Amonite / Ammonite

Nota: ★★★★

(Disponível na Netflix em 8/2021.)

Amonite, caprichadíssima, impecável co-produção Inglaterra-Austrália-EUA de 2020, tem algumas características marcantes, impressionantes. A primeira delas é que o filme reúne duas das mais talentosas, fantásticas, excepcionais atrizes de toda a História do Cinema, Kate Winslet e Saoirse Ronan.

As duas dão um absoluto show. É uma coisa completamente fora de jeito, fora de prumo ver Kate e Saoirse juntas.

Algumas horas depois que vimos Amonite, pensei em Ingrid Bergman e Liv Ullmann em Sonata de Outono (1978). Bette Davis e Olivia de Havilland em Com a Maldade na Alma/Hush… Hush, Sweet Charlotte (1964). Laurence Oliver versus Michael Caine em Jogo Mortal/Sleuth (1972). Anne Bancroft versus Patty Duke em O Milagre de Annie Sullivan (1962). É por aí a coisa.

Duas atrizes absolutamente extraordinários, em um filme no qual a interpretação delas é talvez a própria razão de ser da obra.

A segunda característica fundamental, me parece, é que Amonite é um filme de pouquíssima ação, pouquíssimos fatos, eventos. O que na verdade importa é o comportamento das duas personagens centrais, a maneira com que elas se expressam, a maneira com que eles interagem com o mundo – e uma com a outra.

Muitíssimo mais importantes que as ações, as palavras, os diálogos, são os olhares. A forma de olhar. Os pequenos, mínimos gestos. As expressões do rosto, os movimentos das mãos.

Um leitor do IMDb escreveu que Amonite é um filme minimalista. Adorei a definição. Sim, é verdade: o mínimo de eventos, de diálogos, de falas. O mínimo. Falam-se poucas palavras.

Os olhares, os pequenos gestos, as expressões de Mary Anning e Charlotte Murchison é que falam.

E com que eloquência falam os olhares, os pequenos gestos, as expressões de Kate Winslet e Saoirse Ronan, essas atrizes espantosamente talentosas!

Uma mulher pobre, trabalhadora, e uma dondoca rica

Amonite conta a história do encontro de duas pessoas absolutamente díspares, diferentes, distantes, quase antípodas.

Mary Anning, o papel de Kate Winslet, existiu de fato; nasceu em 1799 e morreu em 1847. Era uma colecionadora de fósseis, comerciante e paleontologista, que teve papel importante na descoberta de fósseis marinhos nas praias e penhascos em Lyme Regis, no condado de Dorset, Sudoeste da Inglaterra. Era uma mulher pobre, working class. Embora com conhecimentos científicos, adquiridos como autodidata, fazia trabalho braçal – trabalho duro, duríssimo, de catar fósseis e pedras na areia, na lama, e depois limpá-los, tratá-los cuidadosissimamente. Naquela sociedade absolutamente machista e classista da Inglaterra da década de 1840, era uma pessoa “inferior” – mesmo tendo seu nome conhecido nos círculos dos paleontólogos, mesmo tendo algumas de suas descobertas expostas no Museu Britânico, em Londres.

O espectador não precisa de mais de cinco minutos de filme para perceber que Mary Anning é uma mulher profundamente ressentida com o fato de ser tida como inferior. É um poço de raiva e despeito – pelos homens, pelos ricos, pela sociedade de maneira ampla, geral e irrestrita.

Dura, enrijecida pela vida, pela pobreza, pelo trabalho duro, é uma pessoa fechada em si mesma, solitária, absolutamente solitária. Vive com a mãe, uma senhora idosa que teve dez filhos e perdeu oito deles e o marido; é, portanto, triste, amargurada – não muito diferente da filha. (Molly, a mãe, é o papel de Gemma Jones.)

Charlotte Murchison (o papel de Saoirse Ronan), para começo de conversa, é rica – e não pode haver nada mais distante, no mundo inteiro, é claro, mas especialmente na Inglaterra, do que uma mulher rica e uma mulher pobre.

Diante dos vestidos de Charlote, a melhor roupa de Mary, a roupa de festa, tem jeito de andrajos.

