Continua sendo uma delícia ver Divórcio à Italiana, meio século depois que Pietro Germi o realizou – o filme é de 1961. É uma comédia esperta, inteligente, com diálogos gostosíssimos, uma atuação saborosa de Marcello Mastroianni, e ainda tem a beleza estonteante da jovem Stefania Sandrelli, aquela deusa. Continue lendo “Divórcio à Italiana / Divorzio all’italiana”
Quando a Neve Tornar a Cair / Days of Glory
Quando a Neve Tornar a Cair, no original Days of Glory, que o francês Jacques Tourneur fez nos Estados Unidos em 1944, é um baita abacaxi azedo, uma porcaria. No entanto, tem, inegavelmente, um grande valor histórico. Continue lendo “Quando a Neve Tornar a Cair / Days of Glory”
A Tortura do Silêncio / I Confess
Montgomery Clift estava em ascensão na carreira e no auge da beleza – Um Lugar ao Sol, em que ele brilha ao lado de Liz Taylor, é de 1951. Anne Baxter também estava no ápice; havia feito A Malvada em 1950. E Alfred Hitchcock já era aclamado, reconhecido, endeusado, quando fez A Tortura do Silêncio, no original I Confess, lançado em 1953, um ano antes de Disque M para Matar e de Janela Indiscreta. No entanto, o filme é menos conhecido de que várias outras obras do mestre. Continue lendo “A Tortura do Silêncio / I Confess”
O Inventor da Mocidade / Monkey Business
Já foi feita muita, muita bobagem, em cento e tantos anos de cinema, mas poucos filmes são tão bobos quanto O Inventor da Mocidade/Monkey Business. É, seguramente, uma das comédias mais bobas que o cinema já produziu – e também uma das maiores delícias. Continue lendo “O Inventor da Mocidade / Monkey Business”
Paris Vive à Noite / Paris Blues
Paris Vive à Noite, no original Paris Blues, é um filme riquíssimo em informações, qualidades, belezas. Não chega, ao menos na minha opinião, a ser grande filme. Mas como documento tem imenso, fantástico valor. Continue lendo “Paris Vive à Noite / Paris Blues”
Este Mundo é um Hospício / Arsenic and Old Lace
Este Mundo é um Hospício, no original Arsenic and Old Lace, literalmente arsênico e rendas antigas, é a comédia mais abertamente maluca do grande Frank Capra. Uma absoluta screwball comedy, para usar o termo que definia o tipo de filme que dava mais importância ao riso, à gargalhada, que à racionalidade, à lógica, à verossimilhança. Continue lendo “Este Mundo é um Hospício / Arsenic and Old Lace”
Um Condenado à Morte Escapou / Un Condamné à Mort s’est Échappé
O jovem crítico François Truffaut escreveu em 1956: “Em minha opinião, Um Condenado à Morte Escapou não apenas é o mais belo filme de Robert Bresson como também é o filme francês mais importante dos últimos dez anos”. Continue lendo “Um Condenado à Morte Escapou / Un Condamné à Mort s’est Échappé”
Electra / Ilektra
Cerca de 2.370 anos depois que o grego Eurípedes escreveu Electra, seu conterrâneo Michael Cacoyannis transformou a tragédia em um filme de imagens tão belas, fortes, poderosas, que muito possivelmente elas ainda terão admiradores daqui a outros 2.370 anos – se a humanidade não se destruir antes disso, claro. Continue lendo “Electra / Ilektra”
Almas Perversas / Scarlet Street
Na sua fase de exílio nos Estados Unidos, Fritz Lang fez dois filmes com o grande Edward G. Robinson e a bela Joan Bennett: Um Retrato de Mulher/The Woman in the Window, de 1944, e este Almas Perversas, no original Scarlet Street, de 1945. Continue lendo “Almas Perversas / Scarlet Street”
Os Amantes / Les Amants
Os Amantes, o segundo filme de Louis Malle, é um grande clássico, uma das obras mais marcantes do cinema francês do final dos anos 50 e início dos 60. Provocou imensa polêmica na época de seu lançamento, 1958. Continue lendo “Os Amantes / Les Amants”
Balada Sangrenta / King Creole
A direção é de Michael Curtiz, o grande Michael Curtiz de Casablanca. Baseia-se em livro de Harold Robbins, autor de tantos best-sellers. Tem no elenco Carolyn Jones, um jovem Walter Matthau como um vilão nojento e a garota Dolores Hart num papel angelical, perfeito para seu rosto de anjo. Continue lendo “Balada Sangrenta / King Creole”
A Estranha Passageira / Now, Voyager
A Estranha Passageira/Now, Voyager – um veículo para demonstrar e celebrar o talento de Bette Davis, na época uma das maiores estrelas do cinema – é um dos dramalhões mais clássicos da era dourada de Hollywood. Ao contrário de muitos outros classicões dos anos 30 e 40, no entanto, ele envelheceu muito, desde que foi lançado, em 1942. Continue lendo “A Estranha Passageira / Now, Voyager”
O Filho de Frankenstein / Son of Frankenstein
É tratado com respeito e admiração, nos guias e outros alfarrábios, este O Filho de Frankenstein, lançado em 1939 pela Universal, o terceiro da série com Boris Karloff como o Monstro, depois de Frankenstein, de 1931, e A Noiva de Frankenstein, de 1935. Continue lendo “O Filho de Frankenstein / Son of Frankenstein”
Valerie
Obscuro, pouco conhecido, espezinhado em guias de filmes, este Valerie é fascinante. Feito em 1957, por um diretor sem fama, Gerd Oswald, é uma pouco comum mistura de gêneros: western, tribunal, crime, mistério. E ainda tem a beleza faiscante de Anita Ekberg, três anos antes de seu estrondoso sucesso em La Dolce Vita, de Fellini. Continue lendo “Valerie”
Em Busca do Ouro / The Gold Rush
Em Busca do Ouro/The Gold Rush, que Charlie Chaplin lançou em 1925, quase 90 anos atrás, são 72 minutos contínuos de inventidade, de criatividade e – perdão pela repetiçao do sufixo –, da mais brilhante genialidade. Continue lendo “Em Busca do Ouro / The Gold Rush”















