O Homem Que Copiava


Nota: ★★★☆

Anotação em 2003: Um filme extremamente bem feito, com narrativa inteligente, bela surpresa no final. Os atores estão muito bem, o que é uma proeza no cinema brasileiro dos últimos tempos. O povo ao Sul de São Paulo tem mostrado que sabe fazer cinema. E esse Jorge Furtado, especialmente, demonstra que é muito, mas muito bom de serviço – desde o documentário Ilha das Flores, de 1989. É um dos melhores diretores brasileiros em atuação, sem dúvida alguma. Continue lendo “O Homem Que Copiava”

Amores e Bossa Nova


Nota: ★★★☆
Resenha na coluna O Melhor do DVD, no site estadao.com.br, em2000: Amores e Bossa Nova. Eis aí dois bons filmes que vale a pena ver e/ou rever. Têm um monte de traços em comum – e, claro, outro monte de dessemelhanças, de especificidades, gostosas de se comparar. São, antes de mais nada, dois filmes cariocas, feitos por diretores cariocas, os dois com um jeito leve, gostoso, carioca de ver a vida, o amor, o encontro e o desencontro. Continue lendo “Amores e Bossa Nova”

Ação entre Amigos


Nota: ★★½☆

Anotação em 1999: Esse menino Beto Brant tem talento. Seu Os Matadores é um belo filme. Este aqui também é bom; ele domina a narrativa, sabe contar bem uma história. No caso, é uma história bem mais simples e direta que a do filme anterior – embora ele use passado e presente mesclados, mas de uma forma muito simples, muito clara. Continue lendo “Ação entre Amigos”

Orfeu


Nota: ½☆☆☆

Anotação em 1999: Não conseguimos ver tudo; vimos uma meia hora, 40 minutos, e já foi demais. É tudo fake demais. Orfeu, o sambista, do morro, trabalha num belo computador e usa celular Startac último modelo. Eurídice vem do Acre de avião. Mira, a namorada gostosa da qual Orfeu está cansado, saiu na capa da Playboy. O  barracão de Orfeu na favela é decorado como se estivesse seguindo a última edição da Casa & Jardim. Continue lendo “Orfeu”

O Flagrante


Nota: ★★½☆

Anotação em 1999: Bem intencionado, antimachista, honesto, corajoso. Tem ritmo irregular, por – foi o que achei – falta ainda de domínio na direção do bom ator Reginaldo Faria, embora ele já tivesse feito quatro filmes antes deste aqui; afinal, prática mesmo nesse metiê quem tem é seu irmão Roberto, que lá atrás, no início dos anos 60, fez o grande Assalto ao Trem Pagador. Mas é um filme acima da média, com frescor de juventude e afirmações a fazer. Continue lendo “O Flagrante”

Absolutamente Certo!

Nota: ★☆☆☆

Anotação em 1999: Eis aí um filme absolutamente ruim e absolutamente intrigante: como é possível que o Anselmo Duarte tenha feito isso em 1957 e, apenas cinco anos depois, O Pagador de Promessas? Como é possível que ele tenha aprendido tudo em cinco anos? É ruim demais da conta; é tão caricaturalmente mal feito que até parece aqueles filmes propositalmente idiotas do tipo Apertem os Cintos que o Piloto Sumiu. Continue lendo “Absolutamente Certo!”

Central do Brasil

Nota: ★★★★

Anotação em 1998: Emocionante, comovente. Um filme sério, maduro, denso, que alia total domínio da técnica (como diversos outros filmes do renascimento do cinema brasileiro pós-Collor) a conteúdo admirável. Chorei de emoção no final – como quase todo o mundo – e fiquei absolutamente emocionado ao ver a fila gigantesca para a sessão seguinte. Continue lendo “Central do Brasil”

Faca de Dois Gumes


Nota: ★★½☆

Anotação em 1998: Eu tinha perdido esse filme quando passou nos cinemas. Foi uma das últimas produções antes do furacão Collor quase matar o cinema brasileiro. E é uma bela produção, competente, com elenco bom, fotografia e música de qualidade, narrativa correta. Ganhou quatro prêmios em Gramado – direção, som, fotografia e cenografia. Continue lendo “Faca de Dois Gumes”

Tieta do Agreste


Nota: ★★★☆

Anotação em 1997: Terminando de ver agorinha mesmo, é o seguinte: Quem não viu deve ver. Houve má vontade de boa parte da imprensa para com o filme – enquanto houve, ao contrário, apenas loas ou desculpas àquele besteirol ginasiano à la Casseta e Planeta que é Carlota Joaquina. Continue lendo “Tieta do Agreste”