Mary Shelley

3.0 out of 5.0 stars

A imensa maior parte dos bilhões de seres humanos que viveram até chegar aos 80, aos 90, não viveu tanto drama, tanta paixão. com tanta intensidade quanto Mary Wollstonecraft Godwin nos primeiros 21 dos seus parcos 53 anos. Continue lendo “Mary Shelley”

O Quarto Verde / La Chambre Verte

3.0 out of 5.0 stars

O Quarto Verde, de 1978, décimo-sétimo dos 21 longa-metragens de François Truffaut, é sem dúvida alguma o mais estranho de toda a sua obra magistral. É um filme que fala o tempo todo de morte, em que o protagonista – interpretado pelo próprio Truffaut – é um homem que prefere viver entre os mortos. Continue lendo “O Quarto Verde / La Chambre Verte”

A Esposa / The Wife

2.0 out of 5.0 stars

A maravilhosa Glenn Close está brilhante, extraordinária, no papel que dá o título do filme A Esposa. Foi sua sétima – sétima! – indicação ao Oscar, e a sétima vez em que não levou a estatueta. Mas isso de fato não importa: a interpretação dela é magnifica, e o Oscar que se dane. Continue lendo “A Esposa / The Wife”

Zelig

4.0 out of 5.0 stars

Há os que amam e há os que odeiam apaixonadamente Woody Allen. Peço desculpas a esses últimos, mas Zelig é um filme genial. Absurda, gritantemente genial. É inteligência de sobra, saindo pelo ladrão, initerruptamente, ao longo de 79 minutos. Continue lendo “Zelig”

Nosso Fiel Traidor / Our Kind of Traitor

3.0 out of 5.0 stars

Our Kind of Traitor, no Brasil Nosso Fiel Traidor, co-produção Inglaterra-França de 2016, é um filme inquietante, perturbador – como em geral são todos os baseados em histórias de John le Carré. Traça um retrato pavoroso, podre, da Rússia pós fim do comunismo – mas não deixa barato com o seu próprio país, a Inglaterra, o Reino Unido. Continue lendo “Nosso Fiel Traidor / Our Kind of Traitor”

Justiça Injusta / The Sound of Fury / Try and Get Me

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4.0 out of 5.0 stars

Este é um filme hoje bem pouco conhecido. Produção inteiramente independente em uma época – 1950 – em que isso raridade, não tem grandes astros; foi o último filme americano do diretor Cy Endfield antes que ele se mudasse para a Inglaterra, para fugir da caça às bruxas do macartismo. Continue lendo “Justiça Injusta / The Sound of Fury / Try and Get Me”

Como Nossos Pais

3.5 out of 5.0 stars

Em seu quarto longa-metragem, a autora e realizadora paulistana Laís Bodanzky vai fundo no que, afinal de contas, mais importa na vida: as relações familiares, as relações afetivas. Pode haver tema melhor que a vida em família de gente comum, “normal” (se é que isso existe)? A vida em família de gente como você, eu, nossos parentes, amigos, conhecidos. Gente como a gente. Continue lendo “Como Nossos Pais”

Quando um Homem é Homem / McLintock!

2.0 out of 5.0 stars

McLintock!, de 1963, assim, com um ponto de exclamação após o nome do protagonista, foi o quarto dos cinco filmes em que John Wayne e Maureen O’Hara contracenaram. E é também um dos quatro em que os seus personagens mantêm um relacionamento amoroso que é bastante tumultuado, problemático, tempestuoso, explosivo. Continue lendo “Quando um Homem é Homem / McLintock!”

Cafarnaum / Capernaum / Capharnaüm

4.0 out of 5.0 stars

Para quem viu Caramelo, que Nadine Labaki lançou em 2007, Cafarnaum é um choque. Um choque forte. Nada a ver com qualidade, com o fato de um ser ruim e o outro bom, de forma alguma. Caramelo é um belíssimo filme, Cafarnaum é uma maravilha, uma obra-prima. Continue lendo “Cafarnaum / Capernaum / Capharnaüm”

Bananas

3.0 out of 5.0 stars

O próprio Woody Allen define Bananas, o segundo filme escrito e dirigido por ele, lançado em 1971, como “uma comédia que não tem trama”. Eric Lax, o autor do livro Conversas com Woody Allen, diz que Bananas e o primeiro filme do realizador, Um Assaltante Bem Trapalhão, “são essencialmente monólogos cômicos filmados: uma gag verbal ou visual em cima da outra, sem muita atenção para os aspectos artísticos.” Continue lendo “Bananas”

Butch Cassidy / Butch Cassidy and the Sundance Kid

3.5 out of 5.0 stars

A maior das muitas qualidades de Butch Cassidy and The Sundance Kid é que o filme não se leva a sério. É um filme brincalhão, gozador, e essa é uma das razões de seu charme imenso – além, é claro, da beleza incrível dos três atores principais, da trilha sonora de Burt Bacharach, do roteiro esperto, ágil de William Goldman, e da direção segura, firme e sempre bem humorada de George Roy Hill. Continue lendo “Butch Cassidy / Butch Cassidy and the Sundance Kid”