O Drama de uma Noite / The Canary Murder Case

3.0 out of 5.0 stars

(Disponível no Cine Antiqua Gold do YouTube em 9/2025.)

É maravilhosa a primeira sequência em que o detetive amador Philo Vance aparece na tela – uma beleza, um brilho, de se aplaudir de pé como na ópera.

O nome Philo Vance hoje não significa coisa alguma para a imensa maioria das pessoas, mas ele foi imensamente popular em livros, filmes e rádio dos anos 1920 aos 1940. Livros foram 12, lançados entre 1926 e 1939; filmes foram 15, desde este The Canary Murder Case, no Brasil O Drama de Uma Noite, de 1929, até Philo Vance’s Secret Mission, de 1947.

A idéia, a concepção da sequência inicial deste The Canary Murder Case é de babar: Philo Vance (interpretado pelo grande astro William Powell) está em um camarote de um amplo, belo teatro em Nova York em que se apresenta um número musical com dezenas de dançarinas. Também estão ali naquele teatro a mulher que será assassinada bem mais adiante na narrativa– a Canária do título original – e nada menos que cinco pessoas que serão suspeitas do crime.

Idéia, concepção brilhante – e uma execução igualmente primorosa. A coreografia executada pelas bailarinas em trajes de maiô, coxas à mostra, é uma beleza. A atração principal, a estrela da apresentação, Miss Margaret O’Dell, conhecida como A Canária, está em um balanço, suspenso bem no alto do teatro de pé direito gigantesco, e ela se projeta sobre a cabeça dos espectadores das primeiras fileiras.

Duas atrizes que virariam grandes estrelas

Antes da primeira tomada, logo ao final dos créditos iniciais, há algo como a reprodução de um cartaz na porta do teatro: “Margaret O’Dell em Canary Revue, uma suntuosa extravaganza musical com Alice La Fosse”.

Essas duas mulheres têm papéis muito importantes na trama, embora apareçam pouco tempo na tela. As atrizes que as interpretam dão a este filme uma dimensão absolutamente respeitável.

Alice La Fosse, apresentada no cartaz como a segunda bailarina mais importante do espetáculo, é o papel de Jean Arthur, dez anos antes de ser A Mulher (que) Faz o Homem, Mr. Smith Goes to Washington (1939), de Frank Capra, 19 anos antes de enfrentar A Mundana, A Foreign Affair (1948), de Billy Wilder, 24 anos antes de receber com o marido a visita em seu rancho do cavaleiro solitário Shane, Os Brutos Também Amam (1953), de George Stevens.

Margaret O’Dell, A Canária que dá o nome à extravaganza musical (e ao filme) é interpretada pela mítica, fantástica Louise Brooks. Logo após ter concluído as filmagens de suas cenas, ainda em 1928, ela embarcaria para a Alemanha, onde faria, sob a direção de G.W. Pabst, o papel da amoral Lulu em A Caixa de Pandora, e da personagem título de Diário de uma Garota Perdida. É impossível não falar um tanto sobre Louise Brooks, a atriz sobre quem Henri Langlois, o fundador da Cinemateca Francesa, dizia: “Não há Garbo! Não há Dietrich! Há apenas Louise Brooks!”

Mas antes é preciso falar do início do filme, apresentar um pouco da trama – que é deliciosa, inteligente, muito bem engendrada.

Três homens que caíram no encanto da bela Canária

Philo Vance, um homem rico, elegante, bon-vivant, dono de uma inteligência viva, rápida, está acompanhado no camarote do teatro por um grande amigo, um senhor mais velho, Charles Spotswoode (o papel de Charles Lanem, à esquerda na foto abaixo) – que, veremos depois, é um bem-sucedido banqueiro.

A pedido de Spotswoode, Vance havia tentado falar com A Canária em seu camarim. Não tivera sucesso – e tinha visto que três outros homens também estavam tentando chegar a ela. Os três estavam ali na platéia do teatro, e Vance os aponta para o amigo banqueiro – e também para o espectador, é claro. A câmara do diretor de fotografia Harry Fischbeck pega um a um os três homens.

