A Fronteira da Alvorada / La Frontière de l’Aube


2.5 out of 5.0 stars

Anotação em 2010: Um filme todo muito bem feito, com belas imagens, e o brinde extra de ter sido fotografado num glorioso, maravilhoso preto-e-branco. O problema é que os personagens, a história, o tom, tudo, enfim, faz o opção preferencial pela tristeza. Continue lendo “A Fronteira da Alvorada / La Frontière de l’Aube”

A Sala de Música / Jalsaghar


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2010: Um filme maior, uma obra-prima, de uma beleza acachapante. Mestre Satyajit Ray põe o espectador para pensar sobre alguns temas importantíssimos, fundamentais: o absurdo das imensas diferenças entre as classes sociais, a fugacidade de tudo, e como é absolutamente vão, inútil, cego, imbecil, o apego das pessoas por aparência, bens materiais, ostentação, vaidade. Continue lendo “A Sala de Música / Jalsaghar”

A Carruagem Fantasma / Körkarlen

3.5 out of 5.0 stars

Anotação em 2010: Todo mundo se lembra da antológica seqüência de O Iluminado, de Kubrick, em que um ensandecido Jack Nicholson ataca a machadadas uma porta atrás da qual está Shelley Duvall, apavorada, olhões arregalados, tentando proteger seu filho da fúria do marido. O Iluminado é de 1980. Uma seqüência parecidíssima com essa havia sido feita por e com Victor Sjöström mais de meio século antes, em 1921. Continue lendo “A Carruagem Fantasma / Körkarlen”

A Faca na Água / Nóz w wodzie


3.5 out of 5.0 stars

Anotação em 2010: Resiste muito bem ao teste do tempo,-o-implacável,-o-que-passou, este A Faca na Água, o primeiro longa-metragem de Roman Polanski. O filme foi feito em 1962, pouco tempo depois que ele se formou na Escola Estatal de Cinema de Lodz, por onde passaram também Andrzej Wajda, Jerzy Skolimovsky, Krzysztof Kieslowski, entre outros – ou seja, todos os grandes nomes do cinema polonês da segunda metade do século XX.  Continue lendo “A Faca na Água / Nóz w wodzie”

Carta de uma Desconhecida / Letter from an Unknown Woman


2.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Tem imensa fama, este filme feito pelo cultuadíssimo alemão Max Ophüls em 1948, durante sua passagem por Hollywood. E de fato é tremendamente elegante o estilo da câmara. Mas a história me pareceu boba, bocó, panaca. Continue lendo “Carta de uma Desconhecida / Letter from an Unknown Woman”

A Pequena Loja da Rua Principal / Obchod na korze


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: A Pequena Loja da Rua Principal é um dos melhores filmes, se não o melhor, da Primavera de Praga – e houve vários belos filmes feitos na Checoslováquia naqueles anos 60, quando o país tentou uma liberalização da rigidez do sistema comunista, um “socialismo de face humana”, até que os tanques de Leonid Brejnev invadiram o país em 1968 para restaurar a “ordem”, a pax soviética. Continue lendo “A Pequena Loja da Rua Principal / Obchod na korze”

As Cartas de Madeleine / Madeleine


2.5 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: As Cartas de Madeleine é um filme menor, dentro da obra do mestre David Lean (1908-1991). Não chega a ser um grande filme. Exibe as marcas do tempo; pode parecer hoje um tanto datado, especialmente para os mais jovens. Mas é bom, tem qualidades – afinal, é uma obra de David Lean. Continue lendo “As Cartas de Madeleine / Madeleine”

O Cais da Maldição / The Big Steal


0.5 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: O Cais da Maldição/The Big Steal, de Don Siegel, é uma porcaria. Mas, antes mesmo de ser uma porcaria, ele é sobretudo um caso de falsa identidade. Vende-se como um film noir, um thriller, e é na verdade uma comédia tipo Os Trapalhões, ou tipo Jerry Lewis, o que é a mesma coisa. Só que não tem graça alguma. Continue lendo “O Cais da Maldição / The Big Steal”

A Imperatriz Vermelha / A Imperatriz Galante / The Scarlet Empress


3.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Não dá para ficar indiferente diante de A Imperatriz Galante, ou A Imperatriz Vermelha, que Josef von Sternberg dirigiu em 1934 com a estrela que criou, Marlene Dietrich. Ele judeu austríaco, ela alemã, já viviam então nos Estados Unidos, para onde se mudaram quando o nazismo começava a mostrar suas garras. Continue lendo “A Imperatriz Vermelha / A Imperatriz Galante / The Scarlet Empress”

Serenata Prateada / Penny Serenade


2.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Serenata Prateada foi feito na época de ouro de Hollywood (é de 1941), por um diretor de respeito, George Stevens, e com um casal de grandes astros de seu tempo, Irene Dunne e Cary Grant. Os dois trabalharam juntos em três filmes – eram amados pelo público americano. No entanto, não é um bom filme, na minha opinião. Na verdade, me pareceu fraquinho – embora tenha uma legião de admiradores. Continue lendo “Serenata Prateada / Penny Serenade”

Jejum de Amor / His Girl Friday e A Primeira Página / The Front Page


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Jejum de Amor/His Girl Friday, de Howard Hawks, de 1939, é uma maravilha, uma absoluta delícia. É um dos melhores filmes que já foram feitos sobre jornalismo e jornalistas – uma tremenda gozação, uma comédia engraçadíssima, hilariante, tanto para jornalistas quanto para seres humanos. Continue lendo “Jejum de Amor / His Girl Friday e A Primeira Página / The Front Page”

12 Homens e uma Sentença / 12 Angry Men


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Ao rever mais uma vez 12 Homens e uma Sentença agora, 52 anos depois que o filme foi feito, tive de novo a certeza de que ele é um dos melhores filmes de tribunal da história, se não for o melhor. E tem apenas uma rápida seqüência passada no tribunal. Continue lendo “12 Homens e uma Sentença / 12 Angry Men”

Matar ou Morrer / High Noon


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Acho que não há fã de westen (e são milhões e milhões) que não considere Matar ou Morrer/High Noon como um dos melhores da história. As listas dos dez melhores westerns de todos os tempos em geral incluem o filme – e as que não incluírem estão erradas, na minha opinião. Para mim, este é o melhor faroeste de todos. Continue lendo “Matar ou Morrer / High Noon”

Casablanca


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Gilberto Gil certamente andava ouvindo muito Dorival Caymmi, o poeta que esculpia sempre a frase mais perfeita para dizer as coisas simples, quando fez aquele refrão, para o disco de 1981: “Do luar já não há mais nada a dizer a não ser que a gente precisa ver o luar”. Lembrei desse refrão de Gil num dia em que me peguei pensando que tinha que pôr um post sobre Casablanca no site. Continue lendo “Casablanca”