
Podemos perfeitamente achar que conhecemos bem as pessoas mais próximas de nós – e estarmos profundamente enganados. Até mesmo nossos filhos, que achamos que conhecemos desde antes de nascerem. Continue lendo “Julieta”

Por Sérgio Vaz

Podemos perfeitamente achar que conhecemos bem as pessoas mais próximas de nós – e estarmos profundamente enganados. Até mesmo nossos filhos, que achamos que conhecemos desde antes de nascerem. Continue lendo “Julieta”

Manchester by the Sea é um filmaço, uma beleza, uma maravilha. Drama familiar denso, pesado, tristíssimo, o filme, no entanto, é de encher os cinéfilos de alegria e esperança: sucesso de público e crítica, ele veio comprovar, mais uma vez, que há espaço, sim, para filmes sérios, voltados para platéias maduras. Continue lendo “Manchester à Beira-Mar / Manchester by the Sea”

Há muito, muito tempo acho que uma das piores tragédias que podem acontecer a uma pessoa é perder o filho ainda jovem. Pastoral Americana mostra que há tragédia ainda maior: perder o filho com o filho ainda em vida. Continue lendo “Pastoral Americana / American Pastoral”

A Vítima Perfeita, produção australiana de 2009, relata uma história real: no dia 1º de março de 1999, Rachel, uma moça de 15 anos, de hábitos regulares, tranquila, sem problema algum na escola ou na família, amadíssima pelos pais, com namorado firme, desapareceu misteriosamente em Melbourne. Continue lendo “A Vítima Perfeita / In Her Skin ou I Am You”

Terra Estranha/Strangerland, uma co-produção Austrália-Irlanda – possivelmente a primeira que reúne esses dois países – é um filme feito por mulheres. São mulheres a autora da história e co-autora do roteiro, Fiona Seres, a diretora, Kim Farrant, a protagonista, interpretada por Nicole Kidman, e a personagem chave da trama, uma garota de 15 anos de idade. Continue lendo “Terra Estranha / Strangerland”

Quem não gosta de filmes previsíveis deve passar bem longe de And So It Goes, no Brasil Um Amor de Vizinha, que o veterano e sempre bom Rob Reiner lançou em 2014. Afinal, é uma comedinha romântica, e comedinhas românticas são necessariamente previsíveis. Continue lendo “Um Amor de Vizinha / And So It Goes”

Beatrice é podre de rica, teve um monte de boas oportunidades na vida. Está em geral alegre, até demais; fala pelos cotovelos, sem parar. Donatella é de família pobre, teve uma vida cheia de perdas e tragédias; é frágil, calada, fechada em si mesma. Continue lendo “Loucas de Alegria / La Pazza Gioia”

Tudo Vai Ficar Bem, de 2015, é o primeiro longa-metragem de ficção de Wim Wenders desde 2008, quando fez Palermo Shooting. Entre os dois, o grande realizador fez vários documentários, entre eles o belo Pina (2011), homenagem à coreógrafa Pina Bausch. Continue lendo “Tudo Vai Ficar Bem / Every Thing Will Be Fine”

Ô saco: mais um filme americano sobre família disfuncional.
Os mal-humorados poderiam perfeitamente dizer a frase acima. Prefiro dizer “ô delícia: mais um filme americano sobre família disfuncional”.
Continue lendo “Sete Dias Sem Fim / This is Where I Leave You”

O veterano Jean-Paul Rappeneau passou 12 anos sem lançar um filme, depois do maravilhoso Viagens do Coração/Bon Voyage, de 2003, uma obra excitante, feérica, um tour-de-force cheio de estilo, sobre a fuga de milhares e milhares de pessoas de Paris antes da chegada dos invasores nazistas, em 1940. Continue lendo “Belas Famílias / Belles Familles”

Em 1936, três anos antes de estourar a Segunda Guerra Mundial e logo antes de fazer as obras-primas A Grande Ilusão (1936) e A Regra do Jogo (1939), Jean Renoir fez este pequeno Une Partie de Campagne. Uma pequenina pérola. Continue lendo “Um Dia no Campo / Une Partie de Campagne”

Este Mothers and Daughters, produção americana de 2016, é mais um de tantos filmes sobre várias pessoas diferentes, cujas histórias às vezes se entrelaçam. Mosaicos, à la Short Cuts, ou, em linguagem de crítico de cinema, filmes com estrutura multiplot – algo que nos últimos anos tem ficado cada vez mais comum. Continue lendo “Mothers and Daughters”

É uma beleza de filme este Segunda Chance, que a dinamarquesa Susanne Bier lançou em 2014. É uma mistura de drama familiar – uma especialidade da talentoso realizadora – com thriller, em que os elementos de um gênero se interpenetram com os do outro de uma maneira original, surpreendente. Continue lendo “Segunda Chance / En Chance Til”

O jovem diretor argentino Juan Taratuto vinha de duas gostosas, simpáticas, agradáveis, despretensiosas comedinhas românticas. Em 2013, lançou este A Reconstrução, um drama sério, pesado. Em vez de em Buenos Aires, a bela cidade em que nasceu em 1971, foi filmar na paisagem também bela, porém gélida, dura, inóspita, do extremo Sul argentino, na região de Ushuaia, a cidade importante mais próxima do Pólo Sul. Continue lendo “A Reconstrução / La Reconstrucción”

Stockholm, Pensylvania, produção do cinema independente americano de 2015, é a estréia na direção de uma jovem de Massachusetts, Nikole Beckwith, também autora do argumento e do roteiro. É um drama familiar pesadíssimo, tristíssimo, e muito diferente de praticamente todos os demais dramas familiares porque conta uma história rara – uma tragédia tão absurda que seria impensável, inimaginável. Continue lendo “Estocolmo, Pensilvânia / Stockholm, Pensylvania”