Robin e Marian / Robin and Marian

3.0 out of 5.0 stars

Robin e Marian, que Richard Lester dirigiu em 1976, é um bom filme de aventuras e batalhas, mas é, sobretudo, uma esplêndida, maravilhosa história de amor – o reencontro de dois amantes após 20 anos de separação. A magnífica, gloriosa oportunidade do reencontro quando os amantes já estão bem longe da juventude – e são interpretados, meu Deus do céu e também da Terra, por um Sean Connery de barba grisalha e uma Audrey Hepburn que havia desaparecido das telas de cinema por longos nove anos, desde Um Clarão nas Trevas, de 1967. Continue lendo “Robin e Marian / Robin and Marian”

A Voz Suprema do Blues / Ma Rainey’s Black Bottom

2.0 out of 5.0 stars

Fala-se demais em A Voz Suprema do Blues, no original Ma Rainey’s Black Bottom. Discute-se demais, briga-se demais, berra-se demais, A grande Viola Davis, que interpreta Ma Rainey (1886-1939), a personagem-título, a pioneira do blues, até que canta uma música e é dublada em umas poucas outras; mas, sobretudo, fala demais. Continue lendo “A Voz Suprema do Blues / Ma Rainey’s Black Bottom”

Três Dias do Condor / Three Days of the Condor

3.0 out of 5.0 stars

É fascinante como Três Dias de Condor (1975), uma das sete colaborações entre o diretor Sydney Pollack e Robert Redford, é um filme que reflete o seu tempo – os Estados Unidos logo após os escândalos dos Papéis do Pentágono e do Caso Watergate. Continue lendo “Três Dias do Condor / Three Days of the Condor”

Era Uma Vez Um Sonho / Hillbilly Elegy

3.0 out of 5.0 stars

Tornou-se obrigatório haver um posfácio, um aviso, uma explicação antes do início desta anotação – que foi feita em março de 2021. Em 11/2022, cheguei a fazer um P.S. Mas agora que J.D. Vance foi escolhido candidato à vice-presidência dos Estados Unidos na chapa republicana de Donald Trump, e revelou-se toda a extensão do seu absurdo reacionarismo, um post scriptum ficou pouco. Continue lendo “Era Uma Vez Um Sonho / Hillbilly Elegy”

O Rei do Show / The Greatest Showman

[rating;3]

O Rei do Show é um filme absolutamente feérico, exuberante. Os números de canto-e-dança são muitos – e maravilhosamente executados. É um show de sons, cores, luzes, com montagem rápida, alucinante como os mais perfeitos clipes musicais dos anos 80 e 90. A história é fantástica, beira o onírico, o improvável – parece uma fantasia dos estúdios Disney. E, no entanto, é verdadeira. Continue lendo “O Rei do Show / The Greatest Showman”

Lolita

3.5 out of 5.0 stars

Todo o marketing para o lançamento de Lolita, o longa-metragem número 5 dos 12 que Stanley Kubrick realizou, foi em cima do romance em que o filme se baseava. “Como eles conseguiram fazer um filme de Lolita?” era uma das taglines – as frases de venda, os bordões, bolados pela equipe de marketing da MGM, que distribuiu o filme. Continue lendo “Lolita”

Perry Mason

4.0 out of 5.0 stars

Perry Mason, esmeradíssima produção da HBO de 2020, de oito episódios, tem o gosto amargo, pesado, apavorante de um tempo e lugar tomados pela desesperança, pela pobreza – em todos os sentidos –, pelo crime, pela corrupção. Em vários pontos, assemelha-se demais a duas obras-primas: Chinatown (1974), de Roman Polanski, e Los Angeles: Cidade Proibida (1997), de Curtis Hanson. Continue lendo “Perry Mason”

Os 7 de Chicago / The Trial of the Chicago 7

4.0 out of 5.0 stars

Tudo, absolutamente tudo em The Trial of the Chicago 7, no Brasil Os 7 de Chicago, é brilhante – e/ou importante. A partir do fato histórico que ele retrata – os graves, sangrentos conflitos entre a polícia de Chicago e a multidão de manifestantes, quase todos jovens estudantes, que se reuniu na cidade durante a Convenção Nacional do Partido Democrata em agosto de 1968. Continue lendo “Os 7 de Chicago / The Trial of the Chicago 7”