A Conversação / The Conversation

Nota: ★★★★

Anotação em 2010: A Conversação, que Francis Ford Coppola escreveu e dirigiu em 1974, é provavelmente um dos filmes que espelham, mostram, traduzem com maior rigor, precisão, perfeição, o espírito da sua época, do seu momento histórico. Trata da perda dos valores morais da nação americana nos anos Nixon. De maneira profética, foi produzido e lançado pouco antes de estourar o escândalo Watergate, que revelou ao mundo como o esgoto havia tomado conta da Casa Branca no início dos anos 70.

Para lembrar, bem rapidamente: a história começou como um pequeno crime comum – invasão e roubo no quartel general da campanha democrata à presidência da República, num prédio de Washington chamado Watergate. À medida em que avançavam as investigações, ia ficando cada vez mais claro que se tratava, na verdade, de uma manobra de espionagem, a mando da campanha rival, a da reeleição de Richard Nixon. E que a ordem para a espionagem havia sido dada de dentro da Casa Branca. Os assessores foram sendo envolvidos um a um no escândalo, como num dominó, até se chegar à conclusão de que a manobra havia tido o conhecimento e a aprovação do próprio presidente. As comissões de investigação no Congresso foram descobrindo, então, que todas as reuniões feitas por Nixon e seus assessores mais próximos eram gravadas em fitas.

A Conversação gira em torno de Harry Caul (uma interpretação magnífica do grande Gene Hackman), um especialista em escuta e gravação clandestinas em fitas, o grampo.

Não há, portanto, como evitar as expressões profecia, profético, quando se fala do filme.

(Re)Visto hoje, nesta época de câmaras de vigilância em todo e qualquer lugar em que andamos, de e-mails que podem ser acessados por hackers, de satélites que vigiam tudo e todos, em que a invasão da privacidade – até a das nossas contas bancárias – é uma regra, e não a exceção, o filme parece ainda mais profético.

(Re)Visto hoje, aqui, é impossível deixar de perceber, com imensa tristeza, como os Estados Unidos de Nixon não eram nada diferentes do Brasil do lulo-petismo. Lama, lodo, mentira, mistificação, as noções de moral jogadas no lixo. Mas não voltarei a fazer referências a Brasil nesta anotação. Não é preciso – e dá engulho.

         Grampreando um casal que caminha no meio do agito da praça

A conversação que dá o título ao filme acontece entre uma jovem mulher, Ann (Cindy Williams), e um rapaz, Mark (Frederic Forrest), no horário de almoço, em plena Union Square, a praça diante do histórico, centenário hotel St. Francis, no centrinho de San Francisco. Os dois aparentemente são amantes, e ela é casada. Estão caminhando na praça, entre centenas de pessoas que almoçam sanduíches ou descansam no intervalo do trabalho. Um conjunto toca música alegre, ritmada, à espera de moedinhas no chapéu; um mímico faz palhaçadas.

Não é nada fácil gravar o que conversam duas pessoas caminhando, dando voltas no meio dessa praça, dessa zorra – mas Harry Caul é muito bom de serviço. É, como dirá mais tarde um outro sujeito da mesma área profissional, o melhor grampeador da Costa Oeste. Ele usa três microfones (fabricados com tecnologia desenvolvida por ele mesmo) simultaneamente, dois em locais específicos, direcionados ao alvo como armas de mira telescópica, como uma grande máquina fotográfica com zoom poderoso, e mais um microfone móvel, dentro de um saco de papel carregado por um free-lancer, um policial, Paul (Michael Higgins). A operação conta ainda com dois fotógrafos posicionados em lugares estratégicos, e é supervisionada pelo próprio Harry, que caminha pela praça, passa perto do casal, e de vez em quando entra num utilitário tipo Kombi, estacionado numa das quatro ruas que margeiam a Union Square. No utilitário, centro de comando da operação, está também Stanley (John Cazale), o principal assistente de Harry.

         Uma primeira tomada de babar, uma seqüência inicial de babar

A primeira tomada do filme é dessas de babar. Um plano geral da Union Square vista bem do alto; lentamente, zoom – a câmara vai se aproximando da praça, até vermos bem de perto o tal mímico, trançando ao lado de um sujeito de óculos, terno e gravata, uma capa de plástico por cima: Harry Caul, o melhor grampeador da Costa Oeste.

