
Um suave, delicado, despretensioso retrato de um fim de semana na vida de um casal de velhos às voltas com uma questão tão prosaica quanto desagradável: a venda do apto em que vivem há 40 anos. Continue lendo “Ruth & Alex / 5 Flights Up”

Por Sérgio Vaz

Um suave, delicado, despretensioso retrato de um fim de semana na vida de um casal de velhos às voltas com uma questão tão prosaica quanto desagradável: a venda do apto em que vivem há 40 anos. Continue lendo “Ruth & Alex / 5 Flights Up”

O sistema legal, o Judiciário, a instituição do júri popular – tudo é cheio de falhas. Todos mentem, não adianta pensar que não: todos mentem. Não vence a verdade – vence quem apresentar melhor a sua versão. É tudo um teatro mesmo: ganha quem consegue a melhor atuação. Continue lendo “How To Get Away With Murder – A Primeira e a Segunda Temporadas”

Dirigindo no Escuro/Hollywood Ending, de 2002, o 32º filme de Woody Allen, é uma furiosa gozação da indústria do cinema, de Hollywood. Até aí, nada demais da conta: dezenas e dezenas de filme gozam Hollywood – basta lembrar das sátiras violentas de Mel Brooks, como Banzé no Oeste e Alta Ansiedade, e as estreladas por Leslie Nielsen, como Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu e Duro de Espiar. Continue lendo “Dirigindo no Escuro / Hollywood Ending”

Beleza Oculta/Collateral Beauty reuniu um elenco impressionante para contar uma história de perda. Toda perda de ente querido é evidentemente trágica, e não tem sentido imaginar algo como um perdômetro para medir intensidade da dor, mas creio que dá para dizer sem dúvida que a perda que o protagonista da história, Howard, experimenta é a pior de todas que pode haver: a de uma filhinha ainda criança. Continue lendo “Beleza Oculta / Collateral Beauty”

É do tipo de filme que de fato importa: fala de pessoas comuns, relações afetivas, a vida o amor a morte. Conta a história de homem de 60 e tantos anos que, de repente, a partir de um acontecimento fortuito, passa a se lembrar de fatos que aconteceram quando era bem jovem, ainda adolescente, entrando na idade adulta – fatos sobre os quais ele não tinha voltado a pensar durante décadas. Continue lendo “O Sentido do Fim / The Sense of an Ending”

Na quarta e na quinta temporadas, lançadas respectivamente em 2014 e 2015, a equipe de Homeland – vasta, numerosa – realizou uma façanha: conseguiu melhorar ainda mais o que já era ótimo. Continue lendo “Homeland – A Quarta e a Quinta Temporadas”

Janela Indiscreta é um filme genial.
Algumas palavras são tão usadas que acabam perdendo a força, o viço, o frescor. Ficam esgarçadas. “Genial” talvez seja o exemplo mais perfeito disso. Continue lendo “Janela Indiscreta / Rear Window”

“A mostly true story”. Uma história praticamente real. Uma história em boa parte real. Continue lendo “A Senhora da Van / The Lady in the Van”

007 – Os Diamantes São Eternos, de 1971, é o sétimo filme de James Bond, o sexto e penúltimo com Sean Connery no papel do agente secreto britânico com permissão para matar, o segundo dos quatro dirigidos por Guy Hamilton. Continue lendo “007 – Os Diamantes São Eternos / Diamonds Are Forever”

Mil Vezes Boa Noite é um filme muito sério, muito bem intencionado. Pretende mostrar aos espectadores que o mundo é ruim. Ruim, muito ruim: há terrorismo no mundo, sabiam? Na Ásia, há gente que, com o maior orgulho possível e imaginável, se veste com um avental de bombas, e vai se explodir no meio de uma rua lotada para matar muita gente. Continue lendo “Mil Vezes Boa Noite / Tusen Ganger God Natt”

Quando Chocolate estava aí com uns 30 minutos, me ocorreu que faltava drama, tensão. Foi só pensar isso, e não deu outra: a partir daí, o espectador tem uma hora e meia de drama demais, tensão demais, tristeza demais. Continue lendo “Chocolate / Chocolat”

É impressionante como o cinema está presente em Babes in Arms, no Brasil Sangue de Artista, musical da Metro dirigido por Busby Berkeley em 1939, com a dupla de astros juvenis Mickey Rooney & Judy Garland. Continue lendo “Sangue de Artista / Babes in Arms”

Quando começa a ação de Byzantium, faz 200 anos que Eleonor Webb, a personagem interpretada por Saoirse Ronan, tem 16 anos de idade. Como a ação se passa nos dias atuais, e o filme, lançado em 2012, foi rodado em 2010, podemos então verificar que Eleonor tinha já 16 anos quando Napoleão Bonaparte reinava sobre um imenso império que englobava praticamente toda a Europa. Continue lendo “Byzantium”

Apesar de ser uma produção caprichada, com a prestigiosa assinatura de Otto Preminger, e um elenco multi-estelar como o de poucos, A Primeira Vitória/In Harm’s Way (1965) não foi um sucesso de crítica na sua época. Bem ao contrário, na verdade. Continue lendo “A Primeira Vitória / In Harm’s Way”

O título suave, gostoso, até poético, Oranges and Sunshine (no Brasil felizmente a tradução literal, Laranjas e Sol), contrasta com a história que o filme conta – pesada, sombria, tenebrosa, das mais chocantes que pode haver. Continue lendo “Laranjas e Sol / Oranges and Sunshine”