
(Diponível na Netflix em 3/2026.)
O Cuco de Prata, minissérie espanhola de crime e mistério lançada em novembro de 2025, se passa em uma pequena cidade fictícia do interior – um pueblo, como eles dizem, e não uma ciudad –, perto de uma grande, bela floresta. A floresta é um elemento fundamental da trama. É onde acontecem os assassinatos e são enterradas as vítimas – e há vários assassinatos, várias vítimas.
Com seis episódios de cerca de 45 minutos cada, a minissérie – que tem feito muito sucesso na Netflix – se baseia no romance homônimo de Javier Castillo, editado em 2023. Naquele ano de 2023, foi lançada outra minissérie baseada em romance do autor, La Chica de Nieve, no Brasil A Garota da Fita. Não por coincidência, uma das duas diretoras desta nova série, Laura Alvea, dirigiu episódios da anterior. Também não por coincidência, alguns dos temas de La Chica de Nieve estão presentes neste El Cuco de Cristal.
Uma das principais características da série é que a ação se passa em diversos períodos de tempo – e, para facilitar a vida do espectador, os anos são mostrados no início de cada nova sequência de época diferente da anterior, em numerais gigantescos. (Aliás, outra coisa que as duas séries têm em comum.)
Só no primeiro episódio, vemos letreiros com os anos 2005, 2022 e 2024. Nos demais episódios, haverá também eventos ocorridos em 2023 e até bem mais atrás, em 1957.
Várias épocas, mais de uma dúzia de personagens em diferentes épocas de suas vidas, e uma trama bastante complexa. Claro, é possível se fazer uma sinopse básica, com algumas informações sobre pontos fundamentais. A Wikipedia em espanhol soube fazer. Uso o texto como base e acrescento informações:
Clara Merlo (o papel de Catalina Sopelana), uma jovem médica fazendo o primeiro ano de residência em Madri, é submetida a um transplante de coração após um enfarte fulminante. Desde o início da recuperação, a moça fica extremamente curiosa para saber quem foi seu doador. Depois de muita pesquisa, identifica que foi um homem jovem que sofreu um acidente perto de seu pueblo natal, Yesques. Entra em contato por telefone com a mãe dele, Marta (Itziar Ituño), que, depois de alguns momentos de perplexidade, convida Clara para ir até a cidadezinha em que viveu seu filho Carlos (Roque Ruíz), o dono do coração que agora está no peito da moça.
Isso aí, na verdade, é apenas a base, o ponto de partida da história. A Wikipedia termina sua sinopse assim: “A estada de Clara no pueblo a leva a uma espiral cheia de segredos e um mistério não solucionado durante 20 anos.”
Meu, haja segredos nessa espiral! São muitos, muitos, muitos. E não há apenas um mistério que não teve solução – há vários, vários, vários.
Uma ampla gama de mistérios. Mulheres desaparecidas e jamais encontradas. Um homem – o marido de Marta – igualmente desaparecido. Verdades não confessadas a ninguém durante duas décadas. Maus tratos a mulheres, misoginia, estupros, assassinatos – e até o pior tipo possível que pode haver de incesto.
O Cuco de Cristal pega muito pesado.
Uma densa, bela floresta e fundamental na trama
A floresta é a primeira coisa que o espectador vê, nas tomadas de abertura de O Cuco de Cristal. E é linda a floresta próxima à pequenina cidade de Yesques. Bela mata fechada, numa região de terreno acidentado, montanhoso. As tomadas em plano geral feitas com a câmara em um drone pelo diretor de fotografia Fran Fernández Pardo são deslumbrantes. Vemos um riacho de águas cristalinas correndo entre pedras, ouvimos ruídos feitos por insetos, enquanto vão rolando os nomes dos principais atores. Um lobo lá ao longe. Close-up do lobo, uma beleza de animal, olhando diretamente para a câmara, e portanto para os olhos do espectador.

Corta, e vemos também em close-up as mãos cheias de sangue de um homem que está justamente lavando, tentando tirar dali o sangue, usando uma mangueira no que, veremos, é o jardim de sua casa. A porta da frente se abre, um garotinho aí de uns seis ou sete anos olha para o pai. Surge na tela a primeira data, em números gigantescos: 2005.
– “Papai?”, diz o garotinho, falando baixo porque é noite cerrada.
