A Caldeira do Diabo / Peyton Place

3.5 out of 5.0 stars

(Disponível no YouTube com o título de Amar Não é Pecado.)

O tempo não fez mal a Peyton Place, no Brasil A Caldeira do Diabo, que Mark Robson dirigiu e a 20th Century Fox lançou no final de 1957. Quase setenta anos depois, o filme me pareceu um belo, sensível retrato de uma sociedade absolutamente hipócrita, cretina, careta, numa pequena cidade da Nova Inglaterra do início dos anos 40.

Um belo, sensível retrato – e uma firme, vigorosa condenação daquela hipocrisia toda.

Claro: essa é apenas a minha opinião, pessoal e intransferível feito dor de dente. Cada cabeça tem sua sentença – e, em se tratando de Peyton Place, especialmente, unanimidade, além de burra, como diria Nelson Rodrigues, é algo impossível.

O filme de Mark Robson com os veteranos Lana Turner, Arthur Kennedy e Lloyd Nolan e os então jovens, ainda iniciantes Hope Lange e Russ Tamblyn, entre muitos outros, é apenas parte do que foi um grande fenômeno cultural nos Estados Unidos a partir do lançamento do livro do mesmo nome, em 1956. Houve uma sequência do livro e do filme, Return to Peyton Place (1961), e a história original deu origem a uma série de TV, também da Fox, que durou de 1964 a 1969.

Depois vieram uma novela, Return to Peyton Place, que passou na TV americana de 1972 a 1974, e dois filmes feitos para a TV, Murder in Peyton Place, em 1977, e Peyton Place: The Next Generation, em 1985.

Peyton Place, o nome da cidadezinha fictícia da rica e desenvolvida Nova Inglaterra criada pela escritora Grace Metalious, virou uma expressão para descrever “qualquer pequena cidade ou grupo que guardas segredos escandalosos”, como diz a Wikipedia.

Peyton Place, o livro de Grace Metalious, foi um sucesso retumbante e imediato: nos dez primeiros dias de seu lançamento, vendeu 60 mil cópias. Permaneceu por 59 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times. Consta que foram vendidos 3 milhões de exemplares do livro.

Menos de um mês depois do lançamento do livro, o produtor Jerry Wald comprou os direitos para fazer o filme, inicialmente por US$ 250 mil. No total, a escritora embolsaria da 20th Century Fox US$ 400 mil – uma fortuna impressionante naquela época.

O livro, ao que tudo indica, era muito, mas muito, mas muito barra pesada, sincero, franco. Tratava sexo, adultério, homicídio, suicídio, aborto de maneira explícita, escancarada. Isso em 1956, quando, embora já bastante combatido, enfraquecido, ainda vigorava o Código Hays, o conjunto de leis de auto-censura aprovadas e respeitadas pelos estúdios de Hollywood, que proibiam até mesmo a exibição de camas de casal, mesmo que o casal fosse casado no papel e no altar, para não sugerir sexo.

Talvez exatamente por isso, pela curiosidade natural das pessoas em ver na tela o que o romance mostrava escancaradamente, Peyton Place foi um sucesso fantástico nas bilheterias. Foi o segundo filme de maior bilheteria do ano (superado apenas por A Ponte do Rio Kwai, aquela absoluta maravilha de Sir David Lean, e à frente de Sayonara, o grande sucesso de Joshua Logan com Marlon Brando.

O filme rendeu, apenas no mercado doméstico, US$ 11 milhões, o equivalente, em 2024, a cerca de US$ 123 milhões.

A autora, boa parte da crítica e seguramente milhões de espectadores ficaram decepcionados: bem diferentemente do livro, o filme não é ousado.

Sim, estão lá sexo, homicídio, suicídio, aborto – e hipocrisia, medo de falar das coisas. Mas sem qualquer tipo de explicitude.

Na segunda metade dos caretíssimos anos 50, antes de tanta, tanta, tanta explicitude que veio nestas últimas seis décadas e tanto, já acharam o filme cuidadoso demais, pouco cru demais, “limpinho” demais. Imagine-se o que diriam os espectadores jovens de hoje.

Pois é. Na minha opinião, o velho Peyton Place continua sendo um bom filme.

Um belo, sensível retrato sociedade absolutamente hipócrita, cretina, careta, na Nova Inglaterra do início dos anos 40 – e uma firme, vigorosa condenação daquela hipocrisia toda.

Muitos personagens. Mas o foco é sobre duas famílias

É uma daquelas histórias com muitos, muitos personagens – e em que os personagens e as relações entre eles são o que mais importa. Até porque, na primeira metade dos 157 minutos, 2h37, de duração do filme, não há grandes eventos, fatos extraordinários. Acompanhamos o dia a dia das pessoas daquela pequena cidade em que todos parecem se conhecer.

Os personagens mais importantes entre os muitos que nos são apresentados são de duas famílias – uma de classe média para alta, de vida confortável, pequena, formada apenas por mãe e filha, e a outra bem pobre, composta por mãe, três filhos e um padrasto.

A primeira dessas famílias guarda um segredo importante, que afastará brutalmente a filha da mãe, e só será revelado na segunda metade da narrativa. Na outra família, acontecerão três tragédias, mostradas na metade final do filme,

Constance MacKenzie (o papel de Lana Turner, na foto acima, lindíssima, elegantérrima, no esplendor dos 36 anos, mas parecendo ter 40 e tantos) é dona da melhor loja de roupas da cidade. Criou sozinha a filha Allison (Diane Varsi, na foto abaixo, estreando no cinema, aos 19 aninhos), que tinha apenas dois anos quando o pai morreu. Em um diálogo que ouvimos ali pela metade do filme, ficamos sabendo que, quando jovem, Constance havia se mudado para Nova York, onde se casara com um figurão da publicidade, que morreu cedo. Quando ficou viúva, tinha então voltado para Peyton Place.

Allison foi criada com rigor. Com amor, sim, com cuidado, afeto – e muito rigor. Em tudo que diz respeito a sexo, namoro, Constance era absolutamente rígida, careta, como era o costume nos anos 50: mulher tem que ser pura, intocada, e se preservar assim até o casamento. Claro que, com Allison chegando aos 18 anos, surgirão embates sobre essas questões entre mãe e filha.

Allison é uma gracinha de jovem. Sensível, bom coração, com paixão pelas letras, pela escrita. Ela é a narradora da história – a voz de Allison-Diane Varsi entra de tempos em tempos, em off, relatando fatos, sensações, em geral em momentos em que vemos tomadas gerais da cidadezinha de Peyton Place, debruçada sobre o Atlântico, na Nova Inglaterra, dos campos em volta, marcando a passagem das estações do ano.

(O filme foi rodado no Estado do Maine; a cidade fictícia de Peyton Place que vemos na tela é Camden.)

Não teria sentido, acho, relatar qual é o segredo que Constance esconde da filha, e que, revelado, faz a garota sair de casa e não querer mais ver a mãe. Seria spoiler.

O padrasto da bela Selena é um bêbado imprestável

Bem no comecinho da narrativa, o rapaz Paul Cross (William Lundmark), o mais velho dos três filhos de Nellie (Betty Field), está carregando uma mala e se preparando para fugir de casa. Diz para a mãe que não aguenta mais continuar ali: – “Lucas roubou meu dinheiro e vai continuar roubando”.

Lucas (o papel de Arthur Kennedy) é o padrasto dos três irmãos, o marido de Nellie – e bem rapidamente o espectador verá que é um bêbado imprestável, um sujeito idiota, brutal. Não levará muito tempo para a câmara flagrar Lucas, bêbado e com cara de desejo, olhando para a enteada, Selena – o papel de uma Hope Lange linda, fascinante, aos 24 aninhos, mas com aparência ali dos 17, 18, de sua personagem.

Selena é, ao lado de Constance e Allison, uma das protagonistas da trama.

É a maior amiga de Allison; estudaram juntas desde sempre, e são colegas de classe no último ano da high school, o ensino médio – e a amizade das duas garotas, de grande importância na trama, me parece fascinante. Não há ali qualquer sinal de distinção de classe social, de separação de ricos e pobres. Allison é, como já foi dito, de classe média para média alta, mora numa casa ampla, absolutamente confortável; a casa de Selena é um barraco na periferia da pequena cidade, do outro lado da linha do trem, um barraco de aparência bastante miserável.

Há ainda uma outra ligação entre as duas famílias: Nellie, a mãe de Selena, é a empregada doméstica de Constance.

Lucas, o padrasto bêbado, imprestável, brutal, trabalha como faxineiro na escola da cidade, onde estão no último ano Selena, Allison e seus colegas e amigos.

O médico é uma ilha de sensatez na pequena cidade

A escola das duas garotas e seus colegas de último ano da high school também tem imensa importância na história.

A professora da turma, Miss Thornton (Mildred Dunnock), uma senhorinha muito simpática, é bastante querida pelos alunos, e todos estão certos de que ela deverá ser a nova diretora da escola. O conselho da escola, no entanto, escolhe um professor recém-chegado à cidade, bem mais jovem que Miss Thornton e, segundo os conselheiros, com espírito mais moderno, inovador. O recém-chegado, Michael Rossi, é interpretado por Lee Philips (na foto abaixo) um sujeito boa pinta – que, naturalmente, vai se encantar com a beleza da dona da loja de roupas, Constance.

Selena namora um colega de classe, um bom garoto, Ted Carter (David Nelson), Allison gosta bastante de um outro colega, também bom garoto, sensível, mas bastante tímido, com uma mãe insuportavelmente dominadora, Norman Page (o papel de Russ Tamblyn, na foto abaixo, então com 23 anos, quatro antes de interpretar Riff em West Side Story).

Há ainda na classe um casal que atrai as atenções de todos, que gosta especialmente de festa, de dança. Ele, Rodney (Barry Coe), é filho de Harringon (Leon Ames), o dono da maior indústria da cidade, milionário, presidente do conselho da escola. Ela, Betty Anderson (Terry Moore), é a moça mais saidinha, mais espevitada, mais escandalosa da classe; tem maneiras e usa roupas um tanto provocantes, para a época e o lugar, e é tida como daquele tipo de moça com que os filhos de boa família não deveriam se casar.

Coisas de tempo e lugar caretas.

Uma figura que terá importância bem grande na trama é o medico da cidade, o dr. Matthew Swain (o papel de Lloyd Nolan). O dr. Swain é uma ilha de inteligência, de lucidez, de sensatez naquele ambiente retrógrado que é Peyton Place.

Elementos picantes foram abrandados ou removidos

O roteirista John Michael Hayes reescreveu várias vezes seu trabalho. Segundo o diretor Mark Robson, ele apresentou 11 versões diferentes do roteiro, até a que finalmente satisfez Robson e o produtor Jerry Wald. “A primeira versão que eu li tinha cerca de 260 páginas”, relatou Mark Robson., “Embora fosse imperfeita, e estruturalmente errada, dava para ver que era possível – com bastante trabalho – chegar a um bom resultado. Jerry (Wald, o produtor) era incansável, e John Michael Hayes trabalhava sem parar; em um fim de semana, ele conseguia reescrever todo o roteiro. A versão final foi escrita enquanto a produção do filme já estava começando.”

A escritora Grace Metalious declarou-se horrorizada com o que chamou de versão “higienizada” de seu livro.

Muitos críticos também apontaram que diversos elementos picantes, “lascivos” do romance foram abrandados ou completamente removidos. O crítico Bosley Crowther, do New York Times, escreveu que faltou ao filme o sentido de corrupção massiva que havia no livro – mas fez elogios ao conjunto, definiu a atuação de Hope Lange como “gentil e sensível” e a de Lloyd Nolan, que faz o médico, como “excelente”. A Variety também elogiou o “excelente elenco”, com atuações “impressionantes”

No Washington Post, Richard L. Coe escreveu: “Embora os palavrões do romance de Grace Metalious tenham sido habilmente apagados, é fácil para qualquer um dos poucos que não leram o livro compreender por que tantos fizeram isso. Há várias histórias fortes e os personagens foram muito bem desenhados. Sem essas duas características, os romances mais bem escritos permanecem não lidos.” No Los Angeles Times, Edwin Schallert disse que Peyton Place era “provavelmente o mais poderoso filme sobre cidade pequena que já foi produzido”.

Em seus guias, Leonard Maltin deu ao filme 3.5 estrelas em 4: “O romance que já foi muito notório de Grace Metalious recebeu uma filmagem de grau A. O novelão sobre a vida atrás das portas fechadas de uma pequena cidade da Nova Inglaterra ostenta um elenco forte e uma ótima trilha sonora de Franz Waxman. Sequência: Return to Peyton Place. Mais tarde uma série de TV. CinemaScope.”

O filme teve os títulos mais diferentes possíveis mundo afora

John Michael Hayes e Lana Turner. Há um estranho, esquisito elo entre o roteirista e a grande estrela.

Em abril de 1958, poucos meses, portanto, após o lançamento de Peyton Place em dezembro de 1957, a filha de Lana Turner, Cheryl, então com 14 anos, matou a facadas o namorado da mãe, um tal Johnny Stompanato, durante uma briga em casa, em Beverly Hills. Ligado a criminosos, Stompanato era um sujeito violento, e espancou Lana Turner algumas vezes – o que levou a adolescente a atacá-lo.

O fato horrível, apavorante, evidentemente foi manchete em todos os meios de comunicação. Acabou impulsionando ainda mais o sucesso de Peyton Place nas bilheterias.

Pois bem. Seis anos mais tarde, em 1964, foi  lançado um romance escrito por Harold Robbins, autor de diversos best-sellers, inspirado no trágico episódio. O livro de Robbins virou um filme, Escândalo na Sociedade/Where Love Has Gone, dirigido por Edward Dmytryk e estrelado por Bette Davis e Susan Hayward. O roteiro foi escrito por John Michael Hayes.

Peyton Place recebeu nada menos de nove indicações ao Oscar, inclusive as duas principais, de melhor filme e melhor diretor. Lana Turner foi indicada a melhor atriz, e quatro atores receberam indicações como melhor coadjuvante – Hope Lange, Diane Varsi, Arthur Kennedy e Russ Tamblyn. As demais indicações foram nas categorias de roteiro adaptado para John Michael Hayes e fotografia para William C. Mellor.

Na cerimônia de entrega dos prêmios da Academia, em 26 de março de 1958, o filme não levou nem sequer uma das nove estatuetas às quais concorria. Nove indicações, e sequer uma vitória! Foi um recorde, empatado com The Little Foxes, no Brasil Pérfida, a adaptação da peça de Lillian Hellmann dirigida por Billy Wilder. (O triste recorde viria a ser batido por Momento de Decisão/The Turning Point, de Herbert Ross, de 1977, e depois por A Cor Púrpura, de Steven Spielberg, de 1985 – cada um desses dois foi indicado a 11 Oscars – e não levou nenhum.)

Uma observação sobre o título do filme. Em geral, filmes que levam no título nomes de pessoas ou lugares costumam ganhar títulos diferentes em outros países. Certamente os exibidores acham que apenas nomes próprios não atraem os espectadores. Na França, Peyton Place virou Les Plaisirs de l’Enfer os prazeres do inferno. Na Itália, I Peccatori di Peyton. Os espanhóis viram um filme chamado Vidas Borrascosas, meu Deus do céu e também da Terra! Borrascoso, de borrasca, tempestade…

Na Argentina e Venezuela, os exibidores foram de La Caldera del Diablo. Não tenho idéia, claro, se argentinos e venezuelanos copiaram os brasileiros ou vice-versa.

A Caldeira do Diabo. Um título grotesco – como Noivo Neurótico, Noiva Nervosa para Annie Hall, Os Brutos Também Amam para Shane

Os portugueses foram de Amar Não é Pecado. É com esse título que o filme está disponível no YouTube – embora as legendas sejam no português usado no Brasil.

Atenção: o que vem abaixo é spoiler. Um pavoroso spoiler.

O IMDb traz, ao final da página de Trivia – informações, curiosidades sobre o filme – um fato muito interessante. O grande site avisa que é spoiler – e é spoiler mesmo, dos terríveis, que revelam o que o espectador que ainda não viu o filme não pode saber, não deve ficar sabendo.

Como é uma informação de fato importante vou registrar aqui. Mas insisto, repito: é spoiler. Se o eventual leitor chegou até aqui mas ainda não viu o filme, deveria parar de ler imediatamente.

Em 1927 – 29 anos antes, portanto, de Grace Metalious lançar seu livro –, uma jovem de uma cidade pequena da Nova Inglaterra (Gilmanton, New Hampshire), chamada Barbara Roberts, de 19 anos, matou seu pai, depois de ter sido abusada por ele durante muito tempo. Com a ajuda de seu irmão mais novo, William, Barbara escondeu o corpo do pai abusivo. Vários meses depois, ela confessou. Foi julgada e condenada a cinco anos de prisão. Ela se recusou a revelar o motivo de sua ação. Depois do julgamento, um repórter do Washington Post descobriu a história dos seguidos abusos praticados pelo pai; a sentença de cinco anos foi reformada, e Barbara ganhou liberdade. Viveria até os 89 anos.

Anotação em dezembro de 2025

A Caldeira do Diabo/Peyton Place

De Mark Robson, EUA, 1958

Com Lana Turner (Constance MacKenzie),

Hope Lange (Selena Cross),

Diane Varsi (Allison MacKenzie, a filha de Constance),

Lee Philips (Michael Rossi, o novo diretor da escola), Lloyd Nolan (dr. Matthew Swain, o médico), Arthur Kennedy (Lucas Cross, o padrasto de Selena), Russ Tamblyn (Norman Page, o amigo de Allison), Terry Moore (Betty Anderson, a moça saidinha, namorada de Rodney), Barry Coe (Rodney Harrington, o filho do industrial), David Nelson (Ted Carter, o namorado de Allison), Betty Field (Nellie Cross, a mãe de Selena, empregada de Constance), Mildred Dunnock (Mrs. Thornton, a professora da turma que está se formando), Leon Ames (Harrington, o industrial da cidade, pai de Rodney), Lorne Greene (o promotor), Robert H. Harris (Seth Bushwell), Tami Connor (Margie), Staats Cotsworth (Charles Partridge), Peg Hillias (Marion Partridge, a fofoqueira), Erin O’Brien Moore (Mrs. Page, a mãe de Norman), Scotty Morrow (Joey Cross, o irmãozinho de Selena), William Lundmark (Paul Cross, o irmão de Selena que sai de casa), Tom Greenway (o juiz)

Roteiro John Michael Hayes

Baseado no romance de Grace Metalious

Fotografia William Mellor

Música Franz Waxman

Montagem David Bretherton

Direção de arte Lyle Wheeler, Jack Martin Smith

Figurinos Adele Palmer, Charles Le Maire

Produção Jerry Wald, 20th Century Fox.

Cor, 157 min (2h37)

***1/2

Título em Portugal (e no YouTube): “Amar Não é Pecado”. Na França: “Les Plaisirs de l’Enfer”. Na Itália: “I Peccatori di Peyton”

 

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