
(Disponível na Netflix em 11/2025.)
Que beleza, que maravilha, que preciosidade é O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, que Cao Hamburger lançou em 2006.
Que linda sacada mostrar o clima do Brasil de 1970 – entre a euforia com a Seleção rumo ao tricampeonato mundial na Copa do México e a opressão, o medo. o pavor de ser preso e torturado nos porões dos quartéis, sob o tacão do general Garrastazu Médici – pelos olhos de um garoto de uns dez anos de idade, deixado pelos pais ativistas políticos radicados em Minas aos cuidados do avô em São Paulo.
É um importante, forte, sensível, impactante documento sobre a vida nos piores momentos da ditadura. Sim, sem dúvida – mas é muito, muito mais.
É uma belíssima declaração de amor a São Paulo, esta cidade que é como o mundo todo, na perfeita definição de Caetano Veloso. Uma ode à maravilha que é a convivência de gente de todos os lugares do mundo, de todas as religiões e crenças, no coração da metrópole que – de novo ao som de Caetano, nas palavras de Torquato Neto – não tem mais fim, não tem mais fim.
Sobretudo, creio, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias é um hino, um panfleto, uma elegia à solidariedade – essa que é uma das mais belas criações da raça capaz de erguer e destruir coisas belas.
Foi uma deliciosa, rica experiência rever o filme agora com a Mary quase 20 anos depois do lançamento e de vê-lo no Reserva Cultural com meu irmão Floriano, cinéfilo de carteirinha desde sempre, em novembro de 2006. Na época, dei só 3 estrelas em 4 e escrevi: “Bonito, sensível – e bem feito, com competência, bom gosto. Um dos grandes filmes brasileiros dos últimos anos.”
Quando a gente revê um filme quase 20 anos depois e gosta dele ainda mais, e muito mais, é porque a coisa é séria.
Com tantos momentos leves, suaves, bem-humorados. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias é coisa séria.
E, além de tudo, tem interpretações maravilhosas, impressionantes, de aplaudir de pé como na ópera, daqueles dois garotos, Michel Joelsas e Daniela Piepszyk. Meu, o que que é aquilo? Sob a batuta de Cao Hamburger, os pequenos Michel e Daniela dão um show de interpretação – coisa de fazer lembrar o talento de François Truffaut e Steven Spielberg para dirigir atores mirins.

Os pais deixam o garoto na frente do prédio do avô
A história do garoto Mauro Gadelha – o protagonista do filme, interpretado por Michel Joelsas – foi criada por Claudio Galperin e Cao Hamburger, Exatamente como o co-autor da história e diretor do filme, Mauro é filho de mãe católica e pai judeu.
Há mais elementos que unem criador e criatura. Naquele mesmo ano de 1970, os pais do diretor, os físicos e professores da Universidade de São Paulo Ernst Wolfgang Hamburger e Amélia Império Hamburger, foram detidos pelas forças de repressão da ditadura, acusados de dar apoio a “subversivos’.
No filme, os pais de Mauro, Daniel e Beatriz, são interpretados por Eduardo Moreira e Simone Spoladore. Na primeira sequência, eles estão de saída, às pressas, de sua casa em Belo Horizonte. Vão pegar a Fernão Dias em seu Fusca azul para deixar o garoto Mauro aos cuidados do avô paterno, no Bom Retiro, em São Paulo.
Ao garoto, dizem que vão sair de férias. Fica absolutamente óbvio que eles estão fugindo da polícia da ditadura. O que não fica claro, de forma alguma – de propósito, evidentemente, porque isso não é fundamental – é a qual organização antiditadura pertencem e para onde irão. Dá para o espectador depreender que vão partir para a clandestinidade.
De um orelhão na beira estrada, Daniel liga para o pai e informa que em poucas horas deixará o garoto Mauro aos seus cuidados. O pai parece que tenta argumentar, mas Daniel é impositivo: diz que não tem outro jeito, tem que ser assim – e desliga.
Não têm tempo de subir até o apartamento do avô do menino. Deixam-no com sua mala diante do prédio baixo, de três andares, no Bom Retiro – e, para dar alguma resposta à indagação insistente, premente de Daniel, o pai responde que o casal estará de volta na época da Copa do Mundo.

Sem avô, sem pai, sem mãe – mas ele não está sozinho no mundo
Mauro sobe até o andar do avô, toca a campainha, toca mais uma vez, bate na porta – mas não tem resposta.
Senta-se no chão do hall. Daí a algum tempo, pega a bola que vinha numa sacola, dá uns chutes ali no hall comprido, que parece um corredor. Depois tira da mala seu brinquedo favorito, sua paixão – um conjunto de dois times de futebol de botão. Folheia seu álbum de figurinhas da Copa do Mundo.
Sai do elevador e aparece no hall o vizinho do avô, um senhor idoso, barba e cabelos brancos, chapéu, paletó sobre camisa social branca, sem gravata. Enquanto coloca a chave no buraco da fechadura, dirige-se ao menino em iídiche – e entra em seu apartamento.
Mauro decide tocar de novo a campainha do avô, bater na porta, esmurrar, chutar a porta.
Espantado com o barulho, o vizinho – Shlomo, veremos logo depois, o papel de Germano Haiut – volta para o hall.
O primeiro diálogo entre o garoto deixado ali pelos pais e o vizinho do seu avô é impressionante – e, nas vozes, nas expressões daqueles dois atores no auge de seu talento, é um momento de grande cinema.
Shlomo: – “Quem é você? Como você se chama?”
– “Mauro.”
Shlomo, tirando o chapéu da cabeça, examinando cuidadosamente o rosto do garoto: – “O que você está fazendo aqui?” Diante do silêncio, aumenta o tom da voz: – “Perdeu a língua?”
Mauro: – “Eu vim ficar com meu avô.”
Shliomo: – “Que avô?”
Mauro: – “Mótel.”
Shlomo exclama alguma coisa em iídiche, bota a mão direita no rosto, uma expressão de absoluto choque. – “Onde está sua mãe? Seu pai?”
Mauro não responde.
Shlomo fica murmurando palavras em iídiche, segurando seu chapéu.
Corta, e estamos no funeral judaico de Mótel, o pai de Daniel Gadelha, o avô de Mauro.
Depois da bela, dramática, dolorosa sequência do funeral, um rápido flashback mostra que o velho Mótel (uma participação especialíssima de ninguém menos que Paulo Autran), pouco depois do telefonema do filho informando que deixaria daí o pouco o garoto para o avô cuidar, tem um ataque cardíaco fulminante.
Mauro está sem avô, sem pai, sem mãe.
Estamos chegando aos 15 dos 110 minutos que dura o filme.
A barra que o garoto vai enfrentar de início é pesada, duríssima – mas ela não é contada de uma forma triste, depressiva. Bem ao contrário. O filme de Cao Hamburger mostra que Mauro não ficará sozinho no mundo. Logo terá a companhia desse solitário Shlomo, da vizinha de prédio Hanna, uma garotinha deliciosa, alegre, vivaz (o papel de Daniela Piepszyk), de Irene (Liliana Castro), a moça mais linda do pedaço, de Ítalo (Caio Blat), um ativista antiditadura, amigo do Daniel e Beatriz Gadelha, do rabino Samuel (Silvio Boraks), e de toda aquela grande comunidade de judeus do Bom Retiro.

Momentos emocionantes, de imensa beleza
Há vários belos momentos no filme de Cao Hamburger. Eu gostaria de citar uns dois ou três.
* A série de tomadas em que Mauro é recebido em diversas casas da colônia judaica para almoços ou jantares.
Como não tinha outro jeito, o solitário Shlomo acolhe Mauro, mas o garoto é rebelde, inquieto; prefere ficar no apartamento agora deserto do avô, grudado ao de Shlomo. O velho tenta tirar dos ombros a responsabilidade de cuidar do menino, mas o rabino Samuel dá uma dura: – “Se Deus deixou esse menino na sua porta, ele sabe o que está fazendo. Ou ´por acaso você já se esqueceu da história do Moishe Rabeinu?” A partir daí, Shlomo passa a chamar Mauro de Moishale – e todas as senhoras da comunidade passam a oferecer refeições para o garoto em suas casas.
* A sequência em que a pequena Hanna conduz os garotos voyeurs às frestas do prazer.
Aqui há algo de Amarcord de Federico Fellini (1973), de C’era una Volta in America de Sergio Leone (1984). Hanna, a garota esperta, danadinha, cobra um dinheirinho para que os meninos da vizinhança possam ter acesso a uns buraquinhos na parede que dão para os provadores de roupa da loja da mãe dela. É uma absoluta maravilha.
* O jogo de futebol, o congraçamento dos povos.
Lá pelas tantas, já depois da metade da narrativa, há um sensacional jogo num campinho de várzea – judeus x italianos, as duas grandes colônias que tomaram conta do Bom Retiro durante décadas e décadas. É o momento em que Mauro e os espectadores vêem pela primeira vez o namorado da bela Irene retirar o capacete de motociclista que usava sempre – e revela-se que ele é negro. Edgar (Rodrigo dos Santos) joga como goleiro no time dos judeus.
Há um pênalti para os italianos. Edgar faz o sinal da cruz. Mauro o imita – e leva um tapinha na cabeça de Shlomo – como assim, sinal da cruz no meio da torcida judaica?
Mauro era apaixonado pelos goleiros dos seus times de futebol de botão. Quando vê Edgar, aquele sujeito bonito, namorado da moça mais bela do pedaço, voar e pegar o pênalti, Mauro pensa com seus botões, e os espectadores conseguem ouvir seu pensamento:
– “E de repente, eu descobri o que eu queria ser. Eu queria ser negro e voador.”
Ah, meu… Que maravilha!

Cao Hamburguer se mostra mestre na arte de dirigir garotos
Deve ser de fato uma arte difícil, especial, essa de dirigir atores mirins.
François Truffaut era mestre. Desde sempre: seu primeiro longa-metragem, Os Incompreendidos/Les Quatre-Cents Coups (1959) é sobre um garotinho – extremamente parecido com ele mesmo – que por pouco, muito pouco, não caiu na marginalidade. Jean-Pierre Léaud tinha 15 aninhos quando interpretou pela primeira vez Antoine Doinel, esse alter-ego do cineasta.
Antes mesmo de Os Incompreendidos, em 1957, quando ele mesmo tinha apenas 25 anos, Truffaut fez o delicioso curta Les Mistons, Os Pivetes, sobre um grupo de sete pirralhos apaixonados pela beleza de uma mulher.
Mas sua maestria na arte de dirigir mistons, pivetes, pirralhos, chegou ao ápice em L’Argent de Poche, literalmente dinheiro de bolso, trocadinho, que nos países de língua inglesa foi lançado como Small Change, no Brasil Na Idade da Inocência (1976), em que todos os personagens importantes são crianças, garotos mal entrando na adolescência.
Quando, na segunda metade dos anos 1970, Steven Spielberg, então o grande mago dos filmes sobre crianças e para o público infanto-juvenil, convidou François Truffaut para fazer o papel do cientista Claude Lacombe em Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), ele estava, na verdade, querendo ver se pegava com o cineasta francês esse toque, essa magia, essa arte de saber dirigir crianças. Bem, esta foi a teoria defendida pelo grande repórter de cultura e crítico de cinema Geraldo Mayrink, em um dos deliciosos, ricos textos que escreveu para a revista Afinal, em que tive a honra de trabalhar ao lado dele e de mais um bando de bambas.
Não consegui me impedir de falar de Truffaut, Spielberg e a teoria de Geraldo Mayrink quando revi agora O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias. Porque a teoria é muito engraçada – e os dois grandes cineastas, o francês e o americano, são dos melhores nessa fantástica arte de dirigir atores mirins.
Cao Hamburger também é grande nessa arte. Basta a gente lembrar que foi ele que criou a série Castelo Rá-Tim-Bum (1994-1997), na TV Cultura de São Paulo. A série – da qual foi o diretor-geral – foi eleita o melhor programa infantil pela Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA), e deu origem, em 1999, ao longa-metragem Castelo Rá-Tim-Bum – O Filme, premiado no Toronto Children’s Festival e no Chicago Festival na categoria de melhor filme.
Diz o verbete da Wikipedia sobre Cao Hamburger:
“Suas obras feitas para a televisão e direcionadas para o público infantil ficaram conhecidas por mesclar entretenimento com conteúdo. Entre elas, estão as séries Os Urbanóides (1991), Perigo, Perigo, Perigo! (1992), Disney Club (1996), Um Menino Muito Maluquinho (2006) e Pedro e Bianca (2012) – esta, mais focada no público adolescente, recebeu o prêmio de melhor série de 2013 pelo International Emmy Kids Awards e no Prix Jeunesse, o prêmio europeu mais importante para a categoria. Na TV, Cao ainda assinou a criação, juntamente com Elena Soarez, e a direção-geral de Filhos do Carnaval, uma série dramática exibida pelo canal HBO nos anos de 2006 e 2009. A primeira temporada foi nomeada para o International Emmy Awards e levou o Prêmio de Melhor Programa de TV pela Associação de Críticos Brasileira.”

Parte da beleza do filme vem desses três atores
Boa parte do sucesso de um filme vem da escolha do elenco, costuma dizer Cao Hamburger, segundo o crítico Luciano Ramos.
Ele tem toda razão, me parece – e, de fato, boa parte do que faz de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias uma beleza de filmes vem de Michel Joelsas, Daniela Piepszyk e Germano Haiut. Da escolha deles – e de suas memoráveis interpretações como Mauro, Hanna e Shlomo.
Germano Haiut, pernambucano do Recife, classe 1938, estava portanto com 68 quando o filme foi lançado. É filho de imigrantes judeus vindos da região que hoje é a Moldávia – e, portanto, diabo, é bem provável que ele de fato soubesse falar iídiche. É um homem de teatro, sua formação é de ator de teatro – começou a carreira no Teatro Israelita de Pernambuco. Mas fez diversos filmes – 16, parece, entre a estréia em Batalha de Guararapes, de 1978, e As Manhãs de Majer, de 2023.
Michel Joelsas é paulistano, filho, segundo ele definiu em uma entrevista, de pai judeu ortodoxo e mãe liberal. Foi pré-selecionado para concorrer entre cerca de mil garotos – e acabou ficando com o papel, o primeiro de sua vida. Quando o filme foi lançado, estava com 11 anos.
Dois anos depois, em 2008, trabalhou na série Alice, produzida pela HBO Brasil, com direção de Karim Aïnouz e Sérgio Machado. Em 2010, trabalhou sob a direção de Arnaldo Jabor em A Suprema Felicidade; em 2015, esteve em Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert – e. de lá para cá, vem intercalando papéis no cinema e na televisão.
Exatamente como Michel Joelsas, Daniela Adler Piepszyk é paulistana da classe de 1995, e estava, portanto, com 11 anos em 2006 quando foi lançado o filme. Como Michel, estreou no filme de Cao Hamburger, e, como ele, também trabalhou na série Alice. Uma delícia, uma gracinha de menina.

“Um novo paradigma para o cinema de São Paulo”
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias teve um total de 32 prêmios e 38 indicações. Foi admitido para participar da mostra competitiva do Festival de Berlim – o que já é uma grande conquista. Venceu o prêmio da crítica no Festival de Cartagena. Foi o escolhido para representar o Brasil na corrida pelo Oscar de melhor filme estrangeiro – mas não chegou a ficar entre os cinco indicados.
Levou também o troféu de melhor filme no Grande Prêmio Cinema Brasil em 2008, o prêmio de público no Festival do Rio de Janeiro de 2006 e o prêmio da crítica na Mostra Internacional de São Paulo de 2006.
