
Em Ralé, seu filme de 1957, Akira Kurosawa demonstra cabalmente que, de fato, é o William Shakespeare do cinema. Continue lendo “Ralé / Donzoko”

Por Sérgio Vaz

Em Ralé, seu filme de 1957, Akira Kurosawa demonstra cabalmente que, de fato, é o William Shakespeare do cinema. Continue lendo “Ralé / Donzoko”

O Vento Será Tua Herança, no original Inherit the Wind, é um daqueles grandes clássicos indispensáveis, fundamentais do cinema americano dos anos 40 até meados dos 60. Continue lendo “O Vento Será Tua Herança / Inherit the Wind”

É muito impressionante como Luci del Varietà, no Brasil Mulheres e Luzes, comprova que tudo, tudo, tudo muda – e demonstra como, fora do âmbito específico da Matemática, a ordem dos fatores altera, sim, o produto. Continue lendo “Mulheres e Luzes / Luci del Varietà”

A direção de Verónica, produção mexicana de 2017, é assinada, nos bem cuidados créditos iniciais, por Los Visualistas. Assim: uma entidade, um grupo. Se a reunião de músicos tem nome – Los Hermanos, The Beatles, Les Luthiers -, por que um conjunto de diretores de cinema não pode ter também? Continue lendo “Verónica”

Under Capricorn, no Brasil Sob o Signo de Capricórnio, o longa-metragem número 35 de Alfred Hitchcock, lançado em 1949, logo após o grande clássico Festim Diabólico/Rope, o tour-de-force de um único plano-sequência de 80 minutos, é assustador, apavorante. Continue lendo “Sob o Signo de Capricórnio / Under Capricorn”

Para fazer seu segundo filme nos Estados Unidos, em 1940, logo após o êxito de Rebecca, a Mulher Inesquecível, Alfred Hitchcock pediu muita coisa. “Construam para mim um pedaço de Amsterdã, um bom trecho de Londres, um avião do tamanho de um Atlantic Clipper, alguns hotéis, um moinho holandês e um pedaço do campo da Holanda”, ele pediu. E a produção entregou tudo. Continue lendo “Correspondente Estrangeiro / Foreign Correspondent”

É impressionante como o cinema está presente em Babes in Arms, no Brasil Sangue de Artista, musical da Metro dirigido por Busby Berkeley em 1939, com a dupla de astros juvenis Mickey Rooney & Judy Garland. Continue lendo “Sangue de Artista / Babes in Arms”

Apesar de ser uma produção caprichada, com a prestigiosa assinatura de Otto Preminger, e um elenco multi-estelar como o de poucos, A Primeira Vitória/In Harm’s Way (1965) não foi um sucesso de crítica na sua época. Bem ao contrário, na verdade. Continue lendo “A Primeira Vitória / In Harm’s Way”

Uma das coisas mais fascinantes, impressionantes, extraordinárias de No Tempo das Diligências/Stagecoach, talvez o mais clássico de todos os westerns, é o contraste entre a amplidão extrema e a exiguidade de um pequeno espaço fechado. Continue lendo “No Tempo das Diligências / Stagecoach”

Nós todos envelhecemos – nós, os das gerações nascidas aí entre 1945 e 1955, que vimos A Última Sessão de Cinema quando éramos jovens e tínhamos desejos fortes e sonhos ambiciosos e nos apaixonamos pelo filme. Peter Bogdanovich e aquela penca de atores envelheceram, é claro, e nós os vimos envelhecer nas telas. Continue lendo “A Última Sessão de Cinema / The Last Picture Show”

Arthur Penn, um dos mais celebrados diretores do cinema americano da segunda metade do século XX, intelectual de esquerda, fascinado e influenciado pelo cinema europeu, estreou no cinema com um western, The Left-Handed Gun, no Brasil Um de Nós Morrerá, de 1958. Continue lendo “Um de Nós Morrerá / The Left-Handed Gun”

Para um espectador mediano, comum, seguramente deve ter sido um absoluto choque. Para os críticos, e os cinéfilos apaixonados por filmes não convencionais, que alguns chamam “de arte”, gente apaixonada pelas obras de Fellini, Antonioni, Buñuel, Godard, Resnais, Kurosawa, Bergman, foi uma maravilha, um encanto. Continue lendo “Mickey One”

A Noite dos Mortos-Vivos é um daqueles grandes clássicos de que sempre ouvi falar mas nunca tinha visto – até agora. O filme é mesmo muito impressionante, fortíssimo, marcante, mas não resisto à tentação de brincar que o maior susto que ele me deu foi quando, bem depois que terminou e eu me preparava para escrever esta anotação, vi que ele é de 1968. Continue lendo “A Noite dos Mortos-Vivos / Night of the Living Dead”

Lá pelas tantas, a fantasticamente, tresloucadamente fantasiosa trama de Os 39 Degraus tem que mocinho e mocinha – que nutrem a maior antipatia do mundo um pelo outro – ficam ligados por um par de algemas. Consta que, antes de começar a filmar qualquer uma das diversas cenas com os dois daquele jeito, o diretor Alfred Hitchcock prendeu o braço direito de Robert Donat ao esquerdo de Madeleine Carroll com uma algema, e os deixou assim por várias horas, dizendo que não sabia onde tinha posto a chave. Continue lendo “Os 39 Degraus / The 39 Steps”

Stage Fright, no Brasil Pavor nos Bastidores, de 1950, é da fase em que Alfred Hitchcock tinha assinado um contrato com a Warner Bros, depois de ter trabalhado para o produtor David O. Selznick, que o importou de Londres para Hollywood. Continue lendo “Pavor nos Bastidores / Stage Fright”