Crime e Castigo / Crime and Punishment

2.5 out of 5.0 stars

(Disponível no YouTube em 3/2026.)

Em 1935, cinco anos após o arrasador sucesso de O Anjo Azul, com a estrela que ele ajudou a criar, Marlene Dietrich, o austríaco Josef von Sternberg dirigiu em Hollywood a adaptação de um dos maiores romances da literatura mundial, o Crime e Castigo do russo Fiódor Dostoiévski. No papel do protagonista da história, Raskolnikov, estava o áustro-húngaro Peter Lorre, quatro anos após a impressionante interpretação de Hans Beckert no grande clássico M, o Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang.

Meu Deus do céu e também da Terra! Quantos gigantes reunidos em um único parágrafo!

Foram feitas mais de 30 adaptações de Crime e Castigo para as telas, desde Raskolnikov, produção alemã de 1923 dirigida por Robert Wiene, até Crime e Castigo, produção russa de 2002 que tinha no elenco Vanessa Redgrave e John Hurt. Deve seguramente haver belas versões.

Visto hoje, quase um século depois de seu lançamento, o filme de Josef von Sternberg – disponível no YouTube em cópia excelente, cristalina, e grátis como um passeio no parque – seguramente não agradaria a todas as audiências. Os mais jovens com certeza achariam tudo muito antigo, velho, mais demodé que o termo démodé. Para cinéfilos de carteirinha, é uma gema preciosa.

Confesso que me espantei um tanto com o estilo que von Sternberg escolheu para imprimir à história do pobre, quase miserável bacharel em Direito, inteligentíssimo, brilhante, que acaba assassinando uma senhora avara, mesquinha, que penhora jóias e qualquer outro tipo de objeto de valor. (Ela é interpretada por Mrs. Patrick Campbell, na foto abaixo, que tem o physyque du rôle absolutamente perfeito para fazer a personagem.)

O roteiro escrito por S.K. Lauren e Joseph Anthony, que se esforça para comprimir em uma narrativa de 88 minutos o que Dostoiévski leva mais de 600 páginas para contar, e a forma de atuação dos atores, em especial o próprio Peter Lorre, fazem questão de fugir completamente de qualquer proximidade com realismo. A encenação de von Sternberg tem um tom exageradamente teatral, quase alegórico, às vezes perto da sátira. Bem, ao menos foi a sensação que tive ao ver o filme.

Imagens de uma beleza impressionante

Paralelamente a essa questão do tom, deixando isso de lado, as imagens são de uma beleza impressionante. A fotografia – de um mestre da arte naquela época, Lucien Ballard -, a iluminação, o enquadramento, o uso extensivo do close-up, tudo isso tem um requinte, um estilo, uma maestria fantástica. Meu Deus, como é plasticamente belíssimo, em muitos, muitos, muitos momentos o filme de Josef von Sternberg.

Colabora para isso, é claro, a extraordinária beleza das duas atrizes escolhidas para os papéis fundamentais de Antonya, a irmã que Raskolnikov adora de paixão, e Sonya, a moça pobre, paupérrima, que ele conhece na casa da velha avarenta que funciona como loja de penhores. Antonya é o papel de Tala Birell; Sonya, o de Marian Marsh (na foto acima). Não conhecia essas duas atrizes; mais adiante volto a elas.

“O Leonardo da Vinci da câmara.” Assim Marlene Dietrich definia o cineasta que, segundo ela, foi o seu Pigmalião – o personagem de George Bernard Shaw que transformou a moça paupérrima que vendia flores nas ruas de Londres em uma dama da sociedade.

“Ele foi o maior fotógrafo que o mundo já viu”, escreveu a diva alemã em sua maravilhosa autobiografia. “Exagero? Acho que não! Comparado aos filmes de hoje, os dele custavam o preço de um saquinho de pipocas (desculpem-me a expressão).”

(“Os dias de hoje” se referem à segunda metade dos anos 1980. Marlene Dietrich (autobiografia) foi lançado em 1987; a edição brasileira, de 1991, é da Livraria Francisco Alves Editora.)