– “Juan! O que você faz aqui? O que você faz acordado? Vá deitar.”
Os dois se aproximam. O pai se ajoelha, fica com o rosto pertinho do do filho.
O garoto Juan (o papel de Alex Infantes): – “Estava te esperando. O que é isso?” – e aponta para a camisa branca do pai com grandes marcas de sangue.
O pai, falando bem baixinho: – “Nada. Tive uma briga no trabalho. (…) Você precisa guardar esse segredo, tá?”
O garoto Juan: – “Você diz que não podemos ter segredos”.
O pai: – “Mas isso é diferente, Juan. Você quer que a mamãe fique preocupada?”
Juan faz que não com a cabeça.
– “Então me prometa que você não vai contar para ninguém. Promete?”
– “Sim.”
O pai dá um sorriso. – “Então vá deitar.”
Juan entra em casa. O pai vai a uma edícula secundária, tira a camisa ensanguentada, bota num saco – e chora.
Não vai demorar para o espectador ver que o pai de Juan é o marido de Marta, Miguel Ferrer López (o papel de Alex García), um dos policiais da Guarda Civil do vilarejo de Yesques – e um dos protagonistas da história.
Surge o título da série, em grandes letras brancas sobre o fundo negro.
Uma mulher morta na casa incendiada
A sequência seguinte é em um hospital, e a data 2022 aparece imensa na tela – 17 anos, portanto, após a anterior.
A jovem médica Clara está atendendo a uma emergência em um centro cirúrgico do hospital quando, de repente, cai no chão, desmaiada.
Corta, fade out um pouquinho longo, e, na sequência seguinte, estamos em 2004. Miguel está jogando bola com seus dois filhos, o primogênito Juan e o caçula Carlos (aí interpretado por Pablo Cabello del Valle), junto de um lago. Sentada em uma dessas cadeiras de praia está a Marta. (Itziar Ituño, excelente atriz , faz Marta de 2005 assim como a de 2022, quando receberá a visita da jovem médica Clara.)
A sequência é feita para mostrar uma família feliz, amorosa, que está ali curtindo um momento de tranquilidade em um feriado ou fim de semana, fazendo um piquenique à beira do lago. Mas a tranquilidade dura pouco: Miguel observa que, lá ao longe, do outro lado do lago, há um incêndio. (Na foto abaixo, do final dessa sequência, Alex García e Itziar Ituño, que, como já foi dito, fazem Miguel e Marta.)

Uma grande casa, de dois andares, está pegando fogo. Miguel chega lá antes mesmo dos bombeiros.
É – veremos rapidamente – a casa de Gabriel (Tomás del Estal, na foto abaixo), o tio de Rafael (Ivan Massagué), amigo de Miguel desde a infância, e colega dele na Guarda Civil. Rafael já estava também diante da casa em chamas, ligando do celular para o tio.
Miguel vê o carro de Luísa, a mulher de Gabriel, estacionado perto da casa – um sinal de que ela estaria lá dentro. Apesar das chamas, do perigo, ele entra na casa, gritando por Luísa, seguido pelo amigo. Mas o fogo está forte demais, e os dois são obrigados a recuar.
Depois que os bombeiros conseguem apagar as chamas, Miguel e Rafael sobem até o quarto principal, no andar de cima. Na cama, há um corpo carbonizado – o de Luísa. Miguel se aproxima dele – e a câmara mostra em super big close up um pingente no pescoço do corpo, um pingente em forma de um pássaro – um cuco de cristal.
Estamos com 8 minutos de uma série que vai durar cerca de 270.
Na mesma época, desapareceram uma jovem e Miguel
Tenho essa mania de relatar detalhadamente o início da narrativa. Acredito que pelo início de um filme e/ou uma série o espectador pode perfeitamente ter uma idéia do tom da obra.
Mas, depois desse início esmiuçado, aperto de fast-forward.
