
Em 1949, Michael Curtiz e Joan Crawford, dois nomes de ouro que haviam feito juntos Mildred Pierce (1945), se reuniram novamente em Flamingo Road, no Brasil Caminho da Redenção. Continue lendo “Caminho da Redenção / Flamingo Road”

Por Sérgio Vaz

Em 1949, Michael Curtiz e Joan Crawford, dois nomes de ouro que haviam feito juntos Mildred Pierce (1945), se reuniram novamente em Flamingo Road, no Brasil Caminho da Redenção. Continue lendo “Caminho da Redenção / Flamingo Road”

A garotinha Nieve (Rachel Mojena), que vemos com 8 anos de idade, foi abençoada com uma inteligência fora de série e, de quebra, um fantástico talento para escrever. No entanto, foi também vítima de duas maldições terríveis, tenebrosas, das piores que pode haver. Continue lendo “Todos se van”

Zhang Yimou é cineasta de afrescos, de sinfonias, de épicos – planos gerais, multidões em movimento. Tudo em seu estilo é grandioso. Tornou-se extremamente conhecido no Ocidente em boa parte por suas fábulas de uma China do passado remoto – ou de um passado que a rigor jamais existiu –, povoado por adagas e heróis voadores, por guerreiros que mais parecem bailarinos. Continue lendo “Amor para a Eternidade / Gui lai”

A frase é dita por uma voz de uma adolescente, em off, ainda ao final dos créditos iniciais, antes que surja na tela a primeira sequência de Cinco Graças, no original Mustang: “É como se tudo tivesse mudado em um piscar de olhos. Uma hora, estávamos bem. Depois, tudo ficou uma merda”. Continue lendo “Cinco Graças / Mustang”

Nem mesmo Franz Kafka seria capaz de criar essa história de tamanho absurdo kafkiano que viria a acontecer de verdade ali mesmo, na sua cidade natal, a bela Praga, e que Costa-Gavras, Monsieur Cinéma Politique, transformou em um filme em tudo por tudo extraordinário, eletrizante, importantíssimo, em 1970. Continue lendo “A Confissão / L’Aveu”

Workaholic absoluto, superdotado, incansável, Steven Spielberg raramente fica dois anos seguidos sem lançar um filme de sua autoria, desde Louca Escapada, de 1974. Ficou entre Lincoln, de 2012, e este Ponte dos Espiões, de 2015.
Valeu a pena esperar. Bridge os Spies é um filmaço, uma obra-prima. Continue lendo “Ponte dos Espiões / Bridge of Spies”

Deus e religião têm presença forte em O Delator/The Informer, o filme de 1935 de John Ford unanimemente considerado uma grande obra-prima. Não poderia ser diferente, já que é um filme passado na Irlanda, sobre acontecimentos da Irlanda, um país extremamente religioso. Continue lendo “O Delator / The Informer”

La Isla Mínima, que no Brasil ganhou o título de Pecados Antigos, Longas Sombras, o sexto longa-metragem do jovem diretor espanhol Alberto Rodríguez, impressiona desde as primeiras tomadas – belíssimas, de uma beleza estranha, rara, fascinante. Continue lendo “Pecados Antigos, Longas Sombras / La Isla Mínima”

Em sua segunda incursão a Cuba, após ter realizado um dos episódios de 7 Dias em Havana (2012), o diretor francês Laurent Cantet fez uma obra-prima, um filmaço. Retorno a Ítaca é um filme apaixonado, apaixonante, arrebatado, arrebatador, um tour-de-force, uma espetacular combinação de talentos de grandes atores. Continue lendo “Retorno a Ítaca / Retour à Ithaque”

Belo, denso, triste drama familiar passado no interior da Alemanha de hoje. A diretora Nina Grosse é experiente – este é seu 16º título como realizadora – e também assina o roteiro, baseado em novela de Bernhard Schlink, o autor de O Leitor, que teve belíssima adaptação para cinema pelo inglês Stephen Daldry. Continue lendo “O Fim de Semana / Das Wochenende”

É um filme muito bom e muito impressionante este Child 44, no Brasil Crimes Ocultos. Trata de um caso policial – e, no entanto, é basicamente político. É um dos filmes que mostram com mais virulência, mais detalhes, mais profundidade, como é insana, impossível, insuportável a vida sob uma ditadura sanguinária – no caso, a ditadura comunista na União Soviética de Josef Stálin. Continue lendo “Crimes Ocultos / Child 44”

Neste Le Voyage en Arménie, o excelente Robert Guédiguian faz uma esplendorosa declaração de amor à sua mulher e musa, Ariane Ascaride, e ao país de seus antepassados. Continue lendo “Armênia / Le Voyage en Arménie”

Em 1967, o ano em que os Beatles lançaram Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e Magical Mystery Tour e os Stones, Between the Buttons e Their Satanic Majesties Request, um estranho filme previa que, no futuro próximo, a Grã-Bretanha viveria num extraordinariamente tenebroso mundo em que governo, religião e indústria cultural se uniriam para usar a música pop como elemento de dominação da juventude. Continue lendo “Privilégio / Privilege”

Era muito difícil, praticamente impossível, mas eles conseguiram realizar a proeza: a segunda temporada de House of Cards é tão boa quanto a primeira. É um trabalho esplendoroso, impressionantemente bem concebido e bem realizado, exatamente como a do ano anterior. Continue lendo “House of Cards – A Segunda Temporada”

A primeira temporada de House of Cards – um trabalho esplendoroso, impressionantemente bem concebido e bem realizado – demonstra algumas verdades e as trata como irrefutáveis. Continue lendo “House of Cards – A Primeira Temporada”