
A Caça, do dinarmarquês Thomas Vinterberg, de 2012, é um belo filme. Um danado de um drama pesado, denso, extremamente doído, angustiante, apavorante, como os nórdicos sabem fazer melhor do que ninguém. Continue lendo “A Caça / Jagten”

Por Sérgio Vaz

A Caça, do dinarmarquês Thomas Vinterberg, de 2012, é um belo filme. Um danado de um drama pesado, denso, extremamente doído, angustiante, apavorante, como os nórdicos sabem fazer melhor do que ninguém. Continue lendo “A Caça / Jagten”

A começar pelo título, Guns, Girls and Gambling, aqui Tiros, Garotas e Trapaças, eis um filme que não se leva a sério. Escancara desde logo, desde sempre, que é uma comédia escrachada, mais pastelônica do que os antigos pastelões, mais exageradamente sarcástica do que os momentos mais exageradamente sarcásticos dos western spaghetti de Sergio Leone. Continue lendo “Tiros, Garotas e Trapaças / Guns, Girls and Gambling”

O tema de Circuito Fechado – fascinante drama politico inglês lançado em 2013 – é um ataque terrorista ocorrido em Londres, obra, segundo todos os indícios, de radicais muçulmanos. Mas o filme é, todo ele, uma crítica virulenta não aos terroristas, aos radicais muçulmanos, mas às próprias autoridades britânicas. Continue lendo “Circuito Fechado / Closed Circuit”

Martin Scorsese, que, como os personagens, descende de italianos, e é apaixonado por bons filmes e boa música, seguramente deve ter adorado este Jersey Boys. Continue lendo “Jersey Boys: Em Busca da Música / Jersey Boys”

O diretor, Fred Schepisi, é australiano de Melbourne. O ator, Clive Owen, é inglês de Coventry, e a atriz, Juliette Binoche, é francesa de Paris. O filme foi rodado na província canadense de British Columbia – mas é americano da gema. Continue lendo “Palavras e Imagens / Words and Pictures”

Este O Sistema, no original The East, é um filme bem interessante, e por vários motivos. Foi feito por gente bem jovem – com o apoio dos veteranos irmãos Ridley e Tony Scott, que assinam como respectivamente produtor e produtor executivo. Continue lendo “O Sistema / The East”

Flores do Oriente não tem vergonha alguma em apelar para as emoções do espectador. De ser chamado de sentimental, melodramático, até mesmo piegas. É isso tudo, sim – e é um belo filme. Zhang Yimou conta uma história incrível e trágica, inspirada em fatos reais, com aquele talento mastodôntico que já demonstrou tantas vezes. Continue lendo “Flores do Oriente / Jin líng shí san chai”

O autor e diretor dublinense John Carney acertou a mão de novo. Este Mesmo Se Nada Der Certo, no original Begin Again, é encantador, delicioso, agradável, feliz, de bem com a vida. Exatamente como Apenas Uma Vez/Once, seu filme de 2006. Continue lendo “Mesmo Se Nada Der Certo / Begin Again”

A primeira temporada de House of Cards – um trabalho esplendoroso, impressionantemente bem concebido e bem realizado – demonstra algumas verdades e as trata como irrefutáveis. Continue lendo “House of Cards – A Primeira Temporada”

Primeiras impressões sobre her, a ficção científica de Spike Jonze de 2013: a) Joaquin Phoenix tem uma atuação absolutamente fenomenal, uma coisa fora de série; Continue lendo “ela / her”

É incrível como filme ruim demora para acabar. Este At Middleton, no Brasil Um Novo Amor, tem apenas 99 minutos, nem 1h40. É do comprimento padrão da imensa maioria dos filmes. No entanto, parece ter umas três horas, tão ruim que é – ou pelo menos me pareceu. Continue lendo “Um Novo Amor / At Middleton”

Um drama pesado, sério, denso, sobre o amor a vida a morte, uma trama extraordinariamente bem urdida, trançada, encenada com absoluto brilho, com talento saindo pelo ladrão. Inevitável, co-produção Argentina-Espanha de 2013, é um filmaço. Continue lendo “Inevitável / Inevitable”

John Turturro escreveu e dirigiu Amante a Domicílio (no original, Fading Gigolo) como uma homenagem a Woody Allen. Resolveu homenagear o cara, e então bolou a história. Tá certo que a história não faz muito sentido, mas é um filme divertido. Continue lendo “Amante a Domicílio / Fading Gigolo”

Sensível, forte, bem realizado filme do novo cinema chileno: um retrato realista, cru, despojado de qualquer glamour, da vida de uma mulher madura e solitária numa grande metrópole. Continue lendo “Gloria”

Sim, sem dúvida Ida é um filme forte, impressionante. É sério, é profundamente, profundamente triste. Fala sobre escolhas, fala sobre os dois mais insanos regimes totalitários do século XX, o nazismo e o comunismo soviético e de seus satélites, no caso a Polônia. Continue lendo “Ida”