
Guerra Fria, de 2018, é o segundo filme escrito e dirigido por Pawel Pawlikowski de volta à sua Polônia natal após ter se radicado na Inglaterra e feito todos os seus primeiros dez filmes como diretor ali. Continue lendo “Guerra Fria / Zimna Wojna”

Por Sérgio Vaz

Guerra Fria, de 2018, é o segundo filme escrito e dirigido por Pawel Pawlikowski de volta à sua Polônia natal após ter se radicado na Inglaterra e feito todos os seus primeiros dez filmes como diretor ali. Continue lendo “Guerra Fria / Zimna Wojna”

Play it Again, Sam, no Brasil Sonhos de um Sedutor (1972), é uma grande homenagem de Woody Allen ao cinema, aos filmes. Como vem de um humorista, é uma brincadeira, uma deliciosa coleção de piadas. Continue lendo “Sonhos de um Sedutor / Play it Again, Sam”

Nos tempos sombrios também é preciso haver diversão – ou talvez seja precisar haver diversão sobretudo nos tempos sombrios. Daniel Auteuil, grande ator, um workaholic que faz sempre mais de um filme por ano, optou por uma comédia ao realizar seu quarto longa-metragem como diretor, em 2018. Continue lendo “A Outra Mulher / Amoureux de Ma Femme”

Há duas opiniões deliciosas, sensacionais, sobre The Magus, no Brasil Mago, o Falso Deus, a história criada pelo inglês John Fowles e transformada em filme com roteiro do próprio autor – o único roteiro que ele se aventurou a fazer na vida. Dirigido pelo inglês Guy Green, o filme foi lançado em 1968, no auge da psicodélia, do tremor de terra na política e na sociedade de diversos países, como a França, os Estados Unidos, a Checoslováquia, o Brasil. Continue lendo “Mago, o Falso Deus / The Magus”

Há muita coisa fascinante nos oito episódios da primeira das quatro temporadas de L’Amica Geniale, mas o que mais me impressionou foi o capricho, o cuidado, o esmero com que os realizadores levaram para as telas o universo criado pela escritora Elena Ferrante. Continue lendo “A Amiga Genial / L’Amica Geniale – A Primeira Temporada”

Laços de Sangue, no original Hard, Fast and Beautiful!, assim, com ponto de exclamação, não está entre os grandes filmes de Ida Lupino, essa mulher fantástica que foi uma pioneira, um exemplo, um símbolo na história do avanço feminino na indústria cinematográfica. Continue lendo “Laços de Sangue / Hard, Fast and Beautiful!”

Sete Psicopatas e um Shih Tzu, de 2012, tem várias cenas que poderiam estar em qualquer slasher movie, aquele tipo de filme de terror especialmente violento em que costuma esguichar sangue das veias das pessoas como se fosse um grande gêiser islandês, para a alegria de adolescentes desmiolados. Inclusive cenas de navalha cortando o pescoço e sangue esguichando como se fosse um grande gêiser islandês. Continue lendo “Sete Psicopatas e um Shih Tzu / Seven Psychopaths”

Em 1947, o diretor Delmer Daves reuniu o grande Edward G. Robinson, Judith Anderson, a que será sempre lembrada como a governanta de Manderley, em Rebecca (1940), e um grupo de atores bem jovens para fazer este A Casa Vermelha/The Red House. Continue lendo “A Casa Vermelha / The Red House”

Rocketman, a cinebiografia de Elton John, é um grande filme, um filmaço, daqueles de aplaudir de pé como na ópera. Daqueles que passam depressa demais, parecem ser muito curtos – embora tenha 2 horas de duração. E que dão vontade de ver de novo. Continue lendo “Rocketman”

Caça às bruxas – e não se trata de força de expressão. É caça às bruxas literalmente. Uma senhora idosa torturada brutalmente diante de um tribunal eclesiástico para que confesse seu pacto com o diabo. A acusada sendo jogada viva na fogueira, e os religiosos dizendo que é para a glória de Deus. Continue lendo “Dias de Ira / Vredens Dag”

Dor e Glória, o filme que Pedro Almodóvar fez no ano em que completou 70 de vida, reflete bem a passagem do tempo, a idade. O grande realizador está ficando velho – o que é um truísmo, uma obviedade, uma consequência da lei da natureza. Um tanto surpreendente é que o filme mostra um Almodóvar suave, doce, cheio de carinho com seus personagens, e até mesmo positivo, esperançoso, believer. Continue lendo “Dor e Glória / Dolor y Gloria”

É quase um milagre que Obsessão/Ossessione tenha sido feito, que exista. O filme foi pensado, rodado e produzido em 1942, sob a censura férrea do fascismo de Mussolini, a Itália em plena guerra, ao lado de Alemanha e Japão contra praticamente o resto do mundo. E era tudo, tudo o que o fascismo não queria ver em um filme italiano. Continue lendo “Obsessão / Ossessione”

Pode até ser que Martin Scorsese venha a fazer mais um filme sobre o universo dos mafiosos, dos tough guys do crime organizado – afinal, é seu tema mais recorrente. Mas a verdade é que não precisa: O Irlandês, seu filme de número 5 sobre o tema, é daquelas obras definitivas. Continue lendo “O Irlandês / The Irishman”

Até que demoraram muito para se encontrar esses dois senhores, Jim Jarmusch e Bill Murray. Porque a sensação que se tem é de foram feitos para trabalhar juntos, o diretor mais minimalista, mais nonchalant, mais suavemente hilariante, e o ator mais minimalista, mais nonchalant, mais suavemente hilariante do cinema americano das últimas muitas décadas. Continue lendo “Flores Partidas / Broken Flowers”

Os críticos a-do-ram Noah Baumbach. Até mesmo aqueles espectadores que se têm como intelectuais, só vêem “cinema de arte” e torcem o narizinho empinado para “filmes americanos” costumam gostar de Noah Baumbach, como gostam de Hal Hartley e Darren Aronofsky. Noah Baumbach é cool, é cult. Continue lendo “História de um Casamento / Marriage Story”