Passos na Noite / Where the Sidewalk Ends

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Nota: ★★★☆

Em 1950, seis anos de Laura, aquela absoluta maravilha, o produtor e diretor Otto Preminger reuniu novamente os dois atores do filme que todo mundo aprendeu a cultuar, Dana Andrews e Gene Tierney. A bela e a fera, de novo sob a batuta do austríaco que, parece, dirigia filmes com a dureza de um general prussiano.

É um bom filme, um bom exemplo de noir, este Where the Sidewalk Ends, no Brasil Passos na Noite. O que não se pode, é claro, é tentar compará-lo ao anterior; aí é injustiça – Laura é um filme quase tão amado quanto Casablanca, é um dos mais encantadores dramas policiais da época de ouro de Hollywood.

Como em Laura, Dana Andrews interpreta um policial – ele faz o detetive Mark Dixon, um tira durão, na verdade durão demais. Como em Laura, a estrondosamente bela Gene Tierney interpreta uma mulher ligada ao mundo da moda – ela faz Morgan Taylor, funcionária de uma casa de alta costura, uma modelo que desfila com as criações do figurinista para os clientes endinheirados.

Diferentemente de Laura, no entanto, Morgan não é um mulher rica. Mas, como em Laura, Morgan vai acabar se interessando pelo policial duro, que jamais sorri, e entra inesperadamente na vida dela.

Já nos créditos iniciais o filme surpreende

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O filme surpreende na primeiríssima tomada: os nomes dos dois atores, Dana Andrews e Gene Tierney, aparecem escritos a giz no cimento da calçada, do passeio. A câmara focaliza pés de homens andando naquele passeio, e, um pouco adiante de onde estavam os nomes dos autores, está escrito a giz o título do filme, Where the Sidewalk Ends, onde a calçada termina – e a câmara ultrapassa a guia e mostra a sarjeta, um bueiro. A partir daí, enquanto prosseguem os créditos iniciais, vemos cenas de Nova York à noite, ruas centrais, centenas de pedestres caminhando para um lado e para outro.

Vemos o detetive Dixon num carro de polícia, juntamente com seu parceiro e amigo Paul Klein (Bert Freed), que está ao volante. Estão indo para sua delegacia, a 13ª, onde, naquele exato momento, o inspetor Nicholas Foley (Robert F. Simon), obviamente uma figura importante na hierarquia da polícia municipal de Nova York, está dando posse ao tenente Thomas (Karl Malden) como o responsável pela DP.

Após um rápido discurso, o inspetor Foley chama Dixon para uma conversa reservada na sala que a partir de agora será ocupada pelo tenente Thomas – e que, como ele vai dizer para o subordinado, poderia agora estar sendo entregue a ele, não fosse seu temperamento violento demais.

O inspetor Foley: – “Tivemos mais 12 reclamações de cidadãos contra você este mês, Dixon. Por agressão e violência.”

Dixon: – “De quem? Traficantes, agiotas, ladrões. Um bando de imprestáveis.”

O inspetor Foley: – “Você é uma grande decepção para mim, Dixon. Você acaba de ver um homem que começou na mesma época que você, e que teve uma grande promoção no departamento. É algo que você nunca terá, a não ser que aprenda a se controlar. (…) Você tem que aprender o que se espera ou não de um policial.”

Dixon: – “OK, senhor. Tentarei não odiar tanto os criminosos.”

zzside2aO inspetor Foley: – “Você não odeia os criminosos. Só gosta de espancá-los. Você se diverte com isso. Gosta de ler o que dizem de você nos jornais, o tira durão que não teme pegar pesado. Seu trabalho é prender criminosos, e não puni-los.”A frase é maravilhosa: “Seu trabalho é prender criminosos, e não puni-los.” Não é à toa: o roteiro é de um mestre da arte, Ben Hecht. A base da história é um romance de William L. Stuart; três pessoas trabalharam na adaptação da história para o cinema, antes que Ben Hecht escrevesse o roteiro final: Victor Trivas, Frank P. Rosenberg e Robert E. Kent.

As frases duras, ditas por um alto superior, não parecem, no entanto, fazer qualquer efeito sobre o detetive Dixon. Ele pergunta, como quem já ouviu todo o sermão e agora quer voltar para as ruas espancando bandidos: – “Isso é tudo, senhor?” E Foley diz que não: – “Vou rebaixar você, Dixon. Vai voltar ao segundo patamar. Mais uma queixa contra você por crueldade ou brutalidade, e voltará a usar uniforme, balançando o cassetete em ronda nas ruas.”

A narrativa começa em ritmo bem acelerado, com muitos personagens

Passos na Noite começa num ritmo bem rápido. Parece que Ben Hecht e Otto Preminger estão com pressa de chegar logo ao primeiro grande clímax da história.

