
Enola Holmes me fez lembrar demais de O Fabuloso Destino de Amélie Poulin, que Jean-Pierre Jeunet lançou em 2001 e revelou ao mundo a gracinha que é a Audrey Tautou. Continue lendo “Enola Holmes”

Por Sérgio Vaz

Enola Holmes me fez lembrar demais de O Fabuloso Destino de Amélie Poulin, que Jean-Pierre Jeunet lançou em 2001 e revelou ao mundo a gracinha que é a Audrey Tautou. Continue lendo “Enola Holmes”

Quem quiser achar defeitos em Queimada! (1969) não terá dificuldades. Só para dar um exemplo: os escravos da fictícia ilha de Queimada, nas Antilhas, colonizada pelos portugueses, sabem falar inglês! Apesar desse e de outros problemas, no entanto, Queimada! é um filme importante, impactante, que merece respeito. Continue lendo “Queimada! / Burn!”

Nos primeiros 15, talvez 20 minutos de Atlantique, co-produção Senegal-França-Bélgica de 2019, tive a impressão de que aquilo era muito chato porque a diretora, Mati Diop, tentava imitar o estilo de obras de grandes cineastas europeus – sem ter noção de por que aqueles mestres faziam aquele tipo de coisa. Continue lendo “Atlantique”

Borgen, série produzida pela televisão pública dinamarquesa, com três temporadas, entre 2010 e 2013, que chegou ao Brasil para valer em 2020, na Netflix, foi um grande sucesso de público e crítica – e isso é uma maravilha. Não é toda hora que tem aprovação tão ampla uma produção séria, destinada ao público adulto, maduro, sobre um tema importantíssimo, fundamental, mas em geral tido como pedregoso, duro, desinteressante – a política. Continue lendo “Borgen – A Primeira e a Segunda Temporadas”

O Zoológico de Varsóvia conta uma história real – uma dura, dramática história real. Mais uma dura, dramática história de pessoas que, durante a Segunda Guerra Mundial, o Holocausto, o Shoah, conseguiram salvar vidas de judeus. Continue lendo “O Zoológico de Varsóvia / The Zookeeper’s Wife”

Há filmes que ficam velhos, datados. Os que abusam dos maneirismos, dos modismos de seu tempo, esses tendem a envelhecer bem rapidamente, ao contrário dos que optam por uma narrativa mais escorreita, mais clássica. Estes últimos são naturalmente mais tendentes a virarem clássicos. Continue lendo “Dr. Fantástico / Dr. Strangelove Or: How I Learned To Stop Worrying and Love The Bomb”

No meio do terceiro dos oito episódios da série Gentleman Jack, caprichada produção da BBC e da HBO de 2019, a protagonista da história, Anne Lister, num momento de muito otimismo, confidencia à sua tia idosa e homônima, Anne, que está pensando em morar com Miss Walker. As duas têm se dado muito bem, e poderiam ser companheiras pelo resto da vida, Anne Lister conta para a tia. Seria uma combinação prudente – duas respeitáveis mulheres morando juntas como companhia uma para a outra. Continue lendo “Gentleman Jack”

A partir de um fato real – uma tragédia, um incêndio em área nobre de Paris em 1897 que causou 126 mortes, quase todas de mulheres ricas –, a escritora e roteirista Catherine Ramberg criou uma história absolutamente fascinante, impressionante, magnífica. Continue lendo “Chamas do Destino / Le Bazar de la Charité”

O Despertar de Motti, produção suíça de 2018, é um filme que faz rir dos costumes dos judeus, especialmente dos judeus ortodoxos. Continue lendo “O Despertar de Motti / Wolkenbruchs wunderliche Reise in die Arme einer Schickse”

Coronel Blimp: Vida e Morte, da dupla inglesa Michael Powell e Emeric Pressburger, de 1943, é uma obra-prima, um filmaço, dos maiores que já houve. E tem uma história de vida, se é que se pode usar a expressão, tão rica, complexa e séria quanto a trama que conta. Continue lendo “Coronel Blimp: Vida e Morte / The Life and Death of Colonel Blimp”

Doze Jurados, série belga da região de Flandres lançada em 2019, tem várias qualidades, de deixar cinéfilo boquiaberto, com vontade de aplaudir de pé como na ópera. O elenco é um deles. É uma coisa acachapante. São muitos personagens importantes, pelo menos duas dezenas – e todos os atores que os interpretam estão nada menos que ótimos. Continue lendo “Doze Jurados / De Twaalf”

Wasp Network é um filme fascinantemente internacional, globalizado. Narra fatos – reais – passados em Cuba, nos Estados Unidos e na América Central; é uma co-produção França-Brasil-Espanha-Bélgica, escrita e dirigida pelo francês Olivier Assayas, esse realizador que é a globalização em pessoa, filho de pai judeu turco – Jacques Rémy, nascido Raymond Assayas – que primeiro se radicou com a Itália e se casou com uma moça de origem húngara. Continue lendo “Wasp Network: Rede de Espiões / Wasp Network”

Mais uma vez o diretor Paul Greengrass nos brinda com um belo filme que faz cuidadosa, precisa, fiel reconstituição de um fato importante, marcante – e trágico – da História muito recente. Continue lendo “22 de Julho / 22 July”

Sem Amor (2017), do diretor russo Andrey Zvyagintsev, é um filme aterrador. Apavorante, chocante, horripilante. Não, não é um filme de terror. Não tem fantasmas vingativos, espíritos maus – são só seres humanos. Sem Amor é um dos filmes mais pessimistas, mais desesperançados que já vi. Ele não tem dúvida alguma: tem certeza de que a humanidade é uma invenção que não deu mesmo certo. Continue lendo “Sem Amor / Nelyubov”

O Fausto de F.W. Murnau é um filmaço, uma maravilha. Mas, obviamente, tem que ser visto hoje dentro da perspectiva histórica. É preciso – obviamente – que o espectador tenha em mente, o tempo todo, que o filme foi feito em 1926. Quase um século atrás. Continue lendo “Fausto / Faust: Eine Deutsche Volkssage”