(Se o espectador não se encantar com o fato de essa sacada ter sido bolada e executada em 1928, para o filme lançado em 1929, há pouco menos de um século, exatamente quando o cinema estava aprendendo a falar… Sei não…)

Os três homens que estavam rondando o camarim da Canária além de Philo Vance são:

* o dr. Ambrose Lindquist (Gustav von Seyffertitz), um respeitável, bem considerado médico);

* John Cleaver (Lawrence Grant), um político reformista, como eram chamados os progressistas, anticorrupção, bem-intencionados. Os realizadores quiseram, com esse personagem, fazer uma gozação com os reformistas – defensor fervoroso da moralidade, John Cleaver era um absoluto tarado pela bela Canária, assim como o dr. Ambrose Lindquist e Louis Mannix;

* sobre Louis Mannix (Louis John Bartels), o filme não dá muitas informações; só ficamos sabendo que é um homem rico, que arrasta as asinhas desesperadamente pela Canária, e morre de medo da esposa, do risco de a esposa ficar sabendo de suas aventuras.

Um crime em que há muitos suspeitos

Bem rapidamente, o espectador fica sabendo que Margaret O’Dell, A Canária, é – além de uma grande estrela no teatro de variedades – uma danada de uma bandida, uma chantagista de marca maior. Ela se envolve com homens ricos – como aqueles citados logo acima – e aí exige pagamento deles para que ela não os exponha publicamente.

Da mesma forma com que havia se envolvido com o dr. Ambrose Lindquist, o reformista John Cleaver e o dominado pela mulher Louis Mannix, a Canária havia enfeitiçado Jimmy Spotswoode (o papel de James Hall), o filho do banqueiro Charles, amigo de Philo Vance.

Jimmy namorava Alice La Fosse-Jean Arthur, a segunda estrela do grupo de vaudeville – e Alice era uma boa moça, uma gracinha de pessoa.

Com seu talento de detetive, Vance havia chegado à conclusão de que, de Jimmy, a Canária não queria propriamente dinheiro – diferentemente do que acontecia em relação aos outros três homens. De Jimmy, ela queria casamento, a respeitabilidade do nome Spotswoode, a ascensão na sociedade.

Charles, o pai, não admitia de forma alguma que aquela alpinista social se casasse com o filho.

Àquela altura, o próprio Jimmy já não queria mais saber da mulher belíssima, de fechar o comércio. Havia reatado com a suave Alice, estavam numa boa, pensando em casamento.

Charles resolve ir ter uma conversa com A Canária. Vai visitá-la em seu belíssimo apartamento – em que, aliás, é vizinha de Alice. (“Ganham muito bem essas dançarinas, hein?”, comentou aqui do lado a Mary, que não é, nem de longe, uma Idiota da Objetividade como eu, mas que não consegue engolir inverossimilhanças absurdas demais da conta como essa daí do filme.)

A Canária é dura. Tem em mãos carta de Jimmy em que ele confessa que fez desfalque no banco no pai para pagar dívidas de jogo. Não aceita as ofertas de dinheiro que Charles apresenta – quer é casar. Virar Sra. Spotswoode, frequentar os clubes dos muitos ricos, essas coisas todas.

O banqueiro e a alpinista social combinam de se falar novamente. E então, dias depois, Charles volta a visitar a Canária. Sai do apartamento dela pouco antes da meia-noite. Está passando perto do porteiro quando se ouve um grito lancinante, vindo do apartamento da Canária. Vão os dois até lá, o porteiro (Oscar Smith) e o banqueiro. O porteiro olha pelo buraco da fechadura – um cigarro queima junto do sofá. Batem à porta – a voz lá de dentro responde que ela agora está bem, está tudo bem.

Porteiro e banqueiro caminham de volta até a portaria, Charles vai embora, vai se encontrar com o amigo Philo Vance em um clube.

No dia seguinte, o porteiro – o mesmo – liga para o apartamento da Canária, e ela não atende. Ele insiste, e nada. Vai até lá, bate, e nada. Preocupado, chama a polícia. Chega a polícia – e encontra A Canária mortinha da silva no sofá da sala, as coisas todas reviradas, nenhum sinal de jóias ou objetos preciosos.

