
Tudo em O Rei e Eu (1956) é encantador, fascinante. Que quantidade de talentos reunidos para esta espécie de conto de fadas esquisito em terras exóticas! Continue lendo “O Rei e Eu / The King and I”

Por Sérgio Vaz

Tudo em O Rei e Eu (1956) é encantador, fascinante. Que quantidade de talentos reunidos para esta espécie de conto de fadas esquisito em terras exóticas! Continue lendo “O Rei e Eu / The King and I”

Quando a obra de arte é boa demais, o tempo – ao contrário do que canta o Cazuza – pára. Glória Feita de Sangue, que Stanley Kubrick lançou em 1957, tem portanto 61 anos, mas não envelheceu absolutamente nada. Poderia perfeitamente ter sido lançado um mês atrás. Continue lendo “Glória Feita de Sangue / Paths of Glory”

A trama da comédia musical Essa Loura Vale um Milhão, no original Bells Are Ringing, de 1960, é uma absoluta delícia, cheia de boas idéias piadas gostosas, inclui uma gozação do meio artístico de Nova York e uma sensacional quadrilha fora-da-lei operando como se fosse uma gravadora de música erudita – mas parte de um ponto absolutamente incompreensível para as novas gerações. Continue lendo “Essa Loura Vale um Milhão / Bells Are Ringing”

Duro. Violento. Pesado. Amargo. Brutal. Perturbador. Esses e muitos, muitos outros adjetivos cabem muito bem para definir Três Anúncios Para um Crime – e eles podem e devem ser reforçados com expressões como demais, imensamente, terrivelmente. Continue lendo “Três Anúncios para um Crime / Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”

Poderia chamar Dois Americanos na Escócia. Ou Dois Americanos no Mundo da Lua, ou na Ilha da Fantasia. Três anos depois do extraordinário sucesso de público e crítica de An American in Paris, o diretor Vincente Minnelli e o ator-dançarino-coreógrafo-cantor Gene Kelly voltaram a trabalhar juntos neste Brigadoon. Continue lendo “A Lenda dos Beijos Perdidos / Brigadoon”

A mística em torno de To Have and Have Not, no Brasil Uma Aventura na Martinica, é imensa, densa, gostosa, passional – e enfumaçada, como eram os bares de antigamente. O filme, na verdade, é muitíssimo menor que a mística, a lenda, a fama, a glória, mas fazer o quê? Nada é perfeito. Continue lendo “Uma Aventura na Martinica / To Have and Have Not”

The Post, o filme de Steven Spielberg de 2017 sobre o jornal Washington Post e os Papéis do Pentágono, é um filme extraordinário em todos os sentidos, um filmaço, uma obra-prima – e de imensa importância, por relatar aqueles fatos que são fundamentais não apenas para a História dos Estados Unidos da América como também de toda a civilização humana. Continue lendo “The Post: A Guerra Secreta / The Post”
Eis aí uma pequena leva de filmes que não consegui ver até o fim, nos últimos meses.
Repito o que disse da última vez que publiquei um post assim: sempre tive uma paciência de Jó, um estômago forte para agüentar abacaxis. Continue lendo “Os filmes que não suportei ver até o fim (5)”

Dois personagens, e apenas eles dois, ocupam praticamente todas as sequências de Depois Daquela Montanha, no original The Mountain Between Us – Alex e Ben, interpretados por Kate Winslet e Idris Elba. Continue lendo “Depois Daquela Montanha / The Mountain Between Us”

História dentro de história é isso aí: Kiss Me, Kate, o filme de George Sidney de 1953, é a transposição para o cinema da peça musical Kiss Me, Kate, que havia estreado na Broadway de Nova York em 1948 e no West End de Londres em 1951, e conta a história de como foi encenado na Broadway uma versão musical da peça A Megera Domada, escrita por William Shakespeare entre 1590 e 1592. Continue lendo “Dá-me um Beijo / Kiss Me, Kate”

O cinema de Frank Capra é tão otimista, tão esperançoso, tão believer, de um humanismo tão amplo, tão positivo, tão generoso, que, ao rever Adorável Vagabundo/Meet John Doe agora, nestes nossos tempos tão sórdidos, desesperançados, desalentados, cheguei a achar, por alguns momentos, que o filme era ingênuo, bobinho, tolo. Naïf, como as pinturinhas. Continue lendo “Adorável Vagabundo / Meet John Doe”

Os Eleitos/The Right Stuff, de Philip Kaufman, é um daqueles filmes que não apenas não perdem absolutamente nada, com o passar dos anos, das décadas, como ainda parecem melhores, ainda mais perfeitos, ainda mais maravilhosos do que a gente se lembrava. Continue lendo “Os Eleitos – Onde o Futuro Começa / The Right Stuff”

O Assassinato no Expresso Oriente versão Kenneth Branagh é uma festa para os olhos. É um espocar incessante de imagens belíssimas, feéricas, um delírio, um show de fogos de artifício. E impressiona igualmente pela coragem com que, aqui e ali, volta e meia foge do original escrito por Agatha Christie. Continue lendo “Assassinato no Expresso Oriente / Murder in the Orient Express”

A primeira coisa que tem que ser dita sobre Cowboys do Espaço, o Clint Eastwood de 2000, é que ele não é um filme para ser levado a sério. Ele mesmo não se leva a sério. É uma aventura, uma grande brincadeira. É possivelmente o filme mais bem humorado da lavra desse respeitável senhor. Continue lendo “Cowboys do Espaço / Space Cowboys”

O mais aparente, visível, é a homenagem à Cavalaria do Exército americano – e este Rio Grande é, de fato, o terceiro filme da trilogia do mestre John Ford sobre a Cavalaria, depois de Sangue de Heróis/Fort Apache (1948) e Legião Invencível/She Wore a Yellow Ribbon (1949). Continue lendo “Rio Bravo / Rio Grande”