Tinha Que Ser Você / Last Chance Harvey


3.5 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Quando o filme estava com uns 30 minutos, me peguei pensando: a rigor, este filme não precisa ter uma história boa, não precisa de nada – só ver Dustin Hoffman e Emma Thompson, esses atores maravilhosos, soberbos, brilhantes, já está bom demais. Continue lendo “Tinha Que Ser Você / Last Chance Harvey”

A Partida / Okuribito


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Este filme está sendo bem faladíssimo por todo mundo, e não é para menos. É uma obra-prima, um dos mais belos filmes que vi dos últimos tempos. É impressionante como o diretor Yôjirô Takita e o roteirista Kundo Koyama conseguiram fazer um filme que fala sobre morte o tempo todo, que mostra corpos de mortos ao longo de seus 130 minutos, e é tão suave, doce. Continue lendo “A Partida / Okuribito”

Simplesmente Feliz / Happy-Go-Lucky


3.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Um pequeno grande, extraordinário filme. Mike Leigh mostra mais uma vez que é um dos maiores diretores de atores que há. E, depois de ir fundo nas relações familiares de pessoas humildes da working class inglesa, em Segredos e Mentiras, de 1996, e Agora ou Nunca, de 2002, faz uma alegre elegia à vida, um hino à felicidade. Continue lendo “Simplesmente Feliz / Happy-Go-Lucky”

O Casamento de Rachel / Rachel Getting Married


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Um belo filme, extraordinariamente bem realizado e com interpretações magníficas. É um drama sobre relações familiares denso, barra pesadíssima como poucos. O cinema americano tem feito muitos filmes sobre problemas de famílias ditas disfuncionais, mas em geral usa um tom leve, até bem humorado. Aqui não há bom humor algum: a coisa é muito, muito feia. Continue lendo “O Casamento de Rachel / Rachel Getting Married”

Território Restrito / Crossing Over


3.5 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Um grande filme. Desses que são uma paulada na cabeça, um murro no estômago. Dá uma imensa pena de todas as pessoas que tentam imigrar ilegalmente para os Estados Unidos, o Paraíso Prometido, um inferno pior que qualquer miséria que se tenha que enfrentar no país natal. Continue lendo “Território Restrito / Crossing Over”

Houve uma Vez um Verão / Verão de 42 / Summer of ’42


3.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Há 200 mil filmes sobre o rito de passagem da adolescência para a maturidade, o fim da inocência infanto-juvenil, isso que em inglês chamam de coming of age, que é praticamente um gênero do cinema de Hollywood. Este filme aqui é dos mais belos, mais delicados de todos. Continue lendo “Houve uma Vez um Verão / Verão de 42 / Summer of ’42”

Lady Jane


3.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Este filme do diretor marselhês de origem operária, comunista e armênia Robert Guédiguian é um thriller filosófico. A definição me ocorreu enquanto via o final do filme, quando, muito francesamente, os três personagens centrais param a ação para discutir sobre a vida o amor a morte. Continue lendo “Lady Jane”

Morangos Silvestres / Smultronstället


4.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Quem gosta de cinema deveria rever Morangos Silvestres de tempos em tempos. É de uma beleza, de uma genialidade poderosas demais, que não param de surpreender, encantar, de nos deixar boquiabertos, mesmerizados. É um dos mais belos filmes da história – tive essa certeza de novo, ao revê-lo agora. Continue lendo “Morangos Silvestres / Smultronstället”

O Homem do Terno Cinzento / The Man in the Gray Flannel Suit


3.0 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Este é o tipo do filme que, acho, dificilmente seria feito hoje por um grande estúdio de Hollywood. Porque é sério, adulto, não tem nada que interesse aos jovens – a faixa etária que mais paga entrada nas bilheterias –, não tem cenas de ação com perseguições de carro, nem sustos nem serial killers. Seus personagens são pessoas comuns, gente como a gente. Continue lendo “O Homem do Terno Cinzento / The Man in the Gray Flannel Suit”

Belíssima / Bellissima


0.5 out of 5.0 stars

Anotação em 2009: Belíssima foi o terceiro filme de Luchino Visconti, um dos maiores cineastas de todos os tempos. Foi feito em 1951, ainda no auge do neo-realismo, com a estrela maior do movimento, Anna Magnani, e com argumento concebido especialmente para ele por Cesare Zavattini, o papa daquele tipo de cinema que os italianos criaram no imediato pós-guerra. Continue lendo “Belíssima / Bellissima”