“Mesmo para uma produção de primeira categoria, ele dispunha de orçamentos baixos, e o tempo de filmagem era muito limitado. Um de seus maiores talentos consistia em fazer tudo parecer suntuoso, precioso, brilhante, quando na verdade trabalhava só com barbantes e cordéis. Ele só fazia borbulhar diante das idéias e ficava impassível às reclamações dos produtores, que chocariam qualquer outro diretor menos genial. Sempre achava um meio para alcançar o mesmo efeito com custos ínfimos e jamais desperdiçou seu tempo em quizílias com seus patrões.”

Marlene Dietrich tem toda razão. Em Crime e Castigo, von Sternberg demonstra exatamente esse talento de “tudo parecer suntuoso, precioso, brilhante”, mesmo em uma produção de baixo orçamento, e mesmo retratando um ambiente de pobreza extrema, como o da moça Sonya. Os close-ups que von Sternberg e seu diretor de fotografia Lucien Ballard conseguem de Sonya-Marian Marsh são de uma beleza resplandecente – e parecem mais ricos que qualquer foto oficial da bela princesa Diana Spencer.

Não dá para entender a situação econômica de Raskolnikov

Tanta beleza visual não consegue esconder problemas do roteiro.

Espertamente, há, logo depois dos rápidos créditos iniciais, um letreiro para alertar e informar o espectador: “A época da nossa história é qualquer época, o lugar, qualquer lugar onde os corações humanos reagem a amor e ódio, dó e terror”.

Isso poderia desobrigar os realizadores a fazer com que a história se passasse necessariamente – como no romance de Dostoiévski – na St. Petersburg czarista dos anos 1860. A rigor, a ação poderia se passar até em uma cidade norte-americana, em algum momento do passado – bastaria adaptar os nomes dos personagens.

Decidiu-se, no entanto, por uma coisa meio termo. Rodion Romanovich Raskolnikov virou Roderick Raskolnikov, e a trama se passa na Rússia antiga. A moeda – e fala-se muito, muito, muito de dinheiro – é o rublo. Mas os realizadores não se deram muito ao trabalho de, por exemplo, reproduzir os figurinos ou os cenários russos.

Não que haja nisso propriamente um problema. Não há. Mas é absolutamente impossível entender a situação econômica da família de Roderick Raskolnikov. O filme abre com uma homenagem da universidade aos mais brilhantes formandos em Direito – e Raskolnikov é o mais brilhante entre os mais brilhantes. Sua mãe (o papel de Elisabeth Risdon, ótima, impecável) e sua irmã Antonya (Tala Birell, belíssima, como já foi dito, e igualmente impecável) estão muito bem vestidas.

Corta – e o brilhante bacharel em Direito Roderick Roskolnikov está pobre, mas pobre de marré deci. Mora num quarto de pensão, não paga o aluguel há meses – a senhoria (Rafaela Ottiano, antipática como devem ser as donas de pensão dos pobres em todos os filmes) cobra dele os atrasados, ameaça botá-lo na rua. Seus sapatos estão furados. Não se explica por que o brilhante formando não encontrou nenhum tipo de emprego e caiu naquela pobreza danada.

Pobre de marré deci – mas genial. Escreve artigos que um jornal publica e atraem as atenções de montes de gente, inclusive o inspetor-chefe de polícia, o iminente sr. Porfiry (o papel do frank-capriano Edward Arnold, nas fotos abaixo, três anos antes de interpretar o poderoso banqueiro Anthony P. Kirby em Do Mundo Nada se Leva/You Cant’t Take it With You, 1938).

O jornal publica seus artigos, que fazem sucesso entre os leitores, inclusive gente graúda – mas não assina seu nome, nem paga um único rublo ao autor…

Até que, lá pelo meio da história – depois que Raskolnikov já havia assassinado a mulher do penhor para roubar jóias e outros objetos de valor –, o editor de repente dá ao brilhante articulista o adiantamento de nada menos que mil rublos, para garantir que ele continue escrevendo.

Com mil rublos na mão, Raskolnikov vira um milionário, sai distribuindo gordas gorjetas e hospeda mãe e irmã num belo hotel.