Charlotte jamais trabalhou na vida.

Nas primeiras vezes em que a vemos, parece uma dondoca, um bibelô. Não que ela quisesse ser isso – mas a vida a fez assim. A vida e, em especial, o marido, Roderick Murchinson (James McArdle). Roderick trata a mulher exatamente como se ela fosse uma boneca, sem vida, sem vontade própria. No restaurante em que jantam, ele pede ao maïtre para ele um prato todo sofisticado, com detalhes disso e daquilo, e, para a mulher, “um peixe simples, cozido, sem molho”. Na cama, quando ela se aproxima dele, o sujeito a repele dizendo: – “Não é uma boa hora para ter mais um bebê”. A terceiros, explica que a mulher não está passando muito bem, sofre de “melancholia”.

Faz parte daquela característica minimalista do filme que muitas coisas não sejam ditas claramente, expressamente. Mas se o espectador somar os fatos de Charlotte demonstrar sintomas de depressão com a referência a “mais um bebê” e a ausência de um filho do casal, fica mais que óbvio que ela ainda não se recuperou da perda de um bebê, muito provavelmente um “miscarriage”, um aborto natural.

Jovem de família muito rica, esse Roderick Murchinson, por puro diletantismo, interessou-se por paleontologia. Tendo ouvido falar das descobertas de Mary Anning, resolveu ir de Londres até Dorset para conhecer a caçadora de fósseis, tentar aprender com ela, observar como ela trabalha.

Roderick surge na lojinha em que Molly e a filha vendem pedras, conchas e artefatos feitos com elas para turistas, acompanhado pela jovem esposa, e expõe a Mary o que pretende: acompanhá-la em suas expedições pelas praias, aprender. Mediante, naturalmente, um bom pagamento.

Com a maior má vontade do mundo, Mary aceita a tarefa.

Alguns dias depois, Roderick resolve voltar para Londres – mas decide deixar Charlotte ali. Afinal, o ar marinho pode fazer bem a ela. De novo ele oferece um trabalho a Mary, remunerado, é claro: cuidar de Charlotte durante a ausência dele.

Com a maior má vontade do mundo, Mary aceita a nova tarefa.

Mais um belo filme sobre amizades improváveis

Duas mulheres absolutamente díspares, diferentes, distantes, quase antípodas.

O cinema já contou muitas – e belas – histórias de encontros assim,  encontros improváveis, estranhos, esquisitos. Por exemplo: um professor universitário em Paris, pretensioso, emproado, capaz de gestos racistas, misóginos, classistas, supremacistas, e uma jovem de origem árabe, muçulmana, em O Orgulho/Le Brio (2017), de Jean Attal.

Uma respeitada, conceituada crítica de literatura, em Nova York, Wasp – branca, anglo-saxã e de família protestante –, que tem todo o conforto material possível, e um imigrante vindo da Índia, da minoria sikh, que mora longe, num apartamento abaixo do nível do chão em Queens, com um jovem sobrinho e mais dois conterrâneos, imigrantes ilegais, e sobrevive em jornada dupla como motorista de táxi e instrutor de auto-escola, em Assumindo a Direção/Learning to Drive (2014), da espanhola Isabel Coixet.

O francês Jean Becker persegue esse tema da amizade entre díspares em belos filmes que mostram a maravilha que é o aprendizado com a pessoa que é diferente, o crescimento a partir daí. Em Conversas com Meu Jardineiro/Dialogue avec mon Jardinier (2007), mostra o encontro entre um homem de confortável situação financeira, mas em crise no casamento e com a vida na cidade grande, e um antigo colega de escola no interior, um jardineiro.

Em Minhas Tardes com Margueritte/La Tête en Friche (2010), Becker conta o encontro entre um homem inculto, quase iletrado, com uma senhora nonagenária educada, culta.

Sejam Muito Bem-Vindos/Bienvenue Parmi Nous (2012, fala do encontro entre um pintor idoso que tem tudo o que se pode esperar – família, mulher, dinheiro, conforto – mas está profundamente infeliz, e uma jovem de 15 anos linda, cheia de energia, mas pouco educada, assediada pelo padrasto, enxotada pela mãe, sem ter para onde ir, sem rumo, sem nada.