O crítico Luciano Ramos fez uma boa análise no filme em seu livro Os Melhores Filmes Novos, de 2009, lançado pela Editora Contexto, em que analisa 290 títulos exibidos no Brasil entre 2005 e 2008. Eis aqui:
“Destacando-se como um dos melhores filmes brasileiros de 2006, O ano em que meus pais saíram de férias mostra um momento histórico do Brasil inteiramente do ponto de vista de um menino de 10 anos. A história tem muito da própria biografia de Cao Hamburger (São Paulo, 1962), diretor e co-autor do roteiro. Trabalhou na TV Cultura, dirigindo a série Castelo Rá-tim-bum e, em 1999, o filme de mesmo nome, que foi, aliás, o seu primeiro longa. Assim como ele, o protagonista é filho de pai judeu e mãe católica. Em 1970, os pais do personagem entram na luta armada contra a ditadura e dizem que vão sair de férias por tempo indeterminado. Tentam deixar o garoto na casa do avô, mas uma fatalidade faz que ele venha a ser adotado pela comunidade judaica do bairro do Bom Retiro. Graças a uma hábil direção de atores, Hamburger desenvolve uma narrativa comovente, em que tudo funciona: cenografia, música e figurinos. Salienta-se o trabalho do veterano Germano Haiut, um ator de teatro amador que vive no Recife. Como diz o próprio diretor, boa parte do sucesso de um filme vem da escolha do elenco. Ele tem razão, mas vai ser difícil, senão impossível, encontrar um só defeito em O ano em que meus pais saíram de férias. No Festival do Rio, os cariocas diziam ‘tem cara de filme europeu’. Mas é na verdade um novo paradigma para o cinema de São Paulo.”
É uma bela crítica, mas eu gostaria de registrar de novo que o filme não explicita em momento algum que os pais de Mauro entram na luta armada. Esse foi o entendimento do crítico – mas o filme não diz isso. A rigor, ele deixa em aberto, como já foi dito, qual era exatamente a posição do casal, a que organização antiditadura eles estavam filiados. Na ditadura, em especial ali por 1970 e durante todo o governo Garrastazu Médici, mas não só nesse período, não se prendiam apenas os que optaram pela luta armada. Prendia-se qualquer pessoa que se opusesse, de alguma forma, mesmo sem qualquer ato de violência, à ditadura – como os pais de Cao Hamburger, como meu irmão Geraldo, como Rubens Paiva, como Vlado Herzog, como Manoel Fiel Filho, como tantos operários, estudantes, professores, profissionais liberais, religiosos, católicos, judeus, fosse o que fosse.
Anotação em novembro de 2025
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
De Cao Hamburger, Brasil, 2006
Com Michel Joelsas (Mauro Gadelha, o garoto que narra a história),
Germano Haiut (Shlomo, o vizinho do avô de Mauro),
Daniela Piepszyk (Hanna, a garotinha do prédio do avô de Mauro),
Caio Blat (Ítalo, o ativista amigo do pai de Mauro), Liliana Castro (Irene, a moça linda do bar), Simone Spoladore (Beatriz Gadelha, a mãe de Mauro), Eduardo Moreira (Daniel Gadelha, o pai de Mauro), Felipe Braun (Caco, amigo de Hanna), Haim Fridman (Duda, amigo de Hanna), Silvio Boraks (rabino Samuel), Rodrigo dos Santos (Edgar, o namorado de Irene)
e, em participação especial, Paulo Autran (Mótel Gadelha, o avô de Mauro)
Roteiro Claudio Galperin, Bráulio Mantovani, Anna Muylaert, Cao Hamburger.
Argumento Claudio Galperin, Cao Hamburger
Fotografia Adriano Goldman
Montagem Daniel Rezende
Música Beto Villares
Direção de arte Cássio Amarante
Figurinos Cristina Camargo
Produção Caio Gullane, Cao Hamburger, Fabiano Gullane; co-podução Fernando Meirelles, Daniel Filho. Gullane, Caos Produções Cinematográficas, Miravista, Globo Filmes, Lereby Productions.
Cor, 110 min (1h50)
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