Definitivamente, os roteiristas S.K. Lauren e Joseph Anthony não conseguiram construir uma história crível, lógica, no quesito dinheiro.

Os diálogos entre o assassino e o inspetor são brilhantes

Se tropeça em alguns pontos, o roteiro tem, por outro lado, grandes acertos – como alguns diálogos, por exemplo. Eu não saberia dizer o quanto têm do texto original de Dostoiévski alguns diálogos entre o inspetor-chefe Porfiry e Raskolnikov, mas eles são brilhantes.

De início, o policial se diz encantado em conhecer o homem que havia escrito aqueles artigos tão brilhantes sobre criminologia. Trata Raskolnikov com elogios, mesuras, rapapés. Depois, começa a descrever o que o verdadeiro assassino da velha do penhor está sentindo – e tudo o que ele diz se encaixa como uma luva em Raskolnikov.

Uma das teses que o bacharel em Direito tornado criminologista – antes de cometer ele mesmo um crime – defende é a de que os homens não são basicamente iguais, de forma alguma. Há as pessoas comuns – e há os poucos, os superiores, os gênios. E, a estes, tudo deveria ser permitido.

O inspetor-chefe finge que concorda com a teoria supremacista. Em uma hora lá em que um pobre trabalhador, de quem de início a polícia havia suspeitado, confessa que sim, foi ele que matou a velha senhora,  para se livrar da tortura psicológica a que estava sendo submetido, Porfiry diz para o sujeito que havia paparicado tanto, e agora suspeitava que era mesmo o assassino da agiota – suspeitava ou tinha já a certeza:

– “Quanto mais eu sei sobre a humanidade, mais eu fico maravilhado com sua infinita variedade. A diferença entre um homem e um macaco não é tão grande quanto a entre um homem e um outro. Você está certo, meu amigo. Um homem genial vale um milhão de pessoas como esse aí.”

Mais adiante, o inspetor-chefe pergunta a Raskolnikov: – “Até quando você acha que consegue manter essa farsa? Para sempre? Para toda a eternidade?”

Raskolnikov está ainda absolutamente firme em sua decisão de não confessar o crime; acha que não há prova contra ele, e, afinal, a polícia havia prendido aquele trabalhador, e ele havia confessado: – “Você está perdendo seu tempo”, responde. E então o inspetor-chefe ataca:

– “Então temo que eu vá ter que mandar um homem inocente para a Sibéria – muito provavelmente para a morte. Mas não é culpa minha – é sua. Não sei como você se sente com isso, mas é um crime pior do que o outro, mais diabólico, cometido com mais sangue frio. (…) Tenho pena de você. Não gostaria de estar em seu lugar por nada deste mundo.”

O inspetor-chefe martela nos ouvidos de Raskolnikov que o pior castigo que pode haver é o da sua própria consciência. Em outro momento, ele diz:

– “Posso parecer um pregador, mas a verdade é que não há carcereiro pior do que a consciência de um homem. Nada do que podemos conceber é tão horrível quanto o poder da consciência de torturar a pessoa. A consciência, dia e noite, acordado e dormindo.”

O filme de 1935 fala, sutilmente, de nazismo e comunismo

Impressionante como uma obra reflete seu tempo. Nos diálogos entre o inspetor-chefe Porfiry e Raskolnikov neste filme de 1935 realizado por um vienense que fez cinema em Berlim antes de se radicar nos Estados Unidos, há uma evidente, firme postura contra as teorias supremacistas do nazismo que governava a Alemanha desde 1933 – e que, em 1939, iria iniciar a Segunda Guerra Mundial.

E, en passant, mencionava as prisões da Sibéria, os Gulags, os lugares para onde o ditador soviético então de plantão, Josef Stálin, mandou milhares e milhares de opositores.

O nome de Peter Lorre aparece em segundo lugar!

