
Cartas de Guerra, produção portuguesa de 2016, é um grande filme. Duro, cru, brutal, é um dos mais belos – e mais lancinantes, dolorosos – retratos da angústia de um homem no meio de uma guerra que o cinema já fez. Continue lendo “Cartas da Guerra”

Por Sérgio Vaz

Cartas de Guerra, produção portuguesa de 2016, é um grande filme. Duro, cru, brutal, é um dos mais belos – e mais lancinantes, dolorosos – retratos da angústia de um homem no meio de uma guerra que o cinema já fez. Continue lendo “Cartas da Guerra”

A Royal Night Out, no Brasil Uma Noite Real e também A Noite da Realeza, de 2015, é uma grande brincadeira. Não é um grande filme – mas é engraçado, divertido, e inova neste que é quase um subgênero, o dos Filmes Sobre a Família Real Britânica: não pretende contar uma história verdadeira, reproduzir fatos históricos. Continue lendo “Uma Noite Real / A Royal Night Out”

Claude Sautet foi um realizador de poucos filmes. Foram 16, no total, ao longo de 44 anos, entre 1951 e 1995 – e mesmo assim contando com um curta-metragem, Nous n’irons plus au bois (1950), e um em que seu nome não aparece como diretor, A Fera Está Solta/Le Fauve est Lâché (1959). Ele era o assistente do diretor, Maurice Labro, que morreu durante as filmagens, e concluiu o trabalho. Continue lendo “Como Fera Encurralada / Classe Tous Risques”

O Orgulho, no original Le Brio (2017) é antes de tudo, para começo de conversa, um ato de coragem. Para seu quinto longa-metragem como diretor, Yvan Attal – ator consagrado, experiente – escolheu temas difíceis, polêmicos demais: o racismo na França de hoje e o politicamente correto, o dever, a obrigação de ser politicamente correto no ambiente universitário. Continue lendo “O Orgulho / Le Brio”

Desobediência, co-produção Inglaterra-Irlanda-EUA de 2017, é uma beleza, uma maravilha, um filmaço. É um drama denso, pesado, sério, sobre a rigidez dos costumes de comunidades extremamente religiosas, em que a desobediência é pecado terrível, crime hediondo. Continue lendo “Desobediência / Disobedience”

A idéia original – brilhante – é do ator e diretor de cinema e teatro Jean-Claude Penchenat, e O Baile, encenado a princípio no teatro, é uma criação coletiva de Le Théâtre du Campagnol, companhia criada e dirigida pelo próprio Penchenat. Mas o filme acaba virando Ettore Scola puro. Continue lendo “O Baile / Le Bal”

Trapped, produção islandesa de 2015, de dez episódios de cerca de 50 minutos, é o que toda série policial gostaria de ser quando fosse grande. É a série policial que a é soma de tudo o que de melhor pode haver em uma série policial. Continue lendo “Trapped – A Primeira Temporada / Ófærð”

O Banqueiro da Resistência, produção holandesa de 2018, conta, com extrema competência, uma história real, absolutamente fascinante, importante – e que pouca gente conhecia, conforme o próprio filme frisa, acentua, destaca. Continue lendo “O Banqueiro da Resistência / Bankier van het Verzet”

Uma das características de Monika e o Desejo que mais me impressionaram ao vê-lo agora, 65 anos após seu lançamento, é como o filme demonstra clara influência do neo-realismo italiano – e como parece óbvio que ele iria influenciar a nouvelle vague francesa que surgiria daí a poucos anos. Continue lendo “Monika e o Desejo / Sommaren med Monika”

O começo do filme é espetacular, um brilho, uma maestria. A primeira imagem que vemos é o rosto de uma jovem e bela mulher, em close-up, ocupando a tela inteira – Alicia Vikander, essa atriz fantástica, que já surgiu com o brilho de uma supernova. A câmara se distancia um pouco do rosto dela, e vemos que ela está na rua, no meio de uma multidão em festa. Continue lendo “Juventudes Roubadas / Testament of Youth”

Qualquer história envolvendo jogos de tronos, senhores de anéis, terras do meio, bruxas, fantasmas, vampiros, super-heróis é fichinha perto da história da vida de Lou Andreas-Salomé. O cinema precisava mesmo contá-la. Continue lendo “Lou / Lou Andreas-Salomé”

La Trêve, série belga de 2016, engloba uma diversidade grande de temas. O fio condutor da trama – criação original de um grupo de quatro roteiristas – é um caso policial, o assassinato de um jovem jogador de futebol em uma pequenina cidade rural da Bélgica próxima da fronteira com a França. Continue lendo “La Trêve”

Les Quatre-Cents Coups, no Brasil Os Incomprendidos, é muita coisa ao mesmo tempo. É um dos filmes que lançaram a nouvelle-vague, um dos movimentos mais importantes do cinema mundial, possivelmente o segundo mais importante de todos, depois do neo-realismo italiano, de que copiou várias características. Continue lendo “Os Incompreendidos / Les Quatre-Cents Coups”

Vício Maldito, no original Le Désorde et la Nuit, de 1958, é um dos três filmes que reuniram Jean Gabin e Danielle Darrieux, dois monstros sagrados do cinema francês. E é um dos 14 – incrível: 14! – filmes que o grande ator fez com o diretor Gilles Grangier. Continue lendo “Vício Maldito / Le Désordre et la Nuit”

Dunkirk é um daqueles poucos filmes para os quais toda exaltação, todo pleonasmo, todo superlativo é pouco. É um filme chocantemente belo, uma obra-prima. Continue lendo “Dunkirk”