Depois dessa primeira tomada, em que são apresentados os créditos iniciais, vem toda uma longa seqüência, ali na praça, igualmente de babar. Os transeuntes transeuntam, o mímico imita as pessoas, o jovem casal conversa enquanto caminha pela praça, e o pessoal de Harry trabalha. Os planos são rápidos, ágeis, a montagem é perfeita.

O espectador ouve alguns trechos soltos da conversação do casal, a moça que depois será identificada como Ann, o rapaz que se chama Mark. Não parecem estar falando de nada específico, nem importante. Falam de escolha de presentes de Natal. Da tristeza de Ann em ver um homem dormindo num banco da praça. (O casal está na foto abaixo.)

Por que raios alguém está pagando, e seguramente pagando muito caro, para Harry Caul usar uma equipe de seis pessoas para gravar e fotografar o casal?

A questão será colocada por Stanley, o assistente de Harry, dentro do utilitário:

– “Quem se interessa por esses dois?”

– “Não tenho certeza”, mente Harry para seu assistente. É claro que ele sabe quem o contratou.

– “O Departamento de Justiça?”

– “Não.”

– “Imagino que seja a Receita Federal”, insiste Stanley. E expressa seu desalento diante da conversação que não parece ter nada de especial: “As gravações deles me deixam com sono”.

– “Não estamos aqui para nos divertir”, corta Harry.

E aí vem o trecho do diálogo que começa a definir a personalidade de Harry.

– “Às vezes é bom saber do que falam”, diz Stanley.

E Harry define: – “Não me interessa o que eles conversam. Tudo o que eu quero é uma boa gravação.”

         A falta de moral consumada, clara, escarrada

Harry não quer saber o que falam as pessoas que espiona, cuja intimidade ele devassa, cuja privacidade ele invade. Ele é pago para entregar uma boa fita, audível, clara, para o cliente. Mais tarde, lá pelo meio do filme, ele dirá: “O que fazem com as gravações é problema deles”.

O problema dele, o trabalho dele é gravar. O que os clientes fazem com as gravações não é problema dele. É a falta de moral consumada, clara, escarrada. Harry sequer se dá conta de que o trabalho que executa, com tanta maestria, é errado, é imoral – até porque não é ilegal. Muitas vezes ele já trabalhou para quem teoricamente representa a lei – órgãos do próprio governo dos Estados Unidos de Deus Salve a América, o Departamento de Justiça, a Receita Federal.

(A Receita Federal invadindo privacidade, quebrando sigilo. Mas eu prometi que não voltaria a falar de Brasil.)

No auge de seu talento imenso, ciclópico, o autor e diretor Coppola e o ator Gene Hackman criam um Harry Caul impressionamente real, palpável. Harry é uma pessoa tremendamente solitária, trancada dentro de si mesmo. Não tem amigos. Não expressa seus sentimentos, até porque não saberia como fazê-lo. Na única vez em que tenta, com uma mulher chamada Meredith (Elizabeth MacRae), o faz canhestramente, sem jeito, falando de uma forma tão cifrada que é quase incompreensível para os demais seres humanos. Detesta que lhe façam perguntas – qualquer tipo de pergunta. Irrita-se com a namorada, Amy (Teri Garr), quando ela começa a perguntar sobre seu trabalho, sua vida pessoal. É absolutamente zeloso com sua privacidade – tem três fechaduras diferentes no apartamento onde mora, não fornece para ninguém o número de seu telefone. O único prazer que tem na vida é solitário e anônimo: em casa, tendo ao fundo um LP tocando jazz, Harry acompanha os mestres ao saxofone.

         “Se ele pudesse, nos mataria”

Harry não é, no entanto, um monolito. Tem suas contradições. Embora viva de uma atividade imoral, e seja um expert nela, é religioso, católico praticante; detesta que usem santos nomes em vão, e costuma ir à igreja confessar seus pecados aos padres.

Mais ainda: apesar do que ele mesmo afirma – “Não me interessa o que eles conversam. Tudo o que eu quero é uma boa gravação”; “O que fazem com as gravações é problema deles” –, neste caso específico do jovem casal que se encontra na Union Square, Harry vai se interessar, sim, em ouvir o que eles dizem. Trabalhando em seu escritório, num armazém abandonado, mixando as três gravações diferentes, filtrando as gravações, retirando os ruídos, descobrirá – o filme está aí com uns 15 minutos, apenas – a frase dita pelo rapaz Mark à moça Ann: “Se ele pudesse, nos mataria”.

O “ele”, evidentemente, é o cliente de Harry, o misterioso diretor de uma grande empresa (interpretado por Robert Duvall) que contratou seus serviços. O cliente é o marido de Ann, a mulher infiel.

Harry vai se recusar a entregar a fita ao assistente do diretor da empresa, um tal Martin (interpretado por um incrivelmente jovem Harrison Ford). Quer entregá-la pessoalmente ao homem que o contratou. E começa a temer que a fita acabe servindo de pretexto final para que seu cliente mande matar a esposa infiel e seu amante.

Mas haverá grandes reviravoltas. Um cada vez mais atormentado Harry vai provar do seu próprio veneno – o feitiço, como diz a sabedoria popular, pode virar contra o feiticeiro.

         Uma eterna preocupação em dizer que quer fazer filmes pessoais

Francis Ford Coppola, que muita gente boa tem como um dos maiores criadores de toda a história do cinema, é um gênio em tudo superlativo – até nos fracassos comerciais, que já o levaram literalmente à bancarrota, à falência. Passou a vida alternando filmes grandiosos, épicos, gigantescos afrescos, sinfonias, com filmes menores, intimistas, pessoais, pequenas retratos, peças de câmara. A Conversação, que pertence ao segundo tipo, foi feito entre O Poderoso Chefão, de 1972, e O Poderoso Chefão II, de 1974, legítimos representantes do primeiro tipo de filmes do diretor.

Em 1979 faria mais uma grande sinfonia, Apocalypse Now, para em 1982 fazer outro filme pessoal, O Fundo do Coração/One From the Heart – duas obras de orçamento gigantesco e estourado diversas vezes que levaram o produtor Coppola à ruína.

Coppola é tão preocupado com essa coisa de fazer filmes pessoais que, em dois dos filmes que dirigiu nos anos 90, fez questão de botar no título original o nome do autor do livro em que as obras se basearam: Bram Stoker’s Dracula, de 1992, um épico, uma sinfonia, e John Grisham’s The Rainmaker (no Brasil, O Homem Que Fazia Chover), bem mais modesto. Em 2009, aos 70 anos de idade, fez Tetro, uma obra personalíssima, em que repassa a história de sua própria família. Passou pelo Brasil agora em dezembro de 2010 para divulgar o filme e, em todas as muitíssimas entrevistas que deu, salientou de novo essa coisa de que agora só quer fazer filmes “modestos e pessoais”.

A Conversação, feito entre os gigantes O Poderoso Chefão I e II, é relativamente “modesto”. Claro, tudo é relativo; tem nego que acha que jantar para 60 pessoas pode ser “intimo”; ou então: comparando com o ego de Caetano, o de Gil não é tão grande assim. A relatividade.

Mas é de fato pessoal. Argumento e roteiro são criação dele, sozinho.

E o caráter pessoal é realçado pela escolha dos atores. São, na maioria, atores com quem Coppola gostava de trabalhar. Nenhuma grande estrela consagrada, nenhuma mulher linda, maravilhosa. Robert Duvall e John Cazale estão nos dois primeiros filmes da trilogia O Poderoso Chefão – Duvall é o conselheiro, o advogado de Don Corleone, e Cazale faz Fredo, o filho do meio. Teri Garr iria estrelar O Fundo do Coração. O jovem Harrison Ford (na foto abaixo) havia trabalhado em American Graffitti, de George Lucas, de 1973, que Coppola produziu, e trabalharia de novo com o diretor em Apocalypse Now, em 1979, já depois de ter feito o papel do herói no primeiro filme da primeira trilogia Guerra nas Estrelas, de Lucas, de 1977, hoje conhecido como Star Wars IV – Uma Nova Esperança. Tanto Teri Garr quanto Harrison Ford, aliás, trabalharam em diversos filmes da trinca Coppola-Lucas-Spielberg, os diretores-produtores que, juntamente com Martin Scorsese, viraram Hollywood ao avesso nos anos 70.

         “Uma crítica ao esfacelamento da moral norte-americana”

O Poderoso Chefão levou três Oscars, de dez indicações. O Poderoso Chefão II teve 11 indicações e levou seis Oscars. Espremido entre os dois, A Conversação teve três indicações à estatueta de gesso da Academia (melhor filme, melhor roteiro original, melhor som), e não levou nenhuma delas. Teve 11 outras indicações a prêmios e 11 outras vitórias – inclusive um que artisticamente vale mais que o Oscar, a Palma de Ouro em Cannes.

“É tão provocante quanto a saga de O Poderoso Chefão em sua crítica ao esfacelamento da moral norte-americana”, define o livro 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer. “Triste e cínico ao mesmo tempo, A Conversação foi lançado pouco antes do escândalo de Watergate, num momento em que a vigilância e a desonestidade eram preocupações presentes na consciência pública, e, nesse sentido, foi visionário. (…) Quando sua investigação obsessiva se desintegra em torno dele, Harry já não possui praticamente nada: nenhum amigo, nenhum pertence, nenhuma vida e nenhuma liberdade diante da paranóia invasiva que engloba tudo.”

Diz o livro 501 Must-See Movies: “Tanto o diretor quanto o ator principal estavam no auge nesse tenso thriller psicológico. Os temas de vigilância, paranóia e bisbilhotagem estavam frescos nas mentes do povo americano quando o filme foi lançado, tendo vindo quando o escândalo Watergate estourou. Embora o filme seja certamente datado, esses temas não são menos relevantes hoje, nesta era de TV de circuito fechado, cartões de fidelidade e e-mails monitorados. No entanto, o filme é muito mais que um documento sociológico; é um estudo de caráter de uma solitário recluso que, ao longo do curso da história, percebe que seu trabalho tem conseqüências reais, e mortais, para seus alvos, e a conseqüente crise de consciência que essa compreensão traz.”

         Um paralelo fascinante com Blow-Up, de Antonioni         

O AllMovie fez um paralelo interessantíssimo, fascinante – que não tinha me ocorrido – com Blow-Up, o filme fetiche que mestre Michelangelo Antonioni fez na Inglaterra, na Swinging London dos anos 60, sua primeira aventura fora da Itália e de sua língua mãe, uma experiência no filme colorido após a preto-e-branca (bem mais preta que branca) trilogia sobre a incomunicabilidade, A AventuraA NoiteO Eclipse).

“Em parte uma homenagem ao clássico filme de arte de Michelangelo Antonio Blow-Up (1966), The Conversation era uma volta aos filmes de arte de pequena escala para Francis Ford Coppola”, diz a abertura do texto do AllMovie, assinada por Lucia Bozzola. Muita gente (eu inclusive, é claro) escreve grandes asneiras sobre filmes, mas alguns dizem coisas de fato inteligentes. Sim, sim – A Conversação pode ser visto como uma homenagem a Blow-Up.

O consagrado fotógrafo Thomas (David Hemmings) sai por um parque londrino fotografando tudo o que está à sua frente. Num diálogo crucial, dirá que não viu o que aconteceu – foi sua câmara que viu. Assim como Harry Caul não se importa com o que dizem as pessoas que ele espiona, o fotógrafo Thomas não vê as coisas – ele as fotografa. Depois do trabalho de campo, depois de fazer centenas de cliques, dentro de seu laboratório, ao revelar e ampliar as fotos que fez, é que ele observa que talvez tenha fotografado um crime. Exatamente como acontece com Harry, em seu escritório-oficina: ao ouvir o que gravou, percebe que pode ter gravado a combinação de um crime a ser executado. Haverá depois a reviravolta, mas não importa: para Harry, na conversação gravada havia a combinação de um crime a ser executado.

Tiro o chapéu para Lucia Bozzola, que teve uma bela sacada.

         “Uma chocante sensação de paranóia e claustrofobia”

Enquanto via o filme mais uma vez no DVD, dois dias depois de rever parte dele (pegamos começado na TV a cabo) na casa da minha cunhada Eneida e meu irmão Geraldo, me peguei tentando lembrar em que filme mais recente o grande Gene Hackman faz o papel de um sujeito que sabe tudo sobre as modernas técnicas de escuta, grampo, hoje tecnologicamente muitíssimo mais avançadas que nos tempos de Nixon e de Harry Caul e seus amigos na convenção de espiões. O livro 501 Must-See Movies me ajudou a lembrar qual era esse filme:

“Os temas (de A Conversação) têm sido repetidos freqüentemente em outros filmes desde então, talvez mais memoravelmente quando Hackman reprisou e atualizou seu papel no desapontador Enemy of the State. No entanto, nenhum filme subseqüente capturou sua chocante sensação de paranóia e claustrofobia.”

Não acho que Inimigo de Estado, feito por Tony Scott em 1998, tenha sido um desapontamento. Revi há alguns meses, e gostei bastante do filme.

Mas é impossível discordar: A Conversação é muito mais marcante. É imbatível. É um filme brilhante.

A Conversação/The Conversation

De Francis Ford Coppola, EUA, 1974

Com Gene Hackman (Harry Caul), John Cazale (Stanley), Allen Garfield (Bernie Moran), Frederic Forrest (Mark), Cindy Williams (Ann), Teri Garr (Amy), Harrison Ford (Martin Stett), Elizabeth MacRae (Meredith), Robert Duvall (o diretor), Michael Higgins (Paul)

Argumento e roteiro Francis Ford Coppola

Fotografia Bill Butler

Música David Shire

Montagem Richard Chew

Som Walter Murch

Produção Francis Ford Coppola, American Zoetrope, The Directors Company, Paramount Pictures. DVD Lume Filmes.

Cor, 113 min

R, ****

6 Comentários

  1. De
    Postado em 16 dezembro 2010 às 4:02 pm | Permalink

    Eu adoro este filme! Muito bom o seu comentário. Bom mesmo. Beijos, De

  2. Danilo Vicente
    Postado em 22 dezembro 2010 às 11:44 pm | Permalink

    Sergio, esta aí um filme que discordamos. Talvez pela alta espectativa que crie, não gostei. Comparando, então, com outras obras de Coppola, fica muuuuito atras (meu predileto é Apocalipse Now).

    Achei lento, chato, sem ápice. Não me empolgou. Uma pena…

  3. Sérgio Vaz
    Postado em 23 dezembro 2010 às 2:53 pm | Permalink

    Caríssimo Danilo,
    Salve a discordância! Concordamos em tanta coisa – podemos perfeitamente discordar aqui e ali. É sempre saudável a diversidade de opiniões!
    Um grande abraço, Danilo. Boas festas e um bom ano novo!
    Sérgio

  4. José Luís
    Postado em 5 outubro 2011 às 8:23 pm | Permalink

    Eu vi o filme na TV há já algum tempo e gostei, mas.. a certa altura a bexiga não aguentou mais e tive de ir ao WC.
    Despachei-me depressa e quando voltei o filme tinha acabado.
    E esta? Fiquei chateado e nunca mais tive oportunidade de o ver.
    Um àparte:
    O título que deram no Brasil a ” The Godfather” – “O Poderoso Chefão” dá-me vontade de rir e muitas vezes nem me lembro de que filme é.

  5. José Luís
    Postado em 27 setembro 2014 às 8:20 pm | Permalink

    Vi finalmente este filme em DVD. Achei excelente em todos os aspectos. É certo que há referências a Blow-Up de Antonioni, mas felizmente não estragam este filme. O Blow-Up é, para mim, absolutamente insuportável.

  6. Ricardo da Mata
    Postado em 21 março 2015 às 12:42 am | Permalink

    Este filme tem uma estrutura ruim e repetitiva (particularmente os diálogos da fita) tenta passar uma psicologia mais complexa da personagem de Hackman, mas não consegue ir muito a fundo. Há certas inconsistências (ele só ouve realmente a fita após de desistir de entregar e é muito famoso para alguém que faz serviços secretos), mas no final há uma surpresa, que salva o filme de ser uma perda de tempo completa e acaba por ser um símbolo de que na vida não conseguimos ter uma visão do todo. Entretanto a conclusão mesmo da história é fraca.

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