Nos créditos iniciais do filme, há algo que a rigor é bastante ridículo – mas dá para compreender, se levarmos em conta as formas dos grandes estúdios fazerem marketing de seus produtos. O primeiro nome de ator a aparecer, o nome que ficava no alto dos cartazes, é o de Edward Arnold – que era, na época, o mais conhecido ator entre todos os do elenco.

É ilógico, é de fato ridículo que o nome do ator que interpreta o inspetor-chefe da polícia esteja acima do nome daquele que interpreta o protagonista da história. Mas aí o povo da Columbia teve uma idéia. Vemos o nome de Edward Arnold em primeiro lugar, nos créditos iniciais. E, em seguida, o seguinte: “e o célebre astro europeu Peter Lorre”.

Isto é Hollywood!

E essas duas belas atrizes, Marian Marsh, que faz Sonya, e Tala Birell, que interpreta Antonya?

Tala Birell (1907-1958), nasceu em Bucareste, Romênia, filha de um empresário alemão. Trabalhou no teatro e no cinema em Viena e depois na Alemanha. Foi para Londres em 1930 e depois para os Estados Unidos. Nunca teve oportunidade de ser protagonista – fez sempre papéis menores, como neste filme aqui e, por exemplo, em Levada da Breca/Bringing Up Baby, a deliciosa comédia maluca com Katharine Hepburn e Cary Grant, de 1938. O último título de sua filmografia, a série de TV Strange Stories, é de 1956.

Marian Marsh (1913-2006) era Violet Ethelred Krauth quando foi registrada; nasceu em Trinidad, então Ilhas Orientais Britânicas, hoje Trinidad e Tobago, filha de um industrial alemão e uma descendente de franceses e ingleses. A família se mudou para Boston durante a Primeira Guerra Mundial e em seguida para a Califórnia.

Em 1931, aos 18 anos, depois de aparecer em vários curtas, fez seu primeiro longa-metragem, Svengali, com John Barrymore. Sua filmografia tem 45 títulos, o último deles uma série de TV de 1958, Bachelor Father.

Aí se aposentou desse troço de show-business – e passou a trabalhar como ativista em defesa do meio-ambiente.

As críticas são severas – mas respeitam von Sternberg

Josef von Sternberg fez este Crime e Castigo por obrigação contratual com a Columbia, informa o IMDB. Não gostou do resultado. Em sua autobiografia, afirmou que o filme tinha tanta relação com o romance de Dostoiévski quanto a esquina de Sunset Boulevad com Gower tem relação com a Rússia.

Se o sujeito não tinha envolvimento algum com o projeto, e dirigiu o filme apenas porque o contrato exigia mais um filme, isso é mais uma prova de que Josef von Sternberg era realmente grande.

Eis o que diz o livro The Columbia Story sobre o filme:

“O produtor B. P. Schulberg contratou Josef von Sternberg, seu colega nos tempos da Paramount, para dirigir Crime e Castigo, do romance épico russo de Dostoiévski. O resultado foi um melodrama densamente sensível, suavemente fotografado (por Lucien Ballard), que tinha alguns momentos eficazes, sem no entanto de fato entrar na alma do romance. Edward Arnold recebeu o top billing (o nome em primeiro lugar) como o astuto inspetor Porfiry, embora, não surpreendentemente, o impacto dramático da narrativa fosse dado por Peter Lorre como o homem obcecado pela culpa. Dadas as limitações impostas a ele pelo roteiro psicologicamente empobrecido de S. K. Lauren e Joseph Anthony, Lorre, exalando repugnância – e ao mesmo tempo suscitando simpatia – , era hipnótico em seu papel, e as sequências dele com o inspetor feito por Arnold de fato crepitaram. Houve uma esplêndida participação especial da formidável atriz inglesa Mrs. Patrick Campbell, como a vítima do personagem de Lorre, atuações passáveis de Tala Birell e Elizabeth Risdon como a irmã e a mãe, e uma interpretação totalmente inconvincente de uma enfeitada Marian Marsh, a prostituta por quem Raskolnikov se apaixona. Como seria de se esperar do diretor von Sternberg, o filme era brilhantemente iluminado e sempre cinematográfico. Mas, pela própria natureza do material complexo, não conseguiu deixar de ser uma redução insatisfatória de um dos maiores romances que já foram escritos. (…) Uma semana antes da estréia do filme em Nova York, uma versão francesa, com Harry Baur no papel feito por Lorre, foi lançado com críticas favoráveis. Houve três versões russas do romance (em 1913, 1922 e 1926), e uma feita pela Pathé em 1917. Foi refilmado na Suécia em 1958, e pela Allied Artists em 1959, que atualizou a ação, com o título de Crime and Punishment USA, e, mais uma vez, pelos russos, em 1975.”