Dixon e o parceiro Paul voltam para as ruas, no carro de polícia. Logo encontram, caminhando no meio da multidão noturna, um sujeito que havia sido solto pouco tempo antes, em liberdade condicional, Willie (Don Appell). Paul é que se dirige a ele – lembra que, por estar em condicional, não pode andar nas ruas depois da meia-noite. Willie diz que ainda tem 20 minutos – e entra num hotel.

A câmara do diretor de fotografia Joseph LaShelle então abandona os dois policiais, deixa-os de lado, e segue Willie, que vai até uma suíte de porta bem vigiada. Lá dentro está funcionando um cassino clandestino, dirigido pelo bandidão Tommy Scalise (o papel de Gary Merrill). Tommy Scalise – um nome italiano, uma indicação de figura mafiosa.

Naquela noite, o cassino clandestino de Tommy Scalise está recebendo a visita de um milionário texano, um tal Mr. Morrison (Harry von Zell), que foi levado para lá por um tipo chamado Ken Paine (Craig Stevens). Junto com o milionário e com o homem que o levou até o prazer clandestino da jogativa está Morgan Taylor, o papel da Gene Tierney – uma atriz cujo rosto de escultura clássica grega mataria de inveja Afrodite, a deusa da beleza.

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E aí seria o caso de se perguntar, como em tantos filmes, em tantas histórias, como na canção de Bob Dylan: “But what’s a sweetheart like you doing in a dump like this?” O que uma mulher tão linda, tão maravilhosa, está fazendo num antro de jogo clandestino pertencente a um bandido, no meio de meia dúzia de capangas mal encarados? O que uma jóia daquelas está fazendo naquele chiqueiro?

O roteiro de Ben Hecht vai explicar muito bem o que Morgan Taylor estava fazendo ali – no devido tempo. Naquele início de narrativa, tudo o que o espectador fica sabendo é que ela diz que precisa ir embora porque no dia seguinte tem que acordar cedo para trabalhar. Ou seja: não é uma dame, uma broad. Essas palavras não devem ser usadas para mulheres que trabalham em atividades absolutamente legais e – com perdão do termo ruim – “decentes”.

Acontecem aí dois problemas. O esquema tinha sido armado para que o milionário perdesse uma nota preta nos dados – mas deu zebra, os dados não estavam viciados, e o milionário estava ganhando uma dinheirama. US$ 19 mil, ele contabiliza. A bela moça diz que quer ir embora, o tal Paine diz que não pode – percebemos que ela é um atrativo para que o milionário fique mais tempo e jogue mais.

Paine estapeia Morgan.

O milionário reage dando um soco em Morgan: ficam os dois lutando enquanto a bela sai dali às pressas.

Corta, e a polícia está sendo chamada: um texano chamado Morrison foi assassinado a facadas num hotel, numa suíte transformada em cassino.

O homem dá um murro no policial, o policial revida – e se dana

O tenente Thomas, diversos detetives – Dixon inclusive – estão agora no lugar da jogatina. Tommy Scalise se diz inocente. Dixon, que tem um histórico de ódio de Scalise, quer de imediato declará-lo culpado. Identifica-se rapidamente que o homem que havia levado o milionário para lá é Ken Paine – o telefone e o endereço dele estavam na caderneta de endereços que Dixon retira de um bolso de Scalise.

Thomas, o agora responsável pela delegacia, manda Dixon e o parceiro Paul irem atrás do tal Paine. A dupla se separa, Paul vai atrás de informações sobre esse suspeito, Dixon vai direto para o apartamento bem pobre dele.

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Paine está absolutamente bêbado, tentando obter, em telefonema para o hotel onde Morrison se hospedara, notícias do texano. Paine manda o policial embora de sua casa, diz que odeia policiais. Dixon faz perguntas, Paine reage dando um soco nele.

Dixon, o policial durão demais, reage – acerta um murro forte no outro. Paine cai no chão – e morre.

O policial não atirou nele, não teve intenção de matá-lo. Deu nele um soco, em resposta a um soco que havia levado. O homem caiu morto.

Estamos, neste momento, com exatos 16 minutos de um filme que dura 95.

A violência do policial Dixon tem origem freudiana

O personagem desse Mark Dixon faz lembrar o de outro policial violento, Bud White, interpretado por Russell Crowe em Los Angeles – Cidade Proibida/L.A. Confidential (1997). Por questões de sua infância e adolescência, Bud White desenvolveu um ódio profundo por homens que batem em mulheres.

Tinha sido assim também com esse Mark Dixon. O roteiro de Ben Hecht vai mostrar, com insistência, que o ódio violento, pegajoso, forte, de Dixon por bandidos é freudiano: seu pai era bandido. Morreu tentando fugir da prisão quando Dixon tinha 17 anos – e o rapaz passaria o resto da vida tentando mostrar para si mesmo e para a memória do pai que ele é diferente, é o oposto, é um homem da lei.

De fato, é insistente a presença do tema freudiano do ódio de Dixon pelo pai. Na confrontação final de Dixon com o bandido Tommy Scalise, revela-se que Scalise foi levado ao crime pelo pai do detetive – o que explica por que Dixon tem tanto ódio especificamente daquele sujeito.

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O gênero noir é um fenômeno dos anos 1940 e 1950; mais recentemente foi revisitado no que muita gente chama de neo-noir em grandes obras como Chinatown (1974), Corpos Ardentes/Body Heat (1981) e o já citado Los Angeles – Cidade Proibida. Mas foi nos anos 40 que o gênero foi criado e se estabeleceu com um punhado de grandes filmes. Assim, não poderia deixar de refletir o clima de perplexidade e angústia com a Segunda Guerra Mundial e o duro pós-guerra.

Neste Passos na Noite, Ben Hecht expôs esse estado de espírito de desilusão e desolação no personagem Ken Paine, o tal sujeito que levou o milionário para o cassino clandestino e acaba sendo morto ao levar um soco do detetitive Dixon. O parceiro de Dixon, Paul Klein, em rápida pesquisa, fica sabendo que Paine é um herói da guerra, um sujeito condecorado por bravura, e que tinha bons contatos com jornalistas. No entanto, ao voltar para Nova York, após o fim da guerra, não conseguiu encontrar um emprego, e por isso foi se aproximando da bandidagem.

Garry Merrill tem a melhor interpretação do filme como o bandido nojento

Não acho Dana Andrews um grande ator. Ele não está propriamente ruim no papel do tira violento que acaba sem querer matando um homem. Está um tanto monocórdico, com o mesmo semblante fechado, duro, rígido, ao longo de todo o filme. Gene Tierney também não me parece que tem uma grande atuação – mas, da mesma forma, seu desempenho não chega a ser ruim, de forma alguma.

A atuação mais forte, mais impressionante, me parece ser a de Gary Merrill como o bandido ardiloso, esperto, que sabe das fraquezas do policial que o persegue. Ele faz com o que o espectador tenha nojo, desprezo, raiva daquele bandido insolente.

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Gary Merrill (1915-1990) nunca foi um grande astro, nem teve muitas oportunidades de ser protagonista nos mais de 100 filmes que fez, mas é um daqueles bons atores que brilharam em diversos papéis de coadjuvante. No mesmo ano deste Passos na Noite aqui, fez um papel absolutamente diferente, como um sujeito bom caráter, o marido da estrela Margo Channing interpretada por Bette Davis em A Malvada/All About Eve.

O livro The Films of 20th Century Fox não dá importância a Where the Sidewalk Ends. Faz uma sinopse narrando todos os principais fatos da história – um spoiler completo – e conclui: “O drama é exagerado, mas os cenários e as atuações ajudam a pôr o filme de pé.”

Leonard Maltin dá 3 estrelas em 4: “Ao investigar um assassinato, um tira brutal de Nova York (Andrews) inadvertidamente mata um homem, e tenta esconder sua própria culpa continuando a procurar o assassino. Melodrama cheio de clima, é uma boa ilustração do que é o film noir. Ótimas caracterizações, roteiro pungente de Ben Hecht com base na novela Night Cry, de William Stuart. Oleg Cassini (o figurinista do filme e, na época, o marido de Tierney) tem uma participação especial.”

Informação interessantíssima. O figurinista Oleg Cassini faz o papel do estilista da casa de moda em que o personagem de Gene Tierney trabalha. Aparece rapidissimamente, na sequência em que o detetive Dixon vai ao trabalho de Morgan Taylor para interrogá-la sobre o que havia visto no cassino clandestino em que foi morto o milionário texano.

Oleg Cassini foi o pai da primeira filha de Gene Tierney – a criança nasceu cega e com séria deficiência mental. Constatou-se que Gene havia contraído rubéola durante a gravidez. Os depoimentos indicam que a doença irreversível e grave da filha a afundou numa angústia da qual jamais se recobraria. A vida de Gene Tierney (1920-1991) é uma longa sequência de tragédias – como se os deuses se recusassem a permitir que uma mulher tão bela pudesse ter alguma felicidade. (Relato extensamente sobre a vida da atriz na minha anotação sobre Laura.)

“Um policial ao mesmo tempo carrasco e vítima das circunstâncias”

O livro The Detective in Film, de William K. Eversson, editado em 1972, afirma que Where the Sidewalk Ends “é um dos melhores e menos conhecidos filmes de detetives dos anos 50, e um dos melhores de Preminger”.

O Guide des Films de Jean Tulard dá três estrelas ao filme, que na França se chamou Mark Dixon, Détective – e três estrelas no Guide é algo que poucos filmes merecem. Diz o verbete (sem aspas para me desobrigar a ser literal):

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Preminger no melhor de sua forma num gênero que ele domina admiravelmente: o filme noir moral. Porque é de fato uma investigação sobre si mesmo essa que Mark Dixon empreende – um policial desequilibrado, ao mesmo tempo carrasco e vítima das circunstâncias. Uma investigação dolorosa mas que tem, ao fim do caminho, a revelação libertadora, o auto-conhecimento e a auto-aceitação. Cenários, fotografia, interpretação (a dupla Andrews-Tierney faz maravilhas pela terceira vez), todo contribui para o sucesso da obra.

É fogo. Os franceses não apenas são a pátria por excelência do cinema, como fazem cinema maravilhoso e escrevem sobre cinema maravilhosamente.

Terceira vez em que Dana Andrews e Gene Tierney trabalham juntos! Não me lembrava que tinha havido um outro filme, além deste aqui e de Laura.

Na verdade, há mais três: os dois atores trabalharam juntos num total de cinco filmes.

Estão juntos no elenco de Tobacco Road, no Brasil Caminho Áspero, que o grande mestre John Ford lançou em 1941. Apesar de ser de John Ford, detestei o filme quando o vi, em 2007 – ou ele é ruim mesmo, ou então não entendi nada, o que é bem possível.

Outro é Belle Star, de 1941, um western que no Brasil teve o título de A Formosa Bandida. E, em 1948, ainda fizeram os papéis de marido e mulher num filme de espionagem, A Cortina de Ferro/The Iron Curtain, de William Wellman.

Em 1962, numa época em que a carreira de Gene Tierney parecia acabada, devido a seus problemas pessoais – depressão, internação em hospitais psiquiátricos –, o grande Otto Preminger deu a ela um pequeno papel em Tempestade sobre Washington/Advise and Consent, sério drama político com enorme elenco. Vi o filme pela primeira vez na adolescência, e a beleza de Gene Tierney me deixou impressionadíssimo. Depois de Tempestade sobre Washington, ela ainda faria mais três filmes.

Por fim, um registro necessário: Passos na Noite/When the Sidewalk Ends está disponível no Brasil graças à ótima Versátil, que incluiu o filme entre os seis que compõem a bela caixa de DVDs Filme Noir. Grande Versátil.

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Anotação em maio de 2015

Passos na Noite/Where the Sidewalk Ends

De Otto Preminger, EUA, 1950

Com Dana Andrews (detetive Mark Dixon), Gene Tierney (Morgan Taylor), Gary Merrill (Tommy Scalise), Bert Freed (detetive Paul Klein), Tom Tully (Jiggs Taylor, o pai de Morgan), Karl Malden (tenente Thomas), Robert F. Simon (inspetor Nicholas Foley), Ruth Donnelly (Martha, a dona do restaurante), Craig Stevens (Ken Paine), Grayce Mills (Mrs. Tribaum, a zeladora do prédio de Paine), Don Appell (Willie Bender), Harry von Zell (Mr. Morrison, o texano rico), Oleg Cassini (Oleg, o figurinista)

Roteiro Ben Hecht

Baseado no livro Night Cry, de William L. Stuart

Adaptação Victor Trivas, Frank P. Rosenberg e Robert E. Kent

Fotografia Joseph LaShelle

Música Cyril J. Mockridge

Montagem Louis R. Loeffler

Produção Otto Preminger, 20th Century Fox. DVD Versátil.

P&B, 95 min

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Título na França: Mark Dixon, detective. Título em Portugal: O Castigo da Justiça.

2 Comentários

  1. Carla
    Postado em 12 outubro 2015 às 11:34 am | Permalink

    Só descobri este filme recentemente, e gostei muito. Vim procurar para saber se você escrevera sobre ele. Achei. Ótima matéria!
    Um daqueles filmes que me fazem suspirar devido à minha impressão frequente nesses casos: “Já não se fazem filmes assim”. Como não fazem mais filmes como “Laura”, aliás.

  2. Marcela
    Postado em 30 dezembro 2016 às 5:34 pm | Permalink

    Vi o filme agora e pensei: muito bom, mas não é como “Laura”. Vício dos já iniciados no cinema noir por aquilo que se produziu de melhor. Pensando um pouco mais sobre esse “Passos na noite”, percebi que melhoro minha impressão a cada minuto. Um filme sobre ética e moralidade mais pungente do que a maioria. Roteiro excelente, diálogos maravilhosos, fotografia idem. Para ser revisto com cuidado várias vezes.

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