Santa Joana / Saint Joan

Nota: ★★★☆

A vida de Joana D’Arc inspirou diversos filmes, e não é de se espantar, já que é uma vida em tudo por tudo absolutamente fascinante, das mais fascinantes histórias da História. Cecil B. DeMille fez Joana D’Arc – A Donzela de Orleans em 1916 – quatro anos antes de o papa Benedito XV a canonizar.

Em 1923, apenas três anos depois de Joana ter virado santa, o grande escritor irlandês George Bernard Shaw publicou sua peça Saint Joan. O texto foi recebido com todas as loas possíveis. Um crítico famoso da época escreveu que “depois de Saint Joan, o comitê do Nobel não poderá mais ignorar Shaw” – e, dois anos depois, Shaw levou o Nobel de Literatura, “por seu trabalho que é marcado pelo idealismo e humanidade, sua sátira estimulante muitas vezes sendo infundida com uma singular beleza poética”.

Em 1928, quando o cinema estava começando a falar, o dinamarquês Carl Theodor Dreyer fez, na França, La Passion de Jeanne D’Arc, no Brasil O Martírio de Joana D’Arc, tido como uma das maiores obras-primas de todo o cinema mudo. Nunca assisti, sempre admirei, por ouvir, nos cursos de história do cinema que fiz ainda bem garoto, em Belo Horizonte, os bons críticos mineiros fazerem todos os elogios à obra de Dreyer, e por ver as impressionantes fotos da atriz Maria Falconetti.

Em Viver a Vida/Vivre Sa Vie (1962), o segundo filme de Jean-Luc Godard com sua mulher e musa, Nana, a personagem de Anna Karina, vai ao cinema ver La Passion de Jeanne D’Arc de Dreyer. Tem os cabelos negros bem curtos, quase tão curtos como os de Maria Falconetti interpretando a santa guerreira. A câmara de Godard se aproxima do rosto dela, como a de Dreyer fazia close-ups do de Maria Falconetti – e Nana-Anna Karina chora. O adolescente Sérgio Vaz viu aquilo e se apaixonou um pouco mais pelo cinema.

Ingrid Bergman, o rosto mais belo que já passou diante de uma câmara de cinema, interpretou Joana D’Arc duas vezes, uma em 1948, em Joana D’Arc/Joan of Arc, dirigido por Victor Fleming, o sujeito que realizou O Mágico de Oz (1939) e foi um dos diretores de … E o Vento Levou (1937). E a segunda em 1954, em Joana D’Arc, dirigida por seu então marido, o respeitadíssimo Roberto Rossellini.

Pois então, em 1957, apenas três anos após o Joana D’Arc de Rossellini com Ingrid Bergman, Otto Preminger lançou seu Santa Joana – a adaptação para o cinema da peça de George Bernard Shaw, com roteiro de ninguém menos que Graham Greene, o grande romancista inglês, conhecido por sua ligação com o catolicismo.

É uma beleza de filme.

Joana D’Arc surge nos aposentos do rei ridículo, grotesco, e fala com ele

O rei Charles VII da França (1403-1461) dorme mal. Tem o sono revolto, mexe-se nervosamente na cama. Levanta-se chamando pelos guardas que protegem seus aposentos – e a figura que o espectador vê é bastante grotesca: Richard Widmark, o ator que interpreta Charles VII, está com o rosto maquiado para parecer mais velho do que na realidade era; usa um vestido e uma touca com pompom para dormir.

Os guardas que deveriam protegê-lo dormem profundissimamente, como se tivessem bebido muitos litros de vinho.

E de repente Joana D’Arc surge nos aposentos do rei ridículo, grotesco. Surge no corpo de Jean Seberg, lindíssima, no frescor dos seus 19 aninhos.

O diálogo – que, imagino, o grande Graham Greene deve ter aproveitado literalmente da peça escrita por George Bernard Shaw – é extraordinário, uma maravilha, uma pérola.

Charles, olhos fechados, tentando dormir de novo, vendo coisas: – “Os ingleses estão vindo! Os ingleses estão vindo.”

Ouvimos a voz de Joana antes de vê-la: – “Calma, Charles. Por que tanto barulho? Você está dormindo. Ninguém vai ouvir você.”

Charles abre os olhos. A câmara, que estava bem próxima dele, dá um zoom para trás. Na beirada da cama do rei lá está ela, Joana D’Arc. O cabelinho cortado rente, como ela havia usado durante as batalhas contra os exércitos ingleses que haviam invadido a França décadas e décadas antes. Mas não está de calças masculinas, desta vez, e sim com um vestido simples.

– “Joana! “ – exclama o rei, atordoado. – “Você é um fantasma, Joana?”

– “Não. Apenas um sonho que você está sonhando.” – Ela se senta na beirada da cama dele. – “Você parece mais velho, Charles.”

– “Eu estou mais velho. Você está morta de verdade?”

– “Tão morta quanto se pode estar, Charles.”

Os rostos dos dois agora estão próximos. É um plano longo, sem corte. A câmara faz suave zoom para se aproximar mais do rosto dos dois, o rei e a jovem camponesa que o tornou rei de fato.

– “Dói muito ser queimada?”

– “Acho que doeu muito, no começo. Mas aí tudo se misturou, e eu me libertei do corpo. Mas não vá mexer com fogo achando que não dói.”

Charles dá um risinho amarelo: – “Ah, não, não. (Pausa.) Sua mãe e seus irmãos reabriaram o seu caso. E a corte decidiu que seus juízes eram corruptos, fraudulentos. A sentença foi totalmente anulada. Deixou de ter valor, não tem mais efeito.”

Joana D’Arc dá um pequeno sorriso: – “Mas eu fui queimada do mesmo jeito… Será que eles podem me desqueimar?”

– “Mas uma linda cruz foi colocada no lugar, para perpetuar sua memória.”

Joana sorri novamente: – “Eu estarei presente por mais tempo do que essa cruz. Serei lembrada quando ninguém mais se lembrar de onde ficava a cidade de Rouen.”

Joana D’Arc foi queimada na fogueira em Rouen, em 30 de maio de 1431.

O rei Charles nesse ponto parece se divertir um pouco. Diz que Joana está vindo de novo com a mesma impertinência de sempre: – “Você e sua impertinência. Você sempre teve uma impertinência infernal.”

O rei fraco e a guerreira queimada na fogueira nesse momento parecem se divertir com as lembranças do passado recente. Ela está sorrindo quando pergunta com ironia: – “Você está me chamando de bruxa?”

E o rei responde, no mesmo tom irônico: – “Não ousaria, agora que a Igreja já a reabilitou. Sabe que eu não dormia, me perguntando ‘como ela fez aquilo?’ ‘E aquilo outro, como ela fez?’”

Ele dá uma risada, e olha para o rosto dela, bem perto do dele: – “Você sempre fez tudo do seu jeito, não é? Comigo. Com o arcebispo. Com Baudricourt, o que enviou você para mim… Para mim – o Delfim da França. Aquilo foi um milagre.”

E Joana, os olhos um tanto perdidos no infinito, lembrando-se do momento em que ela conseguiu falar com o capitão do reino, Baudricourt: – “Foi tudo uma questão de ovos.”

Duas santas e um arcanjo falavam com ela, transmitiam instruções de Deus

E aí, depois desse fantástico, maravilhoso diálogo, dessa introdução espetacular, temos o flashback. Voltamos ao momento em que Joana D’Arc, 17 anos de idade, camponesa analfabeta, filha de camponeses analfabetos, foi procurar o capitão Baudricourt (Archie Duncan) em Vaucouleurs para pedir a ele um cavalo e alguns homens para escoltá-la até Chinon, onde estava Charles, o delfim da França, ainda não coroado rei.

Os livros de História (e agora, claro, a internet) têm as datas e as localizações exatas de onde cada um dos fatos mais importantes aconteceu.

A peça de Bernard Shaw muito provavelmente não se preocupa em ficar dando datas. O filme não mexe com isso. Mas peça e filme mostram bem rapidamente, e de forma muito clara, os primeiros grandes movimentos.

