Queimada! / Burn!

3.0 out of 5.0 stars

Quem quiser achar defeitos em Queimada! (1969) não terá dificuldades. Só para dar um exemplo: os escravos da fictícia ilha de Queimada, nas Antilhas, colonizada pelos portugueses, sabem falar inglês! Apesar desse e de outros problemas, no entanto, Queimada! é um filme importante, impactante, que merece respeito. Continue lendo “Queimada! / Burn!”

Pássaro do Oriente / Earthquake Bird

3.0 out of 5.0 stars

Earthquake Bird, no Brasil Pássaro do Oriente, de 2019, é uma caprichada, bem realizada co-produção Inglaterra-Japão-EUA passada inteiramente em Tóquio e arredores. Baseia-se em um livro de uma escritora inglesa que viveu no Japão – e certamente conhece muito do modo de vida daquele país. Continue lendo “Pássaro do Oriente / Earthquake Bird”

Atlantique

0.5 out of 5.0 stars

Nos primeiros 15, talvez 20 minutos de Atlantique, co-produção Senegal-França-Bélgica de 2019, tive a impressão de que aquilo era muito chato porque a diretora, Mati Diop, tentava imitar o estilo de obras de grandes cineastas europeus – sem ter noção de por que aqueles mestres faziam aquele tipo de coisa. Continue lendo “Atlantique”

Borgen – A Primeira e a Segunda Temporadas

4.0 out of 5.0 stars

Borgen, série produzida pela televisão pública dinamarquesa, com três temporadas, entre 2010 e 2013, que chegou ao Brasil para valer em 2020, na Netflix, foi um grande sucesso de público e crítica – e isso é uma maravilha. Não é toda hora que tem aprovação tão ampla uma produção séria, destinada ao público adulto, maduro, sobre um tema importantíssimo, fundamental, mas em geral tido como pedregoso, duro, desinteressante – a política. Continue lendo “Borgen – A Primeira e a Segunda Temporadas”

O Diabo Disse Não / Heaven Can Wait

3.5 out of 5.0 stars

Belzebu, segundo Ernst Lubitsch, o homem do toque de elegância e inteligência, não tem rabo ou chifre, não é feio feito a fome, não carrega uma lança. É um homem alto, belo porte, elegante. Sua sala de trabalho, na entrada de Hades, é imensa, gigantesca, pé direito altíssimo. Em O Diabo Disse Não/Heaven Can Wait, de 1943, Belzebu tem toda a aparência de um CEO de uma poderosa corporação. Continue lendo “O Diabo Disse Não / Heaven Can Wait”

Cálculo Mortal / Murder by Numbers

3.0 out of 5.0 stars

Murder by Numbers, no Brasil Cálculo Mortal, que Barbet Schroeder lançou em 2002, é um bom thriller, valorizado por excelentes atuações e alguns cenários deslumbrantes da costa da Califórnia. Sandra Bullock, essa moça que divide opiniões – parece ter tantos admiradores quanto detratores –, nunca esteve tão bem nem tão bela, na opinião deste admirador aqui. Continue lendo “Cálculo Mortal / Murder by Numbers”

Um Barco e Nove Destinos / Lifeboat

4.0 out of 5.0 stars

Lifeboat, no Brasil Um Barco e Nove Destinos, lançado em 1944, em plena Segunda Guerra Mundial, é um dos melhores dos 53 longa-metragens dirigidos por Alfred Hitchcock. É também – tive certeza disso ao revê-lo agora – um dos mais sérios, mais pesados, mais densos filmes de sua extraordinária obra. Continue lendo “Um Barco e Nove Destinos / Lifeboat”

Ladrão de Alcova / Trouble in Paradise

4.0 out of 5.0 stars

Trouble in Paradise, no Brasil Ladrão de Alcova, que Ernst Lubitsch lançou em 1932, é a própria definição da expressão “comédia sofisticada”, segundo o crítico Leonard Maltin, o autor do guia de filmes mais vendido no mundo no tempo em que se vendiam guias de filmes. Continue lendo “Ladrão de Alcova / Trouble in Paradise”

Hebe: A Estrela do Brasil

2.5 out of 5.0 stars

Hebe: A Estrela do Brasil, de 2019, dirigido por Maurício Farias, com Andrea Beltrão no papel-título, não é uma biografia de Hebe Camargo. É bem diferente, nesse sentido, de outros filmes mais ou menos recentes que contam as histórias de grandes personalidades da cultura brasileira, como Chacrinha – O Velho Guerreiro (2018) ou Gonzaga – De Pai Pra Filho (2012). Continue lendo “Hebe: A Estrela do Brasil”

Dr. Fantástico / Dr. Strangelove Or: How I Learned To Stop Worrying and Love The Bomb

4.0 out of 5.0 stars

Há filmes que ficam velhos, datados. Os que abusam dos maneirismos, dos modismos de seu tempo, esses tendem a envelhecer bem rapidamente, ao contrário dos que optam por uma narrativa mais escorreita, mais clássica. Estes últimos são naturalmente mais tendentes a virarem clássicos. Continue lendo “Dr. Fantástico / Dr. Strangelove Or: How I Learned To Stop Worrying and Love The Bomb”