A Vida e Morte de Peter Sellers / Life and Death of Peter Sellers


Nota: ★★★☆

Anotação em 2005: A narrativa tem belas sacadas, a produção é cuidadíssima, a reconstituição dos cenários e das cenas dos filmes de Peter Sellers é perfeita, mas o filme é sobretudo um show de talento de Geoffrey Rush.

O ator australiano que ficou famoso a partir de Shine – Brilhante, de 1996, faz um tour-de-force magnífico. Eu não tinha idéia de como o Peter Sellers (1925-1980) foi tão doido varrido, capaz de atos de violência e até crueldade.

Os roteiristas insistiram em mostrar que ele desenvolveu uma relação de profundo ódio contra o Inspetor Clouseau, e daí contra Blake Edwards – mais ou menos como a relação de Arthur Conan Doyle com sua criatura Sherlock Holmes.

Impressiona muito também o excelente elenco que a produção – uma dobradinha da HBO e da BBC, como no extraordinário seriado Roma – conseguiu reunir: Charlize Theron, Emily Watson, Stanley Tucci, John Lithgow, Miriam Morgolyes, Stephen Fry. Não é todo dia que se junta tanta gente boa.

Produções assim deveriam acabar definitivamente com qualquer resquício de preconceito que ainda exista contra filmes feitos para a TV. Até porque, vendo no DVD, ninguém poderia diferenciar um filme como este de qualquer outro feito para a tela grande.

O filme levou os Globos de Ouro de melhor ator e melhor filme e/ou minissérie feita para a TV. Teve outros 17 prêmios e 27 indicações mundo afora.

A Vida e Morte de Peter Sellers/The Life and Death of Peter Sellers

De Stephen Hopkins, Inglaterra-EUA, 2005. Feito para a TV

Com Geoffrey Rush, Charlize Theron, Emily Watson, Stanley Tucci, John Lithgow, Miriam Morgolyes, Stephen Fry

Roteiro Christopher Marcus e Stephen McFeely

Baseado no livro de Roger Lewis

Produção HBO e BBC

Cor, 127 min.

2 Trackbacks

  1. […] finalmente, há o Inspetor Thompson, interpretado pelo grande, em todos os sentidos, Stephen Fry. O Inspetor Thompson (de pé, à direita) surgirá lá pelo meio da ação, ou pouco depois da […]

  2. Por 50 Anos de Filmes » Victor/Victoria em 16 dezembro 2010 às 4:48 pm

    […] de 1963, é divertidíssima, e os filmes permanecem tão gostosos hoje quanto eram na época. Só Peter Sellers não se divertiu com a série, porque acabou ficando marcado demais pelo personagem impagável do […]

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