
Os franceses têm adoração por Madame Bovary. A obra de Gustave Flaubert de 1857 é um dos mais incensados romances jamais escritos na língua de Molière, Voltaire, Balzac, Dumas pai e Dumas filho, Hugo, Sartre, Camus. Continue lendo “Madame Bovary”

Por Sérgio Vaz

Os franceses têm adoração por Madame Bovary. A obra de Gustave Flaubert de 1857 é um dos mais incensados romances jamais escritos na língua de Molière, Voltaire, Balzac, Dumas pai e Dumas filho, Hugo, Sartre, Camus. Continue lendo “Madame Bovary”

O nome dele era John Ford e, bem diferentemente do que indica sua frase famosérrima, não fazia apenas westerns. Claro, fazia westerns, e fez alguns dos melhores que há. Mas fez de tudo, passou por todos os gêneros. Continue lendo “Como Era Verde o Meu Vale / How Green Was My Valley”

Boomerang!, de 1947, foi o terceiro filme de Elia Kazan. Ele havia deixado Nova York e ido para Hollywood pouco antes, e chegou ao cinema já com imensa fama e reconhecimento como diretor de teatro na Broadway e um dos fundadores do Actors Studio. Continue lendo “O Justiceiro / Boomerang!”

Duas constatações ficaram me passando pela cabeça enquanto revia Neblina e Sombras (1991) e logo depois. A primeira: este talvez seja o filme mais europeu de Woody Allen. Embora inteiramente filmado num estúdio de Nova York, é mais europeu até que seus filmes produzidos na Inglaterra, França, Espanha e Itália. Continue lendo “Neblina e Sombras / Shadows and Fog”

Gun Crazy, produção feita fora dos grandes estúdios e lançada no iniciozinho de 1950, dirigida por Joseph H. Lewis, um realizador que privilegiava a aparência, a forma, os fogos de artifício, começa tratando de um dos temas mais sérios que pode haver: exatamente o que diz o título original, a paixão pelas armas. Continue lendo “Mortalmente Perigosa / Gun Crazy”

The Great Man’s Lady, no Brasil Até que a Morte nos Separe, é mais uma comprovação de duas verdades irretorquíveis. Nem todas as produções caprichadas do período de ouro de Hollywood são bons filmes. E boas intenções não necessariamente resultam em grandes obras. Continue lendo “Até que a Morte nos Separe / The Great Man’s Lady”

A General é um filmaço, uma obra de gênio. É impressionante, é um tour-de-force: são 67 minutos de filme – e em, digamos, 60 minutos é tudo acelerado, com um novo acontecimento a cada momento, uma gag atrás da outra, uma supresa atrás da outra. Nos outros 7 minutos dá para ter algum respiro – mas na imensa maior parte é sempre a mil por hora. Continue lendo “A General / The General”

Um drama intimista, em tom menor, bastante triste, dirigido pelo veterano William Dieterle em 1944, quando o mundo ainda estava mergulhado na Segunda Guerra. Continue lendo “Ver-te-ei Outra Vez / I’ll Be Seeing You”

Zorba, o Grego foi um dos filmes mais icônicos, mais emblemáticos da primeira metade dos anos 1960. Poucos filmes marcaram tanto a minha geração quanto ele. Continue lendo “Zorba, o Grego / Zorba the Greek”

As Diabólicas, que o grande Henri-Georges Clouzot lançou em 1955, é um filme extraordinário, um marco do cinema, um dos melhores thrillers que já foram feitos, nestes primeiros 110, 120 primeiros anos de cinema. Continue lendo “As Diabólicas / Les Diaboliques”

Em 1960, o então jovem Sidney Lumet lançou The Fugitive Kind, no Brasil Vidas em Fuga, um drama baseado na peça Orpheus Descending, do à época veneradíssimo Tennessee Williams. O elenco tinha nada menos que Marlon Brando e três grandes atrizes: Anna Magnani, Joanne Woodward e Maureen Stapleton. Continue lendo “Vidas em Fuga / The Fugitive Kind”

O Circo, o terceiro longa-metragem de Charlie Chaplin, lançado em 1928, é uma maravilha de filme, coisa de gênio, obra-prima. Continue lendo “O Circo / The Circus”

Entre Dois Fogos, no original Raw Deal, que o grande Anthony Mann lançou em 1948, tem uma característica que o diferencia de praticamente todos os outros filmes noir: é narrado por uma mulher. A história é contada sob a ótica de uma mulher. Continue lendo “Entre Dois Fogos / Raw Deal”

O Homem Errado (1956) é um dos filmes mais sérios, pesados, densos e realistas de todos os do mestre Alfred Hitchcock – ao lado de Lifeboat, no Brasil Um Barco e Nove Destinos. É também, seguramente (isso é um pequeno detalhe, mas é interessante), o filme de Hitch com o maior número de palavras escritas na tela. Continue lendo “O Homem Errado / The Wrong Man”

Eis aí um filme hoje obscuro, pouco conhecido, e que no entanto é fascinante. Dirigido por Raoul Walsh em 1936, Klondike Annie, no Brasil A Sereia do Alaska, assim, com a letra k, é dinamite violentíssimo contra os moralistas, os preconceituosos, os fundamentalistas, os caretas, os babacas. Fala do encontro de uma puta e uma freira. Continue lendo “A Sereia do Alaska / Klondike Annie”