
L’Une Chante L’Autre Pas, que Agnès Varda lançou em 1977, é um encanto, uma beleza, uma maravilha, um show de sensibilidade e talento, um filmaço, uma obra-prima. Continue lendo “Duas Mulheres, Dois Destinos / L’Une Chante L’Autre Pas”

Por Sérgio Vaz

L’Une Chante L’Autre Pas, que Agnès Varda lançou em 1977, é um encanto, uma beleza, uma maravilha, um show de sensibilidade e talento, um filmaço, uma obra-prima. Continue lendo “Duas Mulheres, Dois Destinos / L’Une Chante L’Autre Pas”

O título, La Tenerezza, A Ternura (2107), promete mais do que o filme do diretor Gianni Amelio entrega, na minha opinião. Continue lendo “A Ternura / La Tenerezza”

As personagens centrais de Días de Navidad (no Brasil Natal em 3 x 4), minissérie espanhola de 2019, são quatro mulheres, quatro irmãs. A ação se passa sempre, como deixa claro o título original, nos dias em torno do Natal, na grande casa de fazenda da família, em três épocas diferentes de suas vidas. Continue lendo “Natal em 3 x 4 / Días de Navidad”

Zeit der Geheimnisse, exibido pela Netflix no Brasil como Segredos de Natal, nos países de língua inglesa como Holiday Secrets, é um tanto difícil de definir e tão fascinante quanto a família que apresenta – quatro gerações de mulheres, basicamente de mulheres, em que os homens são apenas e tão somente complementos supérfluos. Muitas vezes pesos desnecessários. Continue lendo “Segredos de Natal / Zeit der Geheimnisse”

Tudo, tudo, absolutamente tudo em A Pele Que Habito, o Almodóvar de 2011, é doentio. Doentio – enfermiço, insalubre, deletério, malsão. Não há um único personagem que tenha alguma proximidade com, não digo normalidade, porque, como bem alerta Caetano Veloso, de perto ninguém é normal – mas alguma proximidade com qualquer coisa mediana, comum, parecido com a maioria. Continue lendo “A Pele Que Habito / La Piel Que Habito”

A terceira temporada de The Crown tem um defeito danado de grave: termina depressa demais.
É uma beleza, uma maravilha, uma obra-prima. Continue lendo “The Crown – A Terceira Temporada”

É impressionante como são áridos os temas tratados por A Número Um (2017), da francesa Tonie Marshall. Áridos, duros, secos, sem graça, sem charme. É um filme sobre trabalho – sobre altos executivos, e a luta de um grupo de feministas para colocar uma mulher, pela primeira vez, no cargo de presidente de uma das maiores corporações da França. Continue lendo “A Número Um / Numéro Une”

O Guerra e Paz de Sergei Bondarchuk é um espetáculo, uma maravilha, uma preciosidade, uma pérola rara, inteiramente fora de série. É um monumental conjunto de exageros, de recordes, de marcas impressionantes. Continue lendo “Guerra e Paz / Voyna i Mir”

1945, produção húngara de 2017, do realizador Ferenc Török, é um filmaço, uma obra-prima, uma maravilha. E a proeza de ser um filme surpreendente, novo, forte, vigoroso, sobre um tema tão exaustivamente examinado ao longo dos 72 anos que separam as duas datas acima é apenas uma de suas qualidades. Continue lendo “1945”

A imensa maior parte da série polonesa 1983 se passa em 2003 – mas é um 2003 totalmente diferente daquele que conhecemos. Na história criada por Joshua Long, houve em 1983 uma série de atentados terroristas em Varsóvia, Gdansk e Cracóvia – e a História do mundo passou a ser outra. A História andou em outra direção. Continue lendo “1983”

A Visita, de 1964, baseado na peça do suíço Friedrich Dürrenmatt de 1956, é um filme forte, virulento, atordoante. Daqueles de não deixar espectador algum indiferente, impassivo. Bem ao contrário: é daqueles de deixar o espectador atordoado, assombrado, aturdido, atônito. Continue lendo “A Visita / The Visit”

Um Reino Unido (2016) é daqueles filmes extremamente bem realizados em todos os quesitos: fotografia, figurinos, direção de arte… A reconstituição de época (a ação se passa na segunda metade dos anos 1940) é um brilho. A trilha sonora, do grande Patrick Doyle, é uma beleza. Mas o melhor do filme é a história, a trama. Continue lendo “Um Reino Unido / A United Kingdom”

A Morte de um Corrupto, de 1977, é um belo filme. Com um elenco estelar, impressionante, narrativa sólida, envolvente, ritmo firme, fotografia impecável, trilha sonora brilhante, é um mergulho na corrupção não de um homem ou um grupo, mas de todo o sistema político de um país. No caso é a França, mas o que o filme parece querer deixar claro é que poderia ser qualquer um. Continue lendo “A Morte de um Corrupto / Mort d’un Pourri”

Os Escritos Secretos/The Secret Scriptures é um daqueles filmes que a gente começa a ver com a certeza de que virá coisa boa. O diretor (e também co-autor do roteiro) é Jim Sheridan, um irlandês de filmografia admirável, impressionante. Continue lendo “Os Escritos Secretos / The Secret Scripture”

Inspire, Expire, primeiro longa-metragem da autora e diretora islandesa Isold Uggadottir, de 2018, é um drama pesado, denso, tristíssimo, sobre destituídos, pobres, em situações extremas. Daqueles que deixam o espectador angustiado, sofrendo junto com os personagens. Continue lendo “Inspire, Expire / Andið eðlilega”