Trapped / Ófærð

Nota: ★★★★

Trapped, produção islandesa de 2015, de dez episódios de cerca de 50 minutos, é o que toda série policial gostaria de ser quando fosse grande. É a série policial que a é soma de tudo o que de melhor pode haver em uma série policial.

É também uma série policial que tira a vontade de ver outras séries policiais, mesmo para quem é viciado, como eu. Porque pode haver outra tão boa – mas melhor é impossível.

A trama é maravilhosa, impressionantemente bem concebida, bem bolada – e bem conduzida. Mais uma vez, como em tantas outras séries recentes, de diversos países, tudo se passa numa pequena comunidade, um lugarejo de poucos habitantes, distante dos grandes centros urbanos. No caso, é uma pequenina cidade portuária, situada junto de um fiorde, pelo que entendi no Norte da Islândia, ou seja, no lado da ilha oposto àquele em que fica a capital e maior cidade do país, Reykjavik.

A distância entre o lugar em que se passa a ação e a capital é importante na trama.

Não se fala hora alguma o nome da cidadezinha, mas os mais curiosos verão na internet que a série foi filmada em Siglufjörður. Segundo a Wikipedia, nos anos 1950 o lugar chegou a ter 3 mil habitantes, mas nas últimas décadas a população vem diminuindo, e em 2011 era de 1.206 pessoas. É bem menos que a população da quadra em que vivi e em que hoje vive minha filha, em Perdizes, Zona Oeste de São Paulo.

Todos ali se conhecem, todos têm alguma relação com todos.

A história – criada por Baltasar Kormákur, que foi o produtor executivo, assinou o roteiro de pelo menos um dos dez episódios e dirigiu pessoalmente o décimo e último – apresenta para o espectador umas 20 pessoas daquela comunidade pequenina. Se não cometo erro crasso nas contas, são 2% da população que têm alguma importância na história, que têm falas, que têm um mínimo de protagonismo; para manter a mesma proporção, uma série passada em São Paulo teria que mostrar uns 200 mil personagens.

Não são vãs, fúteis, despropositadas, sem sentido essas comparações. Para se ver direito essa série maravilhosa é necessário ter em mente que a população de toda a Islândia é de 350 mil habitantes. Há menos gente na Islândia do que num pequeno pedaço da Zona Oeste de São Paulo. Copacabana tem quase metade da população daquele país.

Esses dados são muito impressionantes. Me peguei pensando várias vezes ao longo da série: como é possível que esse país que cabe inteiro num trecho da Zona Oeste de São Paulo tem tanto ator bom?

Todos os atores de Trapped trabalham muito bem, homogeneamente bem. Parece uma série inglesa!

Como é possível que aquele paisinho diminuto tenha gente tão competente na direção de fotografia, na direção de arte, nos figurinos?

São sete roteiristas, cinco diretores. Como é possível haver tanto roteirista e diretor bom?

Uma explicação necessária, mesmo sendo um tanto óbvia: a série está na Netflix sem título em português. Está com o título em inglês – como se todo mundo tivesse obrigação de saber que trapped significa preso, encurralado, detido, apanhado.

Um incêndio, e uma jovem é morta

Sim, é uma série policial; há assassinato, há investigação policial, e isso é a parte fundamental de toda a trama – mas não é só. Como toda grande história policial, importam, e muito, as relações entre as pessoas, os elos formados entre elas, seus amores, suas raivas, suas idiossincrasias; as personalidades de cada um dos principais personagens, suas dores, suas angústias, seus medos, suas vontades.

E há muita dor, muita angústia. Trapped é uma série adulta, para audiências adultas.

A série abre com uma sequência que se passa, muito provavelmente, na primavera. Um jovem casal passeia de moto por uma estrada linda – a câmara está no alto, num helicóptero, talvez numa grua, o que já indica, de cara, que é uma produção feita com bons recursos. Há ainda restos de gelo, neve, mas estão derretendo. Os garotos que estão ali expostos ao vento naquele Norte da Islândia (e o Norte da Islândia roça com o paralelo que marca o início do Círculo Polar Ártico) parecem felizes, alegres, apaixonados.

Ele, veremos logo, se chama Hjörtur Stefánsson (o papel de Baltasar Breki Samper), e ela é Dagný (Rán Ísold Eysteinsdóttir).

Os dois chegam à cidadezinha, entram numa grande edificação que naquele momento está deserta. Puxam um fuminho, trepam. Hjörtur desce as escadas para ir ao banheiro – e, quando está no banheiro, começa um incêndio no prédio.

O fogo se espalha muito rapidamente.