(E não consigo me impedir de uma digressão, que pelo menos será rapidíssima. Os filmes em geral são mais belos que a vida real, porque neles as sequências dolorosas têm fim rapidamente – corta, fade in, fade out, e pronto, aquilo já passou e estamos em outro momento. E também porque, ao contrário do que acontece quando a gente está vendo um filme em casa, a vida não tem tecla de fast-forward…)

Embora estivesse, na primeira vez em que aparece em cena, com sangue nas mãos e na camisa, pedindo ao filho que não falasse daquilo com ninguém – numa sequência de clímax, que será mostrada mais de uma vez ao longo da narrativa que mistura épocas das ações –, Miguel nos é mostrado como um policial correto e um bom homem, uma pessoa do bem, pai amoroso, marido carinhoso. Marta reclama que ele passa tempo demais no trabalho e de menos em casa, e isso é verdade, mas apenas porque ele se dedica muito ao que faz.
Uma pessoa do bem – mas com problemas, é claro, Por alguns diálogos, ficamos sabendo que o pai de Miguel era um homem violento, que certamente batia na filha primogênita Magdalena (o papel de Júlia Frigola, na foto abaixo), bem mais velha que o caçula.
Magdalena – uma jovem muito bonita, que costumava usar um pingente com um cuco de cristal – havia desaparecido quando Miguel e seu amigo Rafael ainda eram crianças. Talvez tivesse fugido de casa e da cidade para escapar dos maus tratos do pai.

O exemplo do pai violento, brutal, havia marcado Miguel. Ele se tornou um homem que não podia conceber, tolerar a idéia de um homem que bate em mulher – e passa a suspeitar que Gabriel poderia ter provocado o incêndio que matou Luísa. Muita gente no vilarejo sabia que o tio de Rafa tinha grandes discussões com sua mulher,
Gabriel era um apaixonado pela floresta, por animais. Professor de biologia, havia passado uma temporada dando aulas em colégio de outra cidade; depois disso, passara a dar aulas ali mesmo, no pueblo de Yesques.
Além daquela grande casa que havia pegado fogo enquanto a mulher estava lá e ele não, Gabriel possuía uma pequena casa bem no meio da floresta que ele amava.
Quando a série está ali pela metade, ficamos sabendo que a mãe de Rafael, Raquel, se recusa a ter qualquer tipo de relação com o irmão. Não se dá de forma alguma com ele. E, no quinto episódio – em que a história tem uma abrupta mudança, com revelações extraordinárias –, volta-se mais para trás no passado, para 1957, e o espectador vê que Raquel proibia o filho garoto de ter qualquer contato com o tio.
(Quando mais jovem, Raquel é interpretada por Tamara Casellas; mais velha, por Adelfa Calvo.)
Como bem sabemos, os seres humanos de uma maneira geral, e os garotos talvez mais que todos, têm fascinação pelo proibido, e Gabriel atrai o sobrinho para exploraram juntos os segredos da floresta.
Isso foi no passado mais distante, 1957. No passado mais recente, 2004, após o incêndio que matou a mulher de Gabriel, acontecem dois desaparecimentos. O de uma bela jovem, Silvia Luna (Irene Rojo), que trabalhava em um posto de gasolina um tanto distante da cidadezinha, na estrada que atravessa um trecho da floresta. E o de Miguel Ferrer López. Nunca mais nenhum dos dois foi visto.

Sobre o desaparecimento de Miguel, não é dito, nem sequer indicado muito claramente – mas a série passa para o espectador (pelo menos passou para mim) a sensação de que sua mulher, Marta, fica com uma leve, talvez muito leve desconfiança de que ele possa ter querido fugir da família, da cidade pequena, ir fazer a vida bem longe dali, talvez, quem sabe, com alguma outra mulher. Insisto: isso não é dito, de forma alguma – foi uma sensação que tive.
É para este vilarejo com tantas histórias estranhas, tantos mistérios, tantos desaparecimentos, que, em meados dos anos 2020, viaja a jovem médica Clara Merlo Corzán,
Marta, viúva (ou não) do policial Miguel, dona de um sempre cheio café-restaurante do pueblo, recebe de braços abertos a madrilenha que carrega no peito o coração de seu filho Carlos. Ela agora mora sozinha na grande casa da família, e coloca a visitante em um dos quartos.
Uma nova tragédia: um bebê é raptado
Como se não bastassem os muitos mistérios do passado, acontece um novo drama no pueblo enquanto Clara está ali: uma bebezinha é sequestrada. Os policiais Rafael, agora veterano, e o jovem Juan (agora interpretado por Alfonso Nieto), o primogênito de Miguel e Marta, organizam uma grande equipe de busca pela bebê na floresta. Clara participa das buscas – e acaba sendo ela que encontra a bebê, viva, ilesa. Perto dela, bem de relance, Clara vê um homem com uma grande máscara, fazendo uns estranhos movimentos. O homem some, desaparece.
