Anotação em 2000: Provavelmente, ou certamente, este filme, do então novo cinema inglês dos anos 60, deve ter sido saudado pelos críticos como um fascinante estudo sobre a alienação das pessoas na sociedade moderna, por ter contado, em estilo inovador, vanguardista, a história de um promotor inglês amargurado pela falta de sentido da vida em plena swinging London. Continue lendo “Evidência Inaceitável / Inadmissible Evidence”
Um Estranho Chamado Elvis / Finding Graceland

2.0 out of 5.0 stars
Anotação em 2000, com complemento em 2008: Este filme é a estréia na direção, aos 27 anos, de David Winkler, filho de Irwin, produtor e diretor. Bridget Fonda está fantástica, uma perfeita Marilyn, como uma imitadora da atriz fetiche. Harvey Keitel, fora do seu habitat natural, as ruas de Nova York, em geral, mais especificamente do Brooklyn, e cantando vestido de Elvis, é um estupor. Continue lendo “Um Estranho Chamado Elvis / Finding Graceland”
A Felicidade Não Se Compra / It’s a Wonderful Life

[Rating:4]
Resenha na coluna O Melhor do DVD, no site estadao.com.br, em 2000: Com pouco mais de dez minutos de filme, a imagem é congelada. O espectador passa a ver uma foto do jovem James Stewart, os braços abertos em um gesto largo, o rosto surpreendido numa fração de segundo em que faz uma careta. A voz em off de um personagem pergunta por que parou, e outra voz em off responde: “Quero que você preste atenção neste rosto”. E o espectador também, assim como o personagem da voz em off, é obrigado a prestar atenção ao rosto do personagem central do filme, que está sendo introduzido neste momento. Continue lendo “A Felicidade Não Se Compra / It’s a Wonderful Life”
Êxtase de Amor / Daisy Kenyon

[Rating:3]
Anotação em 2000: Eis aí um filme extremamente interessante. É um filme sobretudo adulto. Extremamente à frente do seu tempo, 1947 – e ainda hoje, tantos anos depois, pode ser visto sem qualquer desconto pelo fato de ter sido feito quando as censuras – da sociedade e da indústria – eram tão mais fortes. Continue lendo “Êxtase de Amor / Daisy Kenyon”
Cadete Winslow / The Winslow Boy

Resenha na coluna O Melhor do DVD, no site estadao.com.br, em 2000: No pequeno documentário que acompanha Cadete Winslow no DVD, o extraordinário ator inglês Nigel Hawthorne faz uma observação precisa: há muitos elementos no filme que podem parecer antiquados, ultrapassados, obsoletos – mas a força da história vai sobreviver, e estará inteira daqui a 200 anos. Continue lendo “Cadete Winslow / The Winslow Boy”
Quando é Preciso Crescer / On My Own

Anotação em 1999, com complemento em 2008: Mais um de tantos e tantos filmes sobre o eterno tema do rito de passagem da adolescência. É suave, sensível, daqueles filmes de história rala, onde o que mais importa são os pequenos detelhes. Não é mesmo marcante, e a rigor tudo no mundo seria igual se ele não tivesse sido feito. Continue lendo “Quando é Preciso Crescer / On My Own”
Príncipe da Cidade / Prince of the City

3.5 out of 5.0 stars
Anotação em 1999: Extraordinário – embora pesado, denso demais, com passagens de difícil compreensão, no universo do submundo das drogas de Nova York. Continue lendo “Príncipe da Cidade / Prince of the City”
Johnny Destino / Destiny Turns on the Radio

0.5 out of 5.0 stars
Anotação em 1999: Bola preta. O tipo de filme que a gente deveria não ver, desligar quando começa – e, no entanto, talvez por masoquismo, eu veja. Feito para virar cult, com essa intenção declarada – uma imensa bobagem, que mistura road movie, estar do outro lado da lei e, veja só, um imbecil toque que realismo fantástico. Continue lendo “Johnny Destino / Destiny Turns on the Radio”
Grandes Esperanças / Great Expectations

1.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1999: Acho que o Romeu + Julieta recente, com o Leonardo Di Caprio, deve ter sido a fonte de inspiração dessa nova versão do romance de Dickens. É uma modernização americana da história originalmente passada no campo inglês no século XIX profundo. Modernização americana, para agradar ao gosto médio americano deste final de século XX. Continue lendo “Grandes Esperanças / Great Expectations”
Geração Violenta / Explosive Generation

1.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1999, com complemento em 2008: Uma rara peça de museu. Uma coisa absolutamente anacrônica – e não apenas vista com a perspectiva de hoje, mas com a própria visão do tempo em que foi feito. Em 1961 já era pré-antiga aquela adolescência absolutamente careta, ingênua e inocente retratada no filme. Continue lendo “Geração Violenta / Explosive Generation”
O Fugitivo de Santa Marta / The Lawless

3.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1999, com complemento em 2008: Um pequeno grande filme, mais um do qual eu nunca tinha ouvido falar. É extremamente progressista, e foi feito na época do furacão do macarthismo – uma denúncia firme do racismo, do sensacionalismo da imprensa, da intolerância, do abismo entre as classes – embora haja pessoas boas (uma minoria). Continue lendo “O Fugitivo de Santa Marta / The Lawless”
Ensina-me a Viver / The Grass Harp

2.5 out of 5.0 stars
Anotação em 1999: Bilionésima história de adolescente no Sul Profundo no passado – no caso, os anos 30. Sensível, bem feito. Continue lendo “Ensina-me a Viver / The Grass Harp”
A Dança das Paixões / Dancing at Lughnasa

2.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1999: Suave, muito bonito visualmente, boa câmara, bem interpretado. Meryl Streep brilha como sempre, seja como refugiada polonesa, seja como lumpen, seja como milionária, seja como irlandesa, que é o caso aqui, e essa Catherine McCormack é estupidamente bela. Continue lendo “A Dança das Paixões / Dancing at Lughnasa”
Crime Verdadeiro / True Crime

3.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1999: Não é o melhor Clint Eastwood dos anos 1990, depois que ele se estabeleceu definitivamente como um dos melhores diretores do mundo com o glorioso Os Imperdoáveis. Na verdade, entre os filmes de Clint pós Os Imperdoáveis, é um dos menores. Mas um filme menor de Clint ainda assim é um grande filme. Continue lendo “Crime Verdadeiro / True Crime”
Os Crimes de Oscar Wilde e Wilde

2.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1999: Coincidência: a gente tinha pego o Wilde, de 1997, na 2001; acabamos vendo na mesma época o filme de 1960, Os Crimes de Oscar Wilde, que passava na TV a cabo. O mais antigo não é propriamente um bom filme. É muito acadêmico demais, muito previsível, muito certinho, com os personagens todos muito maniqueistamente desenhados, na verdade caricaturados. Continue lendo “Os Crimes de Oscar Wilde e Wilde”
