O Corte / Le Couperet


Nota: ★★★☆

 Anotação em 2006, com complemento em 2008: A forma de Costa-Gavras mostrar seu ódio pela globalização é horripilante, agressiva, perturbadora.

O cinema americano talvez transformasse essa história em uma comédia de humor negro, mas aqui não há nada cômico.

Sem emprego há vários anos, como resultado das fusões e incorporações das grandes empresas e o consequente corte de pessoal, um engenheiro altamente qualificado sai matando os concorrentes a uma vaga no cada vez mais rarefeito mercado de trabalho. 

Este filme pesado como uma manada de elefantes faz lembrar um outro filme europeu anti-globalização, anti o capitalismo que ficou bem mais selvagem com o fim do comunismo, O que você faria?/El Metodo, feito no mesmo ano de 2005. Nesse filme dirigido na Espanha pelo argentino Marcelo Piñeyro, dentro de uma sala fechada de uma grande corporação, um grupo de quatro ou cinco homens e duas mulheres disputam uma única vaga, e são transformados em animais selvagens, capazes de tudo pela sobrevivência.

O Corte/Le Couperet

De Costa-Gavras, Bélgica-França-Espanha, 2005.

Com José Garcia, Karin Viard, 

Roteiro Costa-Gavras e Jean-Claude Grumberg

Baseado na novela The Ax, de Donald E. Westlake

Música Armand Amar

Cor, 122 min.

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Um Comentário

  1. Ivan
    Postado em 12 maio 2012 às 11:53 pm | Permalink

    Acabei de assistir tem 20 minutos. Gostei do filme. Mas, vale dizer que não sería difícil pegá-lo por motivos óbvios ( não vou fazer spoiler ). E, vai provar do próprio veneno.

3 Trackbacks

  1. [...] em 2010: Costa-Gavras foi extremamente rápido no gatilho. O agente americano Dan Mitrione foi assassinado pelos [...]

  2. [...] mesmo ano, 2005, Costa-Gavras, sinônimo de cinema político, fez na vizinha França O Corte/Le Couperet, sobre engenheiro altamente qualificado que não encontra emprego, e decide se livrar dos [...]

  3. [...] Grande Costa-Gavras. Depois de fazer quatro filmes com capital americano, e outros tantos com dinheiro de diversos países, continou sempre fiel à sua consciência: em 2005, aos digníssimos 72 anos de idade, demonstrou seu nojo pelo capitalismo selvagem em uma obra agressiva, sangrenta, que mais parece um filme de terror, O Corte/Le Couperet. [...]

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