Do andar de cima vêm os gritos dela pelo namorado. No andar de baixo ele grita o nome dela.

O fogo se espalha rapidamente demais. Ele não consegue subir para tentar tirar Dagný.

Corta, e um letreiro informa que estamos 7 anos depois daquelas cenas trágicas.

O incêndio aconteceu numa primavera. Agora, 7 anos depois, estamos no inverno, na dureza do inverno – é fevereiro.

Será dito e repetido várias vezes que o incêndio aconteceu nas instalações do que as legendas chamam de fábrica de peixes – uma peixaria, um depósito frigorífico de peixes. E o incêndio foi em 2008. 2008, é bom lembrar, foi o ano da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, que deu início ao rompimento da bolha imobiliária dos Estados Unidos e à  maior crise do sistema financeiro do mundo capitalista desde 1929. A Islândia enfrentaria um tsunami sobre sua economia, como consequência da crise financeira mundial.

Planeja-se construir ali um porto gigantesco

Assim como o fato de a ação se passar num lugar bem distante de Reykjavi terá importância na trama, o ano do incêndio no prédio em que estavam Hjörtur e Dagný também terá. A trama de Trapped é extremamente bem amarrada – não há pontas soltas, não há detalhe algum que seja dispensável, à toa. Tudo é importante para a história.

2008 mais 7: estamos, portanto – depois daquela sequência de abertura – em 2015, exatamente o ano da produção e do lançamento de Trapped.

Veremos que, em 2015, fevereiro de 2015, as autoridades daquela cidadezinha minúscula do Norte da Islândia, com o apoio de um membro do Parlamento, que está lá em visita, têm planos gigantescos, jupiterianos, de se aproveitar da nova conformação da economia mundial, China disputando com os Estados Unidos a liderança mundial de Produto Interno Bruto. O Norte da Islândia – acreditam os líderes da comunidade, com o apoio do parlamentar – está a exato meio caminho entre as duas maiores economias do mundo. E eles já têm como parceiros investidores chineses que planejam construir um mastodôntico porto ali, aproveitando exatamente a existência do fiorde junto do qual está a cidadezinha.

Interesses de grandes empreiteiras, imensos empreendimentos imobiliários, com as doses de ganância e corrupção que os acompanham, são sempre bons elementos de fundo para tramas policiais. Desde sempre. Chinatown (1974), de Roman Polanski, tem como background as obras para garantir o abastecimento de água a Los Angeles, aquela metrópole construída numa região quase desértica. Na recentíssima série belga La Trêve, há, como pano de fundo, o desejo da Prefeitura, mancomunada com grupo da construção civil, de fazer uma barragem numa região de florestas da Bélgica.

A questão da construção de um gigantesco porto para receber os supercargueiros que fariam as viagens entre a China e o Atlântico será muito importante ao longo de toda a trama de Trapped. Ela aparece já no primeiro episódio – mas só depois que conhecemos alguns dos personagens centrais da história.

Andri, o protagonista, foi abandonado pela mulher

O protagonista da série, o sujeito em torno do qual tudo acaba girando, se chama Andri Ólafsson, e é interpretado – maravilhosamente – por Ólafur Darri Ólafsson.

Andri é um sujeito grande, volumoso; tem aí uns 40 e tantos anos, uma barba cerrada e um barrigão à la Orson Welles. Parece um urso polar – tem bem o jeito de um urso polar.

A primeira vez que vemos Andri ele está falando sobre roupa suja com uma senhora – a sogra dele – enquanto cuida para que suas duas filhas, uma garota de 12 e outra de 8 anos, se arrumem para ir para a escola.

É de manhãzinha. Daí a pouco Andri vai levar as duas filhas para a escola, e aproveitar para dar carona a Eirikur (Þorsteinn Gunnarsson, na foto acima) até uma casa que está sendo reformada.

Antes que saiam de casa, a senhora fala com Eirikur que ele precisa conversar com Andri, dar a ele a informação.

E Eirikur, quando os dois chegam à casa que está sendo reformada, finalmente dá a informação a Andri: Agnes vai chegar naquele dia mesmo.

Andri pergunta se virá de avião, Eirikur diz que não, que virá de carro – com seu namorado.

A informação deixa o urso com mais cara de urso ainda.

O espectador brasileiro terá todo o direito de ter alguma dificuldade com os nomes, e os roteiristas chefiados por Baltasar Kormákur seguramente quiseram apresentar de uma forma bem rápida, um pouco confusa, aqueles personagens todos, mas rapidamente dará para ver quem é quem.

