Um Doce Olhar, do realizador turco Semih Kaplanoglu, ganhou o Urso de Ouro e o Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Berlim de 2010, ano em que foi lançado. Ganhou outros seis prêmios e teve mais seis indicações. Continue lendo “Um Doce Olhar / Bal”
Conspiração Xangai / Shanghai
Conspiração Xangai, no original só Shanghai (um nome que fica mais sonoro pronunciado em inglês, Shang-rrai, como o Krig-Ha, Bandolo! do Raul Seixas), é uma gigantesca, cara, produção do cinemão comercial. E cinemão comercial é mais ou menos a mesma coisa, seja qual for o país de origem. Continue lendo “Conspiração Xangai / Shanghai”
Tudo o que Desejamos / Toutes Nos Envies
Philippe Lioret vinha de dois belos filmes – Não se Preocupe, Estou Bem!, de 2006, e Bem-Vindo, de 2009. Conseguiu suplantar-se. Tudo o que Desejamos/Toutes Nos Envies, de 2011, é um espanto, um absurdo, um filme maior, uma obra-prima. Continue lendo “Tudo o que Desejamos / Toutes Nos Envies”
Nascida para o Mal / In This Our Life
Distribuidores brasileiros e portugueses, que em geral fazem títulos bastante diferentes, optaram pelo mesmo nome para o lançamento nos dois países de In This Our Life (nesta nossa vida, literalmente), de 1942: lá como cá, o filme se chamou Nascida para o Mal. Continue lendo “Nascida para o Mal / In This Our Life”
Martha Marcy May Marlene
Martha Marcy May Marlene é um típico filme independente americano. Claramente, evidentemente, não foi feito para fazer sucesso comercial – e sim para agradar à minoria dos espectadores, os que gostam de filmes “de arte”, e também, em especial, aos jurados dos festivais. Continue lendo “Martha Marcy May Marlene”
Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal / Midnight in the Garden of Good and Evil
Ver pela terceira vez Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal confirma: é uma maravilha de filme. Na verdade, faz mais que isso. Surpreende. É ainda melhor do que tinha achado das outras vezes. Dá vontade de ver de novo. Continue lendo “Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal / Midnight in the Garden of Good and Evil”
A Negociação / Arbitrage
Confesso não ter entendido muito bem o que A Negociação, no original Arbitrage, quis dizer. Que o capitalismo é injusto? Que a polícia não consegue botar as mãos nos culpados quando eles são ricos? Que os ricaços do sistema financeiro, das empresas que usam capitais para investimento, são filhos da puta? Continue lendo “A Negociação / Arbitrage”
Ana e os Lobos / Ana y los Lobos e Mamãe Faz Cem Anos / Mamá Cumple Cien Años
Carlos Saura lançou Ana e os Lobos em 1973 e Mamãe Faz Cem Anos em 1979. São portanto apenas seis anos de diferença, e seis anos a rigor são um período muito curto de tempo. Em termos de História, é muitíssimo menos que a poeira do cocô do cavalo do bandido. No entanto, na História da Espanha, foram seis anos de muita mudança. Continue lendo “Ana e os Lobos / Ana y los Lobos e Mamãe Faz Cem Anos / Mamá Cumple Cien Años”
Suspeito Zero / Suspect Zero
Suspeito Zero é um thriller interessante. Não só porque tem bons atores – Aaron Eckhart, Ben Kingsley, Carrie-Anne Moss – fazendo bons personagens, mas também por causa do visual caprichado, estiloso, e, em especial, por causa da trama. Continue lendo “Suspeito Zero / Suspect Zero”
O Ódio é Cego / No Way Out
O Ódio é Cego, no original No Way Out, sem saída, que o grande Joseph L. Mankiewicz dirigiu e foi lançado em 1950, é um filmaço. Um grande filme – e, além disso, um filme importante, marcante. O tema é o racismo; o ódio cego do título brasileiro é o de brancos por negros e de negros por brancos, numa cidade grande dos Estados Unidos – não do Sul Profundo, mas do Norte mais desenvolvido e menos racista. Continue lendo “O Ódio é Cego / No Way Out”
Isztambul
Duas características chamam especialmente a atenção em Isztambul. A primeira delas é como o filme é multinacional – uma co-produção Hungria-Turquia-Holanda-Irlanda, cuja ação se passa na Hungria, na Romênia e na Turquia – na parte européia e na parte asiática deste último. Continue lendo “Isztambul”
A Árvore dos Enforcados / The Hanging Tree
A Árvore dos Enforcados, no original The Hanging Tree, foi feito em 1959 por Delmer Daves, um diretor então de razoável prestígio. Não é um western tradicional, de maneira alguma. Na verdade, é um western bem pouco usual. Continue lendo “A Árvore dos Enforcados / The Hanging Tree”
E Se Vivêssemos Todos Juntos? / Et Si On Vivait Tous Ensemble?
E Se Vivêssemos Todos Juntos? é uma pequena pérola, uma maravilha, uma bênção. Fala de temas seriíssimos com graça, bom humor, sinceridade, emoção, carinho, sensibilidade. É belo como a vida às vezes é, como deveria ser boa parte do tempo que nos foi dado sem que tivéssemos pedido. Continue lendo “E Se Vivêssemos Todos Juntos? / Et Si On Vivait Tous Ensemble?”
Uma Vida Iluminada / Everything is Illuminated
Primeiro e até agora único filme dirigido pelo ator Liev Schreiber este Everything is Illuminated, no Brasil reduzido para Uma Vida Iluminada, é bastante interessante. O tema de fundo é o Holocausto, o Shoah, mas o tom é leve, bem humorado, brincalhão, quase farsesco. Continue lendo “Uma Vida Iluminada / Everything is Illuminated”
Rota Irlandesa / Route Irish
Aos 76 anos, o eterno socialista Ken Loach parece ter filmado Rota Irlandesa/Route Irish com o fôlego, a energia, o vigor e a rebeldia de um adolescente de 17. É um soco no estômago, de uma violência apavorante, mas uma beleza de filme. Continue lendo “Rota Irlandesa / Route Irish”
















