
Buena Vista Social Club, o documentário que Wim Wenders lançou em 1999, uma co-produção Alemanha-EUA-França-Cuba, é extraordinário, magnífico, excepcional – e de uma imensa importância. Continue lendo “Buena Vista Social Club”

Por Sérgio Vaz

Buena Vista Social Club, o documentário que Wim Wenders lançou em 1999, uma co-produção Alemanha-EUA-França-Cuba, é extraordinário, magnífico, excepcional – e de uma imensa importância. Continue lendo “Buena Vista Social Club”

Ao encerrar a Trilogia das Cores, no que viria a ser o seu último longa-metragem para o cinema, Krzysztof Kieslowski fez uma obra-prima sobre a vida o amor a morte, uma ode às coincidências e aos acasos. Um quarto de século antes de o papa que veio do fim do mundo colocar o verso de Vinicius de Moraes em uma encíclica, Trois Couleurs: Rouge comprovou que a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Continue lendo “A Fraternidade é Vermelha / Trois Couleurs: Rouge”

Há algum tempo não via filmes de Claude Lelouch – e Claude Lelouch, exatamente como sua personagem Anne Gauthier, faz um filme atrás do outro, um atrás do outro, sem parar, loucamente. Vi agora Un + Une, o Lelouch 2015, e é incrível: ele não mudou quase nada desde 1966! Continue lendo “Un + Une”

Em As Amigas, de 1955, seu quarto longa-metragem como realizador, Michelangelo Antonioni já antecipava as características básicas do que deixaria críticos e cinéfilos do mundo inteiro de queixo caído – e um monte de gente surpresa e indignada – cinco anos depois, com A Aventura, e logo em seguida A Noite (1961) e O Eclipse (1962). Continue lendo “As Amigas / Le Amiche”

Pieces of a Woman, o filme lançado no Brasil sem título em Português pela Netflix, que vem rendendo à inglesa Vanessa Kirby elogios e prêmios merecidíssimos, descarta, joga fora no lixo uma característica que torna o cinema melhor que a vida real: a possibilidade de se dar um corte. Continue lendo “Pieces of a Woman”

Robin e Marian, que Richard Lester dirigiu em 1976, é um bom filme de aventuras e batalhas, mas é, sobretudo, uma esplêndida, maravilhosa história de amor – o reencontro de dois amantes após 20 anos de separação. A magnífica, gloriosa oportunidade do reencontro quando os amantes já estão bem longe da juventude – e são interpretados, meu Deus do céu e também da Terra, por um Sean Connery de barba grisalha e uma Audrey Hepburn que havia desaparecido das telas de cinema por longos nove anos, desde Um Clarão nas Trevas, de 1967. Continue lendo “Robin e Marian / Robin and Marian”

Harry Potter e a Pedra Filosofal, o filme, é uma absoluta maravilha. Assim como o livro. Harry Potter, o Mundo Harry Potter, é tudo um deslumbre. Continue lendo “Harry Potter e a Pedra Filosofal / Harry Potter and the Philosopher’s Stone”

Muitíssimo bem recebido pela crítica e pelo circuito de festivais, com 27 prêmios, fora outras 35 indicações, Uma Mulher Alta, produção russa de 2019, não é de forma alguma um filme agradável de se ver, fácil de se gostar. Muitíssimo ao contrário. Continue lendo “Uma Mulher Alta / Dyld”

Boneco de Neve é um filme para entrar para a História do cinema. É um absoluto fenômeno. Baseia-se em um livro excelente, de imenso sucesso de público e crítica, um dos romances do grande escritor norueguês Jo Nesbø.

Madame du Barry (ou Madame Dubarry, como aparece nos créditos iniciais), produção alemã de 1919, a terceira das seis colaborações do diretor Ernst Lubitsch e da atriz Pola Negri, é um belo, grande filme. Continue lendo “Madame du Barry”

Califado, série sueca lançada em 2020, é extremamente bem realizada, em todos os quesitos – e chocantemente perturbadora, apavorante. O ponto de partida é a ameaça de um atentado terrorista que está sendo preparado pelo Exército Islâmico na Suécia em 2015, mas a série é muito mais ampla do que isso. Seus principais personagens são três mulheres, algo um tanto inesperado para uma série sobre terrorismo – o que em si já é uma bela qualidade. Continue lendo “Califado / Kalifat”

Sorrisos de uma Noite de Amor é um daqueles filmes que, além de serem maravilhosos e importantes, têm uma história de vida, se é que podemos usar a expressão, que daria um grande filme. Continue lendo “Sorrisos de uma Noite de Amor / Sommarnattens Leende”

Durante as filmagens de uma obra de época – a história de um amor turbulento, tempestuoso, na Inglaterra vitoriana –, os dois atores que fazem os papéis centrais têm um caso. E, em muitos pontos, repetem a história de ficção que estão representando. Continue lendo “A Mulher do Tenente Francês / The French Lieutenant’s Woman”

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Colette, de 2018, uma co-produção de quatro países europeus e mais os Estados Unidos, é um relato ao que tudo indica bastante fiel à realidade de um período de 18 anos da vida de Sidonie-Gabrielle Colette (1873-1954), uma das mais importantes figuras femininas da literatura francesa e uma das principais escritoras da primeira metade do século XX. Continue lendo “Colette”

Ao resgatar o caso de como foi descoberta a relíquia arqueológica que passaria a ser chamada de Tesouro de Sutton Hoo, o jovem, extremamente jovem realizador Simon Stone não apenas criou um pequeno grande filme, como deu uma bela contribuição à honrosa luta para atribuir o devido valor às pessoas humildes que fazem avançar a História mas permanecem anônimas, sem o devido reconhecimento. Continue lendo “A Escavação / The Dig”