Um Dia, Um Gato / Az pprijde kocou

Nota: ★★★½

A Primavera de Praga ainda estava longe de começar e o comunismo na Checoslováquia era rigidamente satélite da União Soviética quando, em 1963, Vojtech Jasný realizou Um Dia, Um Gato.

O comunismo não existe mais, a União Soviética acabou, a Checoslováquia acabou, e Um Dia, Um Gato permanece um filme fascinante.

É uma fábula, uma fantasia, um conto moral, uma sátira política, uma narrativa surrealista, um espetáculo circense – com atuações farsescas e andamento de musical. E cores, muitas cores fortes, berrantes.

Tudo, mas tudo, tudo absolutamente distante dos rigores do realismo socialista.

Já começa brincalhão, completamente fora do tom da exaltação dramática da força do operariado: um senhorzinho de barba grisalha aparece em uma janela no relógio da torre mais alta de uma pequenina cidade interiorana, e se dirige aos espectadores:

– “Vou contar uma história. Com mais verdade que fantasia.”

Chama-se Oliva (Jan Werich, na foto, ele também um dos autores do roteiro, juntamente com o diretor Vojtech Jasný e mais Jirí Brdecka). Veremos que é um homem que já fez muita coisa na vida, e hoje exerce o ofício de observar a vida naquele microcosmo da sociedade que é a pequena e centenária cidade perdida no meio rural.

Oliva caminha para um terraço no alto da torre, diante da praça central belíssima de cidade checa muito antiga, centenária. Fala com os espectadores com uma pequena lente de aumento na mão, que fará as vezes de um poderoso binóculo através do qual a câmara focalizará as pessoas e as coisas de que o senhorzinho fala:

– “Observar a correria da vida é sempre motivo para reflexão. É divertido – quando se gosta das pessoas. Para isso, deve-se olhar as coisas de uma altura apropriada. Não tão alto quanto os cosmonautas. Eles não têm tempo de perceber o que acontece aqui. A altura de uma torre simples num povoado humilde serve perfeitamente – e você verá mais tragédias que nas trilogias.”

Vamos vendo imagens da praça enquanto ele fala.

– “Agora, vejamos o que o dia de hoje nos reserva. Ali vemos cinco carrinhos de bebês. Não! Já são seis! Estamos crescendo sem controle, e não há nada a fazer.”

Vemos um grupo de umas dez, 12 pessoas, andando pela praça.

– “Aqueles são turistas vindos das fazendas das cooperativas. Sempre aparecem, principalmente durante a colheita, para admirar nossas cúpulas renascentistas e saborear nossa cerveja.”

Vemos crianças desenhando com giz nas paredes. E o filme já abandona aí qualquer coisa parecida com realismo, porque Oliva fala com voz normal e a menina lá longe o ouve e responde para ele:

– “Hattie, pode me ouvir? Por que você só desenha com o giz azul?”

E a garotinha, feliz da vida: – “Só tenho esse giz, tio!”

Oliva, de novo para o espectador: – “E por que não? Picasso também teve sua fase azul…”

E nos apresenta a fofoqueira da cidade (Alena Kreuzmannová), uma velhinha serelepe que está sempre pulando, para tentar ver o que acontece dentro das casas. Naquele momento, a fofoqueira está tentando ver o que se passa numa casa em que um casal conversa. Oliva nos informa que eles não são casados, e vai em frente apresentando outros personagens, outras pessoas da cidade.

Um professor dedicado, querido pelos alunos. Um diretor de escola autoritário, crápula

O casal não casado, que Oliva nos mostrou bem en passant, será muito importante na história. Ele é Robert (Vlastimil Brodský), o professor do terceiro ano da escola. Ela é Julie (Jirina Bohdalová), funcionária da escola, secretária do diretor (Jirí Sovák). Namora Robert, parece querer casar com ele, já que é solteiro e disponível – mas não afasta com muita convicção os avanços do diretor da escola, que, naturalmente, é casado, e também autoritário, ditatorial, um perfeito crápula.