Ufa! O relato de alguns dos principais eventos da trama acabou ficando enorme. Mas não houve aí nenhum spoiler. Acrescento apenas um detalhe – que também não é spoiler, até porque é algo previsível, que o espectador um pouco mais atento percebe de cara: Carla, aí com uns 26, 27 anos, é uma jovem bonita, simpática. Juan, aí mais ou menos com essa idade, talvez uns 28, 30, é um rapagão bonito. Aí vai ter coisa.
E é claro que tem.
Um elemento um pouco mais leve em uma trama que, à medida que avança, vai ficando mais e mais loucamente dura, pesada, suja. (Na foto abaixo, Catalina Sopelana e Alfons Nieto, que fazem Carla e Juan.)

Nada mais natural que o nome do pueblo seja fictício
Fatos duros, pesados, sujos. Desaparecimentos, sequestro, estupros, assassinatos, ocultação de crimes – e de cadáveres. Sem dúvida alguma, não ficaria nada bem o romance de Javier Castillo e a série baseada nele situarem essa história em uma pequena cidade existente – os moradores da cidadezinha e de seu entorno ficariam, com toda certeza, enfurecidos.
Nada mais natural que se criasse um nome fictício – e por isso praticamente toda a ação se passa em uma cidade de nome fictício, Yesques, e em seu entorno. (As únicas exceções são sequências rápidas, no inicio da narrativa, mostrando Clara no hospital em que trabalha como médica residente e em sua casa após a operação para o transplante do coração.)
Há uma referência ao fato de que Yesques, o pueblo afastado, no meio do nada, fica a 4 horas de carro de Madri. E também dá para inferir, por causa de referências à Franca, que a fictícia Yesques fica não muito longe da fronteira com aquele país.
A série “foi rodada em Hervás e outros municípios do Vale do Ambroz, na província de Cáceres”. A informação é dada em um letreiro ao final de cada um dos seis episódios, antes dos créditos finais. Os realizadores explicam que aquela região foi afetada pelos incêndios do verão de 2025, e acrescentam: “Queremos mostrar nosso apoio a esta região, e agradecer por toda a generosidade com que nos tratou sua comunidade durante a filmagem.”
Vale do Ambroz, província de Cáceres. Vejo no mapa que Hervás e arredores, onde a série foi rodada, ficam a Oeste de Madri, entre Salamanca, ao Norte, e Cáceres, ao Sul. Um tanto próximas da fronteira de Portugal – e não da França, como a fictícia Yesques.
O fato é que é uma região belíssima. E os diretores Laura Alvea e Juan Miguel del Castillo souberam muito bem tirar proveito da beleza do lugar, As tomadas gerais são maravilhosas – tanto as da floresta quanto as do vilarejo, com suas ruas estreitas e belas e antigas casinhas.

“Uma adaptação séria e consistente”
Faz tempo que acho o cinema espanhol um dos melhores do mundo; creio que e o segundo melhor, depois daquele feito nas Ilhas Britânicas. Como tem bons atores a Espanha, meu.
Alex García faz o policial Miguel de forma irrepreensível. (Não me lembrava, mas ele está também em Gente que Vai e Volta/Gente que Viene y Bah, comedinha romântica de 2019,)
Essa Itziar Ituño, que faz a mulher de Miguel, Marta – tanto na faixa aí dos 30 e poucos anos quanto 17 anos mais tarde… Ela é impressionante.
Também é muito bom Tomás del Estal, que faz Gabriel Durán, o professor de Biologia tio de Rafael.
Fiquei boquiaberto com o garoto Diego García, que faz Rafael quando criança – desobedecendo à mãe, o garoto Rafael passa a ter contato com o tio Gabriel, que resolve ensiná-lo a caçar. “Na vida há os predadores e as vítimas”, dizia o tio, sugerindo que o garoto, assim como ele, deveria ser um predador. Meu, como o garoto é expressivo!