A polícia, no caso específico, é um grupo chefiado pelo sargento Ernest Heath (Eugene Pallette). Junto com o sargento e sua equipe chegam também o promotor público John F.X. Markham (E.H. Calvert) e seu grande amigo Philo Vance.

O sargento conclui muito rapidamente que foi um latrocínio – um assalto com homicídio.

Philo Vance, o sujeito rico, dândi, que resolveu ser detetive amador na vida, discorda.

As coisas da casa – ele observa – parecem ter sido reviradas com cuidado, e não com violência. Um abajur, por exemplo, estava no chão – mas as lâmpadas estavam intactas.

E muita gente teria motivação para matar a bela chantagista. O Dr. Ambrose Lindquist, o reformista John Cleaver, Louis Mannix, Jimmy Spotswoode e seu pai Charles. Até a doce Alice LaFosse. É verdade que o banqueiro tinha um álibi sólido, que o porteiro do prédio confirmaria.

E acho que dá para considerar que o relato da trama já está feito. Ir além deste ponto do filme – estamos, aí, chegando aos 30 minutos do filme que tem apenas 81 – seria desnecessário, seria spoiler.

Mas vou logo me contradizendo para contar, ainda que rapidamente, uma sacada absolutamente brilhante dos criadores da história e do roteiro: lá pelas tantas, estão cinco suspeitos reunidos numa antessala do escritório do promotor público; Philo Vance pede autorização para jogar uma partida de pôquer com todos eles. Diante da surpresa do promotor, ele explica: com o jogo, ele vai ficar sabendo quem foi o assassino.

Um policial burro feito uma porta. E um negro caricato

O tal sargento Ernest Heath é uma figura – um caso à parte.

É uma tradição antiga dos romances policiais: os agentes da polícia não suportam os detetives amadores, não profissionais, que se metem nas investigações, que se imiscuem em seu trabalho. Ficam irritadíssimos. E, em geral, são, para usar expressões suaves, não exatamente brilhantes, não dotados pelo Criador de uma inteligência arguta, uma capacidade dedutiva fantástica. Estas, na literatura policial, parecem ser privilégio dos detetives amadores.

O detetive inspetor Lestrade da Scotland Yard, por exemplo, que foi introduzido ao mundo em 1887, no livro Um Estudo em Vermelho/A Study in Scarlet, é assim. Ele é evidentemente muitíssimo menos dotado do que Sherlock Holmes – e sua relação com o detetive da Baker Street não é uma maravilha.

A tradição é secular – e se mantém. Em O Clube do Crime das Quintas-Feiras/The Thursday Murder Club, livro de 2020, filme de 2025, mais de um século depois de Lestrade, o detective chief inspector Chris Hudson é um policial um tanto sem brilho, um tanto preguiçoso, e tem momentos de fúria contra os “detetives amadores”. – “Só os policiais têm o direito de serem policiais”, diz ele, em um dos seus chiliques.

O sargento Heath deste filme aqui, no entanto, é muito mais burro que Lestrade ou o DCI Hudson. O cara é uma absoluta toupeira – mas é bem engraçado. O ator que o interpreta, Eugene Pallette, está ótimo.

Há um personagem acessório no filme que causaria hoje ondas de indignação – o tal porteiro do prédio em que moram tanto A Canária quanto Alice LaFosse. O ator que interpreta o porteiro, Oscar Smith, um negro, parece ter sido instruído para parecer a pessoa mais burra, mais desajeitada, mais destrambelhada do mundo. E o personagem é gago, o que aumenta ainda mais a caricatura.

Negros fazendo papéis caricatos – algo absolutamente impensável hoje – não eram raros, infelizmente, nos filmes da Hollywood dos anos dourados. John Ford, o mestre dos mestres, cometeu essa bobagem, por exemplo, em O Sol Brilha na Imensidão/The Sun Shines Bright (1953).

Um detetive cerebral – nada a ver com os hard-boiled

O astro William Powell (1892-1984) voltaria a interpretar o detetive dândi Philo Vance em três outros filmes: The Greene Murder Case (1929), The Benson Murder Case (1930) e The Kennel Murder Case (1933). no Brasil, respectivamente, A Casa do Crime, Corpo de Delito e O Caso de Hilda Lake.

