A Piscina Mortal / The Drowning Pool


Nota: ★★☆☆

Anotação em 2007, com complemento em 2008: Este aqui é o segundo filme em que Paul Newman interpreta o detetive Lew Harper, obviamente inspirado nos personagens criados por Dashiell Hammett e Raymond Chandler.

 Como Sam Spade e outros detetives particulares criados entre os anos 20 e 40 nos Estados Unidos, Lew Harper não tem absolutamente nada de Sherlock Holmes, ou de Hercule Poirot; não é nada cerebral – seus punhos trabalham bem mais que o cérebro, o qual, em geral, está sempre meio encharcado de cachaça. Envolve-se em pistas falsas, leva muita porrada, às vezes vai em frente na sua investigação meio às cegas, por instinto. Ah, sim: e está sempre, mas sempre, envolvido com o que no seu vocabulário são as dames, dolls, babies – mulheres, em suma, bonitas, feias, ricas, pobres, da sociedade, da sarjeta. 

 Paul Newman viveu Lee Harper pela primeira vez em 1966, em Harper, O Caçador de Aventuras/Harper, dirigido por Jack Smight. Voltou à pele do detetive nove anos depois, neste filme aqui, que achei melhorzinho que o primeiro, com uma trama mais interessante, embora não chegue a ser grande coisa. Os dois filmes, na verdade, não são nada mais que uma diversãozinha da qual a gente esquece rapidamente. Mas, enquanto se está vendo, é uma diversãozinha.

 Aqui, Harper deixa sua cidade, Los Angeles, e viaja para o Sul Profundo, chamado para ajudar Iris Devereaux, uma antiga amante ocasional (o papel da sra. Paul Newman na vida real, Joanne Woodward). A moça agora está casada com um milionário da Louisiana, James (Richard Derr), e tem recebido cartas de um chantagista que ameaça revelar ao marido uma infidelidade dela. Depois da chantagem, vem um assassinato: a sogra de Iris Devereaux aparece morta. 

Melanie Griffith, então com 18 aninhos e danada de gostosa, faz seu segundo filme (sem contar com outros dois em que fez pontinhas pequenas), como a filha do milionário, safada e má.

A Piscina Mortal/The Drowning Pool

De Stuart Rosenberg, EUA, 1975.

Com Paul Newman, Joanne Woodward, Melanie Griffith, Tony Franciosa, Richard Derr

Roteiro Tracy Keena Wynn, Lorenzo Semplo Jr., Walter Hill

Baseado em novela de Ross MacDonald

Fotografia Gordon Willis

Cor, 109 min

 

Um Comentário

  1. Telmo Junges
    Postado em 23 setembro 2010 às 3:39 pm | Permalink

    não é o melhor filme de paul newman, mas é diversão garantida, mas o melhor é ver
    Melanie Griffith nos seus 18 anos.Que saudades daquela mulher não esta que esta com a cara plastificada, até seu marido(Banderas) a proibiu de fazer plasticas.

2 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » O Indomado / Hud em 10 outubro 2010 às 4:29 pm

    […] Outrage, de 1964, Hombre, de 1967. Devia de fato ser amigo do ator – dirigiu a mulher dele, Joanne Woodward, em pelo menos três filmes. Formaram uma bela dupla, o diretor e o grande […]

  2. Por 50 Anos de Filmes » A Piscina / La Piscine em 27 novembro 2016 às 1:05 am

    […] E, já que fiquei lembrando de coincidências, Paul Newman, essa espécie assim de Alain Delon americano (ou seria Delon uma espécie de Paul Newman francês?), fez em 1975 um filme chamado The Drowning Pool, no Brasil A Piscina Mortal. […]

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