Andri vive na mesma casa que seus sogros, Eirikur e a mulher (cujo nome não gravei), e suas duas filhas. Algum tempo antes, ele havia se separado da mulher, Agnes (Nína Dögg Filippusdóttir, na foto abaixo), que estava então vivendo em Reykjavik. Agnes estava vindo naquele mesmo dia para passar uma temporada na sua cidade natal, com os pais e as filhas – e vinha trazendo o atual namorado. Fato que só foi comunicado a Andri pelo sogro no último momento.

Ex-maridos e ex-mulheres, pessoas que se separaram há pouco de seus companheiros, não gostam de conhecer o novo amor dele ou dela. Especialmente se não foram eles que romperam o casamento. Sentem-se profundamente infelizes, humilhados, ofendidos, agredidos. Acontece assim com os islandeses, os esquimós, os zimbabuanos, os chineses, os argentinos, os australianos, os ugandenses, os nordestinos, os paulistas – e isso não é à toa, porque, diacho, somos todos uma raça só, por mais que os racistas do Ku-Klux-Klan, dos neonazistsas ou dos movimentos de empoderamento dos negros digam o contrário.

O pessoal de um barco encontra um torso

Naquele dia em que começa a ação de Trapped, após a sequência de abertura ocorrida 7 anos antes, naquele dia em Agnes vai chegar à cidadezinha para apresentar o novo namorado aos pais e às filhas, um gigantesco ferry-boat dinamarquês está chegando ao porto. Isso não é, de forma alguma, algo inusitado: a cada semana aporta ali, naquele lugar ao Norte da Islândia, um grande ferrry-boat dinamarquês, levando turistas de toda as partes da Europa que querem conhecer a Islândia.

No destacamento policial da cidadezinha, os policiais Hinrika e Ásgeir (interpretados por Ilmur Kristjánsdóttir, na foto abaixo, e Ingvar Eggert Sigurðsson), recebem um telefonema. Saem do prédio, vão até o porto, pegam um barco, vão até o barco de onde haviam ligado para eles.

Ligam para Andri – e aí o espectador fica sabendo que Andri é o terceiro dos três policiais do lugarejo, o chefe do destacamento local.

Um barco pesqueiro havia encontrado um pedaço de corpo humano. Um torso.

Andri, Hinrika e Ásgeir – toda a força policial do lugar – examinam o torso, diante da câmara, o que permitirá que o espectador acompanhe o exame.

Há poucas coisas mais absurdamente aterrorizantes que um corpo humano desconjuntado, cortado, decepado, despedaçado.

O criminoso estava no navio, crêem os policiais

E aqui é interessante notar que as histórias policiais dos nórdicos são especialmente sanguinárias, sangrentas, aterrorizantes.

Li muitos livros policiais na vida, e li vários de autores nórdicos. Eles são especialmente chegados a uma coisa assim sangrenta, sanguinolenta, aterrorizante.

A sensação que se pode ter é de que aquele povo tão bem alimentado, tão bem educado, com tão boa assistência de saúde, aquele IDH mais alto do mundo, compensa tanto conforto material com as histórias mais lúgubres, mais apavorantes que possa haver. Aquela coisa de se não tem pobrema nóis inventa. O ser humano… ô raça, meu Deus!

Está ali o torso. E Andri, policial experiente, faz observações, antes que o torso seja encaminhado à perícia: o corpo parece ter sido cortado com precisão quase cirúrgica. Cortaram fora o pescoço, o braço esquerdo, o braço direito, e a metade da barriga. No torso há sinais de ferimentos feitos por faca; na maior parte, são ferimentos um tanto superficiais, mas há um bem profundo, na altura do coração.

Andri, Hinrika e Ásgeir entendem que o torso foi lançado do ferry-boat. E correm para impedir que os passageiros desçam para o porto: um deles, afinal, pode ser o assassino. E os outros pedaços da vítima podem até estar lá dentro.

Andri fica conhecendo – e também o espectador – o comandante do ferry-boat, Søren Carlsen (Bjarne Henriksen, na foto abaixo), um dinamarquês com cara de poucos amigos, atitudes que levantam suspeitas, e um ar de imensa superioridade diante do policial islandês. Andri e o espectador ficam achando que ali tem coisa.

Do ferry-boat saem as dezenas de carros – inclusive uma perua, dirigida por um lituano muitíssimo mal encarado, que leva duas moças negras. Veremos depois que são duas irmãs nigerianas, a mais nova de 13 anos, a mais velha de 18.