Robert sai da casa de Julie e dá uma passada rápida na sua própria casa, para alimentar os diversos bichos que tem lá, gatos, aves. E em seguida sai rumo à escola – mas, no caminho, usará uma pequena filmadora para gravar imagens dos pássaros que sobrevoam a cidade.

Entre os outros personagens que Oliva nos apresenta do alto da torre há Marjánka (Vlasta Chramostová), bela, sorridente trabalhadora no campo, e Janek (Karel Effa), o oposto dela, um sujeito preguiçoso, indolente, que está sempre pretextando alguma doença para fugir do trabalho.

E há o zelador da escola (Vladimír Mensík), puxa-saco emérito do diretor e seu pau para toda obra. Uma figura sabuja, asquerosa.

Robert, o professor dedicado, querido pelos alunos, que adora animais. O diretor autoritário, crápula, que tem licença das autoridades para caçar animais e empalhá-los. O bom e o mau.

Encontram-se no meio da praça central – Robert filmando os pássaros, o diretor matando um deles. Robert não consegue conter a palavra “Assassino!”, enquanto forma-se um grupo de gente em torno deles. Mais adiante, quando estão sozinhos os dois na escola, o diretor dirá para o professor seu desafeto:

– “Ouça, Robert, chamar o seu superior de assassino em público não parece uma crítica construtiva.”

Típica frase de um camarada para outro camarada sob o regime soviético e seus satélites.

Uma narrativa que voa para longe do realismo a cada instante

Num microcosmo, espelho da sociedade como um todo, gente boa, gente trabalhadora. Gente preguiçosa. Um dirigente que é um crápula. Temos aí os elementos básicos para o conto moral, a sátira política.

A narrativa voa para longe do realismo a cada momento. Os atores ensaiam pequenos passos de dança mesmo que sem qualquer música. Quando a cegonha abatida pelo diretor aparece empalhada pelo zelador, aquele manda que este dê uma rodada pela sala, como se o pássaro estivesse voando. A câmara do diretor de fotografia Jaroslav Kucera segue então o zelador, em círculos, sob a vista encantada do diretor, sua mulher e Julie, a secretária que ele bolinava momentos antes. Todos dançam, enquanto uma música circense realça a tragicomédia da situação.

Uma trupe circense com um gato de óculos escuros invade a cidadezinha

O professor Robert convida o velhinho Oliva para posar para seus alunos numa aula de desenho. O modelo senta-se diante dos garotinhos, e começa a contar para eles uma história fantástica que viveu muitos anos atrás, quando conheceu uma trupe de circo, com um mágico, a mulher mais bela que ele já havia visto na vida, chamada Diana, e um gato muito especial de que os dois cuidavam – um gato que usava óculos escuros.

Estamos com 25 minutos do filme quando a trupe circense da fantástica história contada por Oliva invade a cidadezinha.

A Diana da história fantástica é de fato linda, de uma beleza suave de coisa mágica. A atriz que a interpreta, Emílie Vásáryová (na foto), é uma absoluta gracinha.

O mágico é idêntico a Oliva – menos nas roupas, é claro, já que vem a caráter, de black-tie, e Oliva está sempre com seu macacão de brim. Naturalmente, os dois são interpretados pelo mesmo ator, o ótimo Jan Werich, já citado como um dos três autores do roteiro.

E aí vem a grande sacada do diretor Jasný, autor da história original, e de seus co-roteiristas. Claro que todo mundo que já ouviu falar de Um Dia, Um Gato está cansando de saber qual é a sacada – mas eu demorei um tantão para chegar a ela como se fosse um filme de suspense.

Quando alguém tira os óculos escuros do gato mágico, e ele olha para as pessoas ao redor, elas tomam as cores que revelam seu caráter.

Os mentirosos, hipócritas, ambiciosos, egoístas ficam roxos.

Os infiéis ficam amarelos.

Os ladrões ficam cinzas.

Os apaixonados ficam vermelhos.

Um balé fantástico, aluciante, alucinado. O filme tem algo dos velhos musicais americanos

E são esplendorosamente bem feitas as seqüências em que os olhos do gato desmascaram os habitantes da cidade, desnudam a cores o caráter de cada um.

É um balé fantástico, alucinante, alucinado – maravilhosamente encenado.

Um Dia, Um Gato tem algo dos velhos musicais de Hollywood, uma pitada grande de circo. As seqüências das crianças correndo pelas ruas, desenhando gatos em grandes folhas de papel, anteciparão o clima mágico que François Truffaut criaria em Idade da Inocência/L’Argent de Poche (1976), e Steven Spielberg refaria em algumas das cenas em que diversos garotos se reúnem em E.T. – O Extra-Terrestre (1982). E as seqüências de Robert e a bela Diana caminhando, correndo, dançando, levitando nos belos campos primaveris têm o clima de romance ideal, perfeito, onírico, que o sueco Bo Widerberg obteria poucos anos depois em Elvira Madigan (1967).

É mágico, é lindo, é fascinante.

Claro: quem quiser apontar defeitos em Um Dia, Um Gato vai encontrá-los. Pode-se criticar o fato de que algumas falas são puros chavões, clichês. Pode-se dizer que a divisão das pessoas em boas de um lado e más de outro é esquemática, simplista. Qualquer absoluto descrente, cínico, poderá acusar o filme de ser infantilmente ingênuo, naïf.

Para qualquer absoluto cínico, os filmes de mestre Frank Capra, o mais idealista e sonhador de todos os realizadores de cinema do mundo, também soariam infantilmente ingênuos.

Mas é isso mesmo. Como os filmes do mestre Capra, Um Dia, Um Gato é uma fábula, uma fantasia para toda a família. Além de um poderoso conto moral.

Para mim, é, continua sendo sempre, uma beleza de filme.

Fiquei espantado, ao rever o filme agora, de como eu me lembrava de muitos pequenos detalhes, de situações, de diálogos, de expressões dos atores, de seqüências inteiras. Fui conferir minhas anotações, e vi que não era para menos que o filme estivesse tão nítido na minha memória. Não me lembrava era de tê-lo visto tantas vezes. Vi duas vezes em seguida no Cine Santa Maria, em Curitiba, em 1967; o Santa maria funcionava numa escola do centro da cidade, e era uma espécie de cineclube. Foi lá que vi diversos filmes checos, naquela época. Depois revi o filme numa reestréia no saudoso Belas Artes da Consolação, em 1992, desta vez com Mary e Fernanda. E revimos, Mary e eu, mais uma vez na TV, em 1995.

Um Dia, Um Gato não envelhece nunca.

De uma certa maneira, o filme antecipou as obras surrealistas do pós-comunismo

E é esplendoroso ver agora como este filme feito sob a censura comunista em 1963 conseguia ser tão anti toda a estética que Stálin adorava. Não poderia haver filme mais anti-realismo socialista do que Um Dia, Um Gato. É colorido a cores fortes, é musical, é onírico, é surreal.

Acho que seria possível dizer que Um Dia, Um Gato antecipou os filmes que viriam depois da derrocada do comunismo nos países do Leste Europeu, muitos deles abusando de um surrealismo escancarado, como para tirar o atraso de tantas décadas de aprisionamento dentro dos cânones do realismo socialista: o georgiano Os 27 Beijos Perdidos, os romenos Casamento Silencioso e Contos da Era Dourada, para citar só alguns.

Um Dia, Um Gato – segundo Rubens Ewald Filho “o filme checo mais popular no Brasil” – também antecipou o boom dos belos filmes que sairiam da Checoslováquia nos anos que antecederam a Primavera de Praga de 1968. Dos países satélites da União Soviética, apenas a Polônia rivalizava com a Checoslováquia em riqueza, criatividade e variedade de seu cinema, nos anos 1960.

O filme participou da mostra competitiva no Festival de Cannes, e lá ganhou o Prêmio Especial do Júri. Creio que foi o primeiro filme checo a participar de um dos três maiores festivais de cinema da Europa (o triângulo Cannes-Berlim-Veneza).

Depois dele, fariam sucesso no Ocidente e seriam incensados pela crítica O Anjo da Morte e A Pequena Loja da Rua Principal, ambos da dupla Ján Kadár e Elmar Klos, Você tem um leão em casa?, de Pavel Hobl, Viva a República, de Karel Kachyna, Trens Estreitamente Vigiados, de Jirí Menzel, Os Amores de uma Loura, de Milos Forman.

E aí não dá para não lembrar mais uma vez as palavras de Milos Forman, numa entrevista na época do lançamento de seu O Povo Contra Larry Flynt, de 1996:

“Pertenci a uma geração de diretores checos que foram favorecidos por um instante de abertura que fizeram filmes que foram aprovados no Ocidente, e os dirigentes comunistas detestavam aqueles filmes, mas ao mesmo tempo ficavam absolutamente contentes com o fato de aqueles filmes estarem recebendo elogios no Ocidente. E por isso pudemos continuar fazendo filmes, até que os tanques russos invadiram a Checoslováquia, em 1968, e aí eu fugi para cá.”

Nessa entrevista, perguntaram a Forman se ele se considerava corajoso, por ter feito O Povo Contra Larry Flynt, um filme extremamente polêmico, e ele deu uma resposta que me faz babar cada vez que lembro dela:

“Não, eu me considero sobretudo um covarde, tanto que eu fugi do meu país. Eu poderia ter ficado lá e lutado por mais liberdade. Ou poderia ter colaborado com os comunistas. Mas, não; eu fugi.”

Muitos dos bons livros sobre cinema não fazem referência ao filme

Vojetech Jasný também foi obrigado a sair de seu país depois que os tanques russos invadiram a Checoslováquia em agosto de 1968 para acabar com aquela idéia maluca do governo Alexander Dubcek de abrir o país a reformas que o distanciassem dos rigores do stalinismo, de procurar o que chamava de “socialismo de face humana”.

Não conheço os demais filmes desse realizador que conseguiu produzir esta maravilha que é Um Dia, Um Gato, mas, aparentemente, esta foi de fato sua maior obra. Segundo o Dicionário de Cinema – Os Diretores de Jean Tulard, “depois da intervenção soviética em Praga, realizou obras sem grande interesse na Alemanha, incluindo um documentário para a televisão sobre o maestro Karajan”.

Me surpreendi bastante com a ausência de comentários sobre Um Dia, Um Gato, nos meus livros sobre cinema, meus alfarrábios. Nem o filme nem Vojetech Jasný constam do Cinemania, um CD-ROM fantástico que reúne as sinopses feitas por Pauline Kael, Leonard Maltin e Roger Ebert, entre outros autores. Filme e diretor não estão também no bom livro Off-Hollywood Movies, nem no Dicionário de Filmes de Georges Sadoul, nem no monumental Cinema Year by Year 1984-2000, nem no recente Tudo Sobre o Cinema. Merece apenas uma menção en passant no também monumental Le Siècle du Cinéma.

Diz o Guide des Films de Jean Tulard:

“Uma conquista honesta do cinema checoslovaco dos anos 1960 onde todos os gêneros se misturam, da comédia musical ao filme fantástico.”

Acho pouco.

Ou estou muito enganado, e Um Dia, Um Gato de fato não tem lá grande importância, ou então é um filme bem menos reconhecido do que deveria.

Sugiro ao eventual leitor (se é que algum chegou até aqui) que vá atrás do filme e tire sua própria conclusão.

Anotação em setembro de 2012

Um Dia, Um Gato/Az pprijde kocou

De Vojtech Jasný, Checoslováquia, 1963.