Uau. O verbete sobre o filme no livro da Columbia é bem maior do que o padrão – um sinal de respeito pela obra, apesar de indicar tantos pontos negativos.

E como é interessante que haja visões tão díspares das mesmas coisas. O livro da Columbia mete o pau na atriz Marian Marsh, que faz Sonya – enquanto eu a achei ótima, com toda aquela beleza diáfana. O livro elogia as sequências em que estão juntos Raskolnikov-Pdter Lorre e o inspetor Porfiry-Edward Arnold. Já Pauline Kael, a prima donna da crítica norte-americana, achou que o ator preferido de Frank Capra para interpretar ricaços não servia para o papel.

Eis a avaliação de Pauline Kael, na tradução de Marcos Santarrita e Alda Porto para a edição brasileira de 1001 Noites no Cinema:

“Há quase todos os problemas que possamos imaginar nesta versão hollywoodiana dirigida por Josef von Sternberg, mas tem um grande Raskolnikov: Peter Lorre. Só lhe deram na vida três papéis que aproveitaram todo o seu talento – o assassino de crianças em M, o Vampiro de Dusseldorf, o herói de Máscara de Fogo, este Raskolnikov admiravelmente sugestivo e espirituoso. O fleumático Edward Arnold foi uma escolha embaraçosamente ruim para fazer o inspetor Porfiry; se Harry Baur, que fez o papel na versão francesa, houvesse contracenado com Lorre, o filme poderia ter pegado fogo. Como a usurária, a sra. Patrick Campbell acrescenta um certo brilho, mas não se pode dizer muita coisa da iluminação tipo Virgem Santa dada à plácida Sônia de Marian Marsh, ou das atuações de Elizabeth Risdon (na foto acima) como a mãe de Raskolnikov, Tala Birell como sua irmã, e Gene Lockhart, Robert Allen e Douglass Dumbrille. Eles nada têm de russo, além dos nomes compridos pelos quais se dirigem uns aos outros. Lucien Ballard fez a fotografia, à maneira estilizada de von Sternberg. Columbia.”

Leonard Maltin deu 2.5 estrelas em 4 para o filme, e usou um substantivo delicioso: Hollywoodization: “Fascinante hollywoodização do romance de Dostoiévski sobre homem assombrado pelo crime que cometeu. Feito com orçamento baixo, mas cheio de idéias inventivas de von Sternberg.”

Anotação em março de 2026

Crime e Castigo/Crime and Punishment

De Josef von Sternberg, EUA, 1935

Com Peter Lorre (Raskolnikov),

Edward Arnold (inspetor-chefe Porfiry),

Marian Marsh (Sonya),

Tala Birell (Antonya, a irmã de Raskolnikov), Elisabeth Risdon (a mãe de Raskolnikov), Robert Allen (Dmitri, o grande amigo), Douglas Dumbrille (Grilov, o ex-patrão de Antonya), Gene Lockhart (Lushin, o funcionário rico que namora Antonya), Charles Waldron (o presidente da Universidade), Thurston Hall (o editor do jornal), Johnny Arthur (funcionário), Mrs. Patrick Campbell (a mulher do penhor), Rafaela Ottiano (a senhoria do prédio)

Roteiro S.K. Lauren, Joseph Anthony

Baseado do romance Fiódor Dostoiévski

Fotografia Lucien Ballard

Música Louis Silvers

Montagem Richard Cahoon

Desenho de cenários Stephen Goosson

Produção B.P. Schulberg, Columbia Pictures

P&B, 88 min

**1/2

Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *