
A terceira temporada de The Crown tem um defeito danado de grave: termina depressa demais.
É uma beleza, uma maravilha, uma obra-prima. Continue lendo “The Crown – A Terceira Temporada”

Por Sérgio Vaz

A terceira temporada de The Crown tem um defeito danado de grave: termina depressa demais.
É uma beleza, uma maravilha, uma obra-prima. Continue lendo “The Crown – A Terceira Temporada”

Let’s Make Love, de 1960, que no Brasil ganhou o absurdo título de Adorável Pecadora, foi o penúltimo filme de Marilyn Monroe. Depois dele viria apenas Os Desajustados/The Misfits, de 1961. Quando morreu, em 5 de agosto de 1962, com apenas 36 anos, estava começando a filmar Something’s Gotta to Give, com George Cukor, o mesmo realizador deste Let’s Make Love. Continue lendo “Adorável Pecadora / Let’s Make Love”

É impressionante como são áridos os temas tratados por A Número Um (2017), da francesa Tonie Marshall. Áridos, duros, secos, sem graça, sem charme. É um filme sobre trabalho – sobre altos executivos, e a luta de um grupo de feministas para colocar uma mulher, pela primeira vez, no cargo de presidente de uma das maiores corporações da França. Continue lendo “A Número Um / Numéro Une”

Nunnally Johnson (1897-1977) é reconhecido como um dos roteiristas mais importantes de Hollywood no século passado. Sua filmografia inclui 74 títulos como escritor e 42 como produtor. Dirigiu, no entanto, apenas oito filmes, entre 1954 e 1960. A Viúva Negra/Black Widow, de 1954, foi o segundo deles. Continue lendo “A Viúva Negra / Black Widow”

A Lavanderia, que o incansável workaholic Steven Soderbergh lançou em 2019, é uma paulada, um panfletaço contra as mazelas do capitalismo, em especial da área das finanças, contra a forma com que funciona boa parte do sistema financeiro mundial. É uma paulada, um panfletaço, e portanto não tem nada a ver com sutileza, elegância, refinamento. Continue lendo “A Lavanderia / The Laundromat”

Barbra Streisand aos 28 anos, em seu terceiro filme, depois dos sucessos Funny Girl (1968) e Alô, Dolly (1969). Yves Montand com seu absoluto charme chegando aos 50 anos. Na direção, Vincente Minnelli, o mestre do musical e da comédia elegantes. Continue lendo “Num Dia Claro de Verão / On a Clear Day You Can See Forever”

Uma família terrivelmente, miseravelmente despedaçada – e, próximo a ela, acontece um crime, um homicídio. O pano de fundo é um dos bairros de maior densidade de habitantes por metro quadrado, um dos mais famosos do mundo – Copacabana, com todas as suas contradições, boates, inferninhos, transgêneros, tráfico de droga, prostituição. Continue lendo “Berenice Procura”

O Guerra e Paz de Sergei Bondarchuk é um espetáculo, uma maravilha, uma preciosidade, uma pérola rara, inteiramente fora de série. É um monumental conjunto de exageros, de recordes, de marcas impressionantes. Continue lendo “Guerra e Paz / Voyna i Mir”

Oito Mulheres e um Segredo/Ocean’s 8, produção cara do cinemão americano, tinha bons elementos para fazer sucesso. O título original (assim como o brasileiro) já faz referência clara à trilogia da década passada, que juntava um elenco estelar liderado por George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon – e que foi, é claro um sucesso espetacular. Continue lendo “Oito Mulheres e um Segredo / Ocean’s 8”

Fazia apenas três anos que Clyde Barrow e Bonnie Parker haviam morrido quando Fritz Lang fez e lançou seu segundo filme americano, You Only Live Once, no Brasil Vive-se Só Uma Vez, em 1937. Ao longo das várias décadas seguintes, historiadores, estudiosos, críticos diriam que o filme se baseia – embora muito vagamente – na história de Bonnie & Clyde, o casal de assaltantes de bancos mais famoso dos tempos da Grande Depressão. Continue lendo “Vive-se Uma Só Vez / You Only Live Once”

1945, produção húngara de 2017, do realizador Ferenc Török, é um filmaço, uma obra-prima, uma maravilha. E a proeza de ser um filme surpreendente, novo, forte, vigoroso, sobre um tema tão exaustivamente examinado ao longo dos 72 anos que separam as duas datas acima é apenas uma de suas qualidades. Continue lendo “1945”

Ser ou Não Ser, de Ernst Lubitsch, é um filme absolutamente brilhante. Tem inteligência faiscando, como no mais feérico show de fogos de artifício. Mas cometeu um crime: fez graça com a tragédia do nazismo no momento exato em que o Eixo – Alemanha, Itália e Japão – estava em guerra contra praticamente o resto do mundo. Continue lendo “Ser ou Não Ser / To Be or Not To Be”

Tales of the City, no Brasil Crônicas de San Francisco, edição 2019, conta as histórias de um grupo de pessoas um tanto excêntricas, um tanto distantes dos padrões tidos como “normais”, que vivem em uma espécie de comunidade – um conjunto de apartamentos numa área central e nobre da maravilhosa cidade. Continue lendo “Crônicas de San Francisco / Tales of the City”

Chacrinha – O Velho Guerreiro (2018), de Andrucha Waddington, é daqueles filmes que são ao mesmo tempo muito bons e muito importantes. É bom, bem realizado, uma obra bem sucedida – isso que os críticos dos Cahiers du Cinéma e os outros críticos franceses todos, chamam de réussi. Mas é também muito importante: a história de Chacrinha precisava mesmo ser contada pelo cinema. Ainda bem que foi contada, e bem contada. Continue lendo “Chacrinha – O Velho Guerreiro”

Rebecca tem 79 anos – e, no entanto, não envelheceu um único dia. Rebecca é uma daquelas provas de que o grande cinema não fica velho, é tão atual quanto qualquer produção que acabou de ser lançada. Continue lendo “Rebecca, a Mulher Inesquecível / Rebecca”