
O Garoto Selvagem / L’Enfant Sauvage

Por Sérgio Vaz
Nem mesmo Franz Kafka seria capaz de criar essa história de tamanho absurdo kafkiano que viria a acontecer de verdade ali mesmo, na sua cidade natal, a bela Praga, e que Costa-Gavras, Monsieur Cinéma Politique, transformou em um filme em tudo por tudo extraordinário, eletrizante, importantíssimo, em 1970. Continue lendo “A Confissão / L’Aveu”
Três Mulheres me deixou chocadíssimo. Perdi na época do lançamento, só vim ver agora.
Escrito, produzido e dirigido por Robert Altman, lançado em 1977, é um dos filmes mais cult do grande realizador, reverenciado, adorado por Deus e o mundo. Continue lendo “Três Mulheres / 3 Women”
O grande Robert Altman e seu comparsa Elliott Gould apropriaram-se do detetive Philip Marlowe – essa glória, esse monumento dos Estados Unidos da América – e fizeram dele uma figura à imagem e semelhança de John McIntyre, o médico doidão, gozador, inabalável non-chalant de M.A.S.H., o filme que haviam feito juntos em 1970, apenas três anos antes deste The Long Goodbye. Continue lendo “O Perigoso Adeus / The Long Goodbye”
O título do filme é As Irmãs Brontë, no claríssimo feminino. Até porque são as irmãs, três das irmãs Brontë, que ficaram mundialmente famosas como escritoras na Inglaterra da era vitoriana, meados do século XIX. Elas são interpretadas por ótimas e belas atrizes, já na época grandes estrelas – Isabelle Adjani, Isabelle Huppert e Marie-France Pisier. Continue lendo “As Irmãs Brontë / Les Soeurs Brontë”
Lá pelo meio de Joe Kidd, pensei que poderia estar diante de um western interessante, de qualidade. Não apenas porque o diretor, John Sturges, é competente, não apenas porque o astro é Clint Eastwood e o elenco tem ainda Robert Duvall, não apenas porque a trilha sonora é de um craque que admiro muito, Lalo Schifrin, não apenas porque o roteiro original é do escritor Elmore Leonard. Continue lendo “Joe Kidd”
O que mais me impressiona em As Coisas da Vida, esta maravilha de Claude Sautet de 1970, é a absoluta simplicidade da trama. E como, com esse fiapinho de história, mais uma imensa sensibilidade e atores extraordinários, o filme nos envolve de forma tão forte. Continue lendo “As Coisas da Vida / Les Choses da la Vie”
Depois que terminou Domicílio Conjugal, o quarto filme da saga Antoine Doinel, François Truffaut chegou a dizer que não tinha vontade de fazer mais uma obra com o personagem. “Penso que eu terminei com Antoine Doinel”, disse ele à revista Cinéma 70. Continue lendo “O Amor em Fuga / L’Amour en Fuite”
Em Josey Wales – O Fora da Lei/The Outlaw Josey Wales, seu quinto filme como diretor, o segundo western, Clint Eastwood vai contra dois mitos importantes, duas características marcantes do gênero em que sempre brilhou. Continue lendo “Josey Wales – O Fora da Lei / The Outlaw Josey Wales”
A abertura de Domicílio Conjugal, o quarto dos cinco filmes de François Truffaut sobre a vida de seu alter-ego, o jovem Antoine Doinel, é uma absoluta delícia. Bem, todo o filme é uma absoluta delícia, um encanto. Mas começo falando da abertura. Continue lendo “Domicílio Conjugal/Domicile Conjugal”
Um Lance no Escuro, no original Night Moves, foi lançado pelo grande Arthur Penn em 1975, e é escancaradamente, propositadamente, um produto e um espelho de sua época – em 1974, pela primeira vez na História, um presidente dos Estados Unidos havia renunciado ao cargo, para escapar do impeachment que àquela altura parecia certo. Continue lendo “Um Lance no Escuro / Night Moves”
Um sujeito que já esteve no topo, no auge, e hoje não está mais – já vimos essa história antes, e ainda vamos ver muitas outras vezes, certo? Continue lendo “Festa Selvagem / The Wild Party”
Os contos de fada não têm muita lógica mesmo. Trafegam em uma outra realidade, uma outra sintonia. Este é um fato incontestável. Mas Pele de Asno exagera, excede demais nesse quesito. É uma história louquíssima, com diversos elementos completamente sem nexo. Continue lendo “Pele de Asno / Peau d’Âne”
Quando revi O Jovem Frankenstein, uns meses atrás, fiquei impressionado como o filme é bobo. É engraçadíssimo, delicioso, mas é muito bobo: tem um monte de piadas que parecem coisa de menino ginasiano. Continue lendo “Banzé no Oeste / Blazing Saddles”
Chinatown é de 1974, muito depois, é claro, do período 1940-1958, a época de ouro dos filmes noir. Ao contrário dos clássicos todos feitos ao longo daquelas duas décadas, não é preto-e-branco – a fotografia, de John A. Alonzo, é em glorioso Technicolor. Ao contrário de diversos daqueles clássicos, não se baseia numa história criada pelos grandes nomes das novelas hard-boiled, Dashiell Hammett, Raymond Chandler, James M. Cain, Cornell Woolrich. Continue lendo “Chinatown”