Aqui neste Amonite, Mary e Charlotte também são diferentes em absolutamente tudo – até mesmo em um detalhe estranho, surpreendente, até mesmo chocante. Mary, como já foi dito, é uma personagem real, existiu de fato – e tudo o que o filme mostra sobre ela, seu trabalho, sua condição de vida é a tentativa rigorosa de uma reconstituição fiel da realidade.

Charlotte Murchison, no entanto, jamais existiu. É ficção pura, purinha – que nem Branca de Neve, a Mulher Maravilha, o Saci Pererê.

Essa é a mais uma das características marcantes, impressionantes, deste belo filme. Faz uma ficção misturando uma pessoa real com outra imaginária. Um filme mezzo história real, mezzo ficção.

Não é fantástico? Intrigante?

Quando, depois de ver o filme, fui atrás de informações, e fiquei sabendo que Charlotte Murchison nunca existiu, que não há qualquer indicação de que Mary Anning tenha tido uma importante ligação afetiva com qualquer pessoa, de qualquer sexo, me lembrei do Idiota da Objetividade.

Nelson Rodrigues gostava de falar do Idiota da Objetividade, um sujeito que insistia sempre em querer que as coisas fossem lógicas, tivessem explicação cartesiana. Muitas vezes na vida já me identifiquei com o Idiota da Objetividade de Nelson Rodrigues – e ele seria perfeitamente capaz de perguntar por que raios se fazer um filme com uma personalidade real e uma história falsa.

Se eu pudesse entrevistar esse Francis Lee, diretor e autor do roteiro original de Amonite, acho que faria a pergunta a ele, por dever de ofício. Mas, na realidade, ele já se explicou. Já disse, e repetiu, que não queria fazer uma biografia.

Uai… Então tá!

Após 150 anos, saiu uma biografia de Mary Anning

As descobertas de Mary Anning “ajudaram a mudar o pensamento científico sobre a vida pré-histórica e a História da Terra”, diz a Wikipedia, essa maravilha. Ela ficou mundialmente conhecida por importantes descobertas feitas no afloramento jurássico dos recifes do canal inglês em Lyme Regis. Entre suas descobertas está o primeiro esqueleto corretamente identificado de um ichthyosaurus – e essa foi quando ela tinha 12 anos de idade!

Diz ainda a Wikipedia que, como uma dissenter – uma não conformista, reformadores ingleses que se opuseram à intervenção do Estado – e como mulher, não pôde participar completamente da comunidade científica britânica daquela primeira metade do século XIX, formada apenas por homens, e homens anglicanos. Por isso, enfrentou dificuldades financeiras ao longo de boa parte da vida. Como mulher, não seria aceita na Sociedade Geológica de Londres, “e nem sempre recebeu o devido crédito por suas contribuições científicas”.

A Wikipedia informa ainda que, depois de sua morte, a história da vida de Mary Anning passou a atrair um interesse crescente. Em 1865, um artigo anônimo, com o título de “Mary Anning, The Fossil Finder”, foi publicado na revista literária All the Year Round, editada por Charles Dickens. Mais tarde, pesquisadores apontariam que aquele texto continha erros e inconsistências.

As décadas passam e o interesse pela vida da pesquisadora de fósseis que teria dado origem ao verso “She sells sea shells on the sea shore” se mantém. Um século e meio após aquele artigo anônimo que chegou a ser atribuído ao próprio Charles Dickens, a escritora Kay Barnham lançou a biografia cujo título é apenas o nome da cientista, Mary Anning.

Ainda bem que existe esse interesse por conhecer mais sobre a vida e o trabalho de pessoas que tiveram papel importante no desenvolvimento das ciências – e o cinema inglês ajuda bastante nisso. Recentemente – só para dar um exemplo –, o belo A Escavação/The Dig (2021), de Simon Stone, contou a história das descobertas feitas por outro cientista que veio da working class, Basil Brown, responsável por um importante achado arqueológico, nos anos 1930, conhecido como o Tesouro de Sutton Hoo.

