
Os Pássaros é um grande filme. Agora, lógica, sentido, razão, isso ele não tem. Continue lendo “Os Pássaros / The Birds”

Por Sérgio Vaz

Os Pássaros é um grande filme. Agora, lógica, sentido, razão, isso ele não tem. Continue lendo “Os Pássaros / The Birds”

Janela Indiscreta é um filme genial.
Algumas palavras são tão usadas que acabam perdendo a força, o viço, o frescor. Ficam esgarçadas. “Genial” talvez seja o exemplo mais perfeito disso. Continue lendo “Janela Indiscreta / Rear Window”

Três mulheres jovens e belas, uma delas tristíssima, angustiada, com inveja profunda da vida feliz que já teve, não tem mais e as outras ainda desfrutam. A questão eterna da maternidade. Traição, infidelidade – muita traição, muita infidelidade. E ainda a presença sempre, constante de trem, viagens de trem, o mais cinematográfico de todos os meios de transporte. Continue lendo “A Garota no Trem / The Girl on the Train”

Lá pelas tantas, a fantasticamente, tresloucadamente fantasiosa trama de Os 39 Degraus tem que mocinho e mocinha – que nutrem a maior antipatia do mundo um pelo outro – ficam ligados por um par de algemas. Consta que, antes de começar a filmar qualquer uma das diversas cenas com os dois daquele jeito, o diretor Alfred Hitchcock prendeu o braço direito de Robert Donat ao esquerdo de Madeleine Carroll com uma algema, e os deixou assim por várias horas, dizendo que não sabia onde tinha posto a chave. Continue lendo “Os 39 Degraus / The 39 Steps”

Stage Fright, no Brasil Pavor nos Bastidores, de 1950, é da fase em que Alfred Hitchcock tinha assinado um contrato com a Warner Bros, depois de ter trabalhado para o produtor David O. Selznick, que o importou de Londres para Hollywood. Continue lendo “Pavor nos Bastidores / Stage Fright”

Aliados me deixou deslumbrado, boquiaberto, de queixo caído.
Vejo muitos filmes já faz tempo demais, e então, quando um filme novo me pega da maneira com que este Aliados pegou, fico ao mesmo tempo absolutamente contente e bastante surpreso. É uma sensação boa demais, e não é tão comum assim. Continue lendo “Aliados / Allied”

Para fazer seu filme de número 52 (e que acabaria sendo seu penúltimo), Frenesi, lançado em 1972, Alfred Hitchcock voltou à capital de seu país natal, que havia abandonado três décadas antes para se instalar em Hollywood, a Meca da gente de cinema. Continue lendo “Frenesi / Frenzy”

Cortina Rasgada, o filme número 50 de Alfred Hitchcock, foi muitíssimo mal recebido pela crítica ao ser lançado em 1966. Depois de rever o filme agora, me ocorreu que pode haver diversas explicações para isso. Vários motivos, não excludentes – ao contrário. Continue lendo “Cortina Rasgada / Torn Curtain”

Abre los Ojos, no Brasil Preso na Escuridão, de 1997, foi o segundo longa-metragem co-escrito e dirigido por Alejandro Amenábar. Veio logo depois de Morte ao Vivo/Tesis, do ano anterior. Dois belíssimos filmes, o bastante para chamar a atenção do mundo para esse jovem nascido em Santiago do Chile e criado desde 1 ano de idade na Espanha. Continue lendo “Preso na Escuridão / Abre los Ojos”

Os guias de filme e os críticos todos falam muito bem deste Sabotage, que Alfred Hitchcock dirigiu em 1936, depois de fazer O Homem Que Sabia Demais (1934), Os 39 Degraus (1935) e Agente Secreto (também de 1936).
Tsc, tsc. Continue lendo “Sabotagem / Sabotage”

A trama, a história que se conta em O Homem Que Sabia Demais 2.0, a versão americana e colorida de 1956 do filme inglês do mesmo nome de 1934, é, na minha opinião, uma bobagem danada, uma porcaria, um troço que, a rigor, não tem sentido, não se sustenta. Mas é Alfred Hitchcock refazendo Alfred Hitchcock, no auge da criatividade e do bom humor, e tem James Stewart e Doris Day – e então é um filme delicioso de se ver e rever. Continue lendo “O Homem Que Sabia Demais / The Man Who Knew Too Much”

Um filme não é só um filme, é também todo o contexto em que foi feito, tudo que cercou sua produção e também toda a reação à obra em si. Se este Paixão/Passion, de Brian De Palma, de 2012, pudesse ser visto apenas como um filme, se fosse possível o espectador se abstrair de qualquer outra coisa, acho que seria, sem dúvida, um bom filme, interessante, bem realizado, com uma bela trama. Continue lendo “Paixão / Passion”

As Diabólicas, que o grande Henri-Georges Clouzot lançou em 1955, é um filme extraordinário, um marco do cinema, um dos melhores thrillers que já foram feitos, nestes primeiros 110, 120 primeiros anos de cinema. Continue lendo “As Diabólicas / Les Diaboliques”

Calvário, co-produção Irlanda-Inglaterra de 2014, dirigida pelo inglês descendente de irlandeses John Michael McDonagh, é um soco no estômago. Um drama duro, denso, pesado. Continue lendo “Calvário / Calvary”

Entre 1980 e 1984, Brian De Palma realizou três grandes filmes, talvez os melhores de sua carreira: Vestida para Matar/Dressed to Kill (1980), Um Tiro no Escuro/Blow Out (1981) e Dublê de Corpo/Body Double (1984). Continue lendo “Um Tiro na Noite / Blow Out”