Na cozinha do ferry-boat, trabalhava Hjörtur, o rapaz que, sete anos anos, tinha sobrevivido ao incêndio do prédio que matara sua namorada, a garotinha Dagný,

Ficaremos sabendo que Dagný era a irmã caçula de Agnes, a mulher, agora ex-mulher, do chefe de polícia Andri.

E que o pai de Agnes e Dagný, Eirikur, jamais perdoou Hjörtur. Tem certeza de que o incêndio foi provocado por ele, de que ele assassinou sua filha.

Muitos elementos – e tudo muitíssimo bem feito

Ao final do primeiro dos dez episódios, Trapped já colocou diante do espectador um incêndio rápido demais ocorrido sete anos antes dos fatos dos dias de hoje; um homicídio bárbaro, crudelíssimo, em que o assassino jogou o torso da vítima no mar; um grande esquema que envolve altos interesses de empresas de construção, o prefeito e algumas das pessoas mais ricas do lugarejo; um jovem que havia sido preso acusado de provocar o incêndio que matou sua namorada de volta à sua cidade natal; um chefe de polícia às voltas com a dor de ter que ver a mulher com o novo amante – e que, veremos logo, tem uma imensa rivalidade com o sujeito que, em Reykjavik, chefia os casos de homicídios no país.

Virão em seguida prisões de suspeitos, traições conjugais, uma morte espetacular diante dos olhos de toda a cidadezinha e da TV islandesa, uma avalanche que acabará com a luz da cidade inteira e deixará mais um morto – e revelações de muitos armários fechados no passado. Mais, en passant, um caso de marido que bate em mulher, um caso de bullying entre crianças, e um perfeito exemplo de que todas as pessoas acusadas de crimes merecem uma segunda chance.

Tem ação, suspense, e mais romance, e mais avaliações sobre o comportamento humano, para satisfazer o espectador mais exigente.

Tudo feito com muito talento e competência artesanal em cada item.

Uma segunda temporada vem aí

Trapped foi elaborado de tal forma que poderia acabar perfeitamente ali, ao fim do décimo episódio. As questões todas apresentadas desde o início são resolvidas, não sobra dúvida alguma, não há buracos, falhas. Tudo o que precisava se encaixar se encaixa.

No entanto, espertamente, espertissimamente, o décimo episódio deixa entreaberta uma portinha para uma eventual segunda temporada, numa sequência em que a mulher do prefeito recebe a visita do parlamentar que fazia o lobby pela construção do grande porto no fiorde da cidade. Tipo assim: vai que a série faz sucesso…

Segundo o IMDb, já estaria sendo filmada uma segunda temporada ao longo de 2018. A estréia estava prevista para 26 de dezembro de 2018 na Islândia.

Hum… Duvido que, por mais talento que o criador Baltasar Kormákur tenha (e ele demonstrou que tem imenso talento), por melhor que seja toda a equipe técnica e o elenco, seja possível fazer uma segunda temporada do mesmo nível desta primeira.

Porque, voltando ao começo, esta temporada é boa demais.

E aqui faço uma confissão.

Tenho visto muitas séries policiais. La Trêve (2016), Retribution (2016), Miss Fisher’s Murder Mysteries (2012-2015), O Bosque/La Forêt (2017), Safe (2018), The Bletchey Circle (2012-2014), O Jornal (2016), How To Get Away With Murder (2014-2016), The Fall (2013), Dexter (2006-2009).

Com a chegada da Netflix, então, a oferta de boas séries policiais aumentou demais. Várias das citadas aí acima estão na Netflix, e são anunciadas como produções originais da empresa – o que não é verdade, mas não vem ao caso aqui.

Há algo bem fascinante em ver série australiana, série belga, série irlandesa do Norte, série croata, série francesa, série inglesa. É uma maravilha.

No entanto, há muitas outras coisas a se ver – e rever. Gostaria de rever muitos, muitos grandes clássicos para ter no 50 Anos de Filmes textos sobre eles.

Bem que eu podia aproveitar que pode haver outra série policial tão boa, mas melhor é impossível, para dar um tempo. Para ficar uma boa temporada sem ver séries policiais.

Quem sabe?