Com Jan Werich (o mágico / Oliva), Vlastimil Brodský (Robert, o professor), Emílie Vásáryová (Diana), Jirí Sovák (o diretor da escola), Vladimír Mensík (o zelador da escolar), Jirina Bohdalová (Julie), Karel Effa (Janek), Vlasta Chramostová (Marjánka), Alena Kreuzmannová (a fofoqueira), Stella Zázvorková (Ruzena), Jaroslav Mares (o dono do restaurante),

Roteiro Vojetech Jasný, Jirí Brdecka e Jan Werich

Fotografia Jaroslav Kucera

Música Svatopluk Havelka

Produção Filmové studio Barrandov. DVD Platinum Filmes.

Cor, 91 min

R, ***1/2

Título na França: Un Jour, Un Chat. Título em inglês: When the Cat Comes.

 

7 Comentários

  1. Valdecir Tozzi
    Postado em 12 novembro 2012 às 2:53 pm | Permalink

    Olá, Sérgio! Eu assiti a esse filme há muitos anos creio que há mais vinte anos atrás, em um cinema em São Paulo (quando ainda havia grandes cinemas nas avenidas). Não me lembrava do nome exato (exceto pelo gato) e queria muito saber dele, pois fiquei impressionado à época. Tinha certeza que um dia o seu site o traria e entre muitos motivos de acessá-lo, eu sabia que encontraria esse filme.

    Um abraço

  2. Senhorita
    Postado em 12 novembro 2012 às 9:16 pm | Permalink

    O gatinho de oclinhos é muito fofinho.
    Estiloso =]

  3. Postado em 22 novembro 2012 às 9:12 am | Permalink

    Bom dia!
    Que curiosidade que deu de ver o filme! Adorei os trechos escolhidos! Assim que o ver, volto para comentar.
    Abraços.

  4. Márcia Pacheco
    Postado em 21 julho 2013 às 1:35 pm | Permalink

    Sem dúvidas, um dos melhores que já tive o prazer de ver… Impossível não se apaixonar pelo gatinho… :3

  5. Wander Sanches
    Postado em 19 março 2014 às 10:22 pm | Permalink

    Tive a chance de rever o filme hoje, em película e tela grande, no cinema do Centro Cultural Banco do Brasil – SP.
    Ainda é um belo filme, histórico e apaixonante.

  6. Dione
    Postado em 10 abril 2014 às 4:03 pm | Permalink

    Foi um filme que marcou a minha juventude. Militava na JUC(Juventude Universitária Católica) em Vitória e vivíamos numa ditadura militar. Quando assisti o filme associei algumas cenas à algumas pessoas do meu círculo de amizade. Realmente é um filme antológico e gostaria para ter novos olhares agora de uma pessoa mais adulta.

  7. Postado em 7 agosto 2015 às 6:53 am | Permalink

    Recordo-me de haver visto esta película hipersurrealista aos meus 7 ou 8 anos. Mas agora, vê-la corretamente, me deixa estupefato, pela arte como um todo, mostra de crianças em sala de aula ainda quietas – as da época -, crianças pintando e dançando livremente, criatividade narrativa, de cores, rebeldia e cinematografia pura. Para amantes de gatos, como eu, então, é êxtase!!

3 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Textos » A década que coloriu o cinema em 27 outubro 2015 às 2:18 am

    […] grande tentativa de se fazer um socialismo de face humana chegou às cores demyanas, vardaianas de Um Dia, Um Gato (1963), de  Vojtech […]

  2. […] pensando, ao revê-lo agora, absolutamente embevecido, que Le Roi de Coeur e o checo Um Dia, Um Gato, lançado em 1963, apenas três anos antes, são seguramente alguns dos filmes mais emblemáticos […]

  3. Por Um dia, um gato | Cine-Fórum CCB em 18 outubro 2016 às 8:10 pm

    […] Um dia, um gato — Sérgio Vaz (50 Anos de Filmes) […]

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