Os letreiros ao final da narrativa de A Escavação contam que o nome de Basil Brown não foi mencionado na primeira vez em que as peças encontradas em Sutton Hoo foram expostas ao público, após a morte da proprietária daquelas terras, Edith Pretty, em 1942. A própria Edith Pretty, no entanto, batalhou para que a importância de Basil Brown fosse reconhecida – e hoje “seu nome aparece ao lado do de Edith no Museu Britânico”.

Talvez ainda se faça um filme sobre a vida dessa Mary Anning – uma biografia, essa coisa que o diretor Francis Lee não quis fazer de jeito algum. Muita coisa do seu trabalho, de qualquer forma, já foi apresentada neste mezzo filme sobre pessoa real, mezzo total ficção.

E é interessante que a última sequência do filme se passe exatamente no Museu Britânico – uma sequência em que Francis Lee convida o espectador para escrever junto com ele a história do fictício encontro entre a muito real Mary Anning e a absoluta fictícia Charlotte Murchinson.

Atrizes estupendas em momentos extraordinários

Sim, é preciso registrar o que significa o título do filme.

Ammonite em inglês, amonite em português, vem, segundo o Larousse, do latim ammonites, e é um “cefalópode fóssil da era secundária, da subclasse dos amonoideos, abundante nos sedimentos marinhos”. Como o pobre leitor poderia ter um ataque histérico diante dessa definição, o Larousse quebra o nosso galho e acrescenta: “As conchas das amonites são reconhecidas pelo enrolamento plano, geralmente em espiral, fechado, até mesmo sobreposto; as cavidades apresentam suturas bastante complexas sobre a parede externa. A evolução rápida torna as amonites excelentes meios para a datação exata dos terrenos (fósseis característicos). As espécies mais recentes, do cretáceo superior, são mais ou menos enroladas.”

Então tá.

De volta ao que mais importa: Kate Winslet e Saoirse Ronan.

Meu Deus, que maravilha.

Há um momento, quando estamos por aí com uns 35 minutos de filme, mais ou menos, em que Charlotte-Saoirse toca com a mão no ombro de Mary-Kate. É um toque bem suave, bem rápido – um pequenino gesto de apoio, de aprovação.

O corpo de Mary treme, o rosto de Mary exprime susto, pavor.

Não é uma coisa grande, ampla. Não, de forma alguma. É quase sutil – mas é absolutamente perceptível, e é forte.

Com uma pequena reação física, Kate Winslet nos desnuda o quão travada, fechada em si mesma, e absolutamente desconhecedora do que seja um gesto de carinho é aquela mulher que trabalha quase como uma escrava, uma remadora das galés romanas, para garantir o sustento seu e da mãe.

Mais tarde, Charlote-Saoirse sai da casa pobre, acanhada, das Anning, para atender ao pedido de Mary de pegar um pouco de carvão no pequeno quintal. Completamente sem jeito para qualquer tipo de tarefa na vida, e ainda mal recuperada de um período em que teve que ficar de cama, Charlotte leva um tombo no quintal, suja-se com o carvão. No momento em que ela entra de novo na cozinha, tenta dar um sorriso – tipo “veja só como sou desastrada, levei um tombo, me sujei”.

Vemos o iniciozinho de um sorriso. Mas Charlotte não consegue segurar a dor, o desalento diante de sua própria fraqueza – e então ela desaba no chão e começa a chorar convulsivamente.

Ah, meu…

Dá vontade de voltar o filme e ver de novo a sequência – uma, duas, cinco vezes em seguida. Ficar de pé e aplaudir como na ópera. Ou dar um suspiro e tirar do olho uma lagriminha que se formou de pura emoção diante daquela demonstração descomunal de talento.

Há, aí, uma questão muito pessoal: essas duas moças, que eu chamei lá em cima de duas das mais talentosas, fantásticas, excepcionais atrizes de toda a História do Cinema, são as duas que mais admiro, que mais têm me encantado nas últimas décadas. Tenho admiração por muitas atrizes, muitos atores, mas, como todo mundo, tenho, claro, minhas preferências – e essas duas estão lá no topo da minha lista.

Para registrar, bem rapidinho:

Kate é de Reading, 65 km a Oeste de Londres, de 1975. Em agosto de 2021, tem/tinha 67 títulos na filmografia, 94 prêmios, inclusive um Oscar, fora 167 outras indicações, inclusive seis ao Oscar.

Saoirse é do Bronx, Nova York, filha de irlandeses e criada na Irlanda, de 1994. Em agosto de 2021, tem/tinha 37 títulos na filmografia, 68 prêmios, fora outras 185 indicações, inclusive quatro ao Oscar.

Não é bolinho.

Os cartazes e as sinopses apresentam um spoiler

Tenho ficado cada vez mais cuidadoso com essa coisa de spoiler, e por isso tive a curiosidade de checar dois dados.

Apesar de toda sinopse de Amonite indicar que se trata de uma paixão entre duas mulheres, apesar de os cartazes do filme indicarem isso, a verdade é que as duas personagens, Mary e Charlotte, aparecem juntas só as duas pela primeira vez quando o filme está com 24 dos seus 120 minutos (que passam muito depressa como sempre passam os minutos dos bons filmes).

E a primeira cena em que as duas se pegam – sem contar, claro, aquele rápido toque da palma da mão de Charlotte no ombro de Mary que a fez tremer – acontece quando estamos com 70 minutos de filme. Uma hora e 10 minutos. Mais da metade do filme.

A rigor, a rigor, dizer que Amonite conta a história de uma paixão entre duas mulheres é um spoiler.

Mas o fato é que todo mundo que for ver o filme sabe disso.

A página de Trivia do IMDb sobre o filme tem bons itens sobre o relacionamento entre as duas atrizes. Um deles conta que um dos filmes prediletos da garotinha Saoirse é, evidentemente, Titanic, o arrasa-quarteirão de James Cameron de 1997.

Saoirse… Ah, sim, essa é a palavra irlandesa para liberdade. E a pronúncia é, segundo os de língua inglesa “seer-sha”, o que para nós seria algo como “síer-xa”. Eu já desisti de qualquer tentativa de chegar a algo próximo disso.

Bem, mas Saoirse, 19 anos mais nova que Kate, apaixonada por Titanic desde criança, disse o seguinte, segundo está lá registrado no IMDb:

– “Quem poderia imaginar, quando eu tinha oito anos, que um dia eu estaria beijando Rose?”

Rose, digo, Kate, esta contou ao The Hollywood Reporter que coreografou as cenas de sexo com Saoirse. “Sem dúvida, não é como comer um sanduíche”, disse ela. “Mas eu acho que Saiorse e eu nos sentimos seguras. Francis, o diretor, naturalmente estava muito nervoso. Eu disse para ele: – ‘Vamos fazer, vamos em frente’. E fizemos. ‘Vamos começar aqui. Vamos fazer assim os beijos, os peitos, você vai lá embaixo, depois você faz isso, depois você sobe aqui.’ Nós marcamos as batidas da cena, de tal forma que ficamos ancoradas em alguma coisa que segurava a narrativa. Me senti mais orgulhosa do que nunca fazendo uma cena de amor. E eu tinha consciência plena sobre o que estava fazendo.”

Moças fantásticas. Mulheres Maravilhas.

Anotação em agosto de 2021

Amonite/Ammonite

De Francis Lee, Inglaterra-Austrália-EUA, 2020

Com Kate Winslet (Mary Anning),

Saoirse Ronan (Charlotte Murchison)

e Gemma Jones (Molly Anning, a mãe de Mary), James McArdle (Roderick Murchison, o marido de Charlotte), Fiona Shaw (Elizabeth Philpot), Alec Secareanu (Dr. Lieberson), Claire Rushbrook (Eleanor Butters), Nick Pearse (garçom), Wendy Nottingham (a empregada de Charlotte)

Argumento e roteiro Francis Lee

Fotografia Stéphane Fontaine

Música Volker Bertelmann, Dustin O’Halloran    

Montagem Chris Wyatt

Casting Fiona Weir

Direção de arte Sarah Final

Produção Iain Canning, Fodhla Cronin O’Reilly, Emile Sherman, See-Saw Films, British Film Institute, BBC Films, Cross City Films, Stage 6 Films.

Cor, 120 min (2h)

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