 50 Anos de Filmes:

Helen Mirren

(de Londres, 1945)

Timothy Spall

(de Londres, 1957)

Kate Winslet

(de Reading, 1975)

Assassinato em Gosford Park / Gosford Park (2001)

 

Garotas do Calendário / Calendar Girls (2003)

 

A Rainha / The Queen (2006)

 

A Última Estação / The Last Station (2009)

 

A Grande Mentira / The Debt (2010)

 

RED – Aposentados e Perigosos / RED (2010)

 

Atrás da Porta / The Door (2012)

 

Hitchcock (2012)

 

A 100 Passos de um Sonho / The Hundred-Foot Journey (2014)

 

A Dama Dourada / Woman in Gold (2015)

 

Trumbo – Lista Negra / Trumbo (2015)

 

Beleza Oculta / Collateral Beauty (2016)

 

O Duque / The Duke (2020)

 

O Clube do Crime das Quintas-Feiras / The Thursday Murder Club (2025)

Segredos e Mentiras / Secrets and Lies (1996)

 

Agora ou Nunca / All or Nothing (2002)

 

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban / Harry Potter and the Prisioner of Azkaban (2004)

 

Harry Potter e o Cálice de Fogo / Harry Potter and the Goblet of Fire (2005)

 

Atos que Desafiam a Morte / Death Defying Acts (2007)

 

Harry Potter e o Enigma do Príncipe / Harry Potter and the Half-Blood Prince (2009)

 

Flor do Deserto / Desert Flower (2009)

 

Maldito Futebol Clube / The Damned United (2009)

 

Ginger & Rosa (2012)

 

Um Plano Brilhante / The Love Punch (2013)

 

Negação / Denial (2016)

 

A Festa / The Party (2017)

 

Almas Gêmeas / Heavenly Creatures (1994)

Razão e Sensibilidade / Sense and Sensibility (1995)

Paixão Proibida / Jude (1996)

A Vida de David Gale / The Life of David Gale (2003)

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças / Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)

O Amor Não Tira Férias / The Holiday (2006)

Romance e Cigarros / Romance & Cigarettes (2005)

Foi Apenas um Sonho / Revolutionary Road (2008)

O Leitor / The Reader / Der Vorleser (2008)

Contágio / Contagion (2011)

Deus da Carnificina / Carnage (2011)

Refém da Paixão / Labor Day (2013)

Um Pouco de Caos / A Little Chaos (2014)

A Vingança Está na Moda / The Dressmaker (2015)

Beleza Oculta / Collateral Beauty (2016)

Roda Gigante / Wonder Wheel (2017)

Depois Daquela Montanha / The Mountain Between Us (2017)

Amonite / Ammonite (2020)

Mare pf Easttown (2021)

Lee (2023)

As filmagens de Adeus, June foram em Londres, entre 24 de fevereiro e 11 de abril de 2025. O filme estreou em alguns poucos cinemas no Reino Unido e nos EUA em 12 de dezembro, e no mundo todo, na Netflix, exatamente na véspera do Natal – a festa que a família Cheshire antecipar para que June ainda possa comemorar com o marido, os filhos e os netos.

“É um filme sobre família, não sobre morte”, definiu Kate Winslet.

É uma beleza de filme.

Anotação em janeiro de 2026

Adeus, June/Goodbye Juue

De Kate Winslet, Reino Unido-EUA, 2025

Com Helen Mirren (June Cheshire),

Timothy Spall (Bernie Cheshire, o marido de June),

Kate Winslet (Julia Cheshire, a segunda filha de June e Bernie),

Andrea Riseborough (Molly Cheshire, a terceira filha de June e Bernie),

Toni Collette (Helen Cheshire, a filha primogênita de June e Bernie),

Johnny Flynn (Connor Cheshire, o filho caçula de June e Bernie),

Fisayo Akinade (Angeli, o enfermeiro), Jeremy Swift (dr. David Titford)

Raza Jaffrey (dr. Simon Khal), Stephen Merchant (Jerry, o marido de Molly), Benjamin Shortland (Benji, um dos filhos de Julia)

Argumento e roteiro Joe Anders

Fotografia Alwin H. Küchle

Música Ben Harlan

Montagem Lucia Zucchetti

Desenho de produção Alison Harvey

Direção de arte Ian Crossland, Lizzie Kilham, Jo Sansom

Casting Olivia Grant

Figurinos Grace Clark

Produção Kate Solomon, Kate Winslet, 55 Jugglers, Netflixm Working Title Films.

Cor, 114 min (1h54)

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