Esse último dos filmes de Powell como Philo Vance, O Caso de Hilda Lake/The Kennel Murder Case, foi o primeiro que vi, em novembro de 1922, e me deixou encantado com o personagem. Retiro da minha anotação sobre ele algumas informações e observações que considero importantes.

Creio que dá para dizer que Philo Vance foi uma espécie assim de versão nova-iorquina dos anos 1920 do inglês Sherlock Holmes. Como Holmes, é cerebral, lógico. Parte de evidências, detalhes que enxerga mais que todos a seu redor para deduzir o que pode ter acontecido. Nesse sentido, também se assemelha ao belga Hercule Poirot – e, com a inglesa Miss Marple, divide essa característica de ser um detetive amador, por puro diletantismo. Não recebe dinheiro de ninguém para fazer suas investigações.

E, em todos os sentidos, absolutamente todos os sentidos, o dândi nova-iorquino Philo Vance não tem nada a ver com os que vieram logo depois dele, e são do outro lado dos Estados Unidos, da Costa Oeste, Philip Marlowe, Sam Spade, os detetives hard-boiled, durões, que brigam demais, apanham demais, bebem demais.

É bom registrar os anos em que cada surgiu. Sherlock Holmes veio ao mundo em 1891. Hercule Poirot, em 1921. Philo Vance, em 1926. Miss Jane Marple e Sam Spade, em 1930. Philip Marlowe, 1939.

Philo Vance é uma criação de S.S. Van Dine – e S.S. Van Dine, por sua vez, é o pseudônimo que o então famoso crítico de arte Willard Huntington Wright (1888–1939) usou para esconder sua verdadeira identidade ao se dedicar a essa coisa considerada “menor” que é a literatura policial.

Nos livros, Van Dine era também um amigo de Vance, que acompanhava suas investigações e as relatava – da mesma maneira com que, segundo os sherlockólogos, o dr. John Watson fazia. (Reza a sherlockogia que Holmes e o dr. Watson de fato existiram. Os 56 contos e quatro romances que compõem o Cânone foram escritos pelo médico e entregues a seu amigo Arthur Conan Doyle, que os publicou como se tivesse sido ele o autor.)

Louise Brooks não quis voltar da Europa para concluir o filme

As filmagens de The Canary Muder Case terminaram em 1928, o ano seguinte ao advento do som no cinema.

Embora os primeiros filmes sonoros tenham sido lançados em 1927, The Canary Muder Case – assim como muitos outros – foi filmado em 1928 ainda como um filme mudo. Os executivos da Paramount perceberam – segundo conta o iMDb – que seria um desastre financeiro lançar o filme em 1928 sem som, e o diretor Frank Tuttle (1892-1963) foi chamado para retrabalhar o material com a adição dos diálogos falados e de música.

Àquela altura, Louise Brooks já havia embarcado para a Europa, onde faria os dois filmes sob a direção de G.W. Pabst que se tornariam grandes clássicos. Chamada de volta para colocar sua voz nas cenas em que aparecia, Louise Brooks se recusou. A atriz Margaret Livingston foi escalada então para gravar os diálogos da Canária – e chegou a aparecer em algumas novas tomadas que foram gravadas bem depois das filmagens principais.

(Leonard Maltin diz que dá para perceber claramente essas tomadas. Eu confesso que não reparei.)

A recusa da atriz em obedecer às ordens irritou os executivos da Paramount – e isso prejudicou grandemente sua carreira. Diz o IMDb: “De acordo com o documentário Louise Brooks: Looking for Lulu (1998), a Paramount espalhou a versão de que a voz de Brooks não era adequada aos filmes sonoros”.

Depois que retornou aos Estados Unidos, Louise Brooks ganhou do diretor Frank Tuttle – as ironias da vida – um papel secundário em uma comédia de 1931, It Pays to Advertise. Depois desse, ela ainda trabalhou em mais seis filmes, até 1938, e depois desapareceu dos olhos das audiências.