Anotação em outubro de 2018

Trapped / Ófærð

De Baltasar Kormákur, criador, diretor, roteirista, Islândia, 2015

Direção Börkur Sigþórsson, Óskar Thór Axelsson, Baltasar Kormákur, Baldvin Zophoníasson, Ugla Hauksdóttir

Com Ólafur Darri Ólafsson (Andri Ólafsson, o chefe de polícia)

e Ilmur Kristjánsdóttir (Hinrika, a policial), Ingvar Eggert Sigurðsson (Ásgeir, o policial), Nína Dögg Filippusdóttir (Agnes, a ex-mulher de Andri), Baltasar Breki Samper (Hjörtur Stefánsson, o namorado de Dagný), Bjarne Henriksen (Søren Carlsen, o comandante do ferry-boat), Þorsteinn Bachmann (Sigurður Guðmundsson, o oficial do porto), Pálmi Gestsson (Hrafn Eysteinsson, o prefeito), Þorsteinn Gunnarsson (Eirikur, o pai de Agnes), Hanna María Karlsdóttir (Þórhildur Eldri), Steinunn Ólína Þorsteinsdóttir (Aldís Eiríksdóttir), Sigrún Edda Björnsdóttir (Kolbrún, a mulher do prefeito), Jóhann Sigurðarson (Leifur, o dono do depósito de peixes), Magnús Ragnarsson (Friðrik), Kristján Franklin Magnúss ( Guðni, o gerente do hotel), Björn Hlynur Haraldsson (Trausti Einarsson, o policial de Reykjavik), Eysteinn Sigurðarson (Hjálmar), Lilja Nótt Þórarinsdóttir (María, a filha de Leifur), Hans Tórgarð (Dvalinn Knudsson, o “engenheiro” do navio), Rúnar Freyr Gíslason (Sigvaldi), Guðjón Pedersen (Bárður), Katla M. Þorgeirsdóttir (Laufey), Jasmín Dúfa Pitt (Jóhanna, a sobrinha de Agnes), Elva María Birgisdóttir (Þórhildur yngri), Júlia Guðrún Lovisa Henje (Perla, a filha de Agnes e Andri), Jón Pétursson (Maggi, o filhinho de Maria), Rán Ísold Eysteinsdóttir (Dagný Eiriksdóttir, a irmã de Agnes), Sigurður Karlsson (Guðmundur). Grace Achieng (Joy), Georg Leite de Oliveira Santos (Ayanike), Trygve Jonas Eliassen (Alexander), Arnar Jónsson (Ævar), Jóel Sæmundsson (Þór Snædal)

Roteiro Clive Bradley, Sigurjón Kjartansson, Ólafur Egilsson, Jóhann Ævar Grímsson, Baltasar Kormákur, Sonia Moyersoen, Klaus Zimmermann

Fotografia Series Bergsteinn Björgúlfsson

Música Hildur Guðnadóttir, Rutger Hoedemaekers, Jóhann Jóhannsson

Montagem Sigvaldi J. Kárason

Produção RVK Studios

Cor, cerca de 500 min (8h20)

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6 Comentários para “Trapped / Ófærð”

  1. Olá Sérgio,

    O bom de assistir esse tipo de série é que fica aquele gostinho de quero mais e na netflix pode-se garimpar a vontade para encontrar algumas boas pérolas…foi o caso de Trapped que assisti exatamente por ser islandesa, pois me apaixonei por esse país quando assisti o Filme A Ovelha Negra (2015) e fiquei curioso sobre filmes/séries que viessem desse pequeno incrível país…desse mesmo ano tem outro filme excelente Desajustados e com isso percebi que criatividade e qualidade eles tem de sobra.
    Estou esperando ansiosamente pela segunda temporada dessa série para ver se conseguem construir algo ainda mais mirabolante dessa vez.
    Enquanto isso encontrei na netflix uma série australiana que deve atingir seu gosto…chama-se Wanted e conta a história de duas mulheres que não se conhecem e por um acaso do destino, tem que lidar com uma situação que aparece em seus caminhos.
    Espero que assista quando tiver um tempinho, porque acho que deve entrar no seu gosto de série policial.
    Abraços

  2. Infelizmente a Netflix em Portugal anda pelas ruas da amargura; esta série tão louvada não está disponível por cá, ao contrário de montes de lixo.
    Desde o início da Netflix li em vários jornais que a oferta em Portugal era muitíssimo fraca, a pior de todos os países em que se encontra.

  3. Acabo de maratonarTrapped. Gostei muito. Estive na Islandia na cidadezinha onde foi filmada. Por isso foi mais legal ainda…Em tempo…A Ponte, série dinamarquesa/sueca é muito boa também. Gosto muito das séries nórdicas.

  4. Olá Sérgio!

    Assisti a esta série e realmente excelente! Sou apaixonada pelas séries nórdicas, escocesas, irlandesa, inglesas…Gostaria que vc visse as séries OUTLANDER, se passa na Escócia (século XVII) e século XIX no USA. Belíssima! Tenho certeza que vc e a Mary vão amar e ANE- COM A, essa é de uma ternura, de uma pureza, que nos emociona!
    Abraços

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