
(Disponível na Netflix em 12/2025.)
“Esta é uma história real sobre dois homens que o mundo esqueceu. Um foi o 20º presidente dos Estados Unidos. O outro atirou nele.” Continue lendo “Como um Relâmpago / Death by Lightning”

Por Sérgio Vaz

(Disponível na Netflix em 12/2025.)
“Esta é uma história real sobre dois homens que o mundo esqueceu. Um foi o 20º presidente dos Estados Unidos. O outro atirou nele.” Continue lendo “Como um Relâmpago / Death by Lightning”

Em 1921, no maravilhoso A Carruagem Fantasma/Körkarlen, o diretor Victor Sjöström mostrou diversas vezes o empregado da Morte chegando para recolher o espírito da pessoa que havia ido embora; um capuz negro cobre seu rosto, e, na mão esquerda, ele carrega a grande foice. Em 1957, o mesmo ano em que dirigiu o já então idoso Victor Sjöström em Morangos Silvestres, Ingmar Bergman mostrou em diversas sequências a própria Morte. Sempre com o capuz preto – mas sem carregar a foice, e com o rosto absolutamente visível, em geral em close-ups. Continue lendo “O Sétimo Selo / Det Sjunde Inseglet”

(Disponível na Netflix em 12/2025.)
É uma deliciosa, agradabilíssima diversão este Wake Up Dead Man, no Brasil Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out (2025), o terceiro filme em que o detetive particular Benoit Blanc tem um caso bem difícil para resolver. Rian Johnson, o diretor e autor da história e do roteiro, acertou em tudo de novo, após Entre Facas e Segredos/Knives Out, de 2019, e Glass Onion: Um Mistério Knives Out, de 2022. Continue lendo “Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out / Wake Up Dead Man”

(Disponível no Era Uma Vez o Cinema no YouTube em 7/2025.)
Em 1947, Elia Kazan, um dos maiores realizadores da História do Cinema, fez um filme extraordinário sobre um dos maiores crimes que a humanidade foi capaz de inventar, o racismo – no caso específico, o anti-semitismo nos Estados Unidos do pós-guerra, logo após o mundo ficar sabendo das proporções do Holocausto – A Luz é Para Todos. Em seu filme seguinte, Kazan voltou a enfrentar o racismo – desta vez, o racismo profundamente enraizado na sociedade norte-americana, o contra os negros, e até mesmo contra pessoas de pele clarinha, clarinha, mas que são consideradas negras se tiverem uma gota que seja de sangue de negro. Continue lendo “O Que a Carne Herda / Pinky”

(Disponível na Netflix em 3/2025.)
Mulheres do Século 20, de 2016, é um daqueles belos, sensíveis dramas familiares com que o cinema às vezes nos presenteia. Foi escrito e dirigido por um realizador que costuma deixar sua marca pessoal nos filmes que cria, Mike Mills, e tem grandes atores em belíssimas atuações – Annette Bening, Greta Gerwig, Elle Fanning, Billy Crudup e o jovem Lucas Jade Zumann, uma revelação. Continue lendo “Mulheres do Século 20 / 20th Century Women”

Que vida, meu Deus, a desse Solomon Perel; que coisa mais absolutamente incrível, fantástica, horripilante – quase uma síntese da história do século XX! E que filme extraordinário, maravilhoso, fez das memórias dele essa realizadora espetacular que é Agnieszka Holland! Continue lendo “Filhos da Guerra / Europa Europa”

(Disponível na Netflix em 2/2025.)
Os Assassinatos de Åre, série sueca de 2025, tem apenas 5 episódios, em um total de cerca de 200 minutos, ou 3h20 – menos, portanto, que Assassinos da Lua das Flores de Martin Scorsese, ou O Brutalista, para dar só dois exemplos. A rigor, a série conta três histórias diferentes – e tem aquele jeito assim de que, se fizer sucesso, poderão vir mais temporadas por aí. Continue lendo “Os Assassinatos de Åre / Åremorden”

A grande, maravilhosa Agnès Varda dividiu toda sua gloriosa carreira alternando filmes de ficção com documentários. La Pointe Courte, sua estréia, o filme de 1955 que ela escreveu e dirigiu quando tinha apenas 27 anos, é, de uma maneira fascinante, uma mistura das duas coisas. Meio ficção, meio documentário. Continue lendo “La Pointe Courte”

(Disponível no Mubi, Apple TV, PrimeViddo.)
Um cartaz desta incensada, premiada co-produção Dinamarca-Suécia-Polônia de 2024 traz três avaliações feitas pela crítica: “Puro cinema”, “Extraordinário” e “Terrivelmente belo… assustadoramente atemporal”. A Garota da Agulha é, sim, puro cinema, extraordinário. Quanto ao belo e o terrivelmente atemporal, tenho minhas dúvidas. Continue lendo “A Garota da Agulha / Pigen med Nålen”

Paulo Mendes Campos escreveu que “o amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar…” E concluiu: “em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba”. Valentina, a personagem de Monica Vitti em A Noite, diz para o escritor Giovanni-Marcello Mastroianni: “Todas as vezes que tentei me comunicar com alguém, o amor foi embora”. Continue lendo “A Noite / La Notte”

(Disponível na Netflix em 11/2025.)
Se há um artigo que nunca está em falta no mercado são os bons filmes e/ou séries sobre crimes reais. Há muitos, e muito bons, feitos nos mais diferentes países – mais adiante vão alguns exemplos. No entanto, ver A Grande Descoberta, minissérie sueca de 2025, nos deixou, à Mary e a mim, fascinados, boquiabertos, queixos caídos. Continue lendo “A Grande Descoberta / Genombrottet”

(Disponível no YouTube em 6/2025.)
Em 1946, o mundo mal saído da Segunda Guerra Mundial, os parceiros ingleses Frank Launder e Sidney Gilliat perpetraram este I See a Dark Stranger, no Brasil, Um Estranho na Escuridão, uma comédia sobre uma garotinha irlandesa que, por ódio aos ingleses, resolve servir como espiã para os alemães durante a guerra, antes do Dia D, o do desembarque aliado na Normandia. Continue lendo “Um Estranho na Escuridão / I See a Dark Stranger”

(Disponível na Netfix em fevereiro de 2025.)
Densa. As Mães dos Penguins, série polonesa de 2024, é densa. Mary usou o adjetivo quando terminamos de ver o primeiro dos seis episódios, e ele ficou na minha cabeça durante os três dias que levamos para ver a série. Continue lendo “As Mães dos Pinguins / Matki Pingwinów”

Um filme que é o mais puro espírito dos anos 60, “a década que mudou tudo”. You’re a Big Boy Now, no Brasil Agora Você é um Homem, o filme que o jovem Francis Ford Coppola escreveu e dirigiu em 1966, é exatamente como seu tempo: louco, inquieto, inquietante, alegre, colorido, psicodélico, rápido, apressado, cheio de música, irreverente, jovial, irônico. Continue lendo “Agora Você é um Homem / You’re a Big Boy Now”

(Esteve disponível na Netflix até 2/2025.)
Eu não indicaria para um amigo, ou para o eventual leitor deste site, o filme The Vanishing, no Brasil O Mistério do Farol, produção do Reino Unido de 2018. Não porque seja um filme ruim – não é. É uma produção caprichada, bem cuidada, dirigida com firmeza pelo dinamarquês Kristoffer Nyholm, com fotografia excepcional e belas atuações do elenco, em especial Gerard Butler e Peter Mullan. Continue lendo “O Mistério do Farol / The Vanishing”