
Janela Indiscreta é um filme genial.
Algumas palavras são tão usadas que acabam perdendo a força, o viço, o frescor. Ficam esgarçadas. “Genial” talvez seja o exemplo mais perfeito disso. Continue lendo “Janela Indiscreta / Rear Window”

Por Sérgio Vaz

Janela Indiscreta é um filme genial.
Algumas palavras são tão usadas que acabam perdendo a força, o viço, o frescor. Ficam esgarçadas. “Genial” talvez seja o exemplo mais perfeito disso. Continue lendo “Janela Indiscreta / Rear Window”

Major, produção russa de 2013, é um filme impressionante. Na forma, é duro, seco, cru, agressivamente distante de qualquer beleza. Mostra uma Rússia suja, pobre, feia, brutal, violenta, corrupta. Continue lendo “Major / Manop”

La Cérémonie, o filme de Claude Chabrol de 1995 com sua musa Isabelle Huppert e mais um elenco estonteante, é um filmaço. Estupendo, extraordinário. Obra-prima. Continue lendo “Mulheres Diabólicas / La Cérémonie”

Holiday tem três bons atores – Jean-Pierre Darroussin, Judith Godrèche e Josiane Balasko –, e uma sinopse anunciava um filme de suspense. Assim, me dispus a ver. Continue lendo “Holiday”

A Vítima Perfeita, produção australiana de 2009, relata uma história real: no dia 1º de março de 1999, Rachel, uma moça de 15 anos, de hábitos regulares, tranquila, sem problema algum na escola ou na família, amadíssima pelos pais, com namorado firme, desapareceu misteriosamente em Melbourne. Continue lendo “A Vítima Perfeita / In Her Skin ou I Am You”

Stage Fright, no Brasil Pavor nos Bastidores, de 1950, é da fase em que Alfred Hitchcock tinha assinado um contrato com a Warner Bros, depois de ter trabalhado para o produtor David O. Selznick, que o importou de Londres para Hollywood. Continue lendo “Pavor nos Bastidores / Stage Fright”

Um estudioso da obra de Jacques Tourneur (1904-1977) diz que, em seus filmes, há sempre o incrível e o inconcebível. Nightfall, no Brasil A Maleta Fatídica, que o diretor francês realizou em 1956, durante o longo período que passou em Hollywood, comprova bem isso. Continue lendo “A Maleta Fatídica / Nightfall”

Niagara, no Brasil Torrentes de Paixão, de 1953, é muito provavelmente o primeiro filme noir em Technicolor. O primeiro noir com o batom da femme fatale absolutamente vermelho forte, vivo, diferentemente dos grandes noirs que vieram antes, todos em glorioso preto-e-branco, com jogos de luz e sombra, chiaroscuro, herança de uma das suas maiores influências, o expressionismo alemão dos anos 20. Continue lendo “Torrentes de Paixão / Niagara”

Para fazer seu filme de número 52 (e que acabaria sendo seu penúltimo), Frenesi, lançado em 1972, Alfred Hitchcock voltou à capital de seu país natal, que havia abandonado três décadas antes para se instalar em Hollywood, a Meca da gente de cinema. Continue lendo “Frenesi / Frenzy”

Muita gente diz que Goldfinger é o melhor dos filmes de James Bond. Eu não saberia dizer: não pertenço à imensa legião de fãs de carteirinha de James Bond; devo ter visto só a metade dos 24 feitos até agora, se é que vi tantos. Continue lendo “007 Contra Goldfinger / Goldfinger”

Creepy, policial de 2016 dirigido por Kiyoshi Kurosawa, começa muito bem, com uma belíssima abertura. Segue bem, com um clima denso de mistério bem realçado pela trilha sonora impressionante. Mas, depois da metade de seus longos 130 minutos, se perde feio numa trama inexplicável e inexplicavelmente cheia de furos. Continue lendo “Creepy / Kurîpî: Itsuwari no rinjin”

Em 1951, o mesmo ano do excelente, maravilhoso Uma Aventura na África/The African Queen, Humphrey Bogart interpretou um tipo raro em sua carreira cheia de papéis de vilão, bandido, aventureiro, solitário: em The Enforcer, no Brasil Um Preço para Cada Crime, ele faz um dedicado homem da lei, o enforcer do título original, um promotor público. Continue lendo “Um Preço para Cada Crime / The Enforcer”

Abre los Ojos, no Brasil Preso na Escuridão, de 1997, foi o segundo longa-metragem co-escrito e dirigido por Alejandro Amenábar. Veio logo depois de Morte ao Vivo/Tesis, do ano anterior. Dois belíssimos filmes, o bastante para chamar a atenção do mundo para esse jovem nascido em Santiago do Chile e criado desde 1 ano de idade na Espanha. Continue lendo “Preso na Escuridão / Abre los Ojos”

O cinema ainda não descobriu direito o imenso potencial dos livros do escritor norueguês Jo Nesbø. Este Arme Riddere aqui, co-produção Noruega-Suécia de 2011, exibido na TV a cabo brasileira como Grande Bolada, foi apenas o segundo filme baseado em história de Nesbø; neste segundo semestre de 2016, os americanos já começavam a produzir uma refilmagem, com o mesmo título do filme original no mercado de língua inglesa, Jackpot. Continue lendo “Grande Bolada / Arme Riddere”

Orson Welles é o diretor mais incensado da História – e A Marca da Maldade/Touch of Evil, que ele lançou em 1958, após oito anos longe de Hollywood, em andanças pela Europa, é um dos filmes mais incensados de todos os tempos. Continue lendo “A Marca da Maldade / Touch of Evil”