Uma crítica da série no site de notícias argentino Infobae me pareceu interessante. O título é longo e opinativo: “A adaptação de ‘O Cuco de Cristal”, de Javier Castillo: mais séria e consistente que o ‘fast-food’ habitual da Netflix”. Eis o início da crítica de Beatriz Martinez, publicada em novembro de 2025, mês de lançamento da série:
“Estreou na Netflix a adaptação do romance best-seller El Cuco de Cristal de Javier Castillo em formato de minissérie, colocando-se de imediato no número 1 das ficções mais vistas da plataforma.
“Um dado bastante previsível, se levarmos em conta os milhões de leitores do escritor, de quem também foi adaptado La Chica de Nieve. No entanto, as adaptações de best-sellers, em sua vertente de thriller, geralmente não são caracterizadas por sua qualidade (sempre há exceções), sobretudo porque, em muitos casos, procedem de tramas tão inverosímeis e delirantes que se torna complicado compor algo minimamente coerente.
“Neste sentido, muitas dessas produções acabam sendo ‘subprodutos’, apesar da quantidade de dinheiro investido nelas e da repercussão que possam ter nas plataformas. (…)
Felizmente, não é caso de O Cuco de Cristal, em que se levou a sério o processo de adaptação, para converter-se em uma ficção com identidade própria, sobretudo por transportar a ação dos Estados Unidos ao Vale de Ambroz, em Cáceres, convertendo o cenário em um protagonista a mais na hora de configurar uma atmosfera florestal e inquietante, cheia de referências à natureza selvagem, que também reside nos personagens.”
Há aí, creio, um pequeno engano da crítica, já que a série foi filmada, como já foi dito, no Vale de Ambroz, em Cáceres, mas a ação se passa em um povoado fictício mais próximo da fronteia francesa.
No IMDb, a série estava, em março de 2026, quatro meses após seu lançamento, com 6,6, média das notas dadas por quase 4 mil leitores do site. No Rotten Tomatoes, tinha 63% de aprovação dos leitores.
Euzinho aqui achei que nos dois últimos episódios a série exagera demais nas situações e na violência. Mas, no conjunto, no geral, tem qualidades, e é muito valorizada pela beleza da fotografia e dos cenários e pelas excelentes atuações do elenco.
Anotação em março de 2026
O Cuco de Cristal/El Cuco de Cristal
De Laura Alvea, Juan Miguel del Castillo, Espanha, 2025.
Com Catalina Sopelana (Clara Merlo Corzán, a jovem médica).
Álex García (Miguel Ferrer López, o policial),
Itziar Ituño (Marta Ruiz, a mulher de Miguel),
Iván Massagué (Rafael Durán, o policial colega e amigo de Miguel),
Tomás del Estal (Gabriel Durán, o tio de Rafael),
Richard Holmes (Gabriel mais jovem), Alfons Nieto (Juan Ferrer Ruiz, o filho primogênito de Miguel e Marta), Roque Ruíz (Carlos Ferrer Ruiz, o filho mais novo de Miguel e Marta), Alex Infantes (Juan criança), Pablo Cabello del Valle (Carlos criança), Diego García (Rafael criança), Valèria Solla (María, a namorada de Carlos), Adelfa Calvo (Raquel Durán, a mãe de Rafael), Tamara Casellas (Raquel Durán, a mãe de Rafael quando jovem), Irene Rojo (Silvia Luna, a moça do posto de gasolina), Natalie Pinot (Chelo, a mãe de Silvia Luna), Alicia Armenteros (Mónica, a amiga de Clara), Júlia Frigola (Magdalena. a irmã mais velha de Miguel), Rosa Martí (a mãe do bebê sequestrado), Daniel Chamorro (Ribo), Lucía Barrado (Patricia), Ana Villa (médica), Nur Olabarria (Antonia), Jorge Asín (Braulio), Jorge Cabrera (Paco), Daniel Ortiz (Roque), Jordi Aguilar (o sargento)
Roteiro Jesús Mesas Silva, Javier Andrés Roig
Baseado no romance “El Cuco de Cristal”, de Javier Castillo
Fotografia Fran Fernández Pardo
Música Julio de la Rosa
Montagem Carlos Crespo Arnold, Fátima de los Santos, Manuel Terceño
Direção de arte Marta Blasco
Casting Patricia Álvarez de Miranda, Ana Sainz-Trápaga
Figurinos Alberto Valcárcel
Produção Atípica Films
Cor, cerca de 270 min (4h30)
***
