Feios, Sujos e Malvados / Brutti, Sporchi e Cattivi

Nota: ★★☆☆

Quando fez Feios, Sujos e Malvados, em 1976, o grande Ettore Scola vinha de Nós Que Nos Amávamos Tanto (1974), uma obra-prima, uma absoluta maravilha, um hino ao socialismo, à solidariedade, ao amor, um painel da História da Itália ao longo de três décadas que é também um afresco sobre o próprio cinema italiano. Continue lendo “Feios, Sujos e Malvados / Brutti, Sporchi e Cattivi”

Os Reis do Ié-Ié-Ié / A Hard Day’s Night

Nota: ★★★½

A Hard Day’s Night é um filme engraçado, divertido, gostoso de se ver. É inteligente, esperto, safo. Irreverente, gozador, suavemente ousado. Tem alguma coisa dos filmes dos irmãos Marx, tem um tom do cinema novo inglês de seu tempo, dos Angry Young Men. Apesar disso, ou por isso mesmo, era inovador. Fresco, fresh, no sentido mais literal e mais puro. Continue lendo “Os Reis do Ié-Ié-Ié / A Hard Day’s Night”

O Cidadão Ilustre / El Ciudadano Ilustre

Nota: ★★★☆

O Cidadão Ilustre, produção argentina de 2016 com apoio da pátria-mãe Espanha, como são muitos dos filmes dos hermanos nas últimas décadas, é uma daquelas coisas que fazem o espectador rir demais – para, ao final, o riso dar lugar a um gosto terrivelmente amargo. Continue lendo “O Cidadão Ilustre / El Ciudadano Ilustre”

Quando Voam as Cegonhas / Letyat zhuravli

Nota: ★★★★

Quando Voam as Cegonhas, produção do Mosfilm de 1957, é uma daquelas obras importantes, marcos da História do cinema. Foi o primeiro filme soviético, em décadas, a ser aclamado, reverenciado no Ocidente; ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes (o único filme russo de toda a História a conquistar esse feito), teve indicação ao Bafta, venceu vários outros prêmios. E, sobretudo, foi um imenso choque, um terremoto, um tsunami para as platéias e para o cinema da União Soviética, que haviam passado duas décadas paralisados pelo realismo socialista. Continue lendo “Quando Voam as Cegonhas / Letyat zhuravli”

Lupin – Parte 2 / Lupin – Partie 2

Nota: ★★★½

A série Lupin, de cinco episódios de cerca de 45 minutos cada, lançada mundialmente pela Netflix em 8 de janeiro de 2021, se tornou de imediato um sucesso avassalador. E merecia, porque era de fato espetacular. Apresentava, porém, um defeito danado: não tinha fim. O quinto episódio terminava deixando o espectador no maior suspense, doido para saber o que aconteceria em seguida. Continue lendo “Lupin – Parte 2 / Lupin – Partie 2”

Criminal: Reino Unido / Criminal: United Kingdom

Nota: ★★★☆

Criminal: Reino Unido tem um episódio, em especial, que já valeria todo o conjunto de séries Criminal, feitas por equipes do Reino Unido, França, Alemanha e Espanha. Tem o título de “Alex”, e Alex (interpretado, brilhantemente, por Kit Harington), está sendo interrogado porque foi acusado de estupro. Continue lendo “Criminal: Reino Unido / Criminal: United Kingdom”

Criminal: França / Criminal: France

Nota: ★★★☆

Uma jovem interrogada mais uma vez sobre como ela escapou do ataque à boate Bataclan, em Paris, onde morreu seu namorado, entre as dezenas de vítimas dos três atos terroristas simultâneos, em novembro de 2015. Uma empresária da construção civil de meia-idade suspeita de ter empurrado um operário de um prédio em construção. Um gerente de vendas suspeito do assassinato de um homossexual. Continue lendo “Criminal: França / Criminal: France”

Passagem para a Índia / A Passsage to India

Nota: ★★★★

Quando Passagem para a Índia – o último dos 16 filmes realizados pelo mestre David Lean, em 1984 – está com 47 dos seus 163 minutos que passam bastante depressa, a protagonista da história, a jovem inglesa Adela Quested, o papel de Judy Davis, então com 29 anos, se aventura em um passeio de bicicleta. Continue lendo “Passagem para a Índia / A Passsage to India”

O Signo de Vênus / Il Segno di Venere

Nota: ★☆☆☆

Há um monte de nomes importantes nos créditos iniciais de O Signo de Vênus/Il Segno de Venere, produção italiana de 1955 que no início de 2021 estava disponível na Netflix. A começar do diretor, Dini Risi, o realizador que o grande Jean Tulard chama de “o príncipe da comédia italiana”. “Não nos aborrecemos jamais com Risi”, sentenciou o crítico em seu Dicionário de Cinema – Os Diretores. Continue lendo “O Signo de Vênus / Il Segno di Venere”