Segundo a Baseline, uma base de dados sobre a indústria de entretenimento americana, a redescoberta do trabalho da atriz começou em 1955, com a mostra “60 Ans de Cinéma”, no Musée National d’Art Moderne de Paris. Foi lá que o pesquisador e estudioso Henri Langlois saiu-se com aquela frase – “Mas que Garbo, que Dietrich que nada – estrela é Louise Brooks”.

Àquela altura, ela havia se fixado em Rochester, no Estado de Nova York, onde se dedicou a escrever ensaios críticos sobre o cinema. Morreria em 1985, aos 79 anos, três anos após a publicação de uma coletânea de seus textos, Lulu in Hollywood, que foi muitíssimo bem recebida.

“Um filme pego no meio da revolução do talkie”

O livro The Paramount Story resume muito bem informações que já foram dadas aqui. O começo do verbete é um brilho de síntese: “The Canary Murder Case foi um dos filmes pegos no meio da revolução do talkie (o termo para filmes falados, filmes sonoros). Concluído como mudo por Malcolm St. Clair em 1928, ele foi largamente refeito por Frank Tuttle para se transformar em um todo-falado de 1929.”

Leonard Maltin deu 2.5 estrelas em 4 para o filme: “Talkie dos anos iniciais (filmado originalmente como mudo), com Powell estreando como o refinado detetive Philo Vance, examinando a morte da cantora delinquente Brooks. (Ela fez o filme pouco antes de seus clássicos com G.W. Pabst. Quando se recusou a voltar para novas tomadas, foi substituída em algumas cenas, de maneira bem óbvia, por Margaret Livingston.)”

Eis o que diz Pauline Kael, em seu livro 5001 Nights at the Movies:

“Philo Vance, o culto detetive amateur, herói dos romances de mistério de S.S. Van Dine, fala tão ornadamente, com tamanha erudição paralisante, que sua solução de um crime muitas vezes parece mais problemático do que vale a pena. Ele é muito mais elegante e divertido quando interpretado por William Powell neste talkie da Paramount dos anos iniciais (dos filmes falados). Este foi o primeiro dos muitos casos de Philo Vance a serem filmados (publicado em 1927, foi o segundo – e o melhor – dos livros). A história é sobre o assassinato de uma chantagista estrela de musicais, que é interpretada pela deslumbrante melindrosa Louise Brooks, com seu cabelo curto e liso e franja. Pela sua aparência (ela parece encarnar a art déco), os homens que ela maltrata tiveram sorte. Com Jean Arthur, James Hall, Gustav von Seyffertitz, Eugene Pallette, Lawrence Grant, Ned Sparks, Louis John Bartels, E.H. Calvert e Charles Lane. Dirigido por Malcolm St. Clair; os roteiristas foram S.S. Van Dine, Herman J. Mankiewicz, Florence Ryerson e Albert S. LeVino. (William Powell faria o papel de Philo Vance mais três vezes; Basil Rathbone teve sua vez, depois Warren William, Paul Lukas, Edmund Lowe, e muitos outros.)”

Anotação em setembro de 2025

O Drama de uma Noite/The Canary Murder Case

De Malcolm St. Clair e Frank Tuttle, EUA, 1929

Com William Powell (Philo Vance),

Louise Brooks (Margaret O’Dell, A Canária)

Charles Lane (Charles Spotswoode, o banqueiro, pai de Jimmy), James Hall (Jimmy Spotswoode, namorado de Alice, que teve um caso com A Canária), Jean Arthur (Alice LaFosse, a segunda estrela do show), Eugene Pallette (sargento Ernest Heath), Gustav von Seyffertitz (Dr. Ambrose Lindquist), Lawrence Grant (John Cleaver, o reformista), Louis John Bartels (Louis Mannix, o que tem medo da mulher), Ned Sparks (Tony Skeel, o ex-marido da Canária), E.H. Calvert (o promotor público John F.X. Markham).Oscar Smith (o porteiro)

Roteiro Florence Ryerson (e, não creditdos, Herman J. Mankiewicz, S.S. Van Dine)

Adaptação Albert Shelby LeVino

Baseado no livro de S.S. Van Dine

Fotografia Harry Fischbeck

Montagem William Shea

Produção Adolph Zukor, Josse L. Lasky, Paramount Pictures.

P&B, 81 min (1h21)

***

Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *