Pão Preto é um filme tão espetacularmente bem realizado quanto barra pesada, duro, sombrio. Seus personagens – basicamente gente humilde, camponeses da Catalunha, logo após o fim da guerra civil espanhola, todas as feridas da luta fratricida ainda abertas – são pessoas sem saída, para quem não existe esperança de luz no fim do túnel. Continue lendo “Pão Preto / Pa Negre”
Desconhecido / Unknown
Tem coisas boas este filme de mistério-suspense-ação do cinemão comercial europeu. A trama fisga o espectador logo de cara; o diretor catalão Jaume Collet-Serra, apesar de ser extremamente jovem, sabe criar um bom clima e é um artesão de grande competência. Continue lendo “Desconhecido / Unknown”
Bancos de Praça / Bancs Publics (Versailles Rive Droite)
Este Bancos de Praça/Bancs Publics (Versailles Rive Droite), do diretor e ator francês Bruno Podalydès, lançado em 2009, é um filme muito, mas muito doidão. Não é pouco doidão, não – é muito. Continue lendo “Bancos de Praça / Bancs Publics (Versailles Rive Droite)”
Os Girassóis da Rússia / I Girasoli
Nunca tinha visto Os Girassóis da Rússia, o filme que Vittorio De Sica fez em 1970 reunindo mais uma vez Sophia Loren e Marcello Mastroianni. Deveria ter continuado sem ver. Continue lendo “Os Girassóis da Rússia / I Girasoli”
Querido Muro de Berlim / Liebe Mauer
Querido Muro de Berlim é um filmaço. Um brilho absoluto, uma maravilha. Continue lendo “Querido Muro de Berlim / Liebe Mauer”
Trem da Vida / Train de Vie
Fazer uma comédia sobre a perseguição dos nazistas aos judeus é um ato de coragem. Mas Trem da Vida, que o diretor romeno radicado na França Radu Mihaileanu realizou em 1998 é mais ousado ainda que uma simples comédia, porque é um filme não realista – é uma farsa, uma fantasia, uma obra de realismo fantástico, do surrealismo, quase um nonsense. Continue lendo “Trem da Vida / Train de Vie”
Amor e Ódio / La Rafle
Produção cara (cerca de 20 milhões de euros), bem cuidada nos quesitos técnicos todos, este Amor e Ódio/La Rafle reconstitui um evento histórico importante, trágico, bárbaro, brutal: a prisão, em um único dia, de mais de dez mil judeus em Paris, em julho de 1942, executada pela polícia francesa a mando do governo títere de Vichy, e a posterior entrega dessa multidão aos nazistas. Continue lendo “Amor e Ódio / La Rafle”
Mediterrâneo / Mediterraneo
Mediterrâneo, de Gabriele Salvatores, de 1991, é uma obra-prima. Belíssimo cinema, maravilhosa ode à paz e à alegria de viver, suave – porém firme – panfleto em defesa da tese de que as pessoas são melhores e mais importantes do que as ideologias, os países, os nacionalismos. Continue lendo “Mediterrâneo / Mediterraneo”
Como Arrasar um Coração / L’Arnacoeur
É gostosinha, às vezes bem divertida e, naturalmente, descartável, esta comedinha romântica do cinemão comercial francês. Não é para ser levada a sério – e ela mesma não se leva a sério. É um divertissement, tout court, e, como tal, cumpre bem seu papel. Continue lendo “Como Arrasar um Coração / L’Arnacoeur”
Eu Não Tenho Medo / Io Non Ho Paura
Eu Não Tenho Medo/Io Non Ho Paura, feito em 2003 por Gabriele Salvatores, Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1992 por Mediterrâneo, é um belo filme, surpreendente, de grande beleza visual – e apavorante. Me deu medo como se fosse um filme de terror dos bons. Continue lendo “Eu Não Tenho Medo / Io Non Ho Paura”
A Menina Que Brincava com Fogo / Flickan som lekte med elden
Gostei bastante de ver A Menina Que Brincava com Fogo, o filme baseado no segundo livro da Trilogia Millennium, do sueco Stieg Larsson. Como, aliás, havia gostado do primeiro, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, feito pela mesma equipe, com os mesmos atores, no país do escritor. Continue lendo “A Menina Que Brincava com Fogo / Flickan som lekte med elden”
Turnê / Tournée
Mathieu Amalric, grande ator, mais de 70 filmes no currículo, diretor bissexto, autor de 12 títulos, incluindo curtas e documentários, ganhou o prêmio de direção em Cannes por Turnê, seu terceiro longa como realizador. Continue lendo “Turnê / Tournée”
Um Caminho para Dois / Two for the Road
Um Caminho para Dois/Two for the Road é a forma mais absolutamente elegante, requintada, sofisticada – e divertida – de fazer aquelas afirmações em que muita gente acredita: que o casamento é o túmulo da paixão, o tempo acaba com a chama, o romantismo é soterrado com o passar dos anos, no começo tudo são flores mas depois tudo piora. Continue lendo “Um Caminho para Dois / Two for the Road”
Vincent Quer Ver o Mar / Vincent will Meer
Um filme alemão, de diretor e atores desconhecidos (por mim, pelo menos), sobre três jovens em uma clínica para pessoas com problemas psiquiátricos. Pode parecer pesado, soturno, angustiante – e chato. Certo? Erradíssimo. Vincent Quer Ver o Mar é uma beleza, um ótimo filme, e até alegre, de bem com a vida. Continue lendo “Vincent Quer Ver o Mar / Vincent will Meer”
Não Me Abandone Jamais / Never Let Me Go
Este Não Me Abandone Jamais, com título que parece de drama romântico, é um belo filme – belo, bem feitíssimo e profundamente triste. É também estranho, insólito. Não tem nada a ver com um drama romântico. Trata-se de uma ficção, uma distopia, que não se passa no futuro, mas no passado. Continue lendo “Não Me Abandone Jamais / Never Let Me Go”