Joana encontra Baudricourt em Vaucouleurs (na foto abaixo) – e consegue convencê-lo a lhe dar armadura, cavalo e três homens, com os quais chega até o castelo de Chinon em que está o delfim. O rei Charles VI, o pai dele, havia morrido anos antes, mas ele continuava apenas delfim porque não podia ser coroado – como todos os seus antecessores haviam sido – na Catedral de Reims: Reims estava tomada pelo exército inglês que ocupava boa parte da França.

Pois Joana encontra o delfim, e explica para ele o que já havia antes explicado para Baudricourt. Fazia anos que ela ouvia vozes falando com ela – as vozes de Santa Catarina, Santa Margarida e do arcanjo Miguel. Através deles, ela havia recebido instruções de Deus para retomar dos ingleses a cidade de Orleans.

Para assombro de todos, Joana obtém a aprovação do delfim para tentar executar o que ela diz que é seu dever. Parte, então, para encontrar o pequeno exército francês situado do outro lado do Rio Loire, chefiado por Dunois (Richard Todd).

E toma Orleans.

O passo seguinte é entrar em Reims e fazer na histórica catedral, enfim, a coroação do delfim como rei Charles VII.

Em seu Joana D’Arc, Luc Besson mostrou batalhas. Aqui, Preminger as evita

O roteiro de Graham Greene, com toda certeza seguindo os passos da peça teatral, simplesmente evita as batalhas. Pula as batalhas, e mostra o que interessa. Quando Joana, Dunois e os soldados franceses entram nos barcos para atravessar o Loire e enfrentar os ingleses, há um corte, e, na sequência seguinte, estamos na Catedral de Reims momentos antes da coroação.

Santa Joana faz o inverso do que faria Luc Besson em seu Joana D’Arc de 1999. É um filme de belíssimo visual, o Joana D’Arc de Besson, em que Joana é interpretada pela jovem que o realizador namorou e transformou em estrela internacional, a ucraniana Milla Jovovich, que mais tarde desfilaria sua beleza esplêndida em Resident Evil números 1, 2, 3, 4, 5. Como é Besson, um cineasta de visual esplêndido como a beleza de sua antiga musa, o Joana D’Arc de 1999 tem 158 minutos e muuuuitas cenas de batalhas, close-ups de espadas sendo enfiadas em peitos e sangue jorrando, e amplas tomadas gerais de campos de batalha.

Besson optou pela ação assim como Shaw e Preminger optaram pelas idéias, pelas palavras, pelas situações fundamentais da vida dessa criatura que, por ter ouvido a voz de santos ou por ter acreditado que a ouvia, mudou o rumo da Guerra dos Cem Anos, mudou a História, transformou o delfim, antes um bobo da corte, no rei coroado da França.

E, depois, experimentou a prisão, o calabouço, a ameaça da tortura, o tribunal da Santa Inquisição, e finalmente a fogueira.

Não foi o tribunal religioso que condenou Joana à prisão – foram os ingleses

Ah, a Santa Inquisição, a fogueira. Toda a minha geração, e montes de pessoas de várias gerações anteriores à minha, usaram a repulsa ao que a Santa Inquisição e as fogueiras significaram, mais de meio milênio antes de nascermos, como motivo para maldizer a religião católica – e, em muitos, muitos casos, passar a odiá-la como sinônimo de Coisa Ruim, mais ou menos como o Capitalismo, a Exploração do Homem pelo Homem, a Má Distribuição das Riquezas, a Injustiça, a Iniquidade.

O cinema e o teatro do século XX elegeram a exposição dos horrores da Inquisição como uma espécie de comprovação, por linhas tortas, de que o certo era o socialismo, uma espécie assim de antônimo de Igreja, religião. E então dá-lhe (ou deu-lhe, que é o mais apropriado no caso) peça e filme sobre Galileu Galilei, Giordano Bruno, Joana D’Arc.

Havia, no entanto, no caso específico de Joana D’Arc, um probleminha: não foi o tribunal religioso, o tribunal da Inquisição, que a condenou ao fogo.

O tribunal religioso acabou por não conseguir condená-la como herege, bruxa. Como não conseguiu, aí a força dos ingleses invasores prevaleceu, e os soldados ingleses a levaram à fogueira. Não soldados a mando do tribunal da Inquisição, mas soldados a mando dos ingleses.

Joana foi queimada não por alguma coisa ligada à Igreja, mas por motivos políticos.

O filme baseado na peça de Bernard Shaw mostra isso claramente.

Dá para dizer – depois que ler as três páginas sobre Joana D’Arc da Encyclopaedia Britannica – que Shaw, depois de ter seguido à risca o que os historiadores registraram sobre essa mulher extraordinária, fantástica, foi capaz de encenar os fatos históricos em bem engendrada trama dramática. Com apenas uma exceção: ao mostrar o julgamento de Joana, ele fugiu um pouquinho da estrita verdade histórica. Cometeu, digamos, uma licença poética. Foi fiel ao espírito do que aconteceu – com um pequeno desvio.

O pequeno desvio, pelo que pude compreender, é o fato de que, no filme, ao final, diante da ameaça da tortura, Joana admite que errou. Assim como Galileu Galileu também faria.

Na verdade, pelo que mostram os historiadores, Joana jamais admitiu ter errado.

E foi por isso mesmo que, o século XV ainda em curso, a Igreja correu a reabilitá-la. Como bem mostra o diálogo inicial do filme.

Houve um concurso nacional e, entre 18 mil candidatas, Jean Seberg foi escolhida

Os créditos inicias – espetaculares, com a assinatura do gênio Saul Bass, que trabalhou com Preminger em vários de seus filmes – trazem o título do filme como Bernard Shaw’s Saint Joan. Para deixar claro, patente, que a obra é uma adaptação da peça teatral do grande autor irlandês. Como Francis Ford Coppola faria em John Grisham’s The Rainmaker (1997) e Bram Stoker’s Dracula (1992).

O primeiro nome de ator a aparecer nos créditos iniciais é o de Richard Widmark. Seguem-se os nomes dos principais atores – Richard Todd, que faz Dunois, o guerreiro que apóia Joana, Anton Walbrook, que interpreta Cauchon, bispo de Beauvais, um dos juízes do tribunal religioso, John Gielgud, que faz o conde de Warwick, a principal autoridade dos invasores ingleses.

Só depois deles surge então “and Jean Seberg”.

Os créditos iniciais deixam para o fim da relação dos principais atores o nome da moça que faz o papel título, que está presente em praticamente todas as sequências, todos os 110 minutos do filme.

Foi o primeiro filme de Jean Seberg. Ela nunca havia aparecido numa tela antes, nem em papel mínimo, nem mesmo como extra.

Otto Preminger, um realizador que sabia muito bem fazer marketing de si mesmo (não tanto quanto Alfred Hitchcock e Federico Fellini, porque esses são os maiores especialistas no assunto, são imbatíveis), tinha resolvido que, em seu filme, Joana D’Arc seria interpretada por um rosto inteiramente desconhecido das platéias. E fez um concurso para escolher a mulher que interpretaria a maior heroína da História da França. Um concurso que, é claro, rendeu muita matéria nos jornais, nas revistas e na TV.

Participaram 18 mil candidatas!

Jean Dorothy Seberg, nascida em uma pequena cidade do Iowa, filha de um descendente de suecos e uma descendente de ingleses e alemães, estava para completar 18 anos quando foi escolhida.

“Uma das mais atraentes e enigmáticas estrelas do cinema dos anos 60”

Jean Seberg teve uma vida curta, intensa, dramática.

Santa Joana não foi um sucesso de bilheteria. Nem seu segundo filme, também dirigido por Otto Preminger, Bom Dia, Tristeza (1958), baseado no livro da francesa Françoise Sagan e passado na França. Nem o terceiro, O Rato Que Ruge (1959), uma sátira sobre os tempos da Guerra Fria com Peter Sellers.

Foi no seu quarto filme que, afinal, chamou a atenção dos cinéfilos do mundo inteiro – ela foi escolhida para o papel da jovem americana que vende exemplares do New York Herald Tribune na Champs-Elysées, em Paris, em Acossado/À Bout de Souffle (1960), o primeiro filme de Jean-Luc Godard, com roteiro de François Truffaut, que se tornaria o marco da nouvelle-vague.

Tinha, no filme marcante, o cabelinho bem curtinho, tipo Joãozinho – ainda efeito do corte quase total para o papel de Joana D’Arc.

Uma americaninha do interior bravo – e seus quatro primeiros filmes todos se passavam na Europa!

Os melhores filmes de sua curta carreira foram todos feitos na Europa. O único grande filme americano passado nos Estados Unidos de Jean Seberg foi Lilith (1964), de Robert Rossen, em que interpreta uma jovem esquizofrênica.

Seu país natal de fato não a tratou bem. Jean Seberg foi perseguida pelo FBI por causa de suas ligações com os movimentos pró-negros e depois especificamente com o grupo radical Panteras Negras. Com a saúde mental abalada, tentou o suicídio mais de uma vez. Em agosto de 1979, conseguiu, com uma dose massiva de barbitúricos. Tinha apenas 40 anos de idade. Deixou uma filmografia de 34 longa-metragens e 2 curtas.

O livro 501 Movie Stars a define assim: “loura, esbelta, atriz icônica da nouvelle vaga francesa, presença magnética na tela, inteligente, ativista pelos direitos civis; escritora, diretora, produtora”.

Em À Bout de Souffle, diz o livro Actor’s and Actresses, Godard desenvolveu o que ele primeiro viu como a imagem essencial de Jean Seberg: “uma encantadora ambiguidade de incorruptível integridade que encobre uma casual amoralidade”. O filme também estabeleceu para ela a figura típica da jovem americana que vive na Europa. Mais tarde, prossegue o livro, ela fez vários filmes que deram a ela a imagem da mulher sofisticada, às vezes um tanto perturbada, que costuma trair o marido. Como disse o crítico Vincent Canby – finaliza o verbete sobre ela – Jean Seberg foi “uma das mais atraentes e enigmáticas estrelas do cinema dos anos 60”.

Será que Leonard Maltin e eu vimos o mesmo filme?

Leonard Maltin deu apenas 2 estrelas em 4 ao filme. “Filmagem em grande escala da peça de Shaw parecia imponente quando lançada; algumas boas interpretações, mas Seberg (que ganhou seu primeiro papel após uma busca nacional) não se adapta ao ritmo do filme, deixa a produção torta. Roteiro de Graham Greene.”

Meu Deus! Será que Maltin e eu vimos o mesmo filme? Para mim um dos brilhos de Saint Joan – além da história fascinante, do roteiro perfeito, da fotografia em preto-e-branco fantástica – é exatamente a presença de Jean Seberg, sua atuação natural, à vontade.

Anotação em dezembro de 2016

Santa Joana/Saint Joan

De Otto Preminger, EUA-Inglaterra, 1957

Com Jean Seberg (Joana D’Arc)

e Richard Widmark (Charles VII), Richard Todd (Dunois, o bastardo de Orleans), Anton Walbrook (Cauchon, bispo de Beauvais), John Gielgud (conde de Warwick), Felix Aylmer (inquisidor), Archie Duncan (Robert de Baudricourt), Harry Andrews (John de Stogumber), Margot Grahame (duquesa de la Tremouille), Barry Jones (De Courcelles), Francis De Wolff (La Tremouille), Finlay Currie (o arcebispo de Rheims), Victor Maddern (soldado inglês), Bernard Miles (o carrasco), David Oxley (Barba Azul, Gilles de Rais), Patrick Barr (capitão La Hire)

Roteiro Graham Greene

Baseado na peça homônima de George Bernard Shaw

Fotografia Georges Périnal

Música Mischa Spoliansky

Montagem Helga Cranston

Casting Lionel Larner

Produção Otto Preminger, Wheel Productions. DVD Versátil, Coleção Folha.

P&B, 110 min

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Um Comentário

  1. albertino.ferreira
    Postado em 26 abril 2017 às 1:55 am | Permalink

    Esse Leonard Maltin não é muito de fiar! Concordo absolutamente consigo.~Penso que a realização do Preminger tem algo de bergmaniano e a interpretação da Jean Seberg, a primeira, é notável. Pena ter desaparecido tão cedo; ainda tinha imenso talento para dar.

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