O Retrato de Jennie / Portrait of Jennie

Nota: ★★½☆

Este O Retrato de Jennie, produzido em 1948 por David O. Selznick, com direção de William Dieterle, é interessante, fascinante mesmo, mais como peça de museu do que propriamente como filme.

Não que tenha me parecido um filme ruim. Não é, de forma alguma. Mas é pretensioso ao extremo, se leva a sério demais, às vezes chega a ser pernóstico. E a forma com que foi feito, a história de como ele foi criado, é riquíssima, é emblemática de alguns dos usos e costumes de Hollywood.

Vou atrás de uma sinopse objetiva.

Diz Leonard Maltin, o autor do guia de filmes mais vendido do mundo, que dá ao filme 3 estrelas em 4: “Garota estranha do outro mundo (Jennifer) Jones inspira artista sem um tostão (Joseph) Cotten. O domínio artesnaal de David O Selznick e um ótimo elenco produzem maravilhas com a história tola baseada na novela de Robert Nathan.”

Hum… Não é objetiva, mas é uma sinopse.

A do IMDb é curta e grossa: “Uma garota misteriosa inspira um artista que luta para sobreviver”.

O Guide des Films de Jean Toulard resolve – mata a cobra e mostra o pau. “O pintor Eben Adams fica conhecendo, num final de tarde de inverno, uma garota sozinha no Central Park com roupas antiquadas e falando de coisas esquecidas. Ela desaparece, mas ele a revê alguns dias depois e esboça um retrato dela. Vai revê-la várias vezes, e cada uma delas suas lembranças vão se aproximando do tempo presente.”

Bem. O texto do Guide de Toulard vai adiante e revela acontecimentos que só aparecem bem para o final da narrativa; não vejo sentido de transcrever essa parte – seria spoiler.

O tempo passa muito mais depressa para Jennie do que para o resto da humanidade

Mas basicamente é isso: Jennie, que irrompe na vida do pintor Eben Adams como uma garotinha no início da adolescência, reaparece alguns dias depois já como uma jovem aí pelos 18 anos. E na vez seguinte em que se vêem – algumas semanas no calendário humano, normal, careta – ela já está uns quatro anos mais velha.

O tempo, para Jennie, passa depressa demais; avança numa velocidade diferente daquela com que avança para o resto dos mortais. O que para Adams é um inverno, na vida de Jennie são uns dez anos.

Na primeira vez em que aparece, garotinha aí de uns 12, no máximo 14 anos, Jennie deixa num banco do Central Park uma echarpe envolvida em um jornal datado de 1910 – mas, para o resto da humanidade, corria o ano de 1934, o mundo imerso na Grande Depressão.

No meio da maior crise econômica da história recente, Adams não consegue vender seus quadros, não tem dinheiro algum. Ele visita uma galeria de arte, na tentativa de vender alguma obra; uma das sócias, a sra. Spinney (interpretada por Ethel Barrymore), uma solteirona que há 20 anos não ouvia um elogio, se apiada dele, compra um quadro. Não sem antes passar-lhe um sermão: diz que seus quadros são criados sem amor, sem paixão.

Adams faz então um esboço do que poderia vir a ser um retrato de Jennie, e a sra. Spinney o compra.

E aí Jennie reaparece – poucos dias depois do primeiro encontro, mas já uns quatro ou cinco anos mais velha.

Selznick queria fazer o Filme Maior, A Odisséia, A Divina Comédia, o David de Michelangelo

Em suma: uma história de amor em que o tempo não é o mesmo para os dois amantes. Um romance anormal, não real, não realista, que não segue a lógica que parece a correta para a maior parte das pessoas. Um romance que brinca com o tempo. Como tantos outros que já haviam sido feitos, que seriam feitos depois.

Mas aí é que está. O todo-poderoso produtor Selznick não queria brincar com nada. Queria fazer um filme sério, denso, profundo. Assim como o protagonista Eben Adams está à procura da Grande Obra, do quadro que faça imensa diferença, e da mesma forma como protagonistas de histórias de Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald – tão contemporâneos, e tão díspares, os dois grandes escritores –, assim como eles mesmos, estavam sempre à procura do Grande e Definitivo Romance Americano, David O. Selznick queria fazer o Filme Maior. A Odisséia. A Divina Comédia. O David, O Julgamento Final de Michelangelo.

Brincar com o tempo é uma diversão quase tão antiga quanto andar para a frente

Brincar com o tempo é uma boa diversão. Criar narrativas em que o tempo brinca com os personagens é esporte conhecido. Naqueles anos 1940, diversos filmes produzidos nos Estados Unidos já haviam feito isso. René Clair e Julien Duvivier, estabelecidos em Hollywood fugindo do nazismo, fizeram boas, gostosas fantasias com um tempo que não era o normal. Em Mistérios da Vida/Flesh and Fantasy, que Duvivier fez em 1943, uma mulher de passado misterioso, interpretada por Barbara Stanwyck, faz tombar de amor o jovem Charles Boyer. Um ano depois, em 1944, René Clair fez O Tempo é uma Ilusão/It Happened Tomorrow, o herói interpretado por Dick Powell vai dormir de porre com um exemplar do jornal do dia seguinte – e sua vida, é claro, nunca mais seria a mesma.

Frank Capra já havia criado até mesmo uma linha de tempo alternativa, a partir de uma volta ao passado em que um dado da realidade deixava de existir – em A Felicidade Não Se Compra/It’s a Wonderful Life, o anjo Clarence leva George Bailey para passear na sua cidade como ela seria caso George Bailey não tivesse existido.

A mesma idéia de uma linha de tempo alternativa voltaria na gostosa série de Robert Zemmicks nos anos 1980, De Volta para o Futuro.

O mesmo dia se repete quase igualzinho, dia após dia, em Feitiço do Tempo/Groundhog Day, de 1993.

Em Superman – O Filme, de 1978, o herói, interpretado por Christopher Reeve, desobedece às ordens básicas de papai Super-Homem Marlon Brando e faz a Terra girar ao contrário, para voltar no tempo e não permitir, assim, que se concretizasse a tragédia final da morte da heroína.

Isso sem falar de O Planeta dos Macacos – a viagem à velocidade da luz que permite que o futuro longínquo seja passado mais que pretérito.

Exemplos não faltam. Ao contrário, pululam, às dúzias.

Um tom professoral, um locutor de voz empolada, citações com inglês arcaico

Mas David O. Selznick não queria brincadeira. Queria a ficção, a fantasia, o fic-fan, o surreal, mas a sério, num grande drama de amor, um Grande Filme. E aí tentou dar um ar professoral, científico, à história.

O Retrato de Jennie começa com um longo falatório. Enquanto vemos imagens de nuvens que se retorcem como se numa tempestade cósmica, no Dia da Criação, no momento do Big Bang, uma voz em off, empolada como a dos antigos locutores de rádio, doutoral, professoral, recita:

– “Desde o início, o homem tem olhado para as impressionantes dimensões do infinito e feito as perguntas eternas: O que é o tempo? O que é o espaço? O que é a vida? O que é a morte?”

A voz em off faz breve pausa, enquanto, sobre as imagens das nuvens, surge um letreiro com uma forma arcaica do verbo to know, “Who knoweth”:

– “Quem poderia saber se morrer não seria nada a não ser viver, e aquilo a que chamam vida os mortais não fosse nada a não ser a morte?” – assinado, Eurípedes.

Depois da citação de Eurípedes (cerca de 480 A.C.-406 A.C.), volta a voz empolada:

– “Em centenas de civilizações, filósofos e cientistas apresentaram respostas. Mas a perplexidade continua, pois cada alma humana deve descobrir o segredo em sua própria fé. A terna e inesquecível lenda do retrato de Jennie é baseada em dois componentes da fé: verdade e esperança. Existe esse retrato, no Metropolitan Museum de Nova York. E houve uma jovem chamada Jennie, que serviu de modelo para o artista. Estes são fatos verdadeiros. Quanto ao resto, a ciência nos diz que nada morre para sempre, mas apenas muda. Que o próprio tempo não passa, mas faz uma curva ao redor de nós, e que o passado e o futuro estão juntos ao nosso lado para sempre. Das sombras do conhecimento, e de uma pintura exposta na parede de um museu, surge a nossa história, cuja verdade não se encontra na tela, mas seus corações.”

Texto de magnata chefe de estúdio louco, muito mais ilógico que “O Samba do Crioulo Doido”

Uau! Isso é que é texto de magnata chefe de estúdio louco, o resto é bobagem. O “Samba do Crioulo Doido” do grande Stanislau Ponte Preta tem mais lógica do que isso – mas o intróito de O Retrato de Jennie ainda não terminou.

Entra novo texto na tela – depois da citação de um dramaturgo da tragédia grega, uma citação de um poeta romântico:

– “Beleza é verdade, beleza verdade, isso é tudo que você sabe sobre a Terra, e tudo que você precisa saber”. Assinado, Keats.

E a voz em off do locutor empolado volta:

– “E, agora… O Retrato de Jennie”.

Peço desculpas antecipadas a algum eventual fã de O Retrato de Jennie que chegue até aqui

Me pego aqui um tanto incomodado por não estar levando a sério O Retrato de Jennie. Me dá vontade de pedir antecipadamente desculpas a algum eventual fã do filme que vier parar aqui. Se isso acontecesse, se isso viesse a acontecer, o eventual fã de O Retrato de Jennie teria todo o direito de me xingar, a mim, a toda minha ascendência e descendência.

Peço desculpas, mas não dá para levar a sério essa baboseira.

Quando a voz em off do locutor empolado disse “E, agora… O Retrato de Jennie”, não consegui deixar de me lembrar da história do Fernando Mitre, do Marcão Faerman e da passeata. Marcão era um repórter de grande imaginação, Mitre em 1968 era um talentosíssimo editor do Jornal da Tarde; num dia em que Marcão voltou de mais uma das passeatas diárias e escreveu mais um texto que começava com mais um personagem falando algo absolutamente improvável, Mitre berrou para o copydesk, o redator, o sujeito incumbido do texto final: “Fulano, conta aí dez linhas e bota um intertítulo: A Passeata!”

Uma fotografia absolutamente espantosa, fantástica

Agora voltando a falar sério: a fotografia de O Retrato de Jennie é absolutamente espantosa, fantástica, maravilhosa.

Na passagem daquele intróito para a história em si, há um fantástico efeito especial: vemos Nova York, Manhattan, que aparece sob as nuvens que vínhamos vendo. Manhattan aparece como se fosse uma fotografia pintada sobre a tela, o canvas. Óleo sobre canvas. Fotografia sobre canvas.

Se algum espectador mais insolente, desrespeitoso, iconoclasta ou simplesmente preguiçoso (como eu), estivesse até então rindo daquelas bobagens ditas no tom mais sério do mundo, pararia de rir naquele momento, e diria: péra lá, tem talento aqui.

Esse efeito belíssimo da fotografia pintada sobre a tela volta a aparecer algumas vezes, ao longo do filme. É de uma beleza espantosa.

É espantosamente belo o que os grandes diretores de fotografia conseguiam fazer nos filmes em preto-e-branco – e, na verdade, ainda conseguem hoje, nas poucas vezes em que lhes é permitido filmar em preto-e-branco. Que extraordinária riqueza aqueles artistas conseguiam retirar do preto, do branco e das infinitas variações de cinza que existem entre os dois extremos.

O expressionismo alemão, que teve seu auge há umas oito, nove décadas, influencia até hoje a estética do cinema. Os jogos de claro-escuro, as sombras, a importância das sombras do que fizeram os cineastas alemães nos anos 1920, início dos 1930, foram definitivos para a criação do film noir dos anos 1940, por exemplo.

O Retrato de Jennie é um filme de fotografia admirável, de fazer babar. As tomadas no Central Park, em que há muita luz, uma predominância dos tons claros, o sol batendo no chão gelado e irradiando luz, são, literalmente, de tirar o fôlego.

Chamava-se Joseph August, o mago que criou a fotografia de O Retrato de Jennie.

Meu Deus do céu e também da terra: vejo agora que Joseph H. August (1890-1947) estudou mineração no Colorado. Mineração! Começou no cinema em 1911, como câmara assistente de Thomas Ince, o sujeito que é tido como o inventor do studio system – que teria em David O. Selznick um de seus maiores ícones. Trabalhou com o mestre John Ford em filmes fundamentais. Morreu no estúdio, no meio das filmagens de O Retrato de Jennie. Teria uma indicação póstuma ao Oscar pela fotografia do filme, sua segunda indicação (a primeira foi por Gunga Din, de George Stevens, em 1939).

Um filme que resulta da grande paixão do magnata por uma jovem interiorana

Morreu no meio, literalmente no meio das filmagens de O Retrato de Jennie! Não devia mesmo ser fácil aguentar David O. Selznick berrando no ouvido dele.

É necessário dizer duas palavrinhas sobre David O. Selznick. O duro é resumir tudo a duas palavrinhas.

Hollywood, ou seja, a indústria do cinema, o cinema como indústria, começou com base em pessoas, personalidades, criadores – de D. H. Griffith a Charles Chaplin. Lá pelos anos 1920, no entanto, surgiram os estúdios, o sistema dos estúdios. De uma forma muito apressada, seria possível dizer que o controle saiu dos criadores para os produtores, os chefões de produção dos estúdios. Selznick foi um dos grandes tycoons, assim como Irving Thalberg (que inspirou o romance inacabado de F. Scott Fitzgerald, The Last Tycoon, O Último Magnata), Daryl F. Zanuck, Carl Laemmle.

Selznick é o verdadeiro autor de … E o Vento Levou, o filme de 1939 que durante uns 40 anos, até, se não me engano, A Noviça Rebelde, foi o filme de maior bilheteria da História – e ainda hoje continua no alto da lista (US$ 400 milhões de faturamento, sem a necessária deflação).

Foi o sujeito que importou Alfred Hitchcock da Inglaterra para Hollywood.

Passou pela MGM duas vezes, pela Paramount, pela RKO, mas resolveu fundar sua própria empresa, em 1936, a Selznick International Pictures. A empresa foi dissolvida em 1940, e o cara criou outra, a David Selznick Productions.

E aí se apaixonou perdidamente por uma jovem garotinha de Oklahoma que chegou a Hollywood querendo ser atriz, chamada Phylis Isley, depois rebatizada como Jennifer Jones.

Por ela, Selznick produziu filmes grandiosos, ambiciosos: Duelo ao Sol, de 1946, um western sensualíssimo, com seis vezes mais cores que o arco-íris, e este O Retrato de Jennie, metido a ser O Grande Filme.

Quando nego resolve fazer O Grande Filme, raramente dá coisa boa.

Nas seqüências finais de O Retrato de Jennie, abandona-se o preto-e-brilho majestoso, e passa-se para um preto-e-branco falso, com fundo em cores. E, nas tomadas finais, parte-se para o Technicolor.

Quando nego resolve fazer A Obra Definitiva, raramente dá coisa boa.

No DVD, um looooooooooongo depoimento do Rubinho, essa enciclopédia viva

A edição de O Retrato de Jennie em DVD, pela Versátil, é excelente. Conseguiram uma cópia recuperada, restaurada, em excelente estado – o preto-e-branco é sublime, com uma qualidade de imagem maravilhosa. A cópia tem as cores nas sequências finais, tal como o filme foi apresentado nos cinemas. Como brinde, o DVD traz um looooooooooongo depoimento de Rubens Ewald Filho sobre Selznick, o studio system, a relação Selznick-Jennifer Jones; o cara que a gente lá atrás conheceu como o Rubinho, autor das sinopses dos Filmes na TV no Divirta-se do Jornal da Tarde, é de fato uma enciclopédia viva, impressionante.

Atenção: vai aqui, entre aspas, uma pergunta que pode ser um grande spoiler

Então, voltando ao começo: O Retrato de Jennie é um filme que tem qualidades. Além da fotografia extraordinária, tem de fato um belo elenco, com ótimas interpretações, dos protagonistas Joseph Cotten e Jennifer Jones e, em especial, de Ethel Barrymore como a solteirona de coração gigantesco e belos olhos. (Epa: seria ela Jennie???? Tcham-tcham-tcham-tcham…)

E tem ainda uma participação especial de Lilian Gish, uma das primeiras estrelas de Hollywood, como a madre preferida de Jennie. Ver Lilian Gish é um prazer imenso.

O filme tropeça, no entanto, em sua imensa pretensão, na grande bobagem de querer tornar sério um tema que é basicamente lúdico, as distorções do tempo, as formas de tentar compreender o tempo.

Mas, como peça de museu, como documento de uma era, de um sistema, é absolutamente fascinante.

Esta é apenas a minha opinião, e a minha opinião vale no máximo uns três guaranis furados. Aos eventuais fãs de O Retrato de Jennie que por falta de sorte chegarem até aqui, eis as doutas considerações do Guide des Films de Jean Tulard:

“Obra-prima do cinema onírico e surrealista. Originalidade do filme: ele alterna o preto-e-branco com sequências tingidas (a tempestade em verde, o retrato no fim em Technicolor). As filmagens foram um longo pesadelo; ele foi de fato filmado duas vezes: em Nova York, e depois na Califórnia. Custou US$ 4 milhões, e não rendeu mais que US$ 1 milhão.”

Anotação em novembro de 2011

O Retrato de Jennie/Portrait of Jennie

De William Dieterle, EUA, 1948

Com Jennifer Jones (Jennie Appleton), Joseph Cotton (Eben Adams), Ethel Barrymore (Miss Spinney), Cecil Kellaway (Mr. Matthews), David Wayne (Gus O’Toole), Albert Sharpe (Mr. Moore), Florence Bates (Mrs. Jekes), Lillian Gish (madre Mary of Mercy), Henry Hull (Eke)

Roteiro Paul Osborn, Peter Berneis, Leonardo Bercovici

Baseado na novela de Robert Nathan

Fotografia Joseph August

Música Dimitri Tiomkim

Montagem William Morgan

Produção David O. Selznik. DVD Versátil.

P&B e Cor, 86 min

**1/2

4 Comentários

  1. Postado em 15 Janeiro 2012 às 3:25 am | Permalink

    Curiosamente tenho uma boa lembrança deste filme. Mas como já é muito antiga, preciso de o rever um dia destes.
    Foi um dos “filmes da vida” de Luis Buñuel, que tinha um carinho muito especial por ele

  2. marcio
    Postado em 14 Fevereiro 2012 às 8:39 am | Permalink

    Gosto muito deste filme. Voce tambem acha Tree of life do Malick pretencioso?

  3. Sérgio Vaz
    Postado em 24 Fevereiro 2012 às 7:13 pm | Permalink

    Não vi Tree of Life, Márcio.
    Mas acho que as coisas são assim: uns gostam de determinado filme, outros
    nem tanto, outros detestam. Não há mal nenhum nisso. Haveria mal se todos
    gostassem sempre das mesmas coisas. Ou, pior ainda, se todos fossem
    obrigados a gostar das mesmas coisas.
    Um abraço.
    Sérgio

  4. Janaina Custódio da
    Postado em 2 junho 2016 às 6:51 pm | Permalink

    Nossa. Li o livro e por algum motivo esse é o livro da minha vida. Li ainda muito nova e me marcou profundamente. Há pouco tempo tive o grande prazer em recuperá-lo em um sebo na minha cidade, pois o que li era de um amigo. Não sabia que havia o filme e commmm certeza agora irei assisti-lo e volto para contar se me impressionou tanto quanto a literatura.

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  1. […] sombra de dúvida alguma, desde o iniciozinho da narrativa, de que o protagonista, o tio Charlie (Joseph Cotten) é o […]

  2. […] drama intimista, em tom menor, bastante triste, dirigido pelo veterano William Dieterle em 1944, quando o mundo ainda estava mergulhado na Segunda […]

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