
Antes de mais nada: Ontem, Hoje e Amanhã, no original Ieri Oggi Domani, tem uma sequência antológica, maravilhosa, belíssima, encantadora, deliciosa. Continue lendo “Ontem, Hoje e Amanhã/Ieri Oggi Domani”

Por Sérgio Vaz

Antes de mais nada: Ontem, Hoje e Amanhã, no original Ieri Oggi Domani, tem uma sequência antológica, maravilhosa, belíssima, encantadora, deliciosa. Continue lendo “Ontem, Hoje e Amanhã/Ieri Oggi Domani”

Phoenix, caprichada produção de 2014, começa muito bem – e a expectativa então é de que teremos um grande filme. Afinal, o diretor Christian Petzold e sua atriz preferida Nina Hoss vinham de um filme belíssimo, Barbara (2012), com roteiro do diretor e de Harun Farocki, exatamente como este aqui. Continue lendo “Phoenix”

Quanta lindeza. E quanta tristeza.
Essas expressões ficaram pipocando na minha cabeça assim que terminei de ver pela primeira vez A Piscina, exatos 47 anos após o lançamento do filme, em 1969. Continue lendo “A Piscina / La Piscine”

Elio Petri (1929-1982) ficou conhecido em todo o mundo principalmente por dois filmes excelentes, impactantes, polêmicos a não poder, que despertaram grandes paixões: Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita (1970) e A Classe Operária vai ao Paraíso (1971). Este O Assassino, seu primeiro longa-metragem, de 1961, já mostrava uma dose imensa de talento. Continue lendo “O Assassino / L’Assassino”

Há dois adjetivos, em especial, que 9 entre cada 10 críticos de cinema adoram usar quando querem desancar com um filme, quando querem reduzi-lo a pó de cocô do cavalo do bandido: “acadêmico” e “palavroso”. Continue lendo “Terra das Sombras / Shadowlands”

The Crown é um brilho, uma maravilha, um primor. Embora não tenha passado em sala de cinema, nas telas gigantescas – é uma produção original da Netflix, para distribuição via streaming, essa absoluta modernidade que pula portanto as salas e até mesmo os meios físicos, DVD e Blu-ray –, é cinema da melhor qualidade. Cinema para cinéfilo nenhum botar defeito. Continue lendo “The Crown – A Primeira Temporada”


São estranhos, esquisitos, desconcertantes os primeiros minutos de Atirem no Pianista/Tirez sur le Pianiste (1960), o segundo longa-metragem de François Truffaut, que em sua obra fica ensanduichado entre dois filmes memoráveis, importantes, em todos os sentidos – Os Incompreendidos/Les Quatre-Cents Coups (1959) e Jules et Jim (1962). Continue lendo “Atirem no Pianista/Tirez sur le Pianiste”

Kevin Kline, que andava meio sumido. Maggie Smith e Kristin Scott Thomas, que, felizmente, não andavam. Três excelentes, maravilhosos atores. Muita tomada de Paris, coisa de encher os olhos, o coração, a alma. Continue lendo “Minha Querida Dama / My Old Lady”

Terceira Pessoa/Third Person é, na minha opinião, a prova de que um grande autor e realizador pode pisar no tomate, fazer uma obra fraca. Paul Haggis já fez roteiros maravilhosos, já dirigiu belíssimos filmes. Aqui, errou a mão. Continue lendo “Terceira Pessoa / Third Person”

Na primeira vez em que o diretor André Téchiné e Juliette Binoche trabalharam juntos, em 1985, em Rendez-Vous, ela estava com 21 aninhos e bem em começo de carreira. Quando voltaram a se encontrar, 13 anos mais tarde, em 1998, para fazer este Alice e Martin, La Binoche já era uma grande estrela, das maiores do cinema mundial. Continue lendo “Alice e Martin / Alice et Martin”

Deus existe. Vive em Bruxelas, trancado num apartamento; não sai nunca à rua. Passa a maior parte do tempo em seu escritório, onde ninguém – nem sua mulher, nem sua filha de uns 12 anos – pode entrar. Fica ali trabalhando no computador, e seu trabalho consiste basicamente em fazer a humanidade infeliz. Continue lendo “O Novíssimo Testamento / Le Tout Noveau Testament”

Rever Vivement Dimanche! – o 21º e último longa-metragem de François Truffaut – me deu uma imensidão de prazer, alegria, contentamento. Que absoluta maravilha de filme! Continue lendo “De Repente, num Domingo / Vivement Dimanche!”

A vida de Alan Turing parece ter sido escrita por um alucinado autor de histórias da ficção mais fantástica, mais incrível, mais inacreditável que possa haver. Segundo estudiosos, esse matemático inglês nascido em 1912 e morto jovem demais, pouco antes de completar 44 anos, encurtou em cerca de dois anos a Segunda Guerra Mundial, poupando mais de 14 milhões de vidas. Continue lendo “O Jogo da Imitação / The Imitation Game”

Brooklyn, a co-produção Inglaterra-Canadá-Irlanda de 2015 dirigida pelo jovem irlandês John Crowley, é um filme maravilhoso, grande, obra-prima. Excede em talento e sensibilidade, e emociona o espectador com sua história triste, amarga, sobre imigração, solidão, saudade, que de repente muda de tom, fica solar, até nova tragédia. Continue lendo “Brooklyn”