Festa de Família / Festen


2.0 out of 5.0 stars

 Anotação em 1998: Sim, é um filme importante. Sem dúvida. Segue o tal do Dogma 95 – um manifesto dinamarquês radical, com acho que dez mandamentos absolutamente rígidos contra o cinema comercial que se faz no mundo inteiro. Não se pode usar luz que não seja natural, não se pode usar música, todo o som tem que ser direto, não se permite nenhum efeito especial ou cenário artificial, a câmara tem que ser sempre de mão ou no ombro, o filme tem que ser sempre 18mm, um bando de coisas nesse gênero. Continue lendo “Festa de Família / Festen”

Crime por Encomenda / La Donna di una Sera / A Woman’s Secret

0.5 out of 5.0 stars

Anotação em 1997, com acréscimo em 2008: Meia estrela, a menor cotação permitida aqui, é muito, é um elogio para esse filme. Marynha perguntou se era Sessão Trash. E antes que ela dissesse isso eu já havia pensado no velho e bom Ed Wood. É aquele típico filme que com menos de dois minutos você já sabe que é merda total. Joe D’Amato. Este é um nome para não se esquecer. Comparado a ele, Ed Wood seria certamente um Orson Welles. Continue lendo “Crime por Encomenda / La Donna di una Sera / A Woman’s Secret”

Os Companheiros / I Compagni


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 1997: Ao rever o filme agora (em 1997), beirando os 50 anos de idade, exatos 32 anos depois de ter visto pela primeira vez, eu ia me lembrando de cada cena, de cada diálogo. Que beleza de filme. Uma beleza tão espantosa que permanece inabalável, tão forte hoje, nestes tempos pós-fim do comunismo, quanto era antes. Continue lendo “Os Companheiros / I Compagni”

August – Outono de Paixões / August


2.0 out of 5.0 stars

Anotação em 1997: O filme de estréia do grande ator Anthony Hopkins na direção é todo meticulosamente bem feito. Interpretações corretíssimas de todo o elenco. Música, do próprio Hopkins, com dedo de George Fenton, muito boa (há interessantes trechos humorísticos, feitos para sublinhar a falta de sentido das discussões da família de posses e de pouco caráter). Continue lendo “August – Outono de Paixões / August”

Amateur


0.5 out of 5.0 stars

Anotação em 1997: Um horror. Este filme é uma coisa extremamente especial. Ele foi elogiadíssimo pela crítica; ainda hoje, leio na Vejinha da semana, que noticia o lançamento em vídeo de Flerte, o filme seguinte desse Hal Hartley: “O diretor Hal Hartley é um nome badalado pela crítica e sempre comparado a Jean-Luc Godard e Michelangelo Antonioni”. E a questão é que o filme é ruim demais; é infinitamente ruim; é seriíssimo candidato a pior filme do mundo; é mais ridículo do que qualquer produção classe Z. Continue lendo “Amateur”

O Silêncio do Lago / Spoorloos


3.0 out of 5.0 stars

Anotação em 1997: Já tinha ouvido falar desse filme, premiado em vários festivais e elogiado pela crítica; sabia que Hollywood tinha chamado o diretor, um holandês, para refazer a história dentro dos padrões hollywoodianos; a refilmagem, feita cinco anos depois, com Kiefer Sutherland e Jeff Bridges, é bastante inferior, segundo três críticos no Cinemania. Continue lendo “O Silêncio do Lago / Spoorloos”

Pasolini – Um Delito Italiano / Pasolini: Un Delitto Italiano


3.5 out of 5.0 stars

Anotação em 1997: Um grande filme, pesadíssimo, duríssimo. Extremamente bem feito, com muito domínio técnico, grande respeito pela figura de Pier Paolo Pasolini e ódio pelos fascistas que, segundo a tese que defende, usaram mafiosos para assassinar e calar o cineasta e poeta, em 1975. Continue lendo “Pasolini – Um Delito Italiano / Pasolini: Un Delitto Italiano”

Para Roseanna / For Roseanna


1.0 out of 5.0 stars

Anotação em 1997: O filme é ruim, mas é ruim demais. O personagem principal, Marcello, um italiano interpretado pelo francês Jean Reno falando em italiano, é absolutamente caricatural, grotesco. O pobre Reno, normalmente bom ator, está absolutamente perdido, fazendo gestos absurdos, sem sentido; mais caricato seria impossível. Continue lendo “Para Roseanna / For Roseanna”

O Padre / Priest


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 1997: Um grande filme. Um filme corajoso, profundamente progressista, anti-establishment, antipreconceitos de todos os tipos. Não é um filme contra a Igreja Católica – embora seguramente 95% da hierarquia católica deva considerá-lo assim. Nem muito menos anticristão. É anti-hierarquia, anti o que a máquina da Igreja criou em torno dos preceitos básicos da religião. Continue